UOL Notícias Blogs
 

Blog

Cobertura política, eleitoral, pesquisas e notícias do poder

23h11 - 25/11/2010
 

Exército usará 800 homens no Rio

tropas já atuarão nesta 6ª feira com 2 helicópteros e 10 blindados

 

trabalho foi batizado de Operação Garantia da Lei e da Ordem (GLO)

 

Operação requerida pelo governador do Rio, Sérgio Cabral, vai envolver as Forças Armadas no combate ao crime organizado no Estado. O presidente Lula aprovou e o ministro da Defesa, Nelson Jobim, acaba de autorizar o envio de 800 soldados do Exército para atuar em solo fluminense.

 

Também devem ser utilizados 2 helicópteros da FAB e 10 veículos blindados. "Também serão fornecidos, temporariamente, equipamentos de comunicação entre aeronaves e tropas em solo e óculos para visão noturna", informou a Defesa.

 

A ideia é que esse efetivo todo atue nos perímetros dos locais que forem invadidos pela polícia do Rio. Por exemplo, quando a polícia ocupar um morro, poderá deixar o entorno do local por conta das Forças Armadas.

 

O trabalho das três Forças terá comandos individuais, mas um comandante de toda a operação será designado pelo Estado Maior Conjunto da Defesa. A função desse comandante será o de coordenar o trabalho entre os intregantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica que estiverem atuando no Rio.

 

O trabalho foi batizado oficialmente pelas Forças Armadas de Operação Garantia da Lei e da Ordem (GLO). Não será propriamente uma atuação integrada e totalmente conjunta entre soldados e policiais. Cada grupo terá funções específicas. A polícia do Rio continuará a ter o objetivo principal de perseguir e prender os criminosos. Já o Exército atuará na retaguarda, sem ações de caça aos bandidos.

 

A seguir, as íntegras do comunicado oficial do Ministério da Defesa e da diretriz ministerial que foi assinada por Jobim:

 

Defesa envia Tropas e mais equipamentos ao Rio de Janeiro


"Brasília, 25/11/2010 – O ministro da Defesa, Nelson Jobim, assinou na noite desta quinta-feira (25/11)a Diretriz Ministerial nº 14, que determina às Forças Armadas o reforço do apoio ao Governo do Rio de Janeiro nas operações de combate à onda de criminalidade que afeta a cidade.

 

"A Operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) foi solicitada pelo Governador do Rio de Janeiro e autorizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Serão enviados 800 homens do Exército, para garantir a proteção dos perímetros das áreas que forem ocupadas pelas polícias.

 

"Também serão enviados dois helicópteros da Força Aérea e 10 blindados de transporte, com origem a ser definida em coordenação entre as próprias Forças, inclusive a Marinha, que já se encontra com viaturas em operação. Também serão fornecidos, temporariamente, equipamentos de comunicação entre aeronaves e tropas em solo e óculos para visão noturna".

 

Leia a Diretriz Ministerial 14/2010, para as Forças Armadas,
assinada na noite desta quinta-feira
pelo Ministro da Defesa, Nelson Jobim

 

Brasília, 25 de novembro de 2010



DIRETRIZ MINISTERIAL N°. 14/2010


O SENHOR PRESIDENTE DA REPÚBLICA determinou o emprego das FORÇAS ARMADAS, para a garantia da lei e da ordem, na cidade do Rio Janeiro.


Tal decisão decorreu de solicitação feita pelo SENHOR GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO JANEIRO, nesta data.


O SENHOR PRESIDENTE DA REPÚBLICA autorizou a atuação das forças “nas condições e extensão solicitadas”.


Assim, com fundamento no art. 7°, I, do Decreto n°. 3.897/2001, e nos limites solicitados pelo SENHOR GOVERNADOR


DETERMINO


1. Ao COMANDANTE DO EXÉRCITO que acione efetivo de “800 militares”, do COMANDO MILITAR DO LESTE (CML), para “serem utilizados na proteção de Perímetro de áreas conflagradas a serem tomadas pelas forças estaduais e pela Polícia Federal”, além do efetivo necessário para o apoio da tropa e sua defesa.


