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Cobertura política, eleitoral, pesquisas e notícias do poder

16h21 - 09/10/2010
 

Conheça a metodologia dos institutos de pesquisa

Uma útil reportagem publicada hoje (9.out.2010) pela "Folha":

 

Métodos de institutos de
pesquisa são criticados

 

Motivo é resultado fora da margem de erro
em parte das disputas do dia 3

 

Mauro Paulino, do Datafolha, afirma que técnica usada
hoje é a melhor, mas que precisa de ajustes pontuais

 

DE SÃO PAULO

Institutos de pesquisas eleitorais admitem que não é possível obter resultados rigorosamente precisos em suas projeções a cada eleição, mas defendem a metodologia utilizada atualmente para apurar as intenções de votos no Brasil.

 

Eles entendem, no entanto, que são necessários ajustes pontuais a cada pleito para calibrar melhor a apuração das intenções de votos.
Alguns institutos vêm sendo criticados neste ano por não terem acertado, dentro dos limites das margens de erro divulgadas, os percentuais finais de votos válidos de alguns candidatos a presidente, governador e senador.

 

Jairo Nicolau, professor de ciência política da Uerj, por exemplo, diz que, além de problemas metodológicos, o excesso de pesquisas aumenta as chances de erro e que a mídia, ao dar demasiado destaque aos resultados, acaba gerando uma sensação de "absolutização".

 

José Ferreira de Carvalho, professor aposentado da Unicamp, afirma que "os erros observados nas eleições não são casuais".

 

"Eles refletem um problema metodológico grave dos institutos, que aplicam à amostragem por cotas [como sexo, idade, escolaridade e renda] uma fórmula que vale apenas para a amostragem probabilística."

AMOSTRAGEM
Na amostragem probabilística, todos os eleitores têm chances iguais de serem sorteados pelos pesquisadores. Na por cotas, há uma delimitação prévia do total de indivíduos por alguns critérios.

 

O diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino, diz ser "inviável" a mudança da amostragem de cotas para probabilística no Brasil. Isso foi feito na Inglaterra a partir de 1992, por exemplo.
"A cobertura de telefonia fixa no Brasil não é suficiente para representar o total da população. Até poderíamos considerar os celulares, mas não existem listas de celulares no Brasil. Por isso, descartamos o método probabilístico, que é o que os estatísticos acadêmicos mais cobram", diz Paulino.

 

Para uma pesquisa probabilística pura, face a face, seria preciso que ela fosse domiciliar. Isso levaria pelo menos duas semanas. O início da pesquisa já estaria defasado em relação ao seu final, argumenta Paulino.

 

Cristiano Ferraz, professor de estatística da Universidade Federal de Pernambuco, admite a dificuldade em realizar pesquisas probabilísticas no Brasil por conta da ausência de uma ampla cobertura telefônica.

 

Mas afirma que as pesquisas baseadas em cotas "não são científicas". "Estudos mostram que as flutuações nas estimativas por cotas são bem maiores do que na aleatória (probabilística)."
Apesar da dificuldade em alterar completamente o método (de cotas para probabilístico), os institutos fazem alterações periódicas nos levantamentos após o resultado de eleições e ao constatar falhas nas previsões.

 

"A cada eleição, sempre que termina um turno, há reuniões de avaliação, e, nos lugares onde houve problemas, o Datafolha avalia o que deu errado", diz Paulino.

 

"Estamos reavaliando alguns lugares. São Paulo e Distrito Federal, principalmente, onde haverá segundo turno. Vamos comparar os dados oficiais da eleição com os da pesquisa no detalhe. Onde houver imprecisões, investigaremos o problema."

 

O Ibope também afirma que faz esse tipo de revisão. Mas, segundo Márcia Cavallari, diretora do instituto, não são necessárias mudanças na metodologia utilizada.
"Não se trata de problema metodológico, trata-se da complexidade da eleição de primeiro turno com vários cargos, vários candidatos."

 

Cavallari concorda que a amostragem probabilística é impraticável no Brasil. "A celeridade do processo eleitoral exige uma metodologia que seja rápida para acompanhar a opinião dos eleitores."

 

 

 

Leia também o post de26.abr.2010 "As diferenças entre os institutos de pesquisa", detalhando como são os procedimentos de Datafolha, Ibope, Vox Populi e Sensus.

 

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Por Fernando Rodrigues
18h12 - 08/10/2010
 

Dilma tem mais favoritos em 2° turno dos Estados

petista tem 6 aliados que acabaram 1ª etapa na frente; Serra tem 3 ...

... mas, em 2010, 2ª votação estadual tem menos influência sobre a presidencial

Aliados de Dilma (PT) são favoritos em 6 das 9 eleições para governador que terão 2° turno. Trata-se de candidatos alinhados à petista que terminaram o 1° turno com vantagem em relação ao adversário. Aliados de Serra (PSDB) são favoritos em 3 Estados.




