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Cobertura política, eleitoral, pesquisas e notícias do poder

21h27 - 30/10/2010
 

Taxa de abstenção é incógnita da eleição

Terminada a campanha eleitoral de 2010, divulgadas todas as pesquisas de intenção de voto. Não há como não apontar Dilma Rousseff (PT) como favorita para se tornar neste domingo, dia 31 de outubro, a primeira mulher presidente do Brasil.

 

Há, entretanto, um fator que tem intrigado os analistas das duas campanhas: a taxa de abstenção.

 

Os institutos de pesquisa dão vitória para Dilma. No Datafolha, ela tem 55% contra 45% de José Serra (PSDB), considerando-se os votos válidos. Essa sondagem e a de outros institutos, entretanto, não tem como aferir com precisão a taxa de abstenção que pode ser registrada nos diferentes Estados.

 

Sabe-se que a abstenção sempre aumenta em segundos turnos. Desta vez, há um fator complicador. Nunca houve tão poucos segundos turnos nos Estados. Serão apenas 9 os governadores a serem escolhidos em segundo turno, representando meros 14% dos eleitores, como apontou um post de 8.out.2010.

 

Ou seja, no domingo a imensa maioria dos eleitores não vota mais para deputado estadual, deputado federal, senador nem governador. Os cabos eleitorais desses políticos foram desmobilizados.

 

Qual efeito terá esse cenário até hoje inédito em eleições brasileiras? Não se sabe. O Blog fez um estudo com as taxas de abstenção recentes e cruzou com as de Estados nos quais não há eleição de segundo turno para governador agora em 2010. O post abaixo mostra que há mais tendência de abstenção em Estados nos quais Dilma foi vencedora no último dia 3 de outubro.

 

Mas o mais lógico, é claro, seria que a taxa de abstenção acabe se distribuindo proporcionalmente entre os dois candidatos. Menos eleitores de Dilma e de Serra vão comparecer às urnas. Ou seja, não haveria efeito sobre o que estão mostrando as tendências das pesquisas.

 

Como não há histórico anterior de situações semelhantes, não há como afirmar com 100% de segurança que a hipótese do parágrafo anterior é a que vai se materializar como realidade.

 

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Por Fernando Rodrigues
 

RO: Confúcio (PMDB) 60% x 40% Cahulla (PPS)

Pesquisa do Ibrape sobre a eleição para governador de Rondônia mostra Confúcio Moura (PMDB) com 60% dos votos válidos. O atual governador, João Cahulla (PPS), tem 40% e, de acordo com a pesquisa, não seria reeleito.  A contagem dos votos válidos exclui brancos e nulos do total de votos, como na apuração real da eleição.

Essa é a 2ª pesquisa Ibrape sobre o2° turno em Rondônia nesta semana. Foi feita de 27 a 29.out.2010 e tem margem de erro de 3 pontos percentuais (registro no TRE-RO: 31638/2010).

Ontem (29.out.2010), o Blog divulgou pesquisa Ibrape feita de 24 a 26.out.2010. O resultado era 59% para Confúcio e 41% para Cahulla. Ou seja: os candidatos estão estáveis. Tiveram oscilação de apenas 1 ponto, menos que a margem de erro.
 
Consideradas todos os votos, Confúcio Moura tem 56%. Cahulla, 38%. Brancos, nulos e indecisos são 6%.

Aqui, mais pesquisas sobre o 2° turno em Rondônia.


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Por Fernando Rodrigues
 

As vantagens do sistema proporcional

O analista político Antônio Augusto de Queiroz, do Diap faz uma ponderação sobre as críticas recebidas pelo sistema proporcional usado na eleição de deputados. Não é ruim como se pensa.

 

O total de votos dos deputados eleitos tem uma magnitude semelhante ao número de votos recebidos pelos senadores (que são escolhidos num sistema majoritário).

 

A seguir, o útil e esclarecedor artigo enviado por Antônio Augusto de Queiroz:

 

Representatividade da Câmara maior que a do Senado

 

Por Antônio Augusto de Queiroz (*)

              

                Um dos principais motivos invocados para a urgência de uma reforma política tem sido o fato de o nosso sistema de eleição proporcional permitir coligação entre partidos e, em função disto, que votos dados a um determinado candidato, de um determinado partido, sirvam para eleger outro candidato, e de outro partido. Isto, de fato, acontece, como o exemplo de Tiririca bem o demonstra, mas não compromete a representatividade da Câmara dos Deputados.

 

                Ao contrário do que freqüentemente afirmam jornalistas e analistas políticos, a representatividade da Câmara dos Deputados, cujos integrantes são eleitos pelo sistema proporcional e com possibilidade de coligação, não é menor que a do Senado Federal, que elege seus representantes pelo sistema majoritário. E isto é demonstrado por números.

 

                Quando somamos os votos obtidos pelos deputados eleitos  em 2010 (57.959.550), excluídos os dados à legenda e aos não-eleitos, chegamos a 60% dos votos válidos (96.580.011), enquanto a soma dos votos dos 27 senadores mais votados em cada Estado chegou a 58.337.030, um número absoluto um pouco maior que a soma dos votos dos deputados eleitos, porém com a diferença de que na eleição para o Senado este ano não existia a possibilidade do voto de legenda.

 

                 Logo, caso tivesse havido a possibilidade de voto de legenda para o Senado (não houve porque o eleitor votava em dois senadores por Estado), muito provavelmente o número de votos dados aos senadores teria sido menor, já que parte desses votos iriam para a legenda, como ocorreu no caso da Câmara e, portanto, não seriam contados para efeito de representatividade dos eleitos.

 

                Entretanto, se considerarmos a soma dos votos dados aos 54 senadores eleitos (103.447.496), dividida por dois (51.723.745), tanto em números absolutos, quanto em porcentual, a representatividade do Senado seria menor que a da Câmara dos Deputados.

 

                Cabe lembrar, ainda, que o número de candidatos à eleição proporcional (tanto em relação às vagas em disputa quanto em relação a quantidade de postulantes por partido) é bem superior ao número de candidatos aos cargos majoritário, inclusive nas eleições para o Senado, prefeitura, o governo e presidente da República.

 

                Este simples exercício demonstra que, em cada eleição, a soma dos votos dados exclusivamente aos deputados eleitos, apesar de a eleição ser proporcional e com possibilidade de coligação, é maior que a soma dos votos dados aos senadores eleitos pelo sistema majoritário.