Esse efetivo estará sob o comando do oficial designado pela autoridade militar competente e deverá operar em coordenação e articulação com as forças policiais estaduais e federais e com as demais forças militares.


2. Ao COMANDANTE DA AERONÁUTICA que acione:


a. Uma aeronave de asa rotativa “Super Puma para transporte de tropa” ou equivalente; e


b. Uma aeronave de asa rotativa  “H1H para utilização com atiradores” ou equivalente.


As aeronaves deverão ser operadas por militares da Aeronáutica em coordenação e articulação com as forças policiais estaduais e federais e com as demais forças militares.


3. Aos COMANDANTES DAS FORÇAS ARMADAS que, articuladamente, acionem:


a. “Dez viaturas blindadas para transporte de pessoal”, incluindo as respectivas guarnições que as conduzirão;


b. “Equipamentos de comunicação aeronave x solo”, para serem cedidos, temporariamente, às forças estaduais;


c. “Equipamentos de visão noturna”, para serem cedidos, temporariamente, às forças estaduais;


4. Ao ESTADO MAIOR CONJUNTO DAS FORÇAS ARMADAS que designe oficial para:


a. promover a integração dos comandos militares empregados na operação;


b. promover a ligação com as autoridades estaduais e federais; e


c. manter este Ministério informado das operações, via o Centro de Operações Conjuntas (COC).    


NELSON A. JOBIM

Ministro da Defesa

 

Quer seguir o blog no Twitter? Aqui

Por Fernando Rodrigues
18h17 - 24/11/2010
 

Lula volta a cobrar desculpas de Serra

presidente diz que “tentaram inventar outra história” para a bolinha de papel

Lula começou e terminou a entrevista que concedeu a blogueiros na manhã de hoje (24.nov.2010) falando sobre o episódio da bolinha de papel na campanha de José Serra (PSDB). O presidente cobrou desculpas de seu adversário e considerou a cena “uma mentira” e “patética”.

Em 20.out.2010, quando fazia caminhada no Rio de Janeiro, Serra teria sido atingido, na cabeça, por objetos ainda não claramente identificados. Fez tomografia, cancelou compromissos de campanha e ficou em repouso.

Uma primeira reportagem do “SBT”, nessa data, identificou o objeto como uma bolinha de papel, vista claramente nas imagens (aqui, vídeo da emissora). No dia seguinte (21.out.2010), a “Globo” anunciou que, além da bolinha de papel, uma bobina de fita crepe teria atingido José Serra – com base em imagens captadas por celular da reportagem do jornal “Folha de S.Paulo” (aqui, vídeo do “Jornal Nacional”; aqui, o da "Folha").

O SBT também divulgou as imagens captadas pelo celular da “Folha” em uma outra reportagem. A partir daí, uma enxurrada de interpretações técnicas sobre as imagens do episódio surgiu na web. Vários especialistas divergiram da versão apresentada por um técnico no “Jornal Nacional”. Aqui e aqui, exemplos dessas análises. O episódio nunca foi inteiramente esclarecido de maneira definitiva. Para Lula, entretanto, tratou-se apenas de uma bolinha de papel que atingiu José Serra.
 
Antes de começar o encontro com os blogueiros, Lula brincou: “depois da entrevista vou fazer bolinha de papel e jogar na cabeça de cada um [dos blogueiros] pra ver quem faz mais machucado”. Quase na hora de encerrar a conversa, retomou o assunto e deixou claro que, para ele, Serra protagonizou uma farsa.

“Aquilo era pra culpar o PT. Aquilo era pra culpar a violência, aquilo era pra culpar um monte de coisa, quando na verdade a violência foi o desrespeito ao ser humano. Por isso é que eu disse: o Serra tem que pedir desculpas ao povo brasileiro, porque ninguém pode brincar com o povo desse jeito”, afirmou Lula.

