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Cobertura política, eleitoral, pesquisas e notícias do poder

08h19 - 04/09/2010
 

“Receitagate” foi ineficaz para José Serra na TV

Propaganda do tucano já foi vista por quase metade dos eleitores

 

Estratégia de usar quebra de sigilos contra Dilma não deu certo

 

A manutenção do cenário eleitoral na disputa presidencial tem a ver com o fracasso, por enquanto, da estratégia do PSDB em tentar usar o escândalo da quebra de sigilos fiscais contra o PT.

 

Não se trata aqui de fazer juízo de valor a respeito do episódio em si –um crime sórdido e possivelmente cometido pela maneira frouxa como a Receita Federal tem sido administrada.

 

Mas do ponto de vista estritamente eleitoral, a estratégia tucana não funcionou. Houve um bombardeio na cabeça do eleitor sobre o já chamado “receitagate”: o fato de tucanos e a filha de José Serra terem tido seus sigilos fiscais violados criminosamente.

 

Serra quase só fala disso em entrevistas e em suas propagandas eleitorais em rádio e TV. Foi assim durante toda a semana. Mas na sexta-feira, dia 3 de setembro, uma pesquisa nacional Datafolha concluiu que Dilma Rousseff (PT) tem 50% contra 28% de José Serra (PSDB). Aqui, todas as sondagens anteriores.

 

Justamente na semana em que os tucanos mais usaram o “receitagate” em seus programas eleitorais a diferença entre Dilma e Serra oscilou de 20 para 22 pontos no Datafolha --uma oscilação favorável a Dilma, mas dentro da margem de erro da pesquisa.

 

É possível que essa estratégia serrista venha ainda a funcionar até o dia 3 de outubro? Se o caso continuar circunscrito ao que já se sabe, possivelmente o efeito seja muito limitado no resultado final da eleição. O fato de um petista de baixíssimo escalão ter sido um dos que requereu fradulentamente a delcaração de IR da filha de Serra não atinge diretamente a Dilma. Nesse caso, o mais provável é que o PT absorva o impacto negativo, blindando sua candidata ao Planalto.

 

Até porque a massa mais interessada no processo eleitoral já tomou conhecimento do tema de alguma forma --e não reagiu a favor do tucano. O Datafolha apurou que 51% dos eleitores já assistiram a alguma propaganda eleitoral. A parcela mais bem informada da população (quem tem paciência para assistir ao programa eleitoral) é supostamente a que está mais propensa a se indignar com o “receitagate”. Mas não foi o que se passou.

 

Eis os dados da audiência do horário eleitoral até agora:

 

 

Outro dado relevante e que talvez indique um erro de estratégia de Serra é a aprovação do horário eleitoral de cada candidato. Desde o início da propaganda, o programa da petista tem sido aprovado por quase o dobro de eleitores na comparação com o do tucano. Ou seja, falar do “receitagate”, por enquanto, não tem funcionado como deseja o PSDB. Eis os dados do Datafolha:


 

 

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Por Fernando Rodrigues
 

O humor livre, segundo o STF

 

tese venceu e Miro Teixeira teve papel fundamental

 

O assunto é de ontem (2.set.2010), mas o blog não pode deixar de registrar a decisão do STF sobre liberar o humor durante períodos eleitorais.


Para registro histórico, anote-se que um dos principais articuladores na montagem da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4451 foi o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ). Na defesa oral, fez comparações eloquentes sobre o caráter esdrúxulo da proibição imposta pela lei. Se a sociedade ainda vivesse no tempo das cavernas, o humor estaria permitido apenas nos desenhos em paredes, mas não nos sinais de fumaça, brincou o deputado.

 

As argumentações cristalinas de Miro Teixeira foram fundamentais para ajudar na composição da ADI 4451, formulada pela Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão). O prognóstico não era muito claro, pois o relator do processo no STF, ministro Carlos Ayres Britto, concedeu uma liminar (decisão provisória) favorável, mas era visto como muito liberal por seus colegas da Corte.