 

                O assunto da reforma política, por este simples exemplo, precisa de uma análise mais aprofundada.  Nem sempre as supostas razões para sua realização encontram amparo na realidade.

 


                (*) Antônio Augusto de Queiroz é jornalista, analista político, Diretor de documentação do Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar) http://www.diap.org.br/  e autor dos livros “Por dentro do processo decisório – como se fazem as leis” e “Por dentro do governo – como funciona a máquina pública”.

 

 

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Por Fernando Rodrigues
 

Placar do 2° turno nos Estados e no Distrito Federal

Na véspera da votação de 31.out.2010, o quadro geral das pesquisas de opinião mostra indefinição nas eleições de Alagoas e de Goiás. Nesses Estados, as sondagens mais recentes indicam empate técnico entre os concorrentes, pois a diferença entre eles não supera a margem de erro.

O quadro abaixo mostra os resultados mais recentes dos institutos de pesquisa para o Distrito Federal e os 8 Estados que têm 2° turno para governador:




Apesar da indefinição, tanto em Alagoas quanto em Goiás é mantida a tendência de o candidato que venceu o 1° turno estar numericamente à frente. Na história recente das eleições e em 2010, o favorito para vencer o 2° turno é quem venceu o 1°, como publicou o blog em 6.out.2010.

A única virada de 2010 registrada pelas pesquisas, até agora, está no Amapá. Camilo Capiberibe (PSB) perdeu o 1° turno para Lucas Barreto (PTB), mas agora lidera a disputa, segundo o Ibope.

Outra peculiaridade de 2010 é ser o ano em que o menor percentual de eleitores vai votar para governador e presidente da República no 2° turno: apenas 14% do total. Em 2006, foram 41,4%. Em 2002, 53,3%. Aqui, comentário do Blog sobre essa queda.



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Por Fernando Rodrigues
 

AL: Teo Vilela (PSDB) 44% x 42% Lessa (PDT)

pesquisa indica empate técnico na eleição para governador de Alagoas

entre os alagoanos, Dilma tem 10 pontos de vantagem

Pesquisa do Instituto Gape sobre o 2° turno da eleição para governador de Alagoas mostra o candidato à reeleição Teo Vilela (PSDB) com 44% dos votos. O oposicionista Ronaldo Lessa (PDT) tem 42%. Brancos, nulos e indecisos são 13%.

Como a diferença entre os candidatos (2 pontos percentuais) não supera a margem de erro da pesquisa (3 pontos), há empate técnico.

Para presidente 50% dos alagoanos votam em Dilma Rousseff (PT), segundo o Gape. José Serra (PSDB) tem 40% dos votos.

Feita em 28.out.2010 com 1.055 eleitores, a sondagem está registrada no TRE-AL com o n°20173/2010. O Instituto Gape, ligado ao jornal “Gazeta de Alagoas”, pertence à Organização Arnon de Mello, controlada pela família Collor.

Aqui, as pesquisas sobre o 2° turno da eleição para governador no Pará. Aqui, sondagens sobre o 2° turno nos outros Estados, no Distrito Federal e para presidente.


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Por Fernando Rodrigues
 

PA: Jatene (PSDB) 49,5% x 34,8% Ana Júlia (PT)

no Pará, Dilma tem 50,9%; Serra, 38,4%

Pesquisa do Instituto Veritate sobre a eleição no Pará mostra vantagem de Simão Jatene (PSDB), com 49,5% das intenções de voto. A candidata à reeleição, Ana Júlia Carepa (PT), tem 34,8%. Brancos e nulos são 5,9%. Não responderam à questão 9,8% dos entrevistados.

Segundo a sondagem, 34,3% dos eleitores rejeitam votar em Ana Júlia neste 2° turno. Para Jatene, a rejeição é de 19,9%. Responderam que não rejeitam nenhum dos candidatos 35,5% dos entrevistados e 10,4% não responderam à pergunta.

Na eleição presidencial 50,9% dos paraenses votam em Dilma Rousseff (PT), indica a pesquisa. José Serra (PSDB) tem 38,4% dos votos. Brancos e nulos são 3,5%. Não responderam à questão 7,2% dos entrevistados.

A pesquisa foi feita de 22 a 26.out.2010 com 1.611 eleitores. Tem margem de erro de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos. Está registrada no TRE-PA com o n°19557/2010.

Aqui, as pesquisas sobre o 2° turno da eleição para governador no Pará. Aqui, sondagens sobre o 2° turno nos outros Estados, no Distrito Federal e para presidente.


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Por Fernando Rodrigues
00h42 - 29/10/2010
 

Estados pró-Dilma tendem a ter maior abstenção

onde não há 2° turno para governador, mais eleitores deixam de votar...

... em 12 desses Estados, petista venceu 1° turno

Levantamento feito pelo blog com dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) mostra que, em 2002 e em 2006, a abstenção foi maior em Estados onde não houve 2° turno para governador. Ou seja, menos eleitores votaram para presidente. Em 2010, essa tendência pode provocar uma diminuição do comparecimento em Estados onde Dilma Rousseff (PT) venceu o 1° turno.

Em 12 dos 18 Estados nos quais a petista venceu a 1ª votação não haverá 2ª etapa para governador. Esses 12 Estados reúnem 51,1% dos eleitores do país.

José Serra (PSDB) venceu em 9 Estados no 1º turno. Em 6 deles não haverá 2° turno estadual (34,4% do eleitorado).




Ao todo, os 18 Estados que só precisam votar para presidente no domingo (31.out.2010) possuem 86% do eleitorado nacional. O aumento médio da abstenção entre esses eleitores, em 2002, foi de 6 pontos do 1° para o 2° turno. Em 2006, de 4,5 pontos.

Análise das eleições passadas também aponta que, no geral, a abstenção é maior onde não há 2° turno estadual (como demonstrado nos quadros abaixo). Se a tendência se confirmar, 2010 pode registrar abstenção recorde, pois é o ano em que menos eleitores precisam votar para governador no 2° turno (apenas 14%, como noticiou o Blog em 8.out.2010).