O presidente disse que, no dia em que Serra foi agredido, não tinha planejado conceder entrevista, mas decidiu falar porque viu uma reportagem e “a cena patética que ‘tavam mostrando”. “Eu disse: ‘a Dilma é mulher, ela não deve lembrar do jogo do Brasil de 1990 com o Chile. Ela não deve saber nada do tal do Rojas. Eu vou falar’”, contou Lula. “Foi uma desfaçatez. Gente, eu perdi três eleições. Eu poderia perder a quarta e a quinta. Eu jamais teria a coragem de fazer uma mentira daquela”, continuou o presidente.

Lula critica Globo
Um dos blogueiros perguntou a Lula se tinha ficado decepcionado com a “TV Globo” (a emissora contestou a versão de que teria sido só uma bolinha de papel). O presidente respondeu de maneira ambígua, mas acabou criticando indiretamente a Globo: “fiquei decepcionado porque tentaram inventar uma outra história. Tentaram inventar um objeto invisível que até agora não mostraram. Não precisa disso, gente”, respondeu.

Abaixo, transcrição do trecho final da entrevista de Lula aos blogueiros, em que ele comenta o caso da bolinha de papel:

“Aquele dia do papel eu não ia dar entrevista. Eu tinha feito um ato lá em Rio Grande, no Rio Grande so Sul. Eu não ia dar entrevista. Quando eu vi uma reportagem que eu vi a cena patética que tavam mostrando, sabe? Eu disse: ‘a Dilma é mulher ela não deve lembrar do jogo do Brasil de 1990 com o Chile. Ela não deve saber nada do tal do Rojas eu vou falar, sabe? Porque, realmente, foi uma desfaçatez. Gente, eu perdi três eleições. Eu poderia perder a quarta e a quinta. Eu jamais teria a coragem de fazer uma mentira daquela”.

“O senhor ficou decepcionado com a TV Globo naquela cobertura?” [pergunta de blogueiro]

“Sabe eu fiquei decepcionado porque tentaram inventar uma outra história. Tentaram inventar um objeto invisível que até agora não mostraram. Não precisa disso, gente. O que é importante é que vocês que trabalham na internet sabem o seguinte: nunca no mundo saiu tanta matéria tão rápido e tanta gente acessou como naquele episódio”.

“Porque foi uma coisa que o povo não merece aquilo. Aquilo era pra culpar o PT. Aquilo era pra culpar a violência, aquilo era pra culpar um monte de coisa, quando na verdade a violência foi o desrespeito ao ser humano. Por isso é que eu disse: o Serra tem que pedir desculpas ao povo brasileiro, porque ninguém pode brincar com o povo desse jeito”
.



Quer seguir o blog no Twitter? Aqui

Por Fernando Rodrigues
 

Lula: Ahmadinejad foi mal interpretado sobre Holocausto

Na entrevista concedida a blogueiros no Palácio do Planalto na manhã de hoje (24.nov.2010), o presidente Lula falou sobre suas relações com o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad. Ele também afirmou que o Conselho de Segurança da ONU se sentiu derrotado quando o Brasil conseguiu fechar negociação sobre armas nucleares com os iranianos.


Lula contou que se interessou por questionar Ahmadinejad sobre sua interpretação do holocausto. “Eu disse: presidente, me diga uma coisa, é verdade que vossa excelência,
porque eu trato assim, 'vossa excelência', não acredita no holocausto?”, disse Lula.

O que o iraniano quis dizer, segundo Lula, é que “morreram 70 milhões de pessoas na 2ª Guerra e parece que só morreram judeus”. Aí Lula disse ao iraniano, segundo seu relato, que essa explicação deveria ser dada mais publicamente. Para o presidente brasileiro, o colega do Irã teria sido mal interpretado a respeito de seu conceito histórico a respeito do Holocausto.

Em seguida, o presidente contou que, antes dele, líderes de outros países, como Barack Obama (EUA), Nicolas Sarcozy (França) e Angela Merkel (Alemanha) nunca haviam conversado com Ahmadinejad.

