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Cobertura política, eleitoral, pesquisas e notícias do poder

10h09 - 29/07/2010
 

MS: Puccinelli (PMDB) 54% x 37% Zeca do PT

Pesquisa do Ibrape sobre a eleição no Mato Grosso do Sul indica reeleição no 1° turno de André Puccinelli (PMDB). O atual governador obteve 54% das intenções de voto, contra 37% de Zeca do PT. Nei Braga (PSOL), alcançou 1%.

A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos. Realizada de 15 a 18.jul.2010, com 1.119 eleitores do Mato Grosso do Sul, a pesquisa tem o registro 23860/2010 no TRE-MS.

Puccinelli, com seus 54%, manteve-se estável com relação à última pesquisa do Ibrape (feita de 8 a 14.abr.2010): tinha de 51% a 54% (foram testados 2 cenários, por isso a variação). Zeca do PT tinha de 32% a 36%.

O UOL disponibiliza dados completos de pesquisas para governador e senador do Mato Grosso do Sul.

Como se ganha no 1º turno?
Para ser eleito no 1° turno, candidatos a governador, presidente da República ou prefeito (de cidades com mais de 200 mil eleitores) precisam obter, pelo menos, 50% dos votos válidos mais um voto.

Votos válidos, segundo a lei brasileira, são apenas aqueles direcionados aos candidatos. Votos nulos e em branco não são considerados válidos.

Para saber se há chance de uma eleição terminar no 1º turno, basta verificar se o candidato que está em 1º lugar nas pesquisas tem percentual superior à soma dos percentuais de todos os seus adversários somados.


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Por Fábio Brandt
10h26 - 28/07/2010
 

Usuário de internet é o mais indeciso

32% dos internautas dizem que ainda podem mudar voto

 

O eleitor que usa internet talvez seja o que mais tem oferta de informações à sua frente, mas também é o que mais demonstra indecisão sobre em quem votar nas eleições de 3 de outubro. É o que revela a pesquisa Datafolha realizada de 20 a 23 de julho, em todo o país, com 10.905 pessoas.

 

A íntegra da reportagem sobre esse tema saiu na Folha (para assinantes do jornal e do UOL), hoje, 28.jul.2010. Um cruzamento chama a atenção: embora só 7% dos eleitores digam que se informem sobre os candidatos pela web, nesse universo há 32% que admitem ainda poder mudar o voto até 3 de outubro.

 

Entre os que se informam pela TV (a grande maioria), só 26% dizem que ainda podem considerar mudar o voto até o dia da eleição. Eis os dados:

 

 

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Por Fernando Rodrigues
 

AM: Omar Aziz (PMN) 47,2% x 37,4% Alfredo Nascimento (PR)

no Amazonas, Dilma tem 57,6%; Serra, 16,3%

Pesquisa do Instituto Perspectiva indica que o atual governador do Amazonas, Omar Aziz (PMDN), conseguiria se reeleger no 1° turno com 47,2% dos votos, caso a eleição fosse hoje. Alfredo Nascimento (PR) tem 37,4%.

Outros candidatos, somados, têm 2,5%. Brancos, nulos e indecisos são 12,9%.

Feita de 20 a 27.jul.2010, com mil eleitores, a pesquisa tem margem de erro de 3,1 pontos percentuais (para mais ou para menos). Seu registro no TRE-AM é o

Na última pesquisa do instituto Perspectiva (feita de 8 a 17.abr.2010), Aziz tinha 29% e estava atrás de Alfredo Nascimento, que tinha 36%. Aqui, quadro detalhado com a evolução da intenção de voto para governador do Amazonas.

Senado
Eduardo Braga (PMDB) tem 81,2% das intenções de voto para o Senado e seria 1 dos 2 senadores que o Amazonas deve eleger em 2010, indica o Instituto Perspectiva. Em 2° lugar estão empatados Arthur Virgílio (PSDB), com 39,2%, e Vanessa Grazziotin (PCdoB), com 39,1%. Aqui, mais pesquisas sobre a eleição para o Senado no Amazonas.