A seguir, quadros com dados de abstenção para 2002 e 2006:







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Por Fernando Rodrigues
 

90% das empresas brasileiras sofreram fraude em 2010

Em 2010, 90% das empresas brasileiras reclamam ter sido vítimas de algum tipo de fraude. O dado é de estudo da Consultoria Kroll em parceria com o braço de pesquisas da revista inglesa “The Economist”. Com relação aos dados de 2009, houve queda na incidência de fraude, pois o percentual era de 92%.

Mas a novidade em 2010 é a relevância do roubo de informações, que se tornou a fraude mais praticada contra as empresas do país, superando o roubo de patrimônio físico.

Segundo o estudo, 43% dos empresários reclamam ter sofrido roubo de informações (eram 17% em 2009). Roubo de ativos físicos ficou em 2°: atingiu 30% das empresas (contra 33% em 2009), informa o repórter do UOL Fábio Brandt.

Aparecem, em seguida: fraudes ligadas a conflitos de interesse (30% em 2010 contra 33% em 2009); fraudes de fornecedores (27% contra 17%); e infração de regulamento (20% contra 21%).

Comparação internacional
O estudo foi feito de 28.jun.2010 a 2.ago.2010 com 801 executivos de 761 companhias (29% baseadas na América do Norte, 25% na Europa, 24% na Ásia-Pacífico, 11% na América Latina e 11% no Oriente Médio e África).

Quanto ao aumento do roubo de informações, o Brasil acompanha a tendência mundial. Segundo a pesquisa, entre 2009 e 2010, a incidência dessa fraude saltou de 18% para 27,3% na média global. No entanto, a incidência no Brasil (43%) ficou acima da média global (27,3%), assim como a incidência das outras fraudes destacadas pelo relatório da Kroll e “The Economist”.

Abaixo, comparação entre Brasil e média de todas as regiões analisadas no estudo:




Dados colhidos com empresários brasileiros permitiram aos pesquisadores formular conclusões que podem explicar o quadro acima. Segundo o estudo, o engajamento das empresas brasileiras no combate às fraudes está abaixo da média. Além disso, o investimento em medidas anti-fraude diminuem no país.

“Apesar de precisarem, as empresas brasileiras investem menos que outras em segurança de TI [Tecnologia da Informação], e menos delas o fazem, comparando-se com o ano passado”, exemplifica o relatório do estudo. Em 2009, 63% das empresas investiram em medidas de segurança de TI. Em 2010, apenas 47%.

Com relação a outros países analisados, o Brasil fica atrás de China (98% das empresas dizem ter sofrido fraude em 2010) e Colômbia (94%) em incidência de fraudes em 2010. A Índia registrou incidência em 88% das empresas.

Para as regiões analisadas, os números são: Ásia-Pacífico (92%), Sudeste da Ásia (90%), América Latina (90%), Índia (88%), África, Oriente Médio e América do Norte (87% cada) e Europa (83%).



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Por Fernando Rodrigues
 

PI: Wilson Martins (PSB) 54,4% x 45,6% Sílvio Mendes (PSDB)

no Piauí, 67,7% para Dilma e 32,3% para Serra

Pesquisa Captavox sobre a eleição no Piauí aponta o atual governador Wilson Martins (PSB) como favorito para vencer o 2° turno, com 54,4% dos votos válidos. Sílvio Mendes (PSDB) tem 45,6%. A contagem dos votos válidos exclui brancos, nulos e indecisos do total de votos.

A pesquisa foi feita de 25 a 27.out.2010 e tem margem de erro de 2,3 pontos percentuais. O registro no TRE-PI tem o n° 33152/2010.

Considerados todos os votos, Wilson Martins tem 50,5%. Sílvio Mendes (PSDB), 42,4%. Indecisos, brancos e nulos, 7,3%.

Com relação à pesquisa anterior (feita de 14 a 16.out.2010), os candidatos mantiveram-se estáveis, apenas oscilaram dentro da margem de erro.

Pela estimativa de votos válidos, eram separados por 9,4 pontos percentuais. Agora estão distantes 8,8 pontos. Pelo total de votos, a diferença era de 8 pontos e passou a 8,1.

Aqui, quando com as pesquisas sobre o 2° turno no Piauí.

Presidente
A eleição presidencial, no Piauí, acompanha a estadual. Wilson Martins (PSB) está na frente da corrida pelo governo do Estado e sua candidata, Dilma Rousseff (PT), tem a maioria dos votos dos piauienses: 67,7% dos votos válidos, segundo Captavox. José Serra (PSDB) tem 32,3% e está em 2° lugar, como seu correligionário Sílvio Mendes.

Pelo total de votos, Dilma tem 64,6. Serra, 30,8%. Indecisos são 2,9% dos eleitores.



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Por Fernando Rodrigues
 

RO: Confúcio (PMDB) 59% x 41% Cahulla (PPS)

Pesquisa Ibrape sobre o 2° turno em Rondônia indica que o candidato oposicionista, Confúcio Moura (PMDB) é favorito na disputa pelo governo do Estado com 59% dos votos válidos. O atual governador, João Cahulla (PPS) tem 41%. A contagem dos votos válidos exclui brancos e nulos do total de votos, como na apuração real da eleição.

Confúcio Moura apoia Dilma Rousseff (PT) para presidente da República. Cahulla apoia José Serra (PSDB).

Essa é a 1ª pesquisa Ibrape divulgada no 2° turno da eleição estadual. Foi feita de 24 a 26.out.2010, com 992 eleitores e margem de erro de 3 pontos percentuais (para mais ou para menos). Está registrada no TRE-RO com o n° 31319/2010.

O Blog já divulgou pesquisas do Ibope e do IRPE sobre a eleição rondoniense. No entanto, não se deve comparar resultados de institutos diferentes por causa de divergências na metodologia usada para obter os dados. Aqui, texto do Blog sobre as diferenças entre os institutos.

Aqui, mais pesquisas sobre o 2° turno em Rondônia.


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Por Fernando Rodrigues
 

Queda de indecisos reduz chance de virada

A pesquisa Datafolha do dia 28.out.2010 tem um dado relevante sobre a possibilidade de virada no domingo: caiu consideravelmente o percentual de indecisos.

 

Na 3ª feira, dia 26.out, havia 8% dos eleitores brasileiros se dizendo indecisos. Na 5ª feira, dia 28.out, o percentual caiu para 4%. Ou seja, menos eleitores têm dúvidas sobre em quem votar. Portanto, por óbvio, há menos espaço para os candidatos ampliarem suas taxas de intenção de voto.