Quando partiu em viagem para negociar um acordo nuclear com o Irã, Lula revelou que se sentiu apanhando. Num dos momentos em que os blogueiros presentes mais deram risadas, o presidente relatou que, para negociar com Ahamadinejad, disse: “Eu to aqui apanhando. Você não conhece a imprensa brasileira, mas tô apanhando [risos dos blogueiros presentes]”.

Lula também manifestou que se sentiu marginalizado por outros líderes do G8 e do G20. Mas, sua “frustração como ser humano” ocorreu após conseguir o acordo. “Conseguimos o que o conselho de segurança da ONU queria. E quando nós conseguimos, eles se sentiram derrotados, porque nao foram eles que conseguiram”.


Quer seguir o blog no Twitter? Aqui

Por Fernando Rodrigues
 

Lula: até 17.dez para nomear ministro do STF

sugere "solução a dois" com "50% de responsabilidade de cada um [dele e de Dilma]"


"Se não for possível indicar até o dia 17 [de dezembro], vou deixar para a Dilma indicar", disse Lula sobre a nomeação do 11º ministro do Supremo Tribunal Federal, cargo que está vago desde o início agosto.


A declaração foi dada em entrevista hoje com blogueiros no Palácio do Planalto. Lula disse que já consultou o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), a respeito de quando seria a data limite para que o ministro do STF possa ser sabatinado --condição constitucional para a nomeação. Sarney respondeu que os senadores trabalham até 17 de dezembro.

 

Lula disse que já conversou com Dilma Rousseff a respeito e relatou que perguntou à ela se teria alguém que quisesse indicar. "Você me peça", afirmou.

 

Ou, outra opção, disse Lula, seria uma "solução a dois" com "50% de responsabilidade de cada um [dele e de Dilma]". Segundo o presidente, ele teria tido essa mesma atitude se o vencedor da eleição presidencial deste ano tivesse sido José Serra (PSDB).

 

O presidente relatou que as pressões e os lobbies para indicar um ministro do STF é maior do que para nomear um ministro de Estado.

 

Quer seguir o blog no Twitter? Aqui

Por Fernando Rodrigues
 

Lula fala sobre a mídia. E vai ao ataque.

presidente diz desejar um instrumento para combater “falsas denúncias”


Em entrevista hoje com blogueiros no Palácio do Planalto, Lula disse que “parte da imprensa” brasileira não está interessada em retratar seu governo, mas sim divulgar uma interpretação dos fatos que não corresponde ao que acontece no Brasil nem às pesquisas que indicam alta popularidade de sua gestão.

“Se daqui a 100 anos alguém for fazer a história do meu mandato e for pegar algumas revistas, vai ter a pior impressão possível”, diz Lula. “Vai ter que se informar por revistas americanas ou por vocês da internet”, sugeriu o presidente.

Em seguida, ele disse que o governo deve continuar investindo em tornar os brasileiros mais “controladores de sua vontade” para que possam ter olhar crítico aos meios de comunicação. “Vamos trabalhar para que o leitor brasileiro fique cada vez mais sabido, controlador da sua vontade”, diz Lula, que passa a Presidência para Dilma Rousseff em 1°.jan.2010.


Mais adiante, Lula falou: "Não existe maior censura do que a idéia de que a mídia não pode ser criticada".

 

Lula disse também que, antes de acabar seu mandato, tentará desenhar um instrumento para que a sociedade possa acionar judicialmente veículos de imprensa que divulgam, segundo o presidente, “falsas denúncias”.

O presidente citou exemplos de notícias que teriam prejudicado a sociedade.

“Lembro que tava tendo a febre, não a suína, a gripe aviária... E eu lembro que um determinado jornal publicou em horário nobre umas galinhas mortas em Marília e disseram que era gripe aviária. Por conta disso caiu 70% o consumo de galinha no Brasil”, declarou Lula.