Presidente
De acordo com o Perspectiva, Dilma Rousseff (PT) cresceu: passou de 41%, em abril, para 57,6% das intenções de voto na pesquisa de julho. José Serra (PSDB) caiu de 22%, em abril, para 16,3% em julho. Marina Silva (PV) também caiu, de 20% para 15,3%, mas permanece tecnicamente empatada com Serra (pois a diferença entre os 2 continua menor que a margem de erro da pesquisa).

Como se ganha no 1º turno?
Para ser eleito no 1° turno, candidatos a governador, presidente da República ou prefeito (de cidades com mais de 200 mil eleitores) precisam obter, pelo menos, 50% dos votos válidos mais um voto.

Votos válidos, segundo a lei brasileira, são apenas aqueles direcionados aos candidatos. Votos nulos e em branco não são considerados válidos.

Para saber se há chance de uma eleição terminar no 1º turno, basta verificar se o candidato que está em 1º lugar nas pesquisas tem percentual superior à soma dos percentuais de todos os seus adversários somados. No Amazonas, o Instituto Perspectiva indica que o percentual de Omar Aziz (47,2) é maior que o de todos seus concorrentes somados (39,9), por isso ele poderia ser eleita no 1º turno.



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Por Fábio Brandt
 

MA: Roseana (PMDB) 50,4% x 25,8% Jackson Lago (PDT)

1ª pesquisa do ano no Maranhão indica vantagem de Dilma sobre Serra

A 1ª pesquisa de 2010 feita com eleitores de diversas cidades do Maranhão mostra que a atual governadora, Roseana Sarney, seria reeleita no 1° turno com 50,4% dos votos. Jackson Lago (PDT) tem 25,8%. Flávio Dino (PCdoB), 16,8%. Saulo (PSOL) e Marcos Silva (PSTU) têm 0,4%. Marcos Igreja (PCB), 0,2%. Indecisos, votos brancos ou nulos são 6,1%.

A pesquisa foi feita pelo Instituto Escutec, de 19 a 22.jul.2010, com 1.050 eleitores maranhenses. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos. O registro no TRE-MA é o 26013/2010.

Outras pesquisas, do instituto Data Mérita, foram divulgadas, em junho e em abril. Mas consideravam apenas a opinião dos habitantes da cidade de Timon e não de uma amostra de eleitores representativa de todo o Estado do Maranhão.

O Data Mérita apontou vantagem de Lago em relação a Roseana. Aqui, quadro com as pesquisas sobre a eleição maranhense.

Senador
Segundo o Escutec, os 2 senadores eleitos pelo Maranhão, se a eleição fosse hoje, seriam Edson Lobão (PMDB) e João Alberto (PMDB). Lobão seria reeleito com 51,2%. Alberto, atual vice-governador do Maranhão, chegaria ao senado com 29% dos votos.

Em seguida, Zé Reinaldo (PSB) aparece com 26,5%, Roberto Rocha (PSDB), com 18,6%, e Edson Vidigal (PSDB), com 15%. Outros canditatos, juntos, somam 10,8%. Votos brancos e nulos são 18,4%. Não souberam ou não responderam à questão 30,6% dos entrevistados.

Presidente
Dilma Rousseff (PT) tem 55,6% das intenções de voto no Maranhão, indica a pesquisa. José Serra (PSDB), tem 18,6%. Marina Silva (PV), 8%. Ivan Pinheiro (PCB) aparece com 0,5%, Levy Fidélix (PRTB) com 0,2% e Zé Maria (PSTU) com 0,1%. Brancos, nulos e indecisos são 7,2%.

Como se ganha no 1º turno?
Para ser eleito no 1° turno, candidatos a governador, presidente da República ou prefeito (de cidades com mais de 200 mil eleitores) precisam obter, pelo menos, 50% dos votos válidos mais um voto.

Votos válidos, segundo a lei brasileira, são apenas aqueles direcionados aos candidatos. Votos nulos e em branco não são considerados válidos.

Para saber se há chance de uma eleição terminar no 1º turno, basta verificar se o candidato que está em 1º lugar nas pesquisas tem percentual superior à soma dos percentuais de todos os seus adversários somados. É o que acontece com Roseana Sarney, no Maranhão, segundo o Instituto Escutec – por isso ela poderia ser eleita no 1º turno.