 

Como Dilma Rousseff (PT) pontuou (nos votos totais) 50% contra 40% de José Serra (PSDB), a possibilidade de alteração dessa tendência fica limitada.

 

Então é impossível haver alterações e Dilma já ganhou? Não, até porque nesse caso a democracia poderia ser exercida por meio de pesquisas de opinião.

 

Além disso, são de conhecimento público os diversos equívocos dos institutos de pesquisa no primeiro turno –embora o Datafolha tenha indicado com clareza qual poderia ser o resultado da eleição presidencial.

 

O fato é que desta vez há uma convergência maior nos resultados dos principais institutos de pesquisa. Se todos estiverem errados na identificação de tendências, será realmente um convite para que refaçam integralmente suas metodologias.

 

Outro dado relevante: pesquisas não fazem previsão de resultados, mas apenas apontam tendências no momento em que a sondagem é realizada.

 

Sobre a queda dos indecisos, mais alguns dados:

 

 

  • Há 3% dos eleitores homens indecisos contra 6% de indecisas mulheres. Ou seja, quem quiser conquistar novos apoios deve se dedicar um pouco mais ao sexo feminino.
  • Na divisão de faixas etárias, os que estão mais indecisos são os de 60 anos ou mais (7%).

  • Nas regiões geográficas diversas, grande equilíbrio: variam de 4% a 5% os indecisos em todos os grupos.
  • Entre os eleitores de Marina Silva (PV) no primeiro turno (ela teve cerca de 20 milhões de votos) há ainda 8% de indecisos. Ou seja, grande oportunidade para Serra e Dilma tentarem aumentar suas intenções de voto.

 

Tudo somado, assim mostram as pesquisas, Dilma segue como favorita para a eleição de domingo.

 

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Por Fernando Rodrigues
23h16 - 28/10/2010
 

Enquanto isso, nos EUA... aborto na campanha

Os Estados Unidos terão eleições para o Legislativo em 2.nov.2010. Além de escolher novos representantes, eleitores do Colorado (1 dos 50 Estados dos EUA) também vão opinar sobre a “Emenda 62”.

Trata-se de uma emenda à Constituição estadual que bane o aborto –mesmo em casos de estupro e incesto– e abre as portas para criminalizar mulheres que coloquem seus fetos em risco. O assunto foi tratado em texto do site “Slate”, em 26.out.2010 (aqui, em inglês).

Apesar de o tema ser recorrente no Brasil durante a última etapa da campanha presidencial, americanos usam abordagem inédita por aqui. Defensores da lei anti-aborto divulgam, em rádios conservadoras do Colorado, propaganda que compara fetos a escravos do século 19, informou “Slate”.

A gravação pede liberdade para crianças que não nasceram. A seguir, íntegra da mensagem, emitida por voz que representa ex-escravo:

“Chamo-me George Stevens e sou uma pessoa. Era tido como propriedade quando criança. ... Mas companheiros como vocês me ajudaram a escapar para a liberdade e, em 1864, juntei-me à infantaria para lutar por nosso país. Lutei para que todos os escravos pudessem ser reconhecidos como pessoas, não propriedade. E nós ganhamos.

“Mas hoje, no Colorado, ainda há pessoas consideradas propriedade –crianças– exatamente como eu era. Em novembro, vote “sim” para a Emenda 62. Emenda 62 estabelece que crianças não nascidas são pessoas, não propriedade. E essa é a América pela qual lutei”
.

Grupos representantes de afro-americanos e de mulheres se disseram ofendidos pela argumentação usada para defender a lei anti-aborto, publicou “Slate”. A contra-argumentação é que a mulher tenha  a liberdade ameaçada, não o feto. Além disso, organizações reclamaram da comparação inapropriada com a escravidão. Aqui, íntegra do texto (em inglês) publicado sobre a Emenda 62 por “Slate” em 26.out.2010. Aqui, áudio original do comercial.


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Por Fernando Rodrigues
 

No fim da campanha, Weslian Roriz se diz "realizada"

candidata entrou na eleição após o marido ser considerado ficha suja pela Justiça Eleitoral

Após se tornar candidata a governadora do Distrito Federal, Dona Weslian Roriz (PSC) passou a protagonizar compromissos políticos que, antes, cabiam ao marido, o ex-governador Joaquim Roriz (PSC).

Na reta final da campanha, Dona Weslian faz carreatas em todas as tardes. Visita a periferia da capital e acena para os eleitores. Em 27.out.2010, sua comitiva passou por Riacho Fundo 1 e Riacho Fundo 2, como relatado no vídeo produzido pelo repórter do UOL Fábio Brandt:




Dona Weslian se tornou candidata ao governo do Distrito Federal em 24.set.2010, a 9 dias do 1° turno (3.out.2010). Ela assumiu o lugar do marido, Joaquim Roriz (PSC), que renunciou à disputa após ser considerado ficha suja pela Justiça Eleitoral. Aqui, post sobre a decisão do TSE de barrar a candidatura de Roriz.


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Por Fernando Rodrigues
 

GO: Perillo (PSDB) 51% x 49% Iris (PMDB)

pesquisa Ibope indica empate técnico em Goiás

Pesquisa Ibope sobre o 2° turno da eleição para governador de Goiás indica empate técnico entre Marconi Perillo (PSDB) e Iris Rezende (PMDB). Segundo a sondagem, Perillo tem 51% dos votos válidos. Iris tem 49%. A contagem dos votos válidos exclui brancos, nulos e indecisos do total de votos.

Quando considerados todos os votos, novo empate: Perillo com 46% e Iris com 45%. Brancos, nulos e indecisos são 9%.

O empate técnico ocorre porque, apesar da vantagem numérica do tucano, a diferença entre os candidatos não supera a margem de erro da pesquisa (3 pontos percentuais). Ou seja: a margem de erro pode fazer os percentuais oscilarem para mais ou para menos, tornando incerta a vantagem de Perillo.

A pesquisa foi feita de 24 a 26.out.2010 com 1.204 eleitores. Está registrada no TRE-GO com o n° 37516/2010.

