UOL Notícias Blogs
 

Blog

Cobertura política, eleitoral, pesquisas e notícias do poder

15h00 - 17/09/2010
 

PA: Jatene (PSDB) 41,6% x 24,5% Ana Júlia (PT)

Jáder (PMDB) e Paulo Rocha (PT) estão à frente na disputa pelo Senado, mas tiveram candidaturas indeferidas pela lei da Ficha limpa

Pesquisa do Instituto Veritate sobre a eleição para governador do Pará indica vitória no 1° turno de Simão Jatene (PSDB), com 41,6% dos votos. A atual governadora, Ana Júlia Carepa (PT) tem 24,5% e não seria reeleita.

O estudo ainda mostra 5,6% dos votos para Juvenil (PMDB), 1,4% para Fernando Carneiro (PSOL) e 1,1 para Cléber Rabelo (PSTU). Brancos, nulos e indecisos são 25,8%.

Jáder Barbalho (PMDB) lidera a disputa pelas 2 vagas do Pará no Senado, com 33,5% dos votos. A 2ª vaga, porém, está indefinida: Paulo Rocha (PT) tem 22,4% das intenções de voto; Flexa Ribeiro (PSDB) tem 21,3%. Como a margem de erro é de 2,5 pontos percentuais (para mais ou para menos), petista e tucano estão tecnicamente empatados.

Tanto Jáder quanto Paulo Rocha tiveram suas candidaturas indeferidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com base na lei da Ficha Limpa (aqui e aqui notícias oficiais sobre as decisões do tribunal). Ambos recorreram ao Supremo Tribunal Federal (STF) e podem conduzir suas campanhas normalmente, aguardando a decisão final da Suprema Corte.

A pesquisa do Instituto Veritate foi feita de 9 a 14.set.2010 com 1,6 mil eleitores paraenses. Encomendada pela Universidade Federal do Pará (UFPA), está registrada no TRE-PA com o n° 16558/2010.

Aqui, dados desta e de outras pesquisas sobre a eleição para governador do Pará. Aqui, pesquisas sobre a eleição para o Senado.



Quer seguir o blog no Twitter? Aqui

Por Fernando Rodrigues
 

Dilma e Temer têm pendências com o Fisco

Eles não têm certidão negativa de débitos na Receita Federal

Indio da Costa tem algum 
tipo de disputa em andamento com o Fisco

Os dois integrantes da chapa favorita para ocupar o Palácio do Planalto não têm “Certidão Conjunta de Débitos Relativos aos Tributos Federais e à Dívida Ativa da União”. Quando alguém tenta checar a situação fiscal dos CPFs de Dilma Rousseff (PT) e de Michel Temer (PMDB) no site da Receita Federal (essa consulta é livre, aberta e legal a todos), recebe-se a seguinte mensagem:

 


Resultado da Consulta

As informações disponíveis na Secretaria da Receita Federal do Brasil - RFB sobre o contribuinte xxxxxxxxxxxxxx

são insuficientes para a emissão de certidão por meio da Internet.

Para consultar sua situação fiscal, acesse Centro Virtual de Atendimento e-CAC.

Para maiores esclarecimentos, consulte a página Orientações para emissão de Certidão nas unidades da RFB.

 

 

Eis, a seguir, cópia das imagens do site da receita para Dilma e Michel Temer, com as recusas de certidões negativas:

 

Recusa para Dilma Rousseff (CPF 133.267.246-91)

 

 

Recusa para Michel Temer (CPF 069.319.878-87)

 

 

O que significa não ter certidão negativa conjunta de débitos relativos aos tributos federais e à dívida ativa da União? Muita coisa, inclusive até detalhes operacionais sem importância. A inexistência da certidão pode, de fato, ser referente a uma dívida não quitada. Mas pode também ser um erro de endereço ou um código errado no pagamento de um imposto.

 

Quando alguém se candidata a um cargo público, é sempre recomendável fazer essa checagem previamente. É uma demonstração de respeito ao eleitor. Não custa nada e leva menos de 2 minutos, como demonstra o post abaixo, Saiba como checar o CPF de seu candidato. No caso de haver pendência, é necessário entrar em contato com a Receita Federal para solucionar o problema.

 

O tradicional site Políticos do Brasil (lançado em 2002 pelo titular deste blog), maior banco de dados sobre candidatos desde 1998, relaciona os CPFs de todos os concorrentes a cargos públicos. Quem tiver interesse, pode pesquisar o nome do políticos, copiar seu número de CPF e verificar se esse candidato tem alguma pendência com o Fisco. Nunca é demais repetir: esses dados são públicos; os políticos precisam informá-los à Justiça Eleitoral e os eleitores têm direito de ter acesso a tudo.