“Fui na Embrapa pra dizer aos companheiros da imprensa que nesses casos é preciso mais seriedade. É preciso procurar especialistas. Mas não especialistas de plantão”, criticou Lula.

Segundo Lula, a imprensa também provocou medo entre a população durante o surto de febre amarela e com a crise econômica americana.

Ele teorizou sobre como deve ser a atitude de um jornal ao obter resultados negativos em pesquisa de consumo. Para Lula, a manchete correta não pode ser “Consumidor está com medo”. Segundo o presidente, o correto seria o inverso. “Companheiro a informação que você tem que dar é pra reverter, não pra causar pânico”, afirmou.

Lula manifestou vontade de “ir atrás disso [instrumento para acionar os veículos judicialmente]”.

“Para ver se deixo alguma mudança para a Dilma, para facilitar a capacidade de ação do governo e da própria sociedade”, explicou Lula aos blogueiros.

 

Quer seguir o blog no Twitter? Aqui

Por Fernando Rodrigues
 

Marina não se elegeria senadora pelo Acre, diz Lula

Lula diz que precisa “entender o que acontece no Acre”. A frase compõe resposta do presidente à questão do blogueiro Altino Machado, do Blog do Altino Machado, durante entrevista hoje com blogueiros no Palácio do Planalto.


O jornalista lembrou que o Acre é o Estado que há mais tempo é governado pelo PT (assim como São Paulo é pelo PSDB). No entanto, os candidatos do PT à presidência não tem entre os acrianos o mesmo sucesso que os candidatos a governador.

Sem ser conclusivo, Lula deu a entender que atribuí fracassos, como sua derrota para Alckmin em 2006 no Acre, a um discurso equivocado. Ele também indicou que o comportamento do eleitorado do Acre pode ter sido subestimado pelo PT. “Na minha opinião um dos motivos que levou a Marina ser candidata à presidente foi que ela não se elegeria senadora pelo Acre. O Jorge Viana quase não se elegeu”.

Para Lula, os governos petistas fizeram bem no Acre e, se há revés nas urnas, é porque o partido está agindo errado. “Se tem uma coisa certa lá é o povo. Ao invés de culpar o povo, é preciso que a gente sente e faça uma reflexão pra descobrir onde a gente errou”, afirmou.

 

Quer seguir o blog no Twitter? Aqui

Por Fernando Rodrigues
 

"Gostaria de ter encontrado os cadáveres", diz Lula

Na entrevista de Lula hoje com blogueiros no Palácio do Planalto, o blogueiro Leandro Fortes questionou o presidente sobre a iminência de condenação do Brasil na Corte Interamericana dos Direitos Humanos por não tomar atitudes como investigar e punir torturadores do período da ditadura militar.


Lula respondeu que tratou da questão “de forma como ninguém jamais tratou”. Mas, segundo ele, “o problema é que o resultado não é o esperado”. Argumentando que os corpos de militantes de esquerda torturados e mortos não foram encontrados. Disse que o governo federal se empenhou nas investigações, expedições e deu publicidade para o assunto.


“Gostaria de ter encontrado os cadáveres. Espero que a Dilma tenha mais sorte do que eu. É justo que a história seja contada em sua totalidade, não só pela metade”.

 

Quer seguir o blog no Twitter? Aqui

Por Fernando Rodrigues
 

Abrir documentos sigilosos ainda é dúvida, diz Lula

Na sua entrevista agora com blogueiros no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que ainda há dúvidas dentro do governo sobre se determinados documentos históricos do governo serão divulgados ou permanecerão em sigilo eterno.

 

Lula falou de maneira indireta a respeito desse tema. “Essa é uma discussão que está rolando” dentro do governo, afirmou, referindo-se a “alguns documentos históricos” que podem causar constrangimento em relação a alguns países vizinhos do Brasil.

 

O assunto está em discussão no Congresso, no projeto de Lei de Direito de Acesso a Informações Públicas. O Ministério das Relações Exteriores e o Ministério da Defesa são contra a liberação de determinados documentos considerados históricos e que se referem a conflitos armados e delimitação das fronteiras do Brasil. Querem a possibilidade de manter tudo para sempre em sigilo.