 

A exposição de Miro Teixeira, no último dia 1.set.2010, foi decisiva para ajudar a garantir o placar de 6 a 3, a favor da liberação de humor político durante períodos eleitorais.


Aqui, a reportagem do site do STF.

 

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Por Fernando Rodrigues
21h40 - 03/09/2010
 

Em MG, Lula e Aécio testam suas influências

 

Petista ajuda Dilma, mas Hélio Costa fica em segundo plano

Tucano turbina Anastasia e deixa Serra em desvantagem

 

Minas Gerais é um Estado pêndulo nesta eleição. A depender de como o eleitor mineiro votar, José Serra (PSDB) pode ou não ir ao segundo turno contra Dilma Rousseff (PT) na disputa presidencial.

 

O voto de Minas Gerais também vai determinar se a oposição terá como líder apenas o paulista Geraldo Alckmin (PSDB) ou se Aécio Neves (também do PSDB) vai também ocupar essa função.

 

Tudo está bem medido na eleição para o Palácio da Liberdade, a sede histórica do governo de Minas Gerais.

 

O candidato de Dilma e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é Hélio Costa (PMDB), cuja taxa de intenção de votos caiu de 44% para 40% de julho ao final de agosto, segundo o Datafolha (aqui). No mesmo período, Dilma subiu entre os mineiros de 35% a 51%.

 

No mesmo período, o candidato a governador de Minas Gerais de José Serra e de Aécio Neves, o atual ocupante do posto, Antonio Anastasia, saiu de 18% para 35%, segundo o Datafolha. Já Serra caiu de 38% para 27%,

 

O que mais chama a atenção nessa assimetria do voto mineiro (querem Dilma, do PT, e Anastasia, do PSDB), é a influência Lula e de Aécio na cabeça dos eleitores locais é idêntica, segundo o Datafolha. Eis os dados:


 

Ou seja, Lula influi até 59% dos eleitores mineiros na hora da escolha do governado. Aécio influi 57% dos seus conterrâneos.

 

Restam, portanto, duas dúvidas:

 

1) Lula não está se esforçando o suficiente para eleger seu aliado Hélio Costa?

 

2) Aécio Neves se esforça tudo o que pode para eleger Anastasia, mas também gasta a mesma energia para eleger Serra presidente?

 

Saberemos todos em 3 de outubro.

 

 

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Por Fernando Rodrigues
 

STF exorbitou seus poderes, diz Rui Costa (PCO)

mais ideias dos candidatos a presidente por partidos pequenos


STF exorbitou seus poderes, diz Rui Costa (PCO)




Minha candidatura é plano B, afirma Ivan Pinheiro (PCB)




Internet ajuda a explicar propostas, diz Plínio (PSOL)




Sou o único que tem coragem e culhão, diz Levy Fidélix (PRTB)




Lula voltou as costas para os trabalhadores, diz Zé Maria (PSTU)




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Por Fernando Rodrigues
19h09 - 02/09/2010
 

PA: Jatene (PSDB) 43% x 33% Ana Júlia (PT)

Jáder Barbalho (PMDB) lidera disputa pelo senado, indica Ibope

Pesquisa Ibope sobre a eleição para governador do Pará indica possibilidade de 2° turno no Estado. Simão Jatene (PSDB) tem 43% das intenções de voto, mesmo percentual de todos seus adversários somados. Para ganhar no 1° turno, ele precisaria ter mais que seus adversários juntos.

A atual governadora, Ana Júlia Carepa (PT) tem 33% e está em 2° lugar. Ela iria para o 2° turno contra o tucano.

Juvenil (PMDB) tem 6%. Cléber Rabelo (PSTU) e Fernando Carneiro (PSOL) têm 2% cada. Brancos, nulos e indecisos são 14% dos eleitores.

A pesquisa foi feita de 24 a 26.ago.2010 com 812 eleitores paraenses. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos. O estudo está registrado no TRE-PA com o n°14954/2010.

Essa é a 2ª sondagem do Ibope sobre as eleições paraenses – a primeira foi feita de 26 a 28.mai.2010. No entanto, as pesquisas não podem ser comparadas porque a lista de candidatos apresentada aos eleitores mudou.