Além da maioria de favoritos, Dilma conta com vitória assegurada de 3 aliados: no Amapá, na Paraíba e em Rondônia (Estados nos quais os 2 concorrentes são alinhados ao PT, apesar de nenhum ser filiado ao partido).

Mesmo com a polarização entre PT e PSDB se repetindo na eleição presidencial e nas estaduais, em 2010 há menos importância do “voto casado” –quando o eleitor escolhe ao mesmo tempo o presidente e o governador.

Neste ano, apenas 14% dos eleitores do país vão votar para governador e presidente no 2° turno. Em 2006, foram 41,4%. Em 2002, 53,3%. Ou seja: em anos anteriores, candidatos a governador que foram ao 2° turno falavam a um percentual maior de eleitores e, por isso, podiam puxar mais votos para seus aliados presidenciáveis.

O jornal “Valor Econômico” publicou, em 7.out.2010, gráfico sobre a diminuição do percentual do eleitorado que vota 2 vezes para governador. O ano em que mais eleitores votaram em 2 turnos foi 1994. Aquele em que menos vão votar é 2010:



Para ampliar a imagem, deve-se clicar sobre ela com o botão direito e salvá-la no computador. Em seguida, é preciso abri-la com programa de visualização de imagens para aumentá-la.


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Por Fernando Rodrigues
 

Datafolha termina hoje entrevistas de nova pesquisa

outros institutos informam sobre 2° turno no Distrito Federal, Goiás, Piauí e Rondônia

O Instituto Datafolha começou ontem (7.out.2010) a entrevistar eleitores sobre o 2° turno da eleição presidencial. As entrevistas acabam hoje (8.out.2010), mas os resultados só podem ser divulgados na edição de domingo (10.out.2010), respeitando determinação da lei eleitoral de haver 5 dias de prazo para publicação após o registro da pesquisa no TSE.

No início da semana outros institutos devem divulgar seus levantamentos sobre a disputa pelo Planalto, mas não há ainda datas definidas.

Aqui, pesquisas anteriores sobre o 2° turno entre Dilma (PT) e Serra (PSDB).

Governadores
Das 9 Unidades da Federação com 2° turno nas eleições para governador, o site do TSE mostra que há pesquisas registradas em:

Distito Federal: Instituto Dados entrevista eleitores da capital de 8 a 11.out.2010. O Datafolha encerra hoje (8.out;2010) suas entrevistas e poderá divulgar resultados a partir de 9.out.2010, mesma data em que pesquisa do Instituto Soma também estará liberada. Aqui, pesquisas anteriores sobre a eleição no DF.

Goiás: Instituto Verità começou as entrevistas em 7.out.2010 e termina em 9.out.2010. Pode divulgar os resultados a partir do dia 12. Aqui, evolução do voto em Goiás ao longo de 2010.

Piauí: Instituto Jales, a pedido do site “180 graus”, começou pesquisa em 4.out.2010 e termina hoje (8.out.2010) e já pode divulgá-la. Aqui, sondagens anteriores mostram eleição embolada no Piauí.

Rondônia: Instituto Phoenix também termina hoje (8.out.2010) sua pesquisa. Pode torná-la publica a partir do dia 10. Aqui, pesquisas feitas ao longo de 2010 em Rondônia.

São Paulo e Mato Grosso do Sul já elegeram seus governadores (aqui, resultado das eleições) – mas terão pesquisas locais sobre a intenção de voto para presidente. O Ipat, ligado ao jornal “A Tribuna de Santos”, perguntará aos paulistas se escolherão Dilma (PT), Serra (PSDB) ou ninguém. A pedido do “Correio do Estado”, o Ibrape terá o mesmo trabalho no Mato Grosso do Sul.


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Por Fernando Rodrigues
 

Petista e tucano inovam pouco na volta ao 2º turno

repetição de estratégias mostra que Dilma e Serra acham que ganham jogando o mesmo jogo do 1º turno

 

Do ponto de vista estritamente político, houve poucas mudanças na embocadura dos discursos de Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) em seus primeiros comerciais na TV pós-primeiro turno.

 

Dilma falou do programa Minha Casa, Minha Vida. Prometeu melhorar a saúde. Citou Lula e todos os apoios políticos que tem. Mostrou governadores e senadores eleitos que a apoiam. Citou Marina Silva (PV) de uma maneira curiosa: se somados os votos das duas (Dilma + Marina), há indicação de que “67% dos brasileiros querem uma mulher na Presidência”.

 

Serra voltou a bater na tecla da experiência acumulada. Mostrou Lula numa galeria de presidentes pós-ditadura. Falou que tem o apoio de governadores eleitos de Estados nos quais estão mais de 70 milhões de brasileiros. E também, é claro, citou Marina Silva de maneira elogiosa.