No caso das outras duas chapas competitivas para o Planalto, o blog não constatou pendências, pois há certidões negativas disponíveis para os integrantes da aliança tucano-demista José Serra (PSDB, CPF 935.659.688-34) e Indio ca Costa (DEM, CPF 004.058.197-73) e da coalizão verde Marina Silva (PV, CPF 119.807.612-72) e Guilherme Leal (PV, CPF 383.599.108-63).

Há, entretanto, um processo em andamento relacionado a Indio da Costa, datado de 2005 –disponível para consulta aqui. No mesmo site, pode-se ver que Michel Temer também tem algum tipo de disputa com o Fisco classificada como “em trânsito”, referente ao ano de 1994.

Esses resultados indicam que Indio e Temer têm algum tipo de litígio com a Receita Federal. São processos nos quais o contribuinte reclama, por exemplo, de alguma cobrança indevida ou a Receita esta demandando alguma providência por parte do contribuinte.




Dilma, Serra e Marina não tem nenhum processo de disputa com o Fisco em andamento. Os dados são do seguinte endereço: 

http://comprot.fazenda.gov.br/E-Gov/cons_generica_processos.asp




Quer seguir o blog no Twitter? Aqui

Por Fernando Rodrigues
 

Saiba como checar o CPF do seu candidato

O site Políticos do Brasil apresenta mais uma vez a lista completa dos candidatos que disputam cargos eleitorais. Já é uma tradição. O banco de dados contém informações de candidatos desde a eleição de 1998. É a maior compilação de informações dessa natureza na internet brasileira. Mais de 350 mil registros.

A apresentação dos dados no Políticos do Brasil (www.politicosdobrasil.com.br) permite ao internauta procurar  informações relacionadas por meio de um mecanismo inteligente de busca: por exemplo, só a lista de candidatos a deputado estadual de um determinado partido e Estado.

Outro dado relevante: o Políticos do Brasil divulga os CPFs de cada um dos políticos que concorrem na eleição de 2010. Essa informação é fornecida pela Justiça Eleitoral e sua divulgação é legal, pois todos os candidatos são obrigados a fornecer o dado no ato de registro de suas candidaturas. Os eleitores têm o direito de saber se seus candidatos têm CPF e se o registro é válido.

Com o CPF é possível verificar se algum político tem pendências na Receita Federal. Não se trata de um dado sigiloso, mas apenas uma verificação genérica de informações cadastrais. Para checar os dados de algum candidato, vá ao Políticos do Brasil, busque a ficha do seu interesse, copie o CPF desse político e siga os passos detalhados na cartilha completa sobre como fazer pesquisas.

Abaixo, uma explicação resumida. 

Com o CPF do político é possível pesquisar sobre o seguinte:

Validade do CPF: se for válido, será emitida certidão atestando essa situação. Quando a certidão não é emitida, existe alguma pendência –não necessariamente uma dívida nem algo ilícito. Pode ser apenas uma formalidade técnica, como alteração de endereço. Para fazer essa consulta, clique aqui.

Restituição de Imposto de Renda a receber: em alguns casos, descobre-se que o político não entregou sua declaração, pois surge um mensagem com o seguinte teor: “Sua declaração ainda não consta na base de dados da Secretaria da Receita Federal”.

Nesse caso (quando a declaração de IR não está na base da Receita) há, pelo menos, 4 situações: 1) o político morreu; 2) o político declarou que é isento de pagamento de Imposto de Renda; 3) o político mudou seu domicílio fiscal para o exterior; e 4) o político não declarou Imposto de Renda. Essa consulta está disponível aqui.

O Blog consultou as informações disponíveis relacionadas aos CPFs dos 9 candidatos a presidente da República e dos 9 candidatos a vice-presidente.

Apenas a declaração de Edson Dorta (PCO), candidato a vice-presidente na chapa encabeçada por Rui Costa Pimenta (PCO), “não consta na base de dados da Secretaria da Receita Federal do Brasil”. Para os outros candidatos, a declaração consta como estando no banco de dados da Receita, “a pagar” ou então a informação é “saldo inexistente de imposto a pagar ou a restituir”. Sobre certidões negativas dos principais presidenciáveis, leia post acima.