Em maio, ainda não se sabia qual cargo Jáder Barbalho (PMDB) disputaria e ele apareceu entre as opções para governador e senador. Agora ele só aparece para senador. Outra mudança: Valéria Pires (DEM), que pretendia se candidatar a senadora, saiu da lista de opções porque desistiu de disputar a eleição.

Senado
Jáder Barbalho (PMDB), que apoia Dilma Rousseff (PT) para presidente, seria 1 dos 2 senadores eleitos pelo Pará, se a eleição fosse hoje, indica o Ibope. Ele tem 50% das intenções de voto.

A 2ª vaga poderia ser ocupada pelo dilmista Paulo Rocha (PT) – que tem 28% – ou pelo serrista Flexa Ribeiro (PSDB) – que tem 23%. Por conta da margem de erro (3 pontos), petista e tucano estão tecnicamente empatados.

A pesquisa ainda mostra 7% dos votos para Marinor Brito (PSOL), 5% para Paulo Braga (PSTU), 4% para João Augusto (PSOL), 3% para Abel Ribeiro (PSTU), 3% para Yamada (PTB), 3% para Professora Neide (PSB) e 1% para Savanas (PV). Brancos, nulos e indecisos são 48%. Citaram apenas 1 candidato 25% dos entrevistados.

O Pará é o 9° maior colégio eleitoral do país. Tem 4,76 milhões de eleitores (3,51% do total), segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) referentes a jul.2010.

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Por Fernando Rodrigues
 

No Rio, Garotinho e Romário são os mais votados para deputado federal

condenado a 2 anos e 6 meses, ex-governador tem registro provisório de candidatura...

... mesmo assim, tem votos para ocupar 2 vagas na Câmara dos Deputados

Sondagem feita pelo Instituto Brasileiro de Pesquisa Social (IBPS), indica que Anthony Garotinho (PR) é o candidato a deputado federal preferido pelos eleitores do Rio de Janeiro. Em 2° lugar, aparece o ex-jogador de futebol Romário (PSB).

A pesquisa foi feita de 24 a 26.ago.2010 com 5 mil eleitores fluminenses. A margem de erro é de 1,4 ponto percentual. Seu registro no TRE-RJ tem o n° 74562/2010.

Abaixo quadro com os 5 candidatos a deputado federal mais bem colocados no Rio de Janeiro:




Garotinho tem votos para 2 vagas de deputado
O IBPS ainda apurou o total estimado de votos válidos para deputado federal no Rio. Assim, obteve o provável n° de deputados que cada coligação poderá ter em 2011. Seguem os dados:




Na eleição para deputado não são, necessariamente, os candidatos mais votados que assumem as vagas disponíveis. Para assumir o cargo é preciso fazer parte de um partido ou coligação que alcance o n° mínimo de votos para ter direito a uma vaga na Câmara dos Deputados. Esse n° mínimo chama-se “quociente eleitoral”.

O quociente é calculado da seguinte forma: divide-se o n° total de votos válidos registrados na eleição para deputado pelo n° de vagas disponíveis. São válidos os votos para candidatos ou partidos. Brancos e nulos não são válidos.

Após conhecer o quociente eleitoral, deve-se dividir o total de votos válidos obtidos pela coligação pelo próprio quociente. O resultado dessa conta indica quantos candidatos da coligação podem assumir o mandato de deputado.

Por exemplo: a pesquisa IBPS estima que haverá 9.025.942 votos válidos para deputado federal no Rio de Janeiro. Esse é um Estado com direito a 46 deputados federais, segundo o site da Câmara. Ou seja: dividindo-se 9.025.942 por 46, obtém-se 196.216 como quociente eleitoral.

O PR, de Anthony Garotinho, pode conseguir 524.304 votos, segundo o IBPS. Dividindo-se 524.304 (votos para o partido) por 196.216 (quociente eleitoral), sabe-se que o PR teria direito, se as eleições fossem hoje, a 3 vagas na Câmara.