 

Como Lula disse que a discussão ainda está “rolando” dentro do governo, é sinal de que nada será decidido a respeito do assunto ainda neste ano.

 

A entrevista de Lula a blogueiros começou em torno das 9h40 de hoje, 24.nov.2010. O início estava marcado para as 9h.

 

Antes de responder a 1ª questão, Lula brincou: “Depois da entrevista vou fazer bolinha de papel e jogar na cabeça de cada um [dos blogueiros] pra ver quem faz mais machucado”. O presidente se referiu a episódio em que o então candidato do PSDB à Presidência neste ano, José Serra, fez uma tomografia depois de ter sido atingido durante uma manifestação no Rio.

 

A 1ª questão respondida por Lula foi de Renato Rovai, do Blog do Rovai e da Revista Fórum. “Por que não se avançou mais na democratização da comunicação?”.

 

Lula disse que nunca censurou perguntas da imprensa e que o controle sobre o conteúdo é feito somente pelo público, que escolhe a informação que quer acessar (discurso muito próximo da metáfora do controle remoto de Dilma). Lula ainda alfinetou a oposição, criticando projeto do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) para controlar a internet: “Sempre me coloquei contra. É estupidez qualquer presidente querer censurar a internet”.

 

 

Quer seguir o blog no Twitter? Aqui

Por Fernando Rodrigues
 

Dilma com Meirelles e Paulo Bernardo

A presidente eleita, Dilma Rousseff, terminou nos primeiros minutos de hoje (24.nov.2010) sua conversa com o atual presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Comunicou que não necessita mais dos seus serviços e que o substituto será Alexandre Tombini, que já é diretor do BC.

 

Logo mais, hoje cedo, Dilma toma café da manhã com o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. Vai também comunicar a ele que sua fase nesse ministério está no final, pois a partir de 1º de janeiro a nova titular da pasta será Miriam Belchior. Mas Bernardo, diferentemente de Meirelles, deve permanecer no governo em uma cadeira mais importante do que a atual, com viés mais político.

 

Dilma tem feito muitas consultas a políticos de partidos aliados ao PT. Está formando juízo sobre como preencherá as 37 cadeiras de ministros. Poucos sabem como será a partilha, exceto os poucos nomes até agora vazados sobre a equipe econômica. Novos nomes só devem sair na semana que vem.

 

Quer seguir o blog no Twitter? Aqui

Por Fernando Rodrigues
08h54 - 23/11/2010
 

Corrupção: 2,5 mil servidores expulsos desde 2003

até 2010, o total de expulsões chega a 2,8 mil, por vários motivos, segundo relatório da Controladoria-Geral da União

De janeiro de 2003 a outubro de 2010, foram expulsos do serviço público federal 2.802 funcionários, segundo relatório da Controladoria-Geral da União (CGU). O motivo mais freqüente para as expulsões é o uso indevido do cargo (uma forma de corrupção), que provocou 1.471 demissões, cassações ou destituições.

O ranking das 5 principais causas de expulsão inclui outras 2 formas de corrupção: improbidade administrativa (817 expulsões) e recebimento de propina (257). Somados, os 3 tipos de corrupção resultaram em 2.545 expulsões.

A lista ainda destaca 2 motivos não relacionados à corrupção: abandono de cargo (406) e  desídia (que é a falta de cuidado no trabalho, 243 expulsões). Motivos não especificados respondem por 1.052 expulsões.

Abaixo, quadro divulgado pela CGU em seu Relatório Mensal sobre Punições Expulsivas referente a outubro de 2010:




A CGU existe desde 2001, criada por Fernando Henrique Cardoso, mas o relatório sobre expulsões no âmbito federal começou a ser produzido em 2003. Só a partir de 2003, portanto, pode-se saber que o total de funcionários que receberam essa punição aumentou. Não há estatísticas a respeito para o período que vai de 1500, quando o Brasil foi achado oficialmente por Portugal, até 2002.