O site Políticos do Brasil ainda traz informações sobre o cargo disputado, partidos que integram a coligação e declaração de bens de cada candidato (a presidente, governador, deputados, senadores, vices e suplentes). Para acessar esse banco de dados e buscar informações sobre algum político, clique aqui.

Quer seguir o blog no Twitter? Aqui

Por Fernando Rodrigues
21h08 - 16/09/2010
 

Sucessor de Erenice deve sair só pós-eleição

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cogita não nomear o sucessor definitivo de Erenice Guerra na Casa Civil agora ou na semana que vem. Pode esperar até depois da eleição de 3 de outubro.

 

Por enquanto, ficará na cadeira interinamente o secretário-executivo da Casa Civil, Carlos Eduardo Esteves Lima. A queda de Erenice atordoou o Planalto. Ela saiu sob suspeita de ter sido leniente com irregularidades na pasta (o que ela nega),

 

A ordem geral agora no governo é tentar reduzir a temperatura do caso. Nomear algum substituto na semana que vem apenas produziria mais volume no noticiário que o Planalto deseja ver sepultado.

 

Há também dois outros argumentos contra uma indicação já.

 

Um argumento político é que ao nomear alguém agora como ministro da Casa Civil Lula estaria criando um ruído com Dilma Rousseff (PT), até o momento a favorita para vencer a disputa em 3 de outubro. Por exemplo, se for indicado algum nome forte politicamente Lula daria, mesmo de forma inadvertida, um recado: quero essa pessoa também no governo Dilma.

 

E há um argumento operacional para deixar a nomeação para o período pós-eleitoral. É que o novo ministro da Casa Civil vai cuidar da transição entre governos. Mesmo que seja Dilma a eleita, será uma nova administração a partir de 1º de janeiro de 2011.

 

O ministro da Casa Civil nomeado terá de se ocupar desse processo transição. Nesse caso, é melhor esperar para saber se a vencedora será mesmo Dilma, pois aí seria buscado alguém com o perfil administrativo mais adequado ao próximo (ou próxima) ocupante do Palácio do Planalto.

 

 

Quer seguir o blog no Twitter? Aqui

 

Por Fernando Rodrigues
 

Demissão de Erenice é jogada de alto risco

Ao substituir sua ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, a poucos dias da sucessão presidencial de 3 de outubro, o governo adotou uma operação de alto risco.

Havia duas opções sobre a mesa:


1) não demitir e apostar no voto cristalizado pró-Dilma
: a ideia geral por trás dessa tática era a de que a massa de eleitores que hoje declara votos na candidata do PT (51%) não se deixaria contaminar pelo noticiário a respeito de Erenice e as suspeitas de lobby na Casa Civil.

Argumento a favor: só a mídia está falando disso e o assunto não chegará com clareza à maioria do eleitorado.
Argumento contra
: não se sabe o que vem por aí. Erenice parece não ter também controle total sobre seus parentes. É um risco mantê-la no cargo e estourar algo mais grave na véspera da eleição.

2) demitir e tentar estancar o caso: como está muito obscuro o tipo de atividade dos familiares de Erenice, é melhor trocar a ministra de uma vez e retirar o caso do noticiário.

Argumento a favor
: com a demissão, haverá uma repercussão inicial ruim, mas o assunto tende a diminuir sua visibilidade na mídia em 5 ou 10 dias.

Argumento contra
: a repercussão será péssima. A ministra demitida, sob suspeita de graves irregularidades, era braço-direito de Dilma durante vários anos no governo. A escolha de Erenice para ficar na Casa Civil, em abril, teve participação da hoje candidata a presidente pelo PT. As acusações não tendem a diminuir só porque a ministra está fora da cadeira.

Como se sabe, prevaleceu o argumento do item 2, segundo o qual agora “o caso vai morrer”.

Mas o caso vai mesmo morrer? Hoje e nos próximos dias, certamente não.

Haverá impacto eleitoral? Possivelmente não, pois a exemplo do episódio da quebra de sigilos fiscais de tucanos, esse novo escândalo é complexo e de difícil compreensão (post abaixo).

Só as próximas pesquisas, daqui a uma semana, poderão dizer se opção de Lula e do governo foram boas ou ruins do ponto de vista eleitoral para Dilma.

 

Quer seguir o blog no Twitter? Aqui

Por Fernando Rodrigues
 

Ricos e mais escolarizados reagem a escândalo

Caso de Erenice Guerra ainda não foi aferido pelas pesquisas

A pesquisa Datafolha divulgada hoje (16.set.2010) ajuda a entender um pouco mais o comportamento do eleitor brasileiro. Os mais escolarizados e os que têm renda média mensal mais alta são os que mais tomaram conhecimento dos caso da quebra de sigilos fiscais de tucanos e da filha do candidato a presidente pelo PSDB, José Serra.