Quer dizer: com seus 413.508 votos, Garotinho tem votos suficientes para ocupar 2 vagas na Câmara (cada vaga equivale a 196.216 votos).

Candidatura provisória
Apesar do sucesso eleitoral, Garotinho concorre com registro de candidatura provisório. Ele foi condenado a 2 anos e 6 meses de prisão por formação de quadrilha.

A pena foi trocada por prestação de serviços comunitários e pela proibição do exercício de mandato eletivo ou cargo público. Mesmo assim, obteve decisão provisória do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que o mantém na disputa. A notícia foi dada pela “Folha de S.Paulo” e por “O Globo” em 24.ago.2010.


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Por Fernando Rodrigues
 

DF: Agnelo (PT) 40% x 34% Roriz (PSC)

pela 1ª vez, petista aparece à frente

O Instituto CB Data, ligado ao Jornal “Correio Braziliense”, divulgou a 1ª pesquisa sobre as eleições no Distrito Federal em que Joaquim Roriz (PSC) não está à frente. Agnelo Queiroz (PT) tem 40% dos votos. Roriz tem 34%.

Com margem de erro de 3 pontos (para mais ou para menos), os 2 candidatos podem ficar com 37%. Por isso, ocorre empate técnico, com Agnelo numericamente à frente.

Toninho (PSOL) aparece com 2%. Eduardo Brandão (PV), com 1%. Brancos, nulos e indecisos são 22%.

A pesquisa foi realizada de 29 a 31.ago.2010 com 1.100 eleitores do Distrito Federal. Está registrada no TRE-DF com o n° 28640/2010. Aqui, dados de pesquisas anteriores sobre a eleição na capital.

Ficha suja
A candidatura de Roriz foi vetada pelo TSE em 31.ago.2010, com base na lei da Ficha Limpa (LC 135/2010). Em 2007, ele era senador e renunciou ao mandato para evitar cassação, justamente um dos casos previstos pela lei para classificar alguém como “ficha suja”.

O candidato ainda pode recorrer ao STF, mas a decisão do TSE deve prejudicar sua candidatura.


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Por Fernando Rodrigues
 

TV: Dilma fala mais em mudança; Serra, em continuidade

petista tem aparecido menos na própria propaganda; tucano tende a aparecer mais

Mais uma contradição para o vasto hall da política brasileira: apesar de ser candidata situacionista, Dilma Rousseff (PT) destaca a palavra “mudar” em sua propaganda eleitoral. Já o candidato da oposição, José Serra (PSDB), reforça termos ligados à continuidade. A informação foi obtida a partir de levantamento da agência Máquina Metric sobre o horário político noturno (transmitido das 20h30 às 21h20).

A agência analisou as propagandas veiculadas de 17.ago.2010 (1° dia do horário político na TV) a 31.ago.2010. O próximo programa dos presidenciáveis vai ao ar hoje (2.set.2010).

Em 7 dias, a propaganda de Serra repetiu apenas 3 vezes o termo “mudar”, mas mencionou 38 vezes os termos “continuar”, “aperfeiçoar”, “melhorar” e “manter”. A propaganda de Dilma mencionou 75 vezes “mudar” e somente 38 vezes os termos de continuidade.




O levantamento também mostra que a propaganda de Serra já mencionou o nome de Dilma 25 vezes. Os picos foram 7 vezes em 24.ago.2010 (quando argumentou que a petista não tem experiência) e 8 vezes em 31.ago.2010 (quando criticou as UPAs 24h do Rio de Janeiro).

A propaganda de Dilma citou Serra 2 vezes, ambas para citar resultados de pesquisas eleitorais, em 28.ago.2010 e em 31.ago.2010.




Os dados indicam que Dilma diminui sua participação na própria propaganda, enquanto o tempo de exposição de Serra é estável.

Na estreia, em 17.ago.2010, a petista apareceu em 36,7% do tempo. No último programa analisado, em 31.ago.2010, ela apareceu em 21,3%. Serra começou aparecendo em 27,8% do tempo de sua propaganda. Na última, estava em 31,2% do tempo.