O quadro abaixo mostra a sequência de dados (para 2010 o relatório é preliminar, com informações colhidas até outubro):




A CGU afirma que os dados do relatório se referem ao n° de funcionários que recebem pena de expulsão (com demissão, cassação ou destituição do cargo). Mas, depois de receber a pena, podem recorrer à Justiça e voltar a trabalhar. Atualmente, a taxa de readmissão está em torno de 10% dos expulsos, segundo a assessoria de imprensa da CGU.

Procedimento
Expulsão de funcionários públicos resulta de processo que ocorre, basicamente, de 2 formas.

A 1ª forma ocorre no próprio local no qual o servidor público trabalha. O órgão abre então uma sindicância (conduzida por seus próprios funcionários), que pode recomendar a expulsão. Se esse for o caso, segue-se um processo administrativo disciplinar (também movido por seus funcionários). Se o processo terminar em expulsão, a chefia do órgão toma as providências para executar a medida. O condenado administrativamente pode recorrer à Justiça.

A 2ª forma é quando a CGU promove o processo disciplinar. Isso só ocorre se o envolvido tem cargo de chefia ou posição que possa inibir a ação dos colegas que devem investigá-lo. Também ocorre quando o “réu” é um grupo e não apenas um indivíduo ou se o caso assume grandes proporções (o que também pode constranger os incumbidos do inquérito).

O Brasil tem hoje, segundo o mais recente Boletim Estatístico de Pessoal, 536.321 servidores públicos civis no Poder Executivo e 328.087 militares. Há também 19.458 funcionários no Poder Legislativo (Câmara e Senado) e 80.932 no Poder Judiciário. Ou seja, no âmbito federal, o país tem no momento um total de 964.798 trabalhadores na ativa.

Essa estatística de pessoal do governo federal também é bem recente. O sistema de boletins mensais foi criado apenas em 1996 pelo então ministro Administração Federal e Reforma do Estado, Luiz Carlos Bresser Pereira.

Antes de 1996 havia apenas registros precários sobre a administração pública federal. Ou seja, o Brasil foi descoberto em 1500. Mas só passou a saber detalhadamente quantos servidores públicos emprega a partir de 1996. E só a partir de 2003 quantos de fato foram punidos.





Quer seguir o blog no Twitter? Aqui

Por Fernando Rodrigues
21h20 - 21/11/2010
 

Poder e política na semana – 22 a 28.nov.2010

A agenda da presidente eleita, Dilma Rousseff (PT), é divulgada com muita parcimônia. Nesta semana, é certo apenas que irá à reunião da Unasul (dia 26, na Guiana) e encontrará integrantes da equipe de transição (sem datas confirmadas).

A grande expectativa da semana é quem a presidente eleita escolherá para ser presidente do Banco Central. Dilma deve se encontrar com Henrique Meirelles, atual ocupante da cadeira, no início da semana. Reunião pode ser na 3ª, 4ª ou 5ª, quando ambos estarão em Brasília. Aqui, a agenda oficial de Meirelles.

O presidente Lula começa a semana em São Paulo, onde visita o Quilombo de Ivaporunduva e recebe homenagem da Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil.

Na 3ª feira, deputados e senadores retornam à Brasília. Na Câmara, partidos devem continuar negociando alianças e medindo forças para interferir na composição do novo governo.

No Senado, polêmica sobre quem vai representar o Brasil no Parlamento do Mercosul deve reacender os ânimos. Senadores derrotados na eleição de 2010 querem ir para o Parlasul, em 2011, mesmo sem mandato no Brasil.

Na 3ª ou na 4ª, senadores petistas podem se reunir com presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), para tratar de assuntos da Casa– inclusive a questão do Parlasul.

Na 4ª e 5ª haverá reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN). A essa altura, Dilma já terá conversado com Henrique Meirelles, presidente do BC – que pode ou não ser mantido na cadeira.
E, no próximo domingo (28.nov.2010), o Haiti elege seu novo presidente.