Na última pesquisa do Ibope (feita de 17 a 19.out.2010) sobre o 2° turno goiano, os candidatos também estavam empatados. Os novos números mostram que eles se mantiveram estáveis, apenas oscilando dentro da margem de erro: Perillo tinha 52% dos votos válidos; Iris, 48%. Com relação ao total de votos, o tucano tinha 48%, o peemedebista 44%. Brancos, nulos e indecisos eram 8%.

Aqui, todas as pesquisas sobre o 2° turno em Goiás. Aqui, pesquisas sobre o 2° turno nos Estados e no Distrito Federal.

O Blog também publicou dados das pesquisas Ecope e Serpes, que mostram Marconi Perillo como líder isolado. Resultados de institutos diferentes, no entanto, não devem ser comparados, por conta de diferenças metodológicas entre as pesquisas. Aqui, texto do Blog sobre as diferenças entre os institutos.


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Por Fernando Rodrigues
 

A anedota sobre Serra no e-mail de Ciro

Aos 13 minutos de hoje (28.out.2010), a atriz Patrícia Pillar enviou um e-mail para Ciro Gomes. Escreveu: “Ciro, adorei essa!”. Era o spam de uma anedota que circula na internet sobre a eleição presidencial, fazendo pouco sobre a candidatura de José Serra (PSDB).

 

Ciro gostou da piada. Repassou-a às 4h43 da madrugada de hoje para 46 e-mails. Aliás, o nome de "Serra" poderia perfeitamente ser trocado por "Dilma" e teria graça do mesmo jeito. Eis o texto:

 

“1- No dia 02 de Janeiro de 2011, um senhor idoso se aproximou do Palácio da Alvorada e, depois de atravessar a Praça dos Três Poderes, falou para o "Dragão da Independência" que montava guarda:

Por favor, eu gostaria de entrar e me entrevistar com o Presidente Serra.

O soldado olhou para o homem e disse: Senhor, o Sr. Serra não é presidente e não mora aqui.

O homem disse: Está bem. E se foi.

 

“2- No dia seguinte, o mesmo homem idoso se aproximou do Palácio da Alvorada e falou com o mesmo Dragão: Por favor, eu gostaria de entrar e me entrevistar com o Presidente Serra.

O soldado novamente disse: Senhor, como lhe falei ontem, o Sr Serra não é presidente e nem mora aqui.

O homem agradeceu e novamente se foi.

 

“3- Dia 04 de janeiro ele voltou e se aproximou do Palácio Alvorada e falou com o mesmo guarda: Por favor, eu gostaria de entrar e me entrevistar com o Presidente Serra.

O soldado, compreensivelmente irritado, olhou para o homem e disse: Senhor, este é o terceiro dia seguido que o Senhor vem aqui e pede para falar com o Sr. Serra. Eu já lhe disse que ele não é presidente, nem mora aqui. O Senhor não entendeu?

 

“O homem olhou para o soldado e disse: Sim, eu compreendi perfeitamente, MAS EU ADORO OUVIR ISSO!!!

 

“O soldado, em posição de sentido, prestou uma vigorosa continência e disse: Até amanhã, Senhor!!!

Essa é uma corrente que não pode ser quebrada. Por isso, mande pelo menos para 20 amigos, senão você receberá uma praga e ficará com Serra, FHC e seu bando por 8 anos. Não arrisque!”

 

 

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Por Fernando Rodrigues
15h59 - 27/10/2010
 

GO: Perillo (PSDB) 55,7% x 44,3% Iris (PMDB)

Pesquisa Ecope sobre o 2° turno da eleição para governador de Goiás indica Marconi Perillo (PSDB) com 55,7% dos votos válidos e Iris Rezende (PMDB) com 44,3% (diferença de 11,4 pontos percentuais). A contagem dos votos válidos exclui brancos e nulos do total, como na apuração real da votação.

Considerados todos os votos, Perillo tem 51,4%. Iris Rezende (PMDB), 40,9%. Votam em branco ou anulam 2% dos eleitores e os indecisos são 5,7%. Nesse caso, a diferença entre os candidatos é de 10,5 pontos percentuais.

Feita de 21 a 25.out.2010, a pesquisa tem margem de erro de 2,7 pontos percentuais (para mais ou para menos). Foram entrevistados 2.488 eleitores. O registro da pesquisa no TRE-GO tem o n° 53553/2010.

Aqui, mais pesquisas sobre o 2° turno em Goiás. Aqui, pesquisas sobre o 2° turno para presidente, no Distrito Federal e em outros Estados.



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Por Fernando Rodrigues
21h09 - 26/10/2010
 

Serra corre risco de desmobilização

estagnação no Datafolha pode desanimar militância do PSDB

 

A pesquisa Datafolha realizada hoje (26.out.2010) indica uma estabilidade total em relação ao levantamento da semana passada. Hoje, Dilma Rousseff (PT) tem 56% dos votos válidos. José Serra (PSDB) tem 44%. São exatamente os mesmos percentuais do dia 21.out.2010.

 

Ou seja, a diferença entre a petista e o tucano continua sendo de 12 pontos.

 

Nessa circunstância, a virada tucana fica um pouco mais longe no horizonte das possibilidades. O risco maior a esta altura para Serra é a desmobilização daqueles que são seus apoiadores.

 

O reduto serrista se concentra nas regiões Sul e Sudeste. São também daí os eleitores que mais costumam viajar em feriados prolongados, como esse de Finados que estará emendado ao domingo (31.out), dia da eleição.

 

Um aumento de abstenção no Sul e no Sudeste tende a prejudicar mais a Serra do que a Dilma. E como os eleitores tucanos podem se desanimar se as pesquisas mostrarem pouca chance de virada, as coisas se complicam mais para o candidato do PSDB.

 

Do lado de Dilma também há riscos. Por exemplo, o ânimo exacerbado que acaba relaxando os militantes –cujo raciocínio pode ser do tipo “se já está tudo definido, não preciso me esforçar”. Como esse erro já foi cometido pelos petistas no 1º turno, em tese, não se repetirá agora.

 

Por fim, o Datafolha ainda encontra 8% de indecisos e 5% que votam em branco ou nulo. Só haveria uma virada se ocorresse algo estatisticamente impossível: todos se decidindo a favor de Serra. Em geral, os indecisos se dividem proporcionalmente aos candidatos de acordo com o percentual que cada um já tem.

