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Cobertura política, eleitoral, pesquisas e notícias do poder

06h31 - 02/07/2010
 

Serra mantém apoio de 1/3 de quem aprova Lula

A pesquisa Datafolha divulgada hoje (2.jul.2010) mostra José Serra (PSDB) com 39%, Dilma Rousseff (PT) com 38% e Marina Silva (PV) com 10%.

Trata-se de um cenário muito semelhante ao do levantamento anterior do Datafolha (aqui, todas as pesquisas para presidente). Em pesquisa de 20 e 21 de maio, feita pelo Datafolha, Serra e Dilma estavam empatados com 37%. Marina Silva estava com 12%.

A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais. Serra tinha 37% em maio e agora foi a 39%. Ou seja, oscilou dentro do limite da margem de erro do levantamento. O mesmo ocorreu com Dilma e Marina.

Entre as várias explicações sobre Serra se manter no mesmo nível do mês passado está um fato curioso. De maneira consistente, o tucano mantém para si, há meses, cerca de 1/3 dos eleitores que avaliam o governo Lula como ótimo ou bom. Eis os dados:




Como se observa, apesar de ser um candidato de oposição, Serra conseguiu se equilibrar de maneira sólida entre os eleitores que aprovam o governo Lula. Esse fenômeno pode estar ocorrendo porque o tucano evita de maneira sistemática se referir diretamente a Lula quando fala mal da administração federal. O sujeito sempre é oculto.

A candidata de Lula também ainda não saiu em campanha aberta para dizer aos eleitores que Serra é de oposição não apenas ao governo, mas a Lula. Trata-se de um movimento arriscado, pois o eleitor tende a não simpatizar com quem fala mal de adversários durante a campanha.

O fato é que com 1/3 dos eleitores lulistas ao seu lado, Serra terá de mirar em a) manter esses eleitores na sua seara e b) tentar conquistar 100% dos 20% dos brasileiros que não gostam do governo Lula. Não é fácil, mas esse é o desafio do tucano daqui até o dia da eleição, em 3 de outubro.

Para a petista Dilma Rousseff, o obstáculo a ser transposto é convencer a maioria desses 78% que hoje apóiam Lula a também votarem nela no dia da eleição. Ela tem ido bem até agora. Em dezembro passado, 32% dos que aprovam Lula votavam em Dilma. Hoje, são 46%.


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Por Fábio Brandt
16h41 - 01/07/2010
 

PT terá seu menor nº de candidatos a governador

só 10 petistas concorrem a governos estaduais; tucanos terão 16


nos 10 maiores Estados, PT e PSDB se enfrentam em apenas 3

 

O PT terá seu menor número de candidatos próprios a governador neste ano: apenas 10. É a consolidação de uma tendência já verificada nos últimos anos. Os petistas agora priorizam eleger Dilma Rousseff como sucessora de Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto. Depois, a ordem é fazer grandes bancadas na Câmara e no Senado.

 

Por causa dessa estratégia, o PT decidiu abrir mão de ter candidatos próprios em vários Estados, inclusive contrariando muitas seções locais da legenda.

 

Só como comparação, em 2002, quando elegeu Lula pela primeira vez para o Planalto, o PT teve candidatos próprios em 24 das 27 unidades da Federação. Já em 2006, quando o arco de alianças tinha crescido, só houve petistas disputando cargos de governador em 18 UFs. Agora, serão 10.

 

O principal adversário do PT, o PSDB, também não estará presente no país inteiro com nomes próprios. Haverá 16 tucanos disputando cargos de governador em outubro, 1 a menos que em 2006, quando havia 17, informa o repórter do UOL Fábio Brandt, autor deste levantamento.

 

Eis os números preliminares totais de candidatos a governador de cada legenda em eleições recentes e neste ano (os dados de 2010 podem ser alterados até 5 de julho, data máxima para o registro de candidaturas):

 


 

Quando se consideram apenas as 10 unidades da Federação com maior número de eleitores, só o PSTU tem candidatos próprios a governador em todas elas. De orientação trotskista, o PSTU (antiga tendência interna do PT chamada Convergência Socialista) é um partido que nunca elegeu governadores.

 

Esses 10 Estados mostrados no quadro a seguir concentram 76,1% dos eleitores do país, segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) referentes a abril deste ano.

 


 

Como se observa, nenhum dos grandes partidos da República conseguiu –ou não quis– ter candidatos próprios nas 10 maiores unidades da Federação. Para saber como estão as disputas eleitorais nessas localidades, clique aqui.

 

O PT está presente apenas em 5 dos 10 maiores Estados com candidatos próprios: SP, BA, RS, PA e SC. O PSDB está em 6: SP, MG, RS, PR, CE e PA.

 

Ou seja, haverá confronto direto entre petistas e tucanos em apenas 3 dos 10 maiores Estados brasileiros: SP, RS e PA.

 

O PMDB terá candidatos próprios em 6 grandes Estados: MG, RJ, BA, RS, PE e PA. Embora os peemedebistas estejam coligados ao PT no planto federal, as duas legendas vão se enfrentar de forma direta em 3 dos 10 maiores Estados nas disputas de governador: BA, RS e PA.

 

O DEM, partido que definha a cada eleição, está cada vez mais periférico. Só terá candidatos próprios a governador em 2 dos 10 maiores Estados: BA e SC.

 

Esses números todos estão muito próximos do quadro definitivo da eleição. É que a lei determina aos partidos que façam suas convenções nacionais até o dia 30 de junho. Depois, há ainda 5 dias para desistências até o registro definitivo das candidaturas.