 

A petista e o tucano se igualaram também nas citações de cunho religioso. Dilma começou “agradecendo a Deus” pela graça “concedida” na eleição. Serra mostrou seu discurso no dia da eleição, domingo (3.out.2010), quando disse estar “com Deus, com amor no peito”. O tucano fez um “revival” do comercial cafona de Lula em 2002, mostrando mulheres grávidas e vestidas de branco (só faltou tocar “Bolero de Ravel”) e Chico Buarque narrando.

 

O que significa essa quase repetição da estratégia do final do primeiro turno? Primeiro, que Dilma e sua equipe acreditam que a sangria de votos do seu lado foi estancada. Ou seja, jogando pelo empate, vence. Já Serra e seu time parecem acreditar o oposto: que a petista continua a sofrer uma desidratação de apoios no eleitorado. Dessa forma, mantendo o jogo no ritmo atual, haverá uma virada.

 

Só será possível saber quem está certo em uma semana ou dez dias. Por enquanto, é tudo futurologia e achismo.

 

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Por Fernando Rodrigues
15h13 - 07/10/2010
 

Qual o destino dos votos de Marina

 

apoio ao PV está em 4 grupos: o da fadiga, o flutuante, o da revanche ou do troco e o convicto

 

O cientista político Antônio Augusto de Queiroz, do Diap, faz uma ponderação útil sobre o futuro do voto “marineiro”. Eis o artigo enviado ao Blog:

 


Quem são e para onde irão os eleitores de Marina Silva?

 

Por Antônio Augusto de Queiroz *

 

                A resposta a esta pergunta será dada pelas pesquisas qualitativas que estão sendo feitas pelos institutos de pesquisa e pelas urnas no dia 31 de outubro, mas já é possível antecipar algumas constatações desse processo eleitoral, que está em fase de decantação. Minha hipótese é de que o peso político de Marina Silva é menor do que os votos que recebeu e que seu partido, o PV, é menor e menos verde que ela.

 

                A senadora Marina Silva foi apresentada pela intelectualidade e pela mídia como a candidata ideal: mulher, religiosa, de origem humilde, comprometida socialmente, defensora do meio ambiente, honesta e sem o suposto radicalismo do PT nem o conservadorismo do PSDB. Seria a terceira via, embora não dispusesse de grande estrutura partidária, tempo de televisão e recursos para uma campanha presidencial.

 

           Com esse perfil, Marina recebeu votos de um eleitorado difuso, que pode se classificado em quatro grupos: a) o da fadiga, b) o flutuante, c) o da revanche ou do troco, e d) o convicto.

 

                O primeiro grupo, da fadiga, é composto por eleitores que não estão satisfeitos com o PT nem têm saudades do PSDB. Esse grupo descarregou seus votos na Marina menos por convicção e mais por considerá-la uma candidata simpática, honesta, boazinha, que poderia, eventualmente, se converter numa terceira via. Foi falta de opção.

 

                O segundo grupo, o flutuante, foi determinante para levar a eleição para o 2º turno. É composto de eleitores pendulares, que não queriam José Serra, estiveram indecisos um período, declararam votos para Dilma, mas próximo da eleição desistiram e votaram em Marina.

 

                Esse grupo é muito heterogêneo. É formado por eleitores que não gostaram dos escândalos no Governo (quebra de sigilo e episódio da Casa Civil) e também se deixaram influenciar pelos boatos de que a candidata Dilma era a favor do aborto, da união civil de pessoas do mesmo sexo e que teria declarado que “nem Cristo" tiraria sua eleição em primeiro turno.

 

                Especula-se que neste grupo, formado majoritariamente por potencias eleitores de Dilma, inclui-se até gente de partidos da base aliada, que, certo da vitoria da candidata governista, teria (por ação ou omissão) consentido levar a eleição para o 2º turno como forma de reduzir o poder do PT e forçar uma negociação política em novas bases, inclusive com o fortalecimento dessas forças na coordenação de campanha.

 

                O terceiro grupo, o da revanche ou do troco, é formado por pessoas que antes votavam no PT, mas que se sentiram traídas ou chateadas com determinadas políticas públicas ou com a postura das autoridades.

 

                Esse grupo inclui, por exemplo, os aposentados do serviço público que tiveram que pagar contribuição previdenciária, os pensionistas que tiveram redução na pensão, os servidores que não tiveram reajuste, além de pessoas que resolveram punir o PT por suposta arrogância no Governo.

 

                O quarto grupo, o da convicção, é formado pelos eleitores que tem certeza do voto, ou seja, acham que Marina é mais preparada para governar e possui o melhor programa.  É um grupo heterogêneo, formado majoritariamente por intelectuais, jovens, por pessoas de classe média alta e também por gente humilde. Seu universo, entretanto, não passa de 5% do eleitorado brasileiro ou um terço dos votos da Marina.

 

                Entre os postulantes à presidência da República, Marina foi poupada pelos dois principias candidatos, José Serra e Dilma Rousseff, ambos interessados em seus votos, na hipótese, que afinal se confirmou, de 2º turno.