Como esses segmentos representam uma parcela muito pequena do eleitorado, o impacto do caso foi mínimo, quase imperceptível, no quadro geral da sucessão. Se a eleição fosse hoje, Dilma Rousseff (PT) venceria com 51% das intenções de voto. Serra teria 27%. Marina Silva (PV) pontuaria 11%.

Esse quadro é praticamente idêntico ao resultado da semana anterior, apenas com oscilações dentro da margem de erro. Aqui, todos os levantamentos sobre a eleição deste ano –na página que tem a maior compilação da web brasileira, com sondagens eleitorais desde o ano 2000.

Tudo muda de figura quando se isola apenas os 12% que se dizem bem informados a respeito do caso de quebra de sigilos fiscais. Nesse universo pequeno, Dilma desce de 51% e vai a 46% das intenções de voto. Serra vai de 27% a 33%. Marina oscila de 11% para 14%.

Ou seja, entre os eleitores que tomaram conhecimento e dizem ter entendido o caso da quebra de sigilos fiscais, a soma de Serra e de Marina daria 47%. Como Dilma teria 46%, haveria chance real de ocorrer um segundo turno.

Já no outro segmento dos que nunca ouviram falar do caso da quebra de sigilos fiscais de tucanos, Dilma vai a 53%, Serra desce a 24% e Marina pontua apenas 8%. A vitória petista ficaria ainda mais fácil.

Casa Civil e o lobby
E o impacto desse novo caso envolvendo Erenice Guerra, ministra da Casa Civil, terá o mesmo destino do “Receitagate”? É difícil saber. Em termos de complexidade, são dois episódios intrincados e de difícil inteligibilidade para o eleitor médio.

Por outro lado, o escândalo da Casa Civil envolve uma pessoa que foi o braço direito de Dilma Rousseff no governo (Erenice Guerra). Vários episódios relatados agora ocorreram quando Dilma ainda era a titular da pasta.

A decisão do governo sobre o que fazer agora obedecerá a um cálculo estritamente eleitoral.

Lula não vai demitir Erenice se concluir que a massa maior de eleitores passará as próximas duas semanas e meia sem se dar conta do que vem a ser o lobby na Casa Civil.

É evidente que em condições normais de temperatura e pressão, fora do período eleitoral, Erenice Guerra seria – no mínimo – afastada de suas funções até o final das investigações.

Mas o cálculo do governo será mais utilitário e pragmático. Qual benefício traria agora para a campanha da petista a demissão da ex-braço de direito de Dilma? Possivelmente, nenhum que esteja visível. No caso de uma demissão, o governo estaria magnificando o episódio. Os telejornais (“Jornal Nacional” à frente) dariam longuíssimas reportagens sobre a ex assessora dilmista demitida sob suspeita de graves irregularidades.

Mas não demitir Erenice de uma vez não seria também um risco para Lula e para Dilma? Não há a possibilidade de se formar uma fila de empresários relatando como era o tipo de tráfico de influência reinante dentro do Palácio do Planalto?

As pesquisas qualitativas da campanha petista podem indicar que “o povão” resistirá até o dia 3 de outubro, mantendo a vitória de Dilma no primeiro turno – se tudo ficar mais ou menos como está no momento, só com empresários relatando casos de suposto lobby ilegal dentro do governo.

Mas como saber que tipo de histórias ainda podem aparecer?

A calibragem da estratégia eleitoral é duríssima para Lula e para Dilma. Sobretudo porque, ao que parece, eles não sabem exatamente o que mais poderá aparecer nos próximos dias.



Quer seguir o blog no Twitter?
 
Aqui

Por Fernando Rodrigues
11h15 - 15/09/2010
 

94% sabem que é preciso documento com foto para votar

só 4% dos eleitores têm título e não sabem onde ele está

em 2010, é obrigatório apresentar título e documento com foto


Os políticos estão com medo de haver um grande número de abstenções neste ano por causa da nova exigência da Lei Eleitoral: para votar, todos os cidadãos habilitados deverão apresentar o título de eleitor e um documento com foto (por exemplo, uma carteira de identidade). Há muitos candidatos temendo que seus eleitorados cheguem aos locais de votação sem essa documentação necessária --sobretudo os de menor renda e com baixa escolaridade.