Último dado: Lula sumiu da propaganda de Dilma na medida em que seu percentual nas pesquisas aumentou.

No 1° programa (17.ago.2010), dedicado a apresentar a candidata, o presidente falou em 13,9% do tempo. Depois, falou em 9,5%, 5,1%, 4,8% e 0,6% do tempo. Finalmente, em 28.ago.2010 e em 31.ago.2010, Lula não falou – apesar de continuar a ser mencionado e ter fotos suas exibidas.

Nesse intervalo, o Datafolha indicou oscilação de Dilma para cima (de 47% para 49%, dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais). O Ibope indicou crescimento da candidata (de 43% para 51%, mais que os 2 pontos da margem de erro). Aqui, dados de todas as pesquisas sobre a eleição presidencial.




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Por Fernando Rodrigues
18h45 - 01/09/2010
 

Eleição virou novela, diz candidato do PCB

candidatos a presidente por partidos pequenos falam sobre suas ideias


Eleição virou novela, diz Ivan Pinheiro (PCB)




Sou Arruda do bem, não do DEM, diz Plínio




Sistema de prestação de contas é absurdo, diz Rui Costa Pimenta (PCO)




EUA e Israel têm que abandonar bomba atômica, diz Zé Maria (PSTU)




TSE dificulta arrecadação via internet, diz Levy Fidélix (PRTB)




Esses são trechos de entrevistas concedidas pelos candidatos ao repórter do UOL Fábio Brandt. Aqui, mais ideias dos candidatos a presidente por partidos pequenos.

José Maria Eymael, candidato pelo PSDC, não quis gravar entrevista. Disse que não participa de uma série da qual não fazem parte Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV).


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Por Fernando Rodrigues
 

Marina e Dilma fracassam em doações via web

Verde teve R$ 75 mil de 1.118 internautas

 

Petista recebeu R$ 90 mil de 860 pessoas

 

Os dados são um jato enorme de água fria em quem achava que a internet poderia ter um papel relevante na atual campanha eleitoral. Eis um resumo:

 

Arrecadação de Marina Silva (PV) até 31.ago.2010:

- total: R$ 13,6 milhões

- via internet: R$ 75 mil (0,55% do total)

- número de doadores via web: 1.118

 

Arrecadação de Dilma Roussef (PT) até 31.ago.2010:

- total: R$ 50 milhões

- via internet: R$ 90 mil (0,18% do total)

- número de doadores via web: 860

 

Ou seja, os valores são mínimos e os internautas que se dispuseram a doar não fazem um verão.

 

O internauta que doa via web tem dois significados. Primeiro, o dinheiro que oferece. Segundo, e mais importante, esse militante se torna um torcedor do candidato –a quem se vinculou espontaneamente para dar recursos. O eleitor que dá dinheiro a um candidato torna-se um potente multiplicador de votos.

 

Em 2008, Barack Obama teve cerca de 3,5 milhões de doadores individuais, que deram valores até US$ 200.

 

José Serra (PSDB) simplesmente desistiu de arrecadar via internet.

 

Tudo considerado, não foi desta vez que a eleição brasileira se tornou 2.0.

 

 

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Por Fernando Rodrigues
 

Roriz pode recorrer, mas decisão é devastadora

efeito sobre eleição presidencial, embora limitado, é ruim para Serra

 

O candidato do PSC ao governo de Brasília, Joaquim Roriz, não poderá disputar a eleição de 3 de outubro. Essa é a decisão que acaba de ser tomada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).


O TSE decidiu que Lei da Ficha Limpa aplica-se a quem renunciou ao mandato para evitar cassação. É exatamente o caso de Roriz, que renunciou ao mandato de senador em 2007.

 

Roriz, é claro, vai recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal). Mas o efeito político de ter seu registro negado pelo TSE será brutal sobre sua candidatura. O candidato ficará agora com uma campanha precária, incerta. Doadores vão escassear, embora ele ainda figure como um dos favoritos na eleição de 3 de outubro --aqui, as pesquisas.

 

Militantes e aliados também tendem a se dispersar --sobretudo porque parece que o concorrente direto de Roriz, o petista Agnelo Queiroz está em alta.