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Por Fábio Brandt
10h16 - 27/07/2010
 

Brasil profundo

Tocantins: candidato desiste; R$ 10 milhões liberados

Coincidência rara entre saída de político da disputa e liberação de verbas para obras

Paulo Mourão (PT) criticou gestão do Tocantins, associando-a a “roubalheira”...

... mas no dia de assinatura do convênio, aliou-se ao atual governador Gaguim (PMDB)


O PT do Tocantins escolheu seu filiado Paulo Mourão para candidato a governador, em 26.jun.2010. Mas a candidatura não vingou: petistas passaram a apoiar a reeleição de Carlos Gaguim (PMDB), numa coligação em que Paulo Mourão aceitou concorrer ao Senado.

A mudança de posição do PT e de Mourão foi oficializada em 30.jun.2010, data da convenção estadual do PMDB. No mesmo dia, o governo peemedebista assinou, através do Dertins (Departamento de Estradas de Rodagem do Tocantins), convênio de R$ 10 milhões com a prefeitura de Palmas, administrada pelo petista Raul Filho, informa o repórter do UOL Fábio Brandt.

Em 29.jun.2010, Gaguim e Raul Filho estiveram juntos em Brasília. Reuniram-se com Paulo Mourão, Carlos Gaguim, Michel Temer (PMDB-SP) e o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha. As presenças foram confirmadas ao Blog pelo presidente em exercício do PT-TO, Herlan Torres. Na reunião, o grupo anunciou apoio do PT a Gaguim.

Antes de entrar para a chapa do PMDB, Mourão negou repetidas vezes a possibilidade de aliança com Gaguim (aqui e aqui notícias do site conexaoto.com.br) e criticou duramente o atual governo.

Em entrevista à rádio Jovem Palmas, em 25.jun.2010, Mourão classificou a atual gestão como incompetente, afirmou que os cidadãos tocantinenses estão mal representados e indicou a existência de “roubalheira” na gestão do Estado. “Assim, o Estado do Tocantins vai estar sempre nas manchetes, trazendo coisas negativas, parecendo que aqui somos um aglomerado de bandidos”, declarou.

O UOL disponibiliza a primeira e a segunda parte do trecho da entrevista em que Mourão critica o governo Gaguim.

“Causa estranheza a convenção do partido [PT] deliberar pela candidatura própria, dias depois mudar de posição e, depois, aparecer o convênio. Ainda mais porque o PT, ao longo de seis meses, desqualificou a palavra de integrantes do governo, quando não o governo diretamente”, posicionou-se a equipe de Siqueira Campos (PSDB), candidato ao governo do Tocantins e adversário do PT e do PMDB no Estado.

Outro lado
Procurado pelo Blog, Paulo Mourão explicou que o convênio entre o Dertins e a prefeitura de Palmas já era negociado antes do “processo de retirada” de sua candidatura. Para ele, a oposição valoriza a coincidência de datas porque “já reconhece a derrota” para coligação do PT com o PMDB.

“Houve o entendimento dos 2 partidos [sobre a coligação], coordenado pelo próprio ministro Padilha. No campo [da articulação do convênio], seria o próprio prefeito Raul Filho, mas isso não influenciou o entendimento político”, declarou Mourão.

Sobre as críticas à gestão Gaguim, Mourão considera que nunca ofendeu o ex-adversário no campo pessoal ou moral, apenas cobrou desenvolvimento econômico atrelado ao desenvolvimento social para o Tocantins. “Sou sempre muito verdadeiro, sempre faço crítica”, disse, explicando que, com a aliança selada, Gaguim se comprometeu com o desenvolvimento econômico e social.

O prefeito de Palmas, Raul Filho, manifestou-se via assessoria de imprensa: “Tanto Palmas quanto a história dele [Raul Filho] são muito maiores do que um convênio de R$ 10 milhões para que ele pudesse vincular um apoio político a isso”. A equipe do prefeito também informou que “o convênio já vinha sendo tratado com o governador e, por coincidência, foi assinado nesse dia [30.jun.2010]”.