 

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Por Fernando Rodrigues
 

PMDB lidera ranking de ex-prefeitos no Congresso

em 2011, ex-prefeitos terão 87 cadeiras na Câmara e 22 no Senado

O partido que mais elegeu ex-prefeitos para o Congresso em 2010 é o PMDB (29), seguido por PT (17), DEM (10) e PSDB (10), indica levantamento feito pelo Blog com dados da Frente Nacional de Prefeitos (FNP).

A seguir, lista completa dos partidos que elegeram ex-prefeitos como deputados federais ou senadores:




O Estado que mais elegeu ex-prefeitos é São Paulo (12), seguido por Minas (11) e Bahia (10). Amapá, Goiás e Mato Grosso do Sul não têm nenhum prefeito eleito deputado federal ou senador em 2010. O Distrito Federal não possui prefeitos e por isso também não entra no ranking.

Vale lembrar que São Paulo possui 645 cidades, Minas possui 853 e a Bahia, 417. Assim, esses Estados têm mais chances de eleger prefeitos do que aqueles com menos cidades. Os últimos do ranking, Maranhão e Espírito Santo, têm 217 e 78 cidades, respectivamente.




Ao todo, foram eleitos para o Congresso, em 2010, 101 ex-prefeitos. Eles representam 96 cidades porque 6 delas têm 2 representantes cada – São Paulo (SP), Salvador (BA), Natal (RN), Rio Branco (AC), Joinville (SC) e Rolim de Moura (RO) – e 1 dos eleitos, Jânio Natal (PRB), já governou Belmonte e Porto Seguro, ambos municípios da Bahia.

Dos 101 ex-prefeitos eleitos, 87 serão deputados federais; 14, senadores. Dos deputados, 45 são novatos. Dos senadores, 11, informa a FNP.

A frente de prefeitos também divulgou que o Senado terá 22 ex-prefeitos em 2011. Além dos 14 eleitos em 2010, outros 8 já estão na Casa, com mandato até 2015.

Abaixo, lista dos ex-prefeitos eleitos senadores e deputados federais em 2010 divulgada pela FNP:









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Por Fernando Rodrigues
 

Pesquisa mostra Dilma com 53,2% e Serra com 46,8%

feita pelo GPP, sondagem foi contratada por Indio da Costa (DEM)

Pesquisa do Instituto GPP mostra Dilma Rousseff (PT) com 53,2% dos votos válidos. Serra tem 46,8%. A contagem dos votos válidos exclui brancos e nulos do total, como na apuração real da votação.

Quando considerados todos os votos, Dilma tem 46,4%. Serra, 40,9%. Disseram que votam nulo ou em nenhum candidato 6,1% dos entrevistados. Outros 6,6% não souberam ou não quiseram dizer em quem vão votar.

A margem de erro é de 1,8 ponto percentual, para mais ou para menos. Foram entrevistados 4.047 eleitores, de 23 a 25.out.2010. Contratada por Indio da Costa (DEM), candidato a vice na chapa de Serra, a sondagem custou R$ 160 mil. Está registrada no TSE com o n°37295/2010.

Dilma está na frente de Serra mesmo quando a margem de erro diminui o percentual da petista e aumenta o do tucano. Com relação aos votos válidos, o pior cenário para Dilma a indica com 51,4%,  contra 48,6% de Serra. No total de votos, a petista fica à frente por 44,6% a 42,7%.

Segundo o GPP, Dilma vence nas regiões Nordeste (56,9% a 30,7%) e Norte e Centro-Oeste (49,3% a 42,4%). Serra vence no Sul (52,9% a 35,1%). No Sudeste, ocorre empate técnico (42,9% para Dilma e 42,6% para Serra).

Abaixo, quadro divulgado pelo Instituto GPP com a divisão dos votos por região:




Esta é a 1ª pesquisa GPP sobre o 2° turno das eleições. Ela apresenta resultados diferentes das últimas pesquisas divulgadas por Vox Populi, Datafolha, Ibope e Sensus. Mas vale ressaltar que pesquisas de institutos diferentes não podem ser comparadas por conta das diferentes metodologias usadas para se chegar aos resultados. Aqui, texto do Blog sobre essas divergências metodológicas.

A seguir, quadro que indica as diferenças de resultados entre as pesquisas divulgadas para o 2° turno da eleição presidencial em 2010:




Aqui, dados de todas as pesquisas disponíveis e também as informações sobre registro, contratante, n° de entrevistados e margem de erro.


p.s.: texto publicado às 18h35 e atualizado às 19h10 de 26.out.2010.


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Por Fernando Rodrigues
 

Placar do 2° turno nos Estados

quadro mostra as pesquisas mais recentes disponíveis

A 5 dias do 2° turno (31.out.2010), 6 aliados de Dilma (PT) e 3 de Serra (PSDB) são favoritos nas eleições para governadores. O dado foi extraído das pesquisas mais recentes feitas no Distrito Federal e nos 8 Estados onde a eleição para governador foi para o 2° turno.

Abaixo, quadro com os percentuais de votos válidos obtidos pelos candidatos nas sondagens. A contagem dos votos válidos exclui brancos e nulos do total, como na apuração real da votação.




Como o Blog indicou em 19.out.2010, as pesquisas só apontam virada, em relação ao 1° turno, no Amapá. Camilo Capiberibe (PSB) lidera, apesar de Lucas Barreto (PTB) ter ganhado a 1ª votação. Ambos, no entanto, apoiam Dilma e a troca de líder não altera o placar da disputa entre governistas e oposicionistas.

A mesma situação se repete na Paraíba e em Rondônia, onde os 2 candidatos são alinhados a Dilma e Lula. Em nenhum Estado a disputa ocorre entre 2 oposicionistas.

Dos 12 governistas que disputam o 2° turno para governador em 2010, 6 são favoritos. Dos 6 oposicionistas, 3 são favoritos. Esses números são os mesmos da estimativa feita imediatamente após o 1° turno.

Outro dado sobre o 2° turno de 2010: é o ano em que o menor percentual de eleitores vão votar, em 2° turno, para governador e presidente da República, apenas 14% do total. Em 2006, foram 41,4%. Em 2002, 53,3%. Aqui, comentário do Blog sobre essa queda.