 

Há também um efeito, embora limitado, na eleição presidencial. Roriz apoia José Serra (PSDB) para presidente. Agnelo Queiroz está com Dilma Rousseff (PT). O Distrito Federal tem só 1,35% dos eleitores do Brasil. Mas para quem, como Serra, precisa de todo o apoio possível, estar ligado a um candidato agora considerado "ficha suja" é um mau negócio.

 

A decisão do TSE foi por 6 votos contra 1. O Tribunal concluiu que a Lei da Ficha Limpa (LC 135/2010) vale para impedir Roriz de se candidatar.

 

Com a decisão, Roriz fica inelegível durante o período do mandato que exercia (2007-2015), e mais oito anos, ou seja até 2023.

 

Votaram pela aplicação da Lei os ministros Arnaldo Versiani, relator do processo, Henrique Neves, Cármen Lúcia, Aldir Passarinho Junior, Hamilton Carvalhido e o presidente do TSE, ministro Ricardo Lewandowski. Só o ministro Marco Aurélio afastou a aplicação da lei, concedendo o direito a Roriz de concorrer à eleição de 2010 para o cargo de governador do DF.

 

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Por Fernando Rodrigues
17h57 - 30/08/2010
 

Ricos ganhariam com o PSOL, diz Plínio

mais ideias dos candidatos a presidente por partidos pequenos


Ricos ganhariam segurança com governo do PSOL, diz Plínio




Preocupação do PCB não é dizer o que dá voto, diz comunista




PSTU: dinheiro de empresa tira independência do partido




Para PCO, eleição ajuda a divulgar o partido




Não acredito em pesquisas, diz Levy Fidélix




Esses são trechos de entrevistas concedidas pelos candidatos ao repórter do UOL Fábio Brandt. Aqui, mais ideias dos candidatos a presidente por partidos pequenos.

José Maria Eymael, candidato pelo PSDC, não quis gravar entrevista. Disse que não participa de uma série da qual não fazem parte Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV).


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Por Fernando Rodrigues
 

Voto lulista indeciso é a esperança de Serra

 

Entre os que aprovam o presidente, há ainda 10% sem decisão tomada

 

Por que um eleitor que considera o governo Lula “bom” ou “ótimo” continua resistindo e não declarando seu voto para Dilma Rousseff (PT) na sucessão presidencial? As repostas podem ser várias, mas é aí que o candidato de oposição, José Serrá (PSDB), tem sua última chance de tentar levar a disputa para o segundo turno.

 

Daí a razão pela qual Serra adotou a estratégia de ser muito comedido ao fazer críticas ao governo Lula e ao presidente propriamente.

 

Lula tem hoje 79% de aprovação popular. É o presidente da República mais bem avaliado entre todos os eleitos pós-ditadura militar (aqui, todas as séries históricas). Esse eleitorado vai decidir quem será o próximo ocupante do Palácio do Planalto.

 

Até março deste ano, Dilma e Serra estavam empatados entre os eleitores lulistas: 35% para cada um (no universo dos que acham Lula “ótimo”ou “bom”). Agora, a situação é muito diferente: 58% para Dilma e só 23% para Serra. Eis os dados:


 

O curioso é verificar que Serra não apenas mantém esses 23% como também notar que Marina Silva (PV) continua sendo a preferida de 8% dos que acham Lula “ótimo” ou “bom”. E há ainda 3% desses que votam em branco, nulo ou em nenhum. E 7% que dizem ainda não saber em quem votar.

 

Esses indecisos e os que votam em branco, nulo e nenhum, segundo estudos estatísticos, tendem a se dividir no dia da eleição proporcionalmente entre todos os candidatos, respeitando já o quanto cada um tem de intenção de votos nas pesquisas. Se isso ocorrer, a disputa termina no primeiro turno, em 3 de outubro.

 

O desafio de Serra é tentar inverter essa lógica: convencer eleitores lulistas de que ele, Serra, é o melhor para presidir o Brasil. Para dizer o mínimo, trata-se de tarefa dificílima.