A seguir, o drive político da semana:


Segunda (22.nov.2010)
Lula em São Paulo
– pela manhã, visita comunidade quilombola de Ivaporunduva. À tarde, despacha no escritório paulistano da Presidência. À noite, recebe homenagem da Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil.

Dilma e o BC – presidente eleita deve definir nesta semana quem vai presidir o Banco Central em seu governo. Programada uma reunião entre ela e o atual titular do BC, Henrique Meirelles.

Melhores congressistas – site Congresso em Foco entrega prêmio para os melhores deputados e senadores de 2010, em Brasília.

Parlamento jovem – 78 deputados mirins ficam em Brasília até 26.nov.2010 para discutir seus próprios projetos de lei, simulando o trabalho legislativo. Aqui, quadro com o n° de deputados jovens de cada Estado.
 
Caos aéreo – Anac convocou representantes de companhias aéreas, Infraero, Polícia Federal e Receita Federal para discutir prevenção a problemas em aeroportos no fim do ano.


Terça (23.nov.2010)
Câmara – deputados retornam a Brasília e o bafafá dos blocos para 2011 deve recomeçar no Congresso.

Senado – líderes da base governista, ausentes nos últimos tempos por conta das eleições, podem se encontrar pelos corredores da Casa. Aloysio Mercadante (PT-SP) e Renato Casagrande (PSB-ES) confirmam presença.

PMDB e Lula – na casa do deputado federal Eunício Oliveira (PMDB-CE), eleito senador para 2011, partido faz homenagem ao presidente petista.
Comentário do blog: vão falar sobre o “blocão”?

Inflação – IBGE divulga seu Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15. FGV divulga IPC-S.


Quarta (24.nov.2010)
Casa de polícia – Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) inaugura sede própria, em Brasília (SHIS QI 7, Conjunto 6, Casa 2 – Lago Sul). Evento começa às 18h30.

Desemprego – Dieese divulga pesquisa mensal sobre emprego e desemprego. Aqui, calendário de divulgações do Dieese.

Política econômica – Comissão Técnica da Moeda e do Crédito (Comoc) faz sua reunião mensal.

Inflação e consumo – Fipe divulga IPC referente ao período de 24.out.2010 a 22.nov.2010. FGV divulga suas “Sondagens do Consumidor”.


Quinta (25.nov.2010)
Emprego – IBGE também divulga pesquisa mensal sobre o tema.

Política econômica – Conselho Monetário Nacional (CMN) faz reunião mensal.


Sexta (26.nov.2010)
Dilma na Unasul – presidente eleita comparece à reunião de cúpula do grupo, em Georgetown, capital da Guiana.


Sábado (27.nov.2010)
Vida de Lobãomúsico agora tem biografia em livro, que inclui a época em que esteve próximo da chefia do Comando Vermelho. Escrito pelo jornalista Cláudio Tognolli, será lançado às 22h, na Livraria Cultura da avenida Paulista, em São Paulo.


Domingo (28.nov.2010)
Eleição no Haiti – país escolhe novos presidente, deputados e senadores.




Quer seguir o blog no Twitter? Aqui

Por Fernando Rodrigues
Perfil

Fernando Rodrigues, jornalista, nasceu em 1963. Fez mestrado em jornalismo internacional na City University, em Londres, Reino Unido (1986).

Na Folha desde 1987, foi repórter, editor de Economia, correspondente em Nova York (1988), Tóquio (1990) e Washington (1990-91). Na Sucursal de Brasília da Folha desde 1996, assina a coluna "Brasília", na página 2 do jornal, às quartas e sábados.

Mantém uma página de política no UOL desde o ano 2000 - com informações estatísticas e analíticas sobre eleições, pesquisas de opinião e partidos políticos. Em 2007/08 recebeu uma fellowship da Fundação Nieman, na Universidade Harvard (Cambridge, MA, nos Estados Unidos).

Regras de uso

Busca
Neste blog Na Web

Histórico