A prefeitura destacou que mantém outros convênios para asfaltamento de ruas, com os governos Estadual e Federal, pois Palmas “é uma cidade que ainda não esta concluída em sua estrutura. Há muitas quadras e vias por asfaltar. Isso faz parte da rotina da cidade”.

O presidente o Dertins atendeu o Blog em seu celular, mas não se pronunciou. “Aqui no Tocantins quem fala sobre essas coisas é a secretaria de comunicação”, alegou.

A secretaria de comunicação, por sua vez, informou que responderia pelo Dertins e pelo governador Carlos Gaguim (PMDB). Até a publicação do texto (em 27.jul.2010, às 10h16), não respondeu às perguntas enviadas por e-mail, por solicitação da própria secretaria, em 22.jul.2010, às 14h58.

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Por Fábio Brandt
23h12 - 26/07/2010
 

AL: Collor (PTB) 38% x 26% Ronaldo Lessa (PDT)

1ª pesquisa do ano em Alagoas mostra Serra e Dilma empatados


Heloísa Helena (PSOL) lidera a disputa pelo Senado

 

O instituto Ibrape (não confundir com o Ibope) divulgou a 1ª pesquisa de 2010 sobre a eleição em Alagoas. Fernando Collor (PTB) lidera a disputa pelo governo do Estado com 38% das intenções de voto. Ronaldo Lessa (PDT) tem 26%. O atual governador, Teo Vilela (PSDB), tem 21%.

Como a margem de erro é de 3 pontos percentuais (para mais ou para menos), Lessa e Vilela estão empatados tecnicamente em 2° lugar. Lessa pode ter de 23% a 29%. Vilela, de 18% a 24%.

Mário Agra (PSOL) tem 1%. Jeferson Piones (PRTB) e Tony Cloves (PCB) não pontuaram na pesquisa. Eleitores indecisos, que vão anular ou votar em branco são 14% do total.

 

Collor foi o primeiro presidente eleito de maneira direta no Brasil, em 1989, depois da ditadura militar (1964-1985). Em 1992, sofreu um processo de impeachment e deixou o cargo. Passou então a tentar uma volta para a política. Foi eleito senador em 2006. Aliou-se ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seu antigo adversário (e a quem havia derrotado no segundo turno da disputa presidencial de 1989).

 

Na eleição deste ano, Collor radicalizou no lulismo. Seu jingle de campanha diz: "É Lula apoiando Collor, é Collor apoiando Dilma pelo bem dos mais carentes. (...) Os três pelo bem de Alagoas". Contestada na Justiça, a música acabou liberada.

 

A pesquisa Ibrape foi realizada de 9 a 13.jul.2010. Está registrada sob o n° 7322/2010 no TRE-AL. Aqui, todos os números do levantamento Ibrape na página de Pesquisas de Opinião do UOL. Antes dessa sondagem do Ibrape, o último dado disponível sobre a eleição alagoana era de setembro de 2009. Ou seja, não há como fazer comparações.

2° turno
Apesar da vantagem, Collor teria de enfrentar o 2° turno. A vitória no 1° turno só é alcançada por quem tem pelo menos 50% mais 1 dos votos válidos –que são os votos dados aos candidatos, excluindo os nulos e brancos. Segundo os dados do Ibrape, Collor teria de atingir 43% no atual levantamento para que pudesse vencer no 1º turno. 

Mas Collor venceria seus 2 principais concorrentes no 2° turno, indica o Ibrape. Ganharia do tucano Teo Vilela por 46% a 34% (com 20% de brancos, nulos e indecisos). Também venceria Lessa por 45% a 38% (17% de brancos, nulos e indecisos). Em uma outra possibilidade, Lessa venceria Vilela por 45% a 34% (brancos, nulos e indecisos ficariam em 21%).

Aqui, mais pesquisas sobre possibilidades de 2° turno em todas as Unidades da Federação.

Presidente
Entre os alagoanos, José Serra (PSDB) tem 41% dos votos e está numericamente à frente de Dilma Rousseff (PT), que tem 37%. Mas ocorre empate técnico, pois a margem de erro de 3 pontos percentuais faz Serra oscilar de 38% a 44% e, Dilma, de 34% a 40%.