 

 

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Por Fernando Rodrigues
19h13 - 29/08/2010
 

Poder e política na semana – 30.ago a 5.set.2010

Dilma, Serra e Marina terão grande exposição em noticiários na TV nesta semana. Também saem dados do PIB, nova taxa de juros (Selic), o Corinthians faz 100 anos (com a presença de Lula) e novas pesquisas vão agitar as eleições.

No “Jornal da Globo”, ancorado por William Waack,  (entra no ar por volta de 0h), Dilma, Serra e Marina falam na 2ª, 3ª e 4ª, respectivamente. No “SBT Brasil”, ancorado por Carlos Nascimento (entra no ar às 19h10), a ordem é Serra, Dilma e Marina, na 3ª, 4ª e 5ª, cada um falando por cerca de 14 minutos.

Nesta semana, Lula aparentemente dará um tempo para Dilma. O presidente só faz campanha com a petista na 6ª-feira, no Rio Grande do Sul.

Na 4ª, Dilma encontra o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos. Mais um evento para dar um ar de estadista à candidata do PT. Também na 4ª, o Copom define nova Selic. E o Corinthians completa 100 anos (agora com estádio prometido para a abertura da Copa e com Lula nomeado seu presidente de honra).

Na 6ª, o IBGE divulga novos dados sobre o PIB e o Ibope encerra as entrevistas de nova sondagem sobre a disputa presidencial. O Vox Populi também registrou uma nova pesquisa.

A seguir, o drive político da semana:


Segunda (30.ago.2010)
Dilma na Globo – primeira presidenciável a dar entrevista, ao vivo, para o “Jornal da Globo”. Começa à 0h15.

Marina em Sertãozinho – na cidade do interior paulista, visita a Fenasucro, evento do setor sucroalcooleiro. À noite vai para o Rio de Janeiro.

Lula no Rio – às 10h, lança programa do Ministério do Turismo com roteiros em favelas pacificadas. Chama-se Rio Top Tur. Às 13h, inaugura UPA 24 horas em Nova Iguaçu. Às 16h comemora os 100 anos do Porto do Rio. Às 20h, no Theatro Municipal, vê show de Ney Matogrosso em prol de pessoas atingidas pela hanseníase.

Eike Batista no Roda Viva – 1ª entrevista da nova fase do programa, apresentado por Marília Gabriela. Começa às 22h. Foi Eike quem pagou pelo show de Ney Matogrosso.

Mercadante e o Cansei – almoça com empresários do grupo Lide, de João Dória, fundador em 2007, do extinto movimento anti-Lula “Cansei”.

Ministro debate Copa 2014 – Orlando Silva discute o tema com o jornalista Paulo Markun no campus Vergueiro da Uninove, em São Paulo. Começa às 10h.

Foto dos candidatos – último dia para candidatos, partidos e coligações trocarem a foto que aparecerá na urna eletrônica.

Terça (31.ago.2010)
Serra no SBT – dá entrevista, ao vivo, aos jornalistas Carlos Nascimento e Karyn Bravo, na bancada do telejornal “SBT Brasil”. O programa começa às 19h10. A conversa dura 14 minutos.

Serra na Globo – fala, ao vivo, no "Jornal da Globo". Começa à 0h05.

Marina em São Paulo – vai a café da manhã organizado pela socióloga Neca Setúbal apenas para mulheres.

Lula em São Paulo – pela manhã, em Sertãozinho, visita a Fenasucro. À tarde entrega casas e centro de educação infantil do programa de reurbanização de favelas do PAC. À noite, é nomeado presidente de honra do Corinthians.

Juros – Copom faz reunião de apresentação da conjuntura econômica. Em 1°.set.2010, traça diretrizes da política monetária.

Festa do Corinthians – clube comemora seu centenário (1°.set.2010) com shows no vale do Anhangabaú, a partir das 19h30.

Homenagem ao JB – às 12h, na Cinelândia (Rio de Janeiro), jornalistas saúdam o Jornal do Brasil que, a partir de 4ª-feira (1°.set.2010) deixa de circular em versão impressa e se torna 100% on-line.