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Por Fernando Rodrigues
12h33 - 25/10/2010
 

GO: Perillo (PSDB) 55,3% x 44,7% Iris (PMDB)

em Goiás, Serra tem 51,6%; Dilma, 48,3%

Estado pode ser 3° reduto tucano de 2010

Pesquisa do Instituto Serpes sobre o 2° turno da eleição para governador de Goiás indica vantagem de Marconi Perillo (PSDB), com 55,3% dos votos válidos. Iris Rezende (PMDB) tem 44,7%. A contagem dos votos válidos exclui brancos e nulos do total, como na apuração real da votação.

Considerando o total de votos, Perillo, aliado de José Serra (PSDB), tem 51,7%. Iris Rezende, alinhado a Dilma Rousseff (PT), tem 41,8%. Brancos, nulos e indecisos são 6,5% dos eleitores.

A pesquisa foi feita de 19 a 22.out.2010 com 1.001 eleitores. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais (para mais ou para menos) e o registro da sondagem no TRE-GO tem o n° 52169/2010.

Com relação à última pesquisa Serpes (feita de 11 a 15.out.2010) os 2 candidatos mantiveram-se estáveis, apenas oscilando 0,8 ponto, dentro da margem de erro, cada um. Perillo tinha 56,1% dos votos válidos e foi a 55,3%. Iris tinha 43,9% e foi a 44,7%. Aqui, as pesquisas disponíveis sobre o 2° turno nos Estados.

Presidente
Goiás é 1 dos 9 Estados onde os eleitores votam no 2° turno para governador e presidente da República. Segundo o Serpes, Serra tem vantagem entre goianos: 51,6% dos votos válidos (tinha 53,7% na última pesquisa). Dilma tem 48,3% (tinha 46,3%).

No total de votos, Serra fica com 47,5%. Dilma, com 44,5%. Brancos, nulos e indecisos são 8,1%.

Reduto tucano
Caso Marconi Perillo seja eleito, Goiás formará com Minas e Santa Catarina o trio de Estados que elegeu, nas eleições majoritárias estaduais de 2010, governador e 2 senadores alinhados ao PSDB de José Serra.

                                                                                                                              


São “majoritárias” as eleições para presidente, governador, senadores e prefeitos, em que vencem os candidatos com maioria de votos. Deputados e vereadores são eleitos de acordo com votos recebidos por seus partidos e coligações, por isso disputam eleições "proporcionais”.

No plano estadual, Minas elegeu Antonio Anastasia (PSDB) para governador, Aécio neves (PSDB) e Itamar Franco (PPS) para o Senado. Santa Catarina será governado por Raimundo Colombo (DEM) e representado por Paulo Bauer (PSDB) e Luiz Henrique da Silveira (PMDB) no Senado. Goiás tem Lúcia Vânia (PSDB) e Demóstenes Torres (DEM) como senadores.


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Por Fernando Rodrigues
21h15 - 24/10/2010
 

Poder e política na semana – 25.out a 31.out.2010

Finalmente, o 2° turno.

Como estabelece a lei eleitoral, a 2ª votação ocorre no último domingo de outubro. Em 2010, cai no dia 31, dia das bruxas. Em 2002, quando Lula venceu pela 1ª vez, caiu no dia 27, justamente o aniversário do atual presidente, que faz 65 anos nesta semana.

Haverá 2º turno para presidente no Brasil inteiro (claro), e, para governador, em 8 Estados e no Distrito Federal. Aqui, todas as pesquisas disponíveis. É o menor número de disputas para governador em 2º turno até hoje: só 14% dos eleitores votam nos Estados e no DF para governador.

Na 2ª feira, Dilma (PT) e Serra (PSDB) se encontram no 3° debate do 2° turno, organizado pela “Record”. Começa tarde, às 23h. Na 4ª feira, o SBT anunciou um encontro entre a petista e o tucano, a partir de 12h20, transmitido para suas afiliadas no Nordeste (a partir de Salvador). Na 6ª, novo debate, o da “Globo”. Começa às 22h15.

Pipocam pesquisas eleitorais na reta final: na 2ª feira, Vox Populi pode divulgar nova sondagem sobre a eleição presidencial. Na 3ª, é vez do Datafolha. Na 4ª, CNT/Sensus. Na 5ª, Ibope. Na 6ª, de novo Datafolha. Na manhã de domingo (dia da eleição), pelo menos Datafolha e Ibope devem ter novas sondagens.

Para ajudar Serra, atrás nas pesquisas, Alckmin faz maratona em vários Estados. Beto Richa percorre o interior do Paraná. Até FHC entra em cena: participa de passeata pró-tucano, na 6ª feira, em São Paulo.

Para Dilma, quem vai a campo é Lula: fecha a campanha sem a candidata, 5ª feira, no Recife.

Sábado, 1 dia antes do 2° turno, não se pode mais promover candidatos com alto-falantes e amplificadores. E Diego Armando Maradona completa 50 anos, 1 semana depois de Pelé comemorar 70.

A seguir, o que vai mover o mundinho da política na semana fatal das eleições 2010:

Segunda (25.out.2010)
Pesquisa Vox Populi – instituto pode divulgar seus números novos. A lei eleitoral pede intervalo de 5 dias a partir do registro no TSE até a divulgação. O registro foi feito em 20.out.2010.

Dilma x Serra na “Record”3° debate do 2° turno. Começa às 23h.

Dilma em São Paulo – de 12h a 14h, reúne-se, no Hotel Mercury, com presidentes dos partidos de sua coligação e lança documento com compromissos de governo (a 6 dias da eleição...).
 
Lula no Rio – pela manhã, entrega unidades do Minha Casa, Minha Vida para moradores do Complexo do Alemão desalojados pelas chuvas de abril. Às 15h, lança embarcação ao mar no estaleiro da Ilha do Governador.

Alckmin no Rio Grande do Sul – tucano, governador de São Paulo, faz campanha para Serra em Porto Alegre e em Santa Maria.

Jaques Wagner no Roda Viva – governador reeleito da Bahia, filiado ao PT, grava entrevista à tarde, em São Paulo. Transmissão a partir das 22h, pela “TV Cultura”.

Anastasia e o Cansei – em São Paulo, governador reeleito de Minas, pelo PSDB, almoça com empresários do Lide – associação presidida por João Dória, fundador do movimento anti-Lula “Cansei”, em 2007.