Marina Silva (PV) tem 6%. Outros candidatos, juntos, somam 1%. Brancos, nulos e indecisos são 15%.

Em eventual 2° turno, Serra teria 44% dos votos em Alagoas. Dilma, 40%. Brancos, nulos e indecisos seriam 16%.

Em 2006, em Alagoas, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve 46,6% e venceu Geraldo Alckmin (PSDB), cuja votação foi de 37,8%. Alagoas tem 2 milhões de eleitores, 1,5% do total nacional, segundo dados do TSE referentes a jul.2010.

Senado
Se a eleição fosse hoje, os 2 senadores eleitos em Alagoas seriam Heloísa Helena (PSOL) e Renan Calheiros (PMDB). Questionados sobre quem seria sua 1ª opção para o Senado, 39% dos alagoanos escolhem o nome de Heloísa Helena. Calheiros é preferido por 33%. Aqui, dados completos da pesquisa sobre a intenção de voto para o Senado em Alagoas.

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Por Fábio Brandt
 

PT usa aprovação de Lula para pedir dinheiro para Dilma

Partido manda 3 cartas para arrecadar fundos pró-Dilma para 385 empresas

 

Lula “cumpriu os compromissos” e doação ajuda a “influenciar no aprimoramento da política”, diz o texto

 

A campanha presidencial de Dilma Rousseff enviará cartas a 385 empresas pedindo recursos para a usar nesta eleição. A ideia é arrecadar R$ 157 milhões neste ano.

 

A correspondência cita o estado da economia brasileira, afirma que Lula “cumpriu os compromissos” e pede uma ajuda financeira aos empresários argumentando que essa é uma forma de “influenciar no aprimoramento da política”.

 

Serão 3 tipos de cartas para 3 tipos de potenciais doadores. Abaixo, as categorias (clique nos links para ler a íntegra de cada modelo):

 

empresas que já doaram no passado

 

empresas que nunca doaram

 

empresas que já se recusaram a doar

 

São cartas redigidas de maneira direta, pedindo dinheiro na forma que “estabelece a lei brasileira”. Assinadas pelo tesoureiro de Dilma, José de Filippi Jr., as 3 cartas foram também formuladas com a ajuda do publicitário João Santana, que trabalha na campanha de Dilma. “Só a disseminação dessa prática de cidadania corporativa pode melhorar nosso atual sistema de financiamento das campanhas eleitorais”, afirma o texto.

 

No Brasil, o modelo de financiamento formal é conhecido: poucas empresas doam muito.

 

Vários partidos, inclusive o PT, tem tentado ampliar esse universo. Até agora, prevalece a lógica de sempre.

 

 

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Por Fernando Rodrigues
 

Dilma: sem comícios em palanques duplos

Está muito difícil para a campanha presidencial de Dilma Rousseff (PT) resolver como acomodar seus aliados em Estados nos quais dois candidatos a governador apoiam a petista.

Em pelo menos 4 Estados ocorre essa situação, com uma gradação diferente em cada um: Amazonas, Bahia, Maranhão e Rio Grande do Sul.

O caso mais dramático, até pelo tamanho do eleitorado (9,6 milhões, o 4º maior do país), é o da Bahia. Jaques Wagner (PT) é o atual governador e lidera na pesquisa Datafolha com 44% (sendo rejeitado por 16%). Mas o terceiro colocado na corrida pelo governo baiano é Geddel Vieira Lima (PMDB), com 13% (mas rejeitado por 18%). Ambos, Wagner e Geddel estão com Dilma.

A Geddel interessa um grande comício em Salvador, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de Dilma (que tem 43% de intenção de voto para presidente entre os baianos). Já Wagner só teria a perder se aparecesse num evento desses, ao lado de Geddel.

O cenário se repete, com maior ou menor grau de tensão, no Amazonas, no Maranhão e no Rio Grande do Sul.

O que fazer? Por enquanto, nada. Possivelmente Dilma e sua equipe devem deixar a decisão sobre realização de comícios nesses Estados problemáticos só para o final de agosto, daqui a um mês.