Indústria – IBGE divulga pesquisa mensal sobre a produção industrial no país. FGV publica sondagens sobre o setor.


Quarta (1°.set.2010)
Dilma encontra presidente da Colômbia – às 10h30, em Brasília, conversa com Juan Manuel Santos.

Dilma no SBT – dá entrevista, ao vivo, aos jornalistas Carlos Nascimento e Karyn Bravo, na bancada do telejornal “SBT Brasil”. O programa começa às 19h10. A conversa dura 14 minutos.

Lula em Brasília – depois de Dilma, o presidente colombiano visita Lula, das 12h às 15h, no Palácio do Planalto. À noite, Lula vai para Foz do Iguaçu.

Marina na Globo – pela manhã, vai à sabatina do “Estadão”. À noite, será entrevistada no "Jornal da Globo". Começa à 0h05.

Osmar Dias no UOL – portal e “Folha de S.Paulo” sabatinam o candidato do PDT ao governo do Paraná. Transmissão ao vivo a partir das 11h.

Nova Selic – Copom redefine taxa de juros básica.


Quinta (2.set.2010)
Dilma no Rio Grande do Sul – grava cenas para a propaganda de TV.

Marina no SBT – dá entrevista, ao vivo, aos jornalistas Carlos Nascimento e Karyn Bravo, na bancada do telejornal “SBT Brasil”. O programa começa às 19h10. A conversa dura 14 minutos. Nesse mesmo dia, a verde estará em São Paulo, no Grajaú, extremo sul da cidade, para se encontrar com jovens da comunidade Monte Alegre.

Lula em Foz do Iguaçu – inaugura a Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) e um programa de proteção para crianças e adolescentes da tríplice fronteira.

Beto Richa no UOL – portal e “Folha de S.Paulo” sabatinam o candidato do PSDB ao governo do Paraná. Transmissão ao vivo a partir das 11h.

Indústria – IBGE divulga pesquisa mensal sobre a produção do setor nas regiões do país.


Sexta (3.set.2010)
Pesquisa Ibope – instituto termina as entrevistas para nova sondagem sobre a eleição presidencial.

Lula e Dilma no Rio grande do Sul – não está confirmado, mas podem fazer campanha no município de Canoas e visitar o evento agropecuário Expointer 2010, no município de Esteio.

Faltam 30 dias para a eleição – último dia para a Justiça eleitoral entregar títulos de novos eleitores e de quem pediu transferência de seção eleitoral. A 2ª via pode ser entregue até 2.out.2010, um dia antes da eleição (artigo 68 do Código Eleitoral).

Novo PIB – IBGE divulga dados trimestrais sobre as contas nacionais.

Inflação – Fipe divulga IPC referente a julho de 2010.

Filme do além – estreia “Nosso lar”, longa metragem inspirado em livro psicografado por Chico Xavier.

Brasília vazia – se a capital já está às moscas por causa da eleição, agora, com o feriadão de 3ª feira (7 de Setembro), a cidade vai virar um deserto.


Sábado (4.set.2010)
Marina no Acre – não há eventos confirmados, mas deve ter agenda pública em seu Estado natal.


Domingo (5.set.2010)
Agricultura – IBGE divulga levantamento mensal sobra  produção agrícola.


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Por Fábio Brandt
Perfil

Fernando Rodrigues, jornalista, nasceu em 1963. Fez mestrado em jornalismo internacional na City University, em Londres, Reino Unido (1986).

Na Folha desde 1987, foi repórter, editor de Economia, correspondente em Nova York (1988), Tóquio (1990) e Washington (1990-91). Na Sucursal de Brasília da Folha desde 1996, assina a coluna "Brasília", na página 2 do jornal, às quartas e sábados.

Mantém uma página de política no UOL desde o ano 2000 - com informações estatísticas e analíticas sobre eleições, pesquisas de opinião e partidos políticos. Em 2007/08 recebeu uma fellowship da Fundação Nieman, na Universidade Harvard (Cambridge, MA, nos Estados Unidos).

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