 

                Ninguém poderá afirmar, com certeza, para quem irão esses votos, se para Dilma ou Serra, ou, se ainda, serão anulados. O mais provável é que estes votos sejam distribuídos igualmente entre Dilma, Serra e abstenção ou nulos. Neste caso, se Dilma mantiver os votos do primeiro turno e acrescentar mais um terço dos votos dados a Marina terá sua eleição assegurada. É essa a minha aposta.

 

(*) Antônio Augusto de Queiroz é jornalista, analista político, diretor de Documentação do Diap e autor dos livros “Por dentro do processo decisório – como se fazem as leis” e “Por dentro do Governo – como funciona a máquina pública”.

 

 

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Por Fernando Rodrigues
17h29 - 06/10/2010
 

Panfleto pró-TFP circula em reunião de cúpula tucana

 

texto incita militantes a divulgar na web que plano de Dilma inclui perseguir cristãos, legalizar aborto e prostituição

 

 

Participantes da reunião de cúpula da campanha de José Serra (PSDB) hoje (6.out.2010), em Brasília, receberam um panfleto com instruções sobre como propagar uma campanha anti-Dilma na internet. Num dos trechos, recomenda aos militantes visitarem o site do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, um dos fundadores da TFP ( Sociedade Brasileira de Defesa de Tradição, Família e Propriedade), uma das mais conservadores agremiações do país.

 

 

O panfleto basicamente se refere ao PNDH-3 (Programa Nacional de Direitos Humanos), lançado pelo governo Lula no final do ano passado. Eis um dos trechos do panfleto divulgado na reunião tucana:

 

 

O PNDH-3 é um projeto de lei que tem por objetivo implantar em nossas leis a legalização do aborto, acabar com o direito da propriedade privada, limitar a liberdade religiosa, perseguir cristãos, legalizar a prostituição (e onde fica a dignidade dessas mulheres?), manipular e controlar os meios de comunicação, acabar com a liberdade de imprensa, taxas sobre fortunas o que afastará investimentos, dentre outros. É um decreto preparatório para um regime ditatorial”.

 

 

O blog estava dentro da sala do centro de convenções Brasil 21 na qual se realizou o encontro tucano. Por volta das 16h10, antes de a imprensa ser admitida no recinto, uma mulher com adesivo de Serra colado no peito distribuiu o bilhete. “Pega e passa”, dizia.

 

 

Era do tamanho de um papel A4 dividido ao meio. Mais tarde, um pequeno maço com esses panfletos foi deixado ao lado do local onde era servido café –e a imprensa teve livre acesso. Ao final, o texto recomenda: “Divulgue esta informação através das redes sociais da internet (blogs, Orkut...)”. Eis a foto da mesa:

 


 

 

Segundo as assessorias do PSDB nacional e do candidato José Serra, a confecção do panfleto não tem relação com o partido nem com a campanha tucana. Ainda assim, o papel ficou à disposição de quem tivesse interesse em pegar. Os panfletos só foram retirados um pouco depois de o Blog ter perguntado à cúpula tucana a respeito do assunto.

 

 

Eis a íntegra do texto do bilhete:

 

 

“Você sabe o que é o PNDH-3? Se você é uma pessoa que pensa em votar na Dilma, conheça bem este projeto antes de votar.

 

 

“O PNDH-3 é um projeto de lei que tem por objetivo implantar em nossas leis a legalização do aborto, acabar com o direito da propriedade privada, limitar a liberdade religiosa, perseguir cristãos, legalizar a prostituição (e onde fica a dignidade dessas mulheres?), manipular e controlar os meios de comunicação, acabar com a liberdade de imprensa, taxas sobre fortunas o que afastará investimentos, dentre outros. É um decreto preparatório para um regime ditatorial.

 

“O que podemos esperar de um governo que tenta atropelar a sua constituição, tratados e convenções internacionais? Não duvide da veracidade dessas informações, pesquise a respeito e voto consciente!

 

 

“No próximo dia 3 de outubro, você pode mudar radicalmente o campo de batalha contra o PNDH-3. Para o bem ou para o mal... Tudo vai depender de como se comporá o novo Congresso Nacional depois do resultado das urnas. Mas e muito grande o número de pessoas que ainda não se conscientizaram do momento que atravessamos.

 

 

“Se você não fizer nada agora, não adiantará chorar sobre o resultado das urnas. E prepare-se para assistir nos próximos 4 anos uma transformação radical do País. Pense na sua família! O direito de votar é seu , o dever de promover a vida é do povo brasileiro. É através do voto que demonstramos o nosso poder!

 

 

“Passe essa informação adiante, não se omita, lute pelos nossos direitos! Depois pode ser tarde demais!

 

 

“Vamos eleger os políticos “Ficha Limpa de PNDH-3”. Veja as propostas dos seus candidatos, fique alerta! Divulgue esta informação através das redes sociais da internet (blogs, Orkut...)