Até lá, várias opções serão estudadas. Por exemplo, fazer dois comícios na Bahia, em cidades e datas separadas –um para Jaques Wagner e outro para Geddel Vieira Lima. Mas essa é uma saída que não agrada, por enquanto, a ninguém.

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Por Fernando Rodrigues
18h56 - 25/07/2010
 

Poder e política na semana – 26.jul a 1.ago.2010

Na política, semana será de repercussão das pesquisas Datafolha e Vox Populi (aqui, todos os levantamentos). Nesta 2ª feira, o Datafolha publica dados completos das pesquisas para senador em 7 Estados e no Distrito Federal. Na 6ª feira, o Ibope finaliza coleta de dados para nova pesquisa sobre a eleição presidencial.

José Serra (PSDB) começa a semana almoçando com empresários do grupo Lide, núcleo do extinto movimento anti-Lula chamado “Cansei”. Dilma Rousseff (PT) não tem agenda pública na 2ª-feira, grava cenas para sua propaganda eleitoral. Marina Silva (PT) vai à sabatina do portal Terra.

Ciro Gomes (PSB), candidato a nada neste ano, deve se encontrar finalmente com Dilma Rousseff, possivelmente nesta semana que começa. A data exata? Ninguém sabe.

Na 3ª, começa série de sabatinas com candidatos ao governo de São Paulo (promovida pelo UOL e pela “Folha de S.Paulo”). Na 5ª, Conselho Monetário Nacional faz nova reunião.

O IBGE marcou para domingo (1.ago.2010) o início do Censo 2010. No fim de semana que vem também acaba (ufa!) o recesso de meio de ano para senadores, deputados e Judiciário (por que juízes e congressistas precisam de dois períodos de férias anuais?). Em 2.ago.2010, tribunais voltam a funcionar, aguardando a saída de Eros Grau do STF (o ministro fará 70 anos em 19.ago.2010, idade da aposentadoria compulsória).

A seguir, o que moverá o mundinho do poder e da política na semana que começa:


Segunda (26.jul.2010)
Serra e o Cansei
– em São Paulo, tucano almoça com empresários do Lide, associação presidida por João Dória, fundador em 2007 do movimento anti-Lula Cansei.

Marina em sabatina – concede entrevista ao portal Terra, em substituição ao debate cancelado após Dilma e Serra não confirmarem presença.

Dilma para as câmeras – grava episódios de sua propaganda eleitoral para a TV.

Lula em Brasília – às 10h30, tem a tradicional reunião da 2ª feira – coordenação com ministros.

Plínio em São Paulo candidato do PSOL à Presidência tem reunião com a equipe de sua campanha, às 9h, na Vila Mariana, em São Paulo.

Inflação – FGV divulga IPC-S Capitais.


Terça (27.jul.2010)
Plínio na Record – às 16h, será sabatinado por jornalistas da emissora e do portal "R7".

Zé Maria em Minas candidato do PSTU à Presidência vai à Companhia Siderúrgica Nacional, na cidade de Congonhas, e à metalúrgica Mannesmann, em Contagem.

Russomano no UOL – candidato do PP inaugura a série de sabatinas do UOL e da “Folha de S.Paulo” com candidatos ao governo de São Paulo. Às 11h, no Teatro Folha. 

Ricardo Teixeira visita Mané Garrincha – presidente da CBF visita o estádio de Brasília para a Copa de 2014.
comentário do blog: a reforma desse estádio ficará em mais de R$ 700 milhões. Depois da Copa, será usada para quê?

Inflação – Fipe divulga IPC referente ao período de 23.jun.2010 a 23.jul.2010.


Quarta (28.jul.2010)
Dilma na SBPC – vai à 62ª reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, em Natal.

Zé Maria na TV Brasil – em São Paulo, concede entrevista à rede pública e vai à 3 manifestações: por melhores salários para metalúrgicos de Barueri, pela estatização dos bancos e contra a ocupação militar no Haiti. Vai também à assembleia dos grevistas do judiciário.