Mas uma pesquisa Datafolha realizada de 8 a 9 de setembro constatou que o temor dos políticos é infundado. O instituto apurou que 94% dos eleitores sabem que, em 2010, existe essa nova regra nova para votar (apresentar título de eleitor e um documento com foto).


Nas 5 regiões do país, os percentuais se repetem (94% conhecem a exigência; 6% não tomaram conhecimento ainda da regra).

A maioria dos eleitores tem título e sabe onde o guardou, indica o Datafolha. Apenas 1% não tem o documento; 4% têm, mas não sabem onde ele está; 95% têm título e sabem onde o guardaram.

Marina Silva (PV) é a candidata com o maior percentual de eleitores que conhecem a nova regra: 98%.

Dos eleitores de Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Plínio (PSOL), 94% sabem da nova exigência (igual à média nacional). Eymael (PSDB) fica com 96%, mas também está na média nacional, porque a margem de erro da pesquisa (2 pontos percentuais, para mais ou para menos) pode diminuir seu percentual.

Apenas Zé Maria (PSTU) está muito abaixo da média e fora da margem de erro: só 77% de seus eleitores sabem que é preciso levar título de eleitor e documento com foto no dia da eleição.





Em contrapartida, 99% dos eleitores de Zé Maria têm título e sabem onde encontrá-lo. Dilma, Serra e Marina têm os eleitores mais esquecidos: 4% dos eleitores de cada um dos 3 candidatos não sabem onde encontrar o próprio documento.

Eymael, o democrata cristão, é o candidato com maior percentual de eleitores sem título: 7%.




A pesquisa foi feita em 8 e 9.set.2010 com 11.660 eleitores e está registrada no TSE com o n° 28809/2010. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.






Quer seguir o blog no Twitter?
 
Aqui

Por Fernando Rodrigues
11h29 - 14/09/2010
 

Sensus: apesar de solavancos, Dilma resiste

A nova pesquisa Sensus que mostra Dilma Rousseff ( PT) com 50,5% e José Serra (PSDB) com 26,4% indica que permanece inalterada a capacidade da petista de resistir aos solavancos finais da campanha. Aqui, todas as pesquisas eleitorais deste ano.

 

Há quase 3 semanas passou a reverberar na mídia o escândalo da quebra de sigilos fiscais de tucanos. Serra usou fartamente o material em sua propaganda de rádio e de TV. Não houve efeito. Ao contrário. O tucano continuou a desidratar nas pesquisas.

 

Agora, no fim de semana, veio o caso mais recente: o envolvimento de um filho da ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, numa operação para favorecer uma empresa privada que tinha interesses no governo. Erenice e o filho negam as irregularidades.

 

A pesquisa Sensus não capta ainda integralmente o efeito desse novo escândalo na campanha de Dilma Rousseff. O caso saiu na revista "Veja" de sábado (dia 11) e o levantamento foi realizado de 10 a 12 de setembro. O noticiário a respeito ainda frequenta a mídia e novos desdobramentos são esperados.

 

Mas como se trata também de um caso complexo para o entendimento do eleitor médio, a chance de haver grande impacto no jogo eleitoral é reduzida.

 

Em 2006, o escândalo dos aloprados eclodiu em 15 de setembro (neste ano, a data fatídica seria amanhã). À época, Lula teve de enfrentar um segundo turno contra Geraldo Alckmin, mas por uma diferença pequena: só 1,4 ponto percentual. Naquele caso de 4 anos atrás, havia petistas envolvidos aos montes e uma mala de dinheiro para ser fotografada. A economia também não ia tão bem como hoje.

 

Ou seja, pelo jeito, os eleitores brasileiros até podem mudar de opinião a menos de um mês da eleição. Mas é necessário um escândalo de octanagem altíssima (com fotos e vídeos de dinheiro) e uma economia que não esteja crescendo cerca de 7% ao ano.

 

 

Quer seguir o blog no Twitter? Aqui

 

Por Fernando Rodrigues
 

Brasília passa BH em poder de compra

com dinheiro público, consumo na capital só perde para SP e Rio

 

Brasília não produz quase nada (nem parafuso...). A agropecuária responde por 0,3% do PIB do Distrito Federal. A indústria, 6,6%. Já o setor de serviços fica com um naco de 93,2%. E o pulo do gato: 53,8% dessa renda de serviços se relaciona à administração pública. Ou seja, aos salários de quem trabalha para o governo.