 

 

“Acesse HTTP://www.ipco.org.br/home/  - Envie o seu cartão amarelo de alerta as deputados e senadores. Faça você também a sua parte, não se omita! Se puder faça cópias deste texto e ajude-nos com este trabalho, imprima os cartazes disponíveis neste site.

 

 

“Jesus disse: Eu vim para que todos tenham vida!”.

 

 

“Uma democracia sem valores converte-se facilmente num totalitarismo aberto ou dissimulado, como a história demonstra”. João Paulo II”.

 

Post Scriptum:

O Departamento de Divulgação da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República pede ao Blog que faça a postagem de alguns complementos sobre o que é o PNDH-3:

 

Link atualizado do PNDH-3 http://portal.mj.gov.br/sedh/pndh3/pndh3.pdf

 

Cinco pontos referidos no panfleto:

 

Aborto: O PNDH-3 não trata da legalização do aborto. Sua redação sobre o tema é: “Considerar o aborto como tema de saúde pública, com garantia do acesso aos serviços de saúde” (Diretriz 9, Objetivo Estratégico III, ação g);

 

Propriedade: O PNDH-3 trata apenas da questão da mediação de conflitos agrários e urbanos, dentro da previsão legal e procedimento judicial. Eis a redação: “Propor projeto de lei para institucionalizar a utilização da mediação das demandas de conflitos coletivos agrários e urbanos, priorizando a oitiva do Incra, institutos de terras estaduais, Ministério Público e outros órgãos públicos especializados, sem prejuízo de outros meios institucionais para a solução de conflitos” (Diretriz 17, Objetivo Estratégico VI, ação d);

 

Religião: O PNDH-3 preza pela liberdade e tolerância religiosa. A redação do capítulo sobre o tema diz: “Respeito às diferentes crenças, liberdade de culto e garantia da laicidade do Estado” (Diretriz 10, Objetivo Estratégico VI);

 

Mídia: O PNDH-3 garante a liberdade de expressão e de comunicação, respeitando os Direitos Humanos. A principal ação prevista neste tema tem a seguinte redação: “Propor a criação de marco legal, nos termos do art. 221 da Constituição, estabelecendo o respeito aos Direitos Humanos nos serviços de radiodifusão (rádio e televisão) concedidos, permitidos ou autorizados” (Diretriz 22, Objetivo Estratégico I, ação a). Vale lembrar que o PNDH-2, elaborado em 2002 propunha o controle social dos meios de comunicação.

 

Impostos: O PNDH-3 observa a Constituição Federal, neste caso o art. 153, VII*. Propõe em seu texto: “Regulamentar a taxação do imposto sobre grandes fortunas previsto na Constituição Federal” (Diretriz 5, Objetivo Estratégico II, ação d).

* Art. 153, VII - Compete à União instituir impostos sobre: (...) VII - grandes fortunas, nos termos de lei complementar.

 

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Por Fernando Rodrigues
 

Só 3 em 10 segundos turnos registram virada

já houve 70 segundos turnos em eleições estaduais; apenas 20 vencidos por quem perdeu 1° turno

em eleições presidenciais, vencedor da 1ª votação sempre ganhou a 2ª

Chavão da vez: “2° turno é uma nova eleição”. Não é o que mostram os resultados das últimas eleições: quem perdeu a 1ª etapa raramente ganha a 2ª.

Estabelecido em 1988, o 2° turno já ocorreu em 3 eleições presidenciais: 1989, 2002 e 2006. Sempre ganhou quem teve vantagem no 1° turno (Collor, e, depois, Lula, 2 vezes). Em eleições para governadores, a regra passou a valer em 1990. Até 2006, foram 70 segundos turnos. Desses, apenas 20 terminaram em virada (28,6% do total), com a derrota de quem venceu a 1ª votação.

 



A tabela mostra que, para ganhar de Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) precisa contrariar a tendência de derrota do 2° colocado, mas também tirar diferença de 14,3 pontos percentuais. Na eleição anterior, Geraldo Alckmin (PSDB) precisou superar uma distância menor, de 7 pontos. Não conseguiu, apesar do momento ruim pelo qual passava o PT por causa dos escândalos do mensalão e dos aloprados.

Além disso, no histórico de viradas em eleições estaduais, apenas 1 candidato superou o adversário recuperando diferença maior que a existente hoje entre Dilma e Serra: em 1994, Eduardo Azeredo (PSDB) foi para o 2° turno 21,1 pontos atrás de Hélio Costa (ainda no PP) e elegeu-se governador. Eis os dados sobre todas as viradas ocorridas até hoje:




















Além de única, a virada de Azeredo, em 1994, contava com 2 fatores inexistentes para Serra em 2010: 1) aprovação ao Plano Real e sua associação ao PSDB; 2) o adversário do tucano mineiro era Hélio Costa, conhecido perdedor profissional de eleições para cargos executivos.