Inflação – FGV divulga IPC-S. Ao longo da semana, publica outros indicadores. Aqui, calendário completo de divulgação.

 
Terça (26.out.2010)
Pesquisa Datafolha – instituto termina as entrevistas e já pode divulgar os resultados. O registro foi feito em 21.out.2010.

Faltam 5 dias para a eleição – nenhum eleitor pode ser preso, exceto em flagrante, até 48h depois da votação de domingo (31.out.2010). Candidatos contam com esse benefício desde 18.out.2010 (artigo 236 do Código eleitoral).

Lula em Curitiba – faz campanha na capital do Paraná, à noite. Antes, em Brasília, vai à reunião do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas e encontra representantes do movimento de atingidos por barragens.

Tony Blair em São Paulo – toma café da manhã com o presidente do Santos, Luís Álvaro, em São Paulo. No Hotel Unique, fala sobre as oportunidades oferecidas pela Copa de 2014 em evento do Lide, de João Dória. Talvez consiga encontrar Geraldo Alckmin.

Beto Richa ajuda Serra – tucano, eleito governador do Paraná, vai a Lucas do Rio Verde, no Mato Grosso, pela manhã. À tarde, à Goiânia. Talvez Serra o acompanhe.

Dilma no Nordeste – às 18h30, visita Vitória da Conquista (Bahia) com Jaques Wagner. Dos 417 municípios baianos, Serra só ganhou em Vitória da Conquista e em Presidente Tancredo Neves. A candidata também visita Fortaleza (Ceará) e Caruaru (Pernambuco).

Inflação – Fipe divulga IPC referente ao período de 23.set.2010 a 23.out.2010.


Quarta (27.out.2010)
Pesquisa CNT/Sensus – resultados já podem ser divulgados. Registro no TSE foi feito em 22.out.2010.

Dilma X Serra no Nordeste – o SBT anunciou o encontro, a partir de 12h20.

Lula faz 65 anos – em 2002, o 2° turno da eleição presidencial, vencido por Lula pela 1ª vez, caiu nesse dia (último domingo do mês, como determina a lei eleitoral). Em 2010, a campanha de Dilma divulgará o bordão: "dê um presente ao Lula: conquiste mais um voto para Dilma".

Lula em Santa Catarina – entrega última fase da reconstrução do Porto de Itajaí. Na hora do almoço, volta pra Brasília.

STF julga Ficha Limpa – em pauta, recurso de Jáder Barbalho (PMDB), candidato a senador pelo Pará considerado ficha suja pelo TSE.

Casagrande ajuda Dilma – governador do Espírito Santo, eleito pelo PSB, faz campanha para a aliada no Piauí.

Desemprego – Dieese divulga pesquisa mensal sobre emprego e desemprego. Aqui, calendário de divulgações do Dieese.

Política econômica – Comissão Técnica da Moeda e do Crédito (Comoc) faz sua reunião mensal.


Quinta (28.out.2010)
Pesquisa Ibope
– Datafolha faz entrevistas para nova sondagem e pode divulgar resultado em 29.out.2010. Ibope termina entrevistas e já pode divulgar os números novos.

Faltam 3 dias paras a eleição – último dia para realização de comícios (artigo 240 do Código Eleitoral e artigo 39 da lei 9504).

Lula no Recife – sem Dilma, faz último comício da campanha faz campanha na capital pernambucana, no fim da tarde. Antes, pode ir para o Rio por causa do início da produção de petróleo do pré-sal.

Beto Richa no Paraná – participa de eventos pró-Serra no interior do Estado.

Política econômica – Conselho Monetário Nacional (CMN) faz reunião mensal.


Sexta (29.out.2010)
Pesquisa Datafolha – pode divulgar resultado de sondagem feita em 28.out.2010.

Serra x Dilma na “Globo” – 4° debate do 2° turno, transmitido a partir das 22h15. Aqui, lista com todos os debates da eleição presidencial de 2010.

Faltam 2 dias para a eleição – último dia do horário político no rádio e na TV. Também é o prazo: realização de debates, divulgação de propaganda eleitoral em páginas institucionais na internet e de propaganda paga na mídia impressa, segundo artigo 49 da lei 9504.

Lula em São Paulo – pela manhã, visita o Salão Internacional do Automóvel, no Anhembi.

FHC ajuda Serra – vai a passeata em apoio ao correligionário. Começa no largo São Francisco, centro de São Paulo.


Sábado (30.out.2010)
Falta 1 dia para a eleição – último dia para promoção de carreata e distribuição de propaganda política. Não se pode mais usar alto-falantes e amplificadores de som para apoiar candidatos (artigo 39 da lei 9504).

Maradona faz 50 anos craque argentino faz aniversário, 1 semana depois de Pelé comemorar 70 anos, em 23.out.2010.

Beto Richa – encerra sua campanha pró-Serra com caminhada em Curitiba.


Domingo (31.out.2010)
Eleição – enfim, o 2° turno. Pode-se votar das 8h às 17h, no horário local de cada cidade. As últimas urna devem ser fechadas às 18h (hora de Brasília) em locais que seguem a hora de Manaus e adotaram o horário de verão.

Referendo no Acre – além de escolher o presidente, acrianos dizem nas urnas se aprovam a supressão, já em vigor, de seu fuso horário (2 horas a menos em relação a Brasília, sem contar horário de verão).

Folha.com e UOL ao vivo – os dois portais fazem operação conjunta para transmitir em vídeo (na web, iPhones, iPads etc.) todos os acontecimentos no dia da eleição e da apuração, a partir do início da noite.


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Por Fernando Rodrigues
Perfil

Fernando Rodrigues, jornalista, nasceu em 1963. Fez mestrado em jornalismo internacional na City University, em Londres, Reino Unido (1986).

Na Folha desde 1987, foi repórter, editor de Economia, correspondente em Nova York (1988), Tóquio (1990) e Washington (1990-91). Na Sucursal de Brasília da Folha desde 1996, assina a coluna "Brasília", na página 2 do jornal, às quartas e sábados.

Mantém uma página de política no UOL desde o ano 2000 - com informações estatísticas e analíticas sobre eleições, pesquisas de opinião e partidos políticos. Em 2007/08 recebeu uma fellowship da Fundação Nieman, na Universidade Harvard (Cambridge, MA, nos Estados Unidos).

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