 

Essa montanha de dinheiro catapultou Brasília para a posição de terceira cidade do país em consumo. Os dados são de um estudo IPC Maps sobre hábitos e capacidade de compra nas diferentes regiões brasileiras.

 

O “Correio Braziliense” publica hoje uma reportagem indicando que os moradores de Brasília gastarão R$ 47,9 bilhões neste ano de 2010.

 

Com esse valor, Brasília ultrapassou Belo Horizonte e conquistou o 3º lugar entre as cidades com maior poder de compra. Só perde para São Paulo e Rio de Janeiro. A compra de imóveis está no topo do consumo candango, responsável por R$ 13,5 bilhões, ou 28% do total consumido na cidade.

 

Brasília tem uma população de 2,6 milhões. Só cerca de 1,4% do país. O gasto total da cidade com consumo a coloca em terceiro lugar nacionalmente, mas os brasilienses já ocupam o topo do ranking quando se considera o valor consumido per capita. De acordo com o IPC Maps, cada brasiliense torra, por ano, R$ 18.726. No Rio, o valor é de R$ 16.191. Em São Paulo, R$ 15.973.

 

A capital da República é uma das mais desiguais do mundo. A distância entre pobres e ricos é gigantesca. O Ipea já falou que o entorno de Brasília tem tudo para ser uma nova baixada fluminense do país

 

A seguir, os dados de hoje sobre consumo publicados pelo “Correio Braziliense”:

 

 

 

Quer seguir o blog no Twitter? Aqui

Por Fernando Rodrigues
20h08 - 13/09/2010
 

Zé Maria tem o seu "PSTUboy"

Depois do sucesso de Dilmaboy a favor de Dilma Rousseff (PT), o PSTU também lança seu aspirante a cantor hype moderninho.

Abaixo, vídeo divulgado na página do partido e no YouTube:




Quer seguir o blog no Twitter? Aqui

Por Fernando Rodrigues
 

TO: Gaguim (PMDB) 48,3% x 42,3% Siqueira Campos (PSDB)

Tocantins é o único Estado com apenas 2 candidatos

2° turno só ocorre se ambos tiverem o mesmo n° de votos


Pesquisa do Instituto Serpes sobre a eleição para governador do Tocantins indica que o candidato à reeleição, Carlos Gaguim (PMDB), está numericamente à frente de seu único adversário, Siqueira Campos (PSDB). Gaguim tem 48,3% das intenções de votos. Campos tem 42,3%.

A pesquisa não permite identificar o provável vencedor. Por causa da margem de erro (de 3,1 pontos percentuais, para mais ou para menos), existe a possibilidade de os candidatos estarem empatados. O percentual de votos de Gaguim vai de 45,2% a 51,4%. O de Siqueira Campos, de 39,2% a 45,4%. Aqui, dados desta e de outras pesquisas sobre a eleição tocantinense.

Apesar da incerteza sobre o ganhador, a eleição no Tocantins deve terminar no 1° turno: basta que um dos candidatos tenha mais votos que o outro. Para haver 2° turno, uma situação pouco provável deve acontecer: os 2 precisam ter o mesmo n° de votos. No improvável 2° turno, se o empate persistir, o candidato mais velho vence a eleição – de acordo com o artigo segundo da lei 9504.

Presidente e senadores
Para presidente, a indefinição não se repete. Segundo o Instituto Serpes, 60,1% dos tocantinenses vão votar em Dilma Rousseff (PT), 21,1% em José Serra (PSDB) e 6,7% em Marina Silva (PV). Zé Maria (PSTU) tem 0,5% e Eymael (PSDC), 0,2%. Brancos, nulos e indecisos são 11,4%.

A eleição dos 2 senadores por Tocantins, no entanto, também está indefinida, com 3 candidatos tecnicamente empatados (todos apoiam Dilma Rousseff): Marcelo Miranda (PMDB) tem 22,6%, João Ribeiro (PR), 22,4%, e Paulo Mourão (PT), 16,6%.

Aqui, quadro com a evolução da intenção de voto para senador por Tocantins.


Quer seguir o blog no Twitter? Aqui

Por Fernando Rodrigues
 

CE: Cid Gomes (PSB) 58% x 16% Lúcio Alcântara (PR)

O atual governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), seria reeleito no 1° turno com 58% dos votos, caso a eleição fosse hoje, indica o Datafolha. O instituto entrevistou 927 eleitores cearenses em 9 e 10.set.2010.

Em 2° lugar, sem chances, aparece Lúcio Alcântara, com 16% dos votos. Cid e Lúcio apoiam a candidatura de Dilma Rousseff (PT) para presidente da República.