Abaixo, quadro dados de Estados onde haverá 2° turno em 2010 e lacunas para o resultado final ser anotado:




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Por Fernando Rodrigues
16h34 - 05/10/2010
 

PPS quer ação contra Lula por crime eleitoral

presidente usou o Alvorada hoje para receber governadores e discutir campanha de Dilma

 

 

O PPS –partido pró-Serra– anunciou que ingressará nesta semana com “representação no Ministério Público Eleitoral (MPE) pedindo a abertura de inquérito contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva por prática de crime eleitoral”.

 

A alegação é que Lula teria violado a Lei eleitoral (9.504/97) “ao reunir governadores, senadores e deputados da base do governo no Palácio da Alvorada, em pleno horário de expediente, para debater estratégias para a campanha da petista Dilma Rousseff no segundo turno da corrida presidencial”. Lula, de fato, recebeu hoje (5.out.2010) para um café da manhã os governadores e senadores eleitos no domingo. Aqui, um relato do encontro.

 

Para o deputado federal Raul Jungmann (PPS-PE), a infração seria “o uso de prédio público para fins eleitorais”.




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Por Fernando Rodrigues
 

Pesquisas x resultado oficial do 1° turno

Das pesquisas divulgadas dias antes da eleição, Datafolha (feita de 1° a 2.out.2010) e Ibope (30.set a 2.out.2010) indicaram possibilidade de 2° turno para a eleição presidencial. A sondagem CNT/Sensus (26 a 28.set.2010) e o tracking diário Vox Populi de 2.out.2010, apontavam vitória de Dilma (PT) no 1° turno.

A pesquisa de boca de urna feita pelo Ibope no dia do 1° turno (3.out.2010) – a única, a rigor, comparável ao resultado da eleição, porque foi feita no dia da votação – também indicou chance de 2° turno, segundo levantamento realizado para o blog pelo repórter do UOL Fábio Brandt, considerando todas as pesquisas e resultados da eleição de domingo.

O levantamento do Ibope mostrou Dilma com 51% dos votos válidos, mas, por conta da margem de erro de 2 pontos, a petista podia ficar com 49%. Para vencer no 1° turno, é preciso mais de 50% dos votos válidos (que são aqueles dados a candidatos; brancos e nulos não são válidos).


Para ampliar a imagem, deve-se clicar sobre ela com o botão direito e salvá-la no computador. Em seguida, é preciso abri-la com programa de visualização de imagens para aumentá-la.


Nas eleições para governadores, as sondagens divulgadas até sábado (2.out.2010) se aproximaram, em geral, do resultado oficial divulgado pelo TSE. Apenas na Paraíba e em Roraima a posição do 1° e do 2° colocado foi invertida com relação às sondagens. No Paraná, Beto Richa (PSDB) e Osmar Dias (PDT) apareciam empatados, com o mesmo percentual de votos. A apuração mostrou que a disputa foi acirrada.

Mas houve outras divergências notáveis. Em Alagoas, por exemplo, o Ibope mostrava Collor (PTB) em 2° lugar. Mas, quem foi para o 2° turno, contra o 1° colocado, Teo Vilela (PSDB), foi o candidato Ronaldo Lessa (PDT). No Distrito Federal, os dados do Ibope indicavam vitória no 1° turno de Agnelo Queiroz (PT). No fim, Weslian Roriz (PSC) passou para o 2° turno.









O mesmo confronto pode ser feito com as eleições de senadores. Nesse caso, houve mais inversões de posições (entre 1° colocado, 2° e 3° empatado com o 2°). Em São Paulo, foi eleito como mais votado (aliás, o mais votado do país) um candidato que estava aparecendo em 3º lugar: Aloysio Nunes (PSDB). No Ceará, o favorito durante toda a campanha, Tasso Jereissati (PSDB), perdeu.

Cássio Cunha Lima (PSDB, Paraíba) e Jáder Barbalho (PMDB, Pará), favoritos nas pesquisas, não aparecem entre os eleitos porque tiveram as candidaturas indeferidas com base na lei da Ficha Limpa. Caso consigam reverter a situação, no STF, seus votos entrarão na contagem. Jáder teve mais votos que a 2ª colocada, Marinor Britto (PSOL), segundo o TSE. Cunha Lima foi mais votado que os 2 eleitos por seu Estado, Vitalzinho e Wilson Santiago, ambos do PMDB.







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Por Fernando Rodrigues
12h27 - 04/10/2010
 

Com 18 eleitos no 1° turno, 2010 supera recorde de 2006

esta eleição teve o maior n° de governadores vencedores na 1ª votação

10 reeleições no 1° turno também ultrapassa marcas anteriores

O Blog publicou pesquisas de intenção de voto divulgadas no sábado (2.out.2010), véspera do 1° turno (3.out.2010). As sondagens indicavam que de 15 a 22 governadores ganhariam na 1ª votação (15 tinham vantagem além da margem de erro sobre seus adversários e 7 tinham vantagem incerta, podendo ou não ir para o 2° turno).