Mercadante no UOL – petista vai à sabatina do UOL e da “Folha de S.Paulo”. Às 11h, no Teatro Folha.

Lula recebe presidente da Nicarágua – encontra Daniel Ortega pela manhã. À tarde, vai à comemoração dos 150 anos dos ministérios da Agricultura e dos Transportes.

Política econômica – uma semana após a redefinição da Selic, Comissão Técnica da Moeda e do Crédito (Comoc) faz sua reunião mensal.

Desemprego – Dieese divulga pesquisa mensal sobre emprego e desemprego referente a jun.2010.

Impugnações – último dia para os partidos impugnarem (manifestarem-se contra) nomes de pessoas que compõem as juntas eleitorais (artigo 36 do Código Eleitoral). Entre outras funções, as juntas apuram os votos das zonas eleitorais de sua jurisdição.

Indústria
– FGV divulga suas sondagens sobre o setor.


Quinta (29.jul.2010)
Lula e Dilma no Rio Grande do Sul – como em Pernambuco, as agendas do presidente e da candidata se coincidem. Ele visita Porto Alegre e Santa Cruz do Sul para inaugurar estradas e lançar editais. Dilma chega à capital gaúcha em torno das 19h30.

Serra na Record – tucano vai à sabatina da emissora e do portal "R7".

Alckmin no UOL – tucano fecha série de sabatinas do UOL e da “Folha de S.Paulo” com os candidatos ao governo de São Paulo. Às 11h, no Teatro Folha.

Zé Maria em Varginha – visita distrito industrial e faz campanha pelas ruas da cidade. À tarde vai à Três Pontas.

Política econômica – Conselho Monetário Nacional (CMN) faz sua reunião mensal

Inflação – FGV divulga IGP-M.


Sexta (30.jul.2010)
Pesquisa Ibope – instituto termina de fazer as entrevistas para nova sondagem sobre a disputa presidencial. Aqui, registro do estudo no TSE.

Lula, Uruguai, Paraguai – encontra o presidente uruguaio, José Mujica, em Santana do Livramento (RS). Depois, reúne-se com o presidente paraguaio, Fernando Lugo, em Villa Hayes.

Dilma no Paraná – fica no Estado até sábado e, talvez, faça campanha ao lado de Lula (que estará por perto).

Marina na SBPC – depois de Dilma, a verde também vai à reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência.

Nomeação de mesários – último dia para a Justiça Eleitoral anunciar audiência pública para nomeação dos mesários (artigos 35 e 120 do Código Eleitoral). Os escolhidos comporão a Mesa Receptora de Votos.


Sábado (31.jul.2010)
Aniversário da censura
– há um ano, o TJ-DF proibiu o “Estadão” de veicular reportagens relacionadas ao filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

TSE na TV – a partir deste dia, até a eleição (3.out.2010), o Tribunal Superior Eleitoral pode ter até 10 minutos diários nas emissoras de rádio e de televisão (artigo 93 da lei 9.504).

Zé Maria em Goiás – lança sua campanha no Estado.

Brasileiros no Japão – Ministério do Trabalho e Emprego abre escritório da Casa do Trabalhador Brasileiro em Hamamatsu para dar apoio aos cerca de 265 mil brasileiros que vivem no Japão.


Domingo (1.ago.2010)
Censo 2010 – o IBGE marcou para um domingo o início da coleta de dados.



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Por Fábio Brandt
Perfil

Fernando Rodrigues, jornalista, nasceu em 1963. Fez mestrado em jornalismo internacional na City University, em Londres, Reino Unido (1986).

Na Folha desde 1987, foi repórter, editor de Economia, correspondente em Nova York (1988), Tóquio (1990) e Washington (1990-91). Na Sucursal de Brasília da Folha desde 1996, assina a coluna "Brasília", na página 2 do jornal, às quartas e sábados.

Mantém uma página de política no UOL desde o ano 2000 - com informações estatísticas e analíticas sobre eleições, pesquisas de opinião e partidos políticos. Em 2007/08 recebeu uma fellowship da Fundação Nieman, na Universidade Harvard (Cambridge, MA, nos Estados Unidos).

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