Marcos Cals (PSDB), que apoia José Serra (PSDB), está em 3°, com 8%. Francisco Gonzaga (PSTU) tem 1%. Brancos, nulos e indecisos são 16% dos eleitores.

A margem de erro da pesquisa é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o registro no TRE-CE tem o n° 52908/2010.

As últimas pesquisas do Datafolha no Ceará mostram que a diferença entre os percentuais de Cid e de Lúcia aumenta progressivamente. Era de 21 pontos percentuais na pesquisa de julho. Passou a 33, em agosto, e, finalmente, a 42, em setembro.

Ou seja: ao passo em que o atual governador se mantém estável na posição de líder isolado e vê seu percentual de votos aumentar, Lúcio Alcântara registra efeito contrário e está cada vez mais distante do líder.

A seguir, quadro comparativo entre as últimas pesquisas:




Como se ganha no 1º turno?
Nenhuma pesquisa sobre a eleição 2010 no Ceará indicou a possibilidade de haver 2° turno no Estado (aqui, quadro com dados de várias pesquisas). Para ser eleito no 1° turno, candidatos a governador, presidente da República ou prefeito (de cidades com mais de 200 mil eleitores) precisam obter, pelo menos, 50% dos votos válidos mais um voto válido.

Votos válidos, segundo a lei brasileira, são apenas aqueles direcionados aos candidatos. Votos nulos e em branco não são válidos.

Para saber se há chance de uma eleição terminar no 1º turno, basta verificar se o 1º colocado nas pesquisas tem percentual de votos superior à soma dos percentuais de todos seus adversários. É o que tem ocorrido com Cid Gomes.


Quer seguir o blog no Twitter? Aqui

Por Fernando Rodrigues
17h53 - 12/09/2010
 

Poder e política na semana – 13 a 19.set.2010

Semana começa com duas repercussões importantes. Primeiro, há o caso do lobby na Casa Civil. A outra repercussão será sobre o desempenho dos candidatos a presidente no debate deste domingo (12.set.2010), organizado pela “Folha de S.Paulo” e pela “Rede TV!”. O suposto esquema de lobby envolvendo a Casa Civil e o caso de vazamento de sigilos fiscais de tucanos pautarão o debate.

Sobre o lobby na Casa Civil, convém reler o que diz Código de Conduta da Alta Administração Federal sobre conflito de interesses.

Na 2ª-feira, Lula e Dilma fazem campanha juntos, em Joinville (Santa Catarina). Repetem a dose na 4ª-feira, em Fortaleza. Serra será sabatinado pela direção da OAB, na 2ª. Marina e Plínio, na 3ª.

Candidatos ao governo de São Paulo e do Rio participam de debates organizados pela “Folha de S.Paulo” e pela “Rede TV!”. 4ª-feira para os paulistas e 5ª para os fluminenses.

A partir de sábado, nenhum candidato ou mesário poderá ser preso, exceto em flagrante. No domingo, candidatos a vice-presidente da República participam de debate televisionado pela “Bandeirantes”.

A seguir, o que vai mover o mundinho da política na semana que começa:


Segunda (13.set.2010)
Lula e Dilma em Santa Catarina – fazem comício em Joinville, às 19h. Antes, o presidente inaugura trechos da BR-101, em Criciúma, e obras do Porto de Itajaí.

Serra na OAB – responde a perguntas dos diretores e conselheiros federais da entidade, em Brasília, às 11h. Marina e Plínio participam em 14.set.2010. Dilma não vai.

Marina em São Paulo – das 9h30 às 11h, perto de Sorocaba, visita o projeto Lua Nova (de atendimento a adolescentes grávidas). À noite, na capital, recebe apoio de Fernando Meirelles, Caetano e outros famosos na balada Studio SP.

Ivan Pinheiro em Londrinapresidenciável do PCB concede entrevista para a imprensa local.

Encontro de marinheiros – até 17.set.2010, no Rio de Janeiro, ocorre a Conferência Naval Interamericana, encontro das Marinhas americanas.

Inflação – FGV divulga IPC-C1. Até 6ª-feira (17.set.2010), a fundação publica outros indicadores.

Congresso brasileiro de Cinema – até 15.set.2010, em Porto Alegre.


Terça (14.set.2010)
Plínio e Marina na OAB – às 10h e às 11h, respectivamente, respondem a perguntas dos diretores e conselheiros federais da entidade, em Brasília. Depois, Marina vai a sabatina dos Diários Associados.