O resultado da eleição mostra que 18 ganharam no 1° turno. Diferenças com relação às pesquisas: Agnelo Queiroz (PT) não ganhou no Distrito Federal e vai para o 2° turno contra Weslian Roriz (PSC). Tinham vantagem incerta, mas venceram: Roseana Sarney (PMDB), no Maranhão; Silval Barbosa (PMDB), no Mato Grosso; Beto Richa (PSDB), no Paraná; Raimundo Colombo (DEM), Santa Catarina.

Tinham resultado incerto e terão 2° turno Pará, Paraíba e Roraima.




As 18 vitórias em 1° turno em 2010 são recorde. Em 1990 (quando o 2° turno passou a existir nas eleições de governadores), foram 11 vitórias no 1° turno. Em 1994, 10. Em 1998, 14. Em 2002, 13. Em 2006, 17.




Por fim, o resultado oficial publicado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra que 10 governadores se reelegeram no 1° turno. As pesquisas indicavam isso ocorreria com de 8 a 12 candidatos. Havia variação porque Roseana (PMDB-MA), Silval Barbosa (PMDB-MT), Zé Maranhão (PMDB-PB) e Anchieta Júnior (PSDB-RR) tinham vantagem incerta. Roseana e Silval se reelegeram. Zé Maranhão e Anchieta vão para o 2° turno.

Com relação aos anos anteriores, as 10 reeleições também são recorde. Em 1998 (quando passou a valer a reeleição), foram 8 em 1° turno. Em 2002, 4. Em 2006, 9.




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Por Fernando Rodrigues
 

Poder e política na semana – 4.set a 8.out.2010

Semana de pós-eleição. O  clima na campanha de José Serra (PSDB) é de novo ânimo. No QG de Dilma Rousseff (PT) há uma certa apreensão por causa da frustração da realização de 2º turno.

A agenda de Serra deve ser definida ao longo da 2ª-feira. Mas o candidato começa a semana em Minas Gerais, no velório do pai de Aécio Neves, falecido no dia em que o filho venceu a eleição para o Senado.

Dilma Rousseff (PT) começa a semana concedendo entrevista coletiva, em Brasília. Antes, quer demonstrar força recebendo senadores e governadores eleitos que a apoiam.

Marina (PV) não tem agenda pública para os próximos dias. Plínio (PSOL) tira a semana de repouso em seu sítio, na cidade de São João da Boa Vista, em São Paulo.

Lula, segundo sua agenda oficial, fica em Brasília até 4ª feira, envolvido com atividades da Presidência da República.

No Congresso, teoricamente, deputados e senadores que sumiram para fazer campanha devem retomar seu trabalho. Os que não se reelegeram tendem a desaparecer de vez e não participar das últimas votações de seus mandatos.

A Câmara tem votações em plenário. O Senado faz sessões não deliberativas e algumas de suas comissões voltam a funcionar.

A seguir, o drive político da semana pós-eleição do novo presidente:


Segunda (4.out.2010)
Dilma em Brasília – às 15h, reúne-se com senadores e governadores eleitos que são apoiadores de sua candidatura. Às 16h30, concede entrevista coletiva. No Royal Tulip Hotel (antigo Blue Tree).

Serra em Minas – vai ao velório do pai de Aécio Neves.

Lula em Brasília – segundo a agenda oficial, o presidente fica em Brasília, até 4ª-feira (6.out.2010), ocupado com atividades de seu cargo, como reunir ministros.

Cesta básica – Dieese divulga estudo mensal sobre o preço dos mantimentos essenciais. Aqui, resultados de meses anteriores.

Inflação – Fipe divulga IPC referente à a set.2010. FGV divulga IPC-S Capitais. Se a eleição teve efeitos sobre os preços, só serão indicados nos próximos levantamentos. Aqui, calendário de divulgação da Fipe. Aqui, o da FGV.


Terça (5.out.2010)
Propaganda eleitoral – recomeça nos Estados onde haverá 2° turno. No rádio e na TV, o horário político volta 48 horas após proclamação de resultados do 1° turno (artigo 49, lei 9504).

Fim da imunidade – todo eleitor já pode ser preso sem ser em flagrante, normalmente.

Custo de vida em São Paulo – Dieese divulga pesquisa mensal sobre o assunto. Aqui, resultados de meses anteriores.


Quarta (6.out.2010)
Novas regras eleitorais – comissão do Senado discute mudanças para 2012. Uma delas proíbe substituir candidato a menos de 15 dias antes da votação, como fez Roriz (PSC) em 2010.

Desculpa do fujão – prazo para o mesário que abandonar sua função no meio do trabalho se explicar ao juiz eleitoral.

Mudança de nome – Comissão de Direitos Humanos do Senado analisa proposta que permite a mudança de nome para transexuais.

Indústria – IBGE divulga pesquisa mensal sobre a produção do setor.