Lula em Brasília – pela manhã, faz reunião de coordenação com ministros. No fim da tarde, lança livro com depoimentos de porta-vozes e secretários de imprensa do governo (de JK à atualidade).

Comércio – IBGE divulga pesquisa mensal sobre o setor.

Oriente Médio – palestinos e israelenses retomam diálogo de paz. Dia 14 em Sharm El Sheik, no Egito, e dia 15 em Jerusalém.


Quarta (15.set.2010)
Aloprados, 4 anos
– esta 4ª feira marca o aniversário de 4 anos do surgimento do escândalo dos aloprados, um grupo ligado ao PT que, em 2006, tentou comprar (com mais de R$ 1 milhão, em dinheiro) um dossiê contra tucanos. Até hoje não se sabe a origem do dinheiro. Os aloprados continuam todos livres, leves e soltos.

Pesquisa Datafolha – instituto termina entrevistas de nova sondagem sobre a eleição presidencial.

Lula e Dilma em Fortaleza – participam de comício, às 19h.

Debate em São Paulo – “Folha de S.Paulo” e “Rede TV!” promovem encontro entre candidatos a governador do Estado. Começa às 22h15. Concorrerá em audiência com o futebol (nota a seguir).

Futebol: duelo de líderes – Fluminense e Corinthians jogam no Engenhão (RJ) pelo campeonato Brasileiro, às 22h. Os times encabeçam a classificação do campeonato.

Marina em BH – cumpre agenda pública, ainda indefinida.

Lula e o Cerrado – no Palácio do Planalto, antes de ir ao Ceará para promover Dilma, lança plano de prevenção ao desmatamento e queimadas no Cerrado.


Quinta (16.set.2010)
Debate no Rio – “Folha de S.Paulo” e “Rede TV!” promovem encontro entre candidatos a governador do Estado. Começa às 22h15.

Marina em Minas – visita Varginha e Montes Claros.

Lula em Belém – passa a manhã em Brasília. À tarde, vai para a capital do Pará cumprir agenda privada. Dilma não diz se o acompanha.

Independência do México – foi declarada há 200 anos, em 1810. Efeméride útil quando parte da oposição avalia que há uma “mexicanização” do Brasil por causa da eventual vitória do PT na sucessão presidencial.


Sexta (17.set.2010)
Marina na Bahia e no Espírito Santo – visita Vitória e Salvador.
 
Lula em Campinas – entrega unidades habitacionais do programa Minha casa, Minha vida.

Inflação – Fipe divulga IPC referente ao período de 16.ago.2010 a 15.set.2010.


Sábado (18.set.2010)
Faltam 15 dias para as eleições – 1 semana após políticos do Amapá serem presos pela Polícia Federal, candidatos e mesários não podem mais ser presos – exceto em flagrante (artigo 236 do Código Eleitoral). Para compensar, qualquer eleitor é imune a prisão de 5 dias antes da votação a 48 horas depois.

Marina no Rio – sem agenda confirmada, a candidata deve fazer campanha para eleitores fluminenses.

Flash Mob tucano – PSDB tenta reunir gente para protestar contra o “Receitagate”, em Mauá, às 18h.


Domingo (19.set.2010)
Debate de vices na TV – "Bandeirantes" recebe Michel Temer (PMDB), Indio da Costa (DEM), Guilherme Leal (PV) e Hamilton Assis (PSOL), candidatos a vice-presidente da República.

Marina no Rio Grande do Sul – visita Porto Alegre durante a Semana Farroupilha, que lembra a Guerra dos Farrapos (1835-1845).


Quer seguir o blog no Twitter? Aqui

Por Fernando Rodrigues
Perfil

Fernando Rodrigues, jornalista, nasceu em 1963. Fez mestrado em jornalismo internacional na City University, em Londres, Reino Unido (1986).

Na Folha desde 1987, foi repórter, editor de Economia, correspondente em Nova York (1988), Tóquio (1990) e Washington (1990-91). Na Sucursal de Brasília da Folha desde 1996, assina a coluna "Brasília", na página 2 do jornal, às quartas e sábados.

Mantém uma página de política no UOL desde o ano 2000 - com informações estatísticas e analíticas sobre eleições, pesquisas de opinião e partidos políticos. Em 2007/08 recebeu uma fellowship da Fundação Nieman, na Universidade Harvard (Cambridge, MA, nos Estados Unidos).

Regras de uso

Busca
Neste blog Na Web

Histórico