Quinta (7.out.2010)
Lula no Rio – lança a plataforma P57, em Angra dos Reis, e inaugura laboratório de petrogeofísica, na UFRJ.

Agricultura – IBGE divulga levantamento mensal sobre a produção agrícola.

Inflação – IBGE publica índices de preços ao consumidor do IBGE e custos da construção civil.


Sexta (8.out.2010)
Salário na indústria – IBGE publica pesquisa mensal sobre o tema.


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Por Fernando Rodrigues
 

No 2º turno, quase sempre vence quem sai na frente

mas o segundo turno entre Dilma e Serra tem características únicas

 

Nada mais sem conteúdo do que a frase “segundo turno é outra eleição”. O fato é que o segundo turno é a mesma eleição.

 

Os exemplos históricos demonstram que na maioria das eleições para governador ou para prefeito em cidades grandes o vencedor do segundo turno é exatamente o candidato que terminou na frente a disputa no primeiro turno.

 

Sim, claro, viradas ocorrem. Mas são raras.

 

No caso de eleições para presidente da República nunca houve viradas. Houve cinco eleições diretas para o Palácio do Planalto pós-ditadura militar (1989, 1994, 1998, 2002 e 2006), sendo que em três delas foi necessário o segundo turno. Quem ganhou foi quem já estava na frente no primeiro turno.

 

Fernando Collor, em 1989, teve 30,5% dos votos no primeiro turno contra Lula, que obteve 17,2%. No segundo turno, deu Collor como vitorioso com 53% contra Lula com 47%.

 

Lula também foi ao segundo turno, em 2002 e 2006. Nesse dois casos, passou adiante sempre na dianteira.

 

Em 2002, o petista teve 46,44% dos votos válidos. O segundo colocado era José Serra, do PSDB, que pontuou 23,2%. Ou seja, a diferença entre ambos era de 23,24 pontos percentuais. Nas simulações de segundo turno (na véspera do 1º turno), Lula já aparecia com 56% contra 35% de Serra (diferença de 21 pontos percentuais)

 

No segundo turno em 2002 Lula teve 61,3% dos votos contra 39,7% de Serra.

 

Em 2006, Lula terminou o primeiro turno com 48,6% dos votos válidos. Geraldo Alckmin (PSDB) teve 41,6%. A diferença entre ambos era de apenas 7 pontos. Nas projeções de segundo turno, entretanto, Lula aparecia com 49% contra 44% de Alckmin –uma distância de meros 5 pontos.

 

A partir daí ocorreu algo curioso em 2006. Lula disparou e Alckmin encolheu. Ao final, o petista conquistou a eleição com 60,8% dos votos contra só 39,2% do tucano. Ou seja, uma diferença de 21,6 pontos percentuais.

 

E em 2010?

Dilma terminou (em números redondos) com 47% dos votos contra os 33% de Serra. Uma diferença de 14 pontos. Em tese, está mais confortável do que Lula em 2006. Numa simulação de segundo turno feita pelo Datafolha nos dias 1º e 2 de outubro (antes, portanto, do impacto do resultado de domingo), Dilma aparece com 52% contra 40% de Serra –uma vantagem de 12 pontos.

 

Em tese, Dilma entra na reta final da disputa numa situação teoricamente mais vantajosa que Lula em 2006. Com uma grande diferença, entretanto, que vem a ser a seguinte: Dilma não é Lula nem Serra é Alckmin.

 

A favor de Dilma há dois fatos: a) Lula é extremamente popular e 2) a economia no país produz nas pessoas o “feel good factor” que é tão vital em uma eleição. A favor de Serra há a experiência de ser um político já testado em vários cargos e ter mais traquejo em debates.

 

Outro detalhe: quando ocorre algum tipo de virada no segundo turno, o fenômeno é muito rápido. Em 2006, Lula e Alckmin saíram quase empatados do primeiro turno (que naquele ano caiu no dia 1º de outubro). Já nos dias 16 e 17 de outubro, numa pesquisa Datafolha, o petista liderava com 60% dos votos válidos contra apenas 40% do tucano.

 

Ou seja, nesta semana que começa haverá uma definição de tendências para o desfecho do processo eleitoral.

 

 

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Por Fernando Rodrigues
Perfil

Fernando Rodrigues, jornalista, nasceu em 1963. Fez mestrado em jornalismo internacional na City University, em Londres, Reino Unido (1986).

Na Folha desde 1987, foi repórter, editor de Economia, correspondente em Nova York (1988), Tóquio (1990) e Washington (1990-91). Na Sucursal de Brasília da Folha desde 1996, assina a coluna "Brasília", na página 2 do jornal, às quartas e sábados.

Mantém uma página de política no UOL desde o ano 2000 - com informações estatísticas e analíticas sobre eleições, pesquisas de opinião e partidos políticos. Em 2007/08 recebeu uma fellowship da Fundação Nieman, na Universidade Harvard (Cambridge, MA, nos Estados Unidos).

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