 

Para obter o registro da candidatura, os postulantes devem entregar uma série de documentos, com informações, por exemplo, sobre gastos previstos na campanha e projeto de governo. A lei 9.504 é que regula o registro de candidaturas em seu artigo 10º.

p.s.: este post foi corrigido às 20h30h. No texto original estava mencionado que o PT teve 13 candidatos próprios em 2006. Na realidade, teve 18.


Observações sobre as tabelas:

* Procurado pelo Blog, o PSOL não enviou a lista completa de seus candidatos a governador até a publicação deste texto às 16h40 de 1º.jul.2010.
** O diretório nacional do PSDC foi procurado pelo Blog, mas não soube informar todos os Estados em que terá candidato próprio ao governo.
*** O PCB ainda não reuniu uma lista definitiva com todos os candidatos que foram aprovados em suas convenções estaduais.

1) Os dados de 1998, 2002 e 2006 foram extraídos das estatísticas oficiais das eleições publicadas no site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral);

2) Os números de 2010 são preliminares, porque o prazo para registro de candidaturas junto à Justiça Eleitoral se encerra apenas em 5.jul.2010;

3) Troca de nome, extinção, incorporação ou fusão de partidos:
- O PFL mudou de nome para Democratas (DEM) em 2007;
- O PTB fundiu-se com o PSD em 2003 e incorporou o PAN em 2006;
- O PR foi criado em 2006, com a fusão do PRONA com o PL em 2006. Em 2003, o PL já havia incorporado o PST e o PGT;
- O PP chamou-se PDS (até 1993) e PPB (até 2003).
 - O PTC chamou-se PRN até o ano 2000;
- O PHS chamou-se PSN até 1995.

 

 

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Por Fernando Rodrigues
 

Na novela do vice, PSDB e DEM saíram perdendo

O desfecho do processo de escolha do candidato a vice-presidente na chapa do PSDB não teve propriamente vencidos e vencedores. Todos perderam.

 

É claro que a visão da superfície é a de que José Serra cedeu ao DEM ao aceitar um demista como vice. O DEM ganhou, então, certo? Não, errado.


Não ganha quase nada um partido que vê um deputado federal seu de pouca expressão ser colocado no papel de vice. O DEM não teve a menor influência na escolha do nome de Índio da Costa. A conjuntura –não controlada pelos demistas– é que desembocou em Índio.

 

Terminada a novela “Álvaro, l breve”, o PSDB e o publicitário Luiz Gonzalez à frente queriam encontrar alguém “filiado ao DEM, que tivesse a imagem de honesto e fosse uma novidade”, nas palavras de um tucano. Outro fez uma anedota: “Essa condição era quase um conjunto vazio”. Mas chegou-se ao nome de Índio da Costa, deputado de 39 anos, do Rio de Janeiro e em seu primeiro mandato.

 

O nome de Índio da Costa foi, portanto, uma imposição do PSDB. Assim: “O vice vai ser do DEM, mas quem escolhe sou eu e vocês engolem”. Pode-se dizer então que Serra prevaleceu, ganhou? Não. O tucano equivocou-se de maneira quase inacreditável ao acreditar nos seus conselheiros mais próximos a respeito da escolha anterior –o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), que foi o candidato a vice-presidente do final de sexta-feira (25.jun.2010) até o começo da tarde de quarta-feira, ontem (30.jun.2010).

 

Como Serra não conseguiu arrastar Aécio Neves para o cargo de vice-presidente, prevaleceu a noção de que as outras opções eram todas de menor relevância no sentido de trazer um impacto nacional. Essa premissa verdadeira levou a uma ação errada. Escolheu-se Álvaro Dias porque, pelo raciocínio tucano, Serra estaria pelo menos selando uma aliança fortíssima no Paraná –um Estado relevante da região Sul, com expressivos 5,63% dos eleitores do país.

 

Serra não fez sozinho a escolha Álvaro Dias como vice. Também tiveram relevância na hora de a decisão ser tomada o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), e o deputado federal Jutahy Júnior (PSDB-BA), cuja função na campanha é ser um dos mais fiéis aliados de Serra.

 

Qual era a lógica (que estava completamente errada)? Álvaro como candidato a vice-presidente amarraria o apoio de seu irmão, o também senador Osmar Dias (PDT-PR), para o candidato do PSDB ao governo do Paraná, o ex-prefeito de Curitiba, Beto Richa.

 

Nessa fórmula, Osmar Dias seria candidato à reeleição ao Senado numa aliança com Beto Richa . Formar-se-ia uma “coalizão dos sonhos” no Paraná, isolando o PT. A candidata de Lula ao Planalto, Dilma Rousseff, ficaria sem um palanque viável na disputa pelo governo paranaense.

 

Deu tudo errado. Para começar, os tucanos exercitaram sua provebial soberba. Permitiram que a decisão vazasse da pior forma possível: pelo Twitter de Roberto Jefferson, deputado cassado por causa do escândalo do mensalão. O DEM chiou e Jefferson respondeu com seu estilo arranca-toco: “O DEM é uma merda!!!”. Enquanto isso, os tucanos assistiam ao degradante espetáculo em estado de catatonia.

 

A reação retórica do DEM ameaçando romper a aliança foi o menor dos problemas para José Serra. Grave mesmo foi Serra e a cúpula do PSDB não terem avaliado corretamente o grau de animosidade (histórico) entre os irmãos Álvaro e Osmar Dias. Não foram capazes de antever o problema, visível a olho nu para qualquer um que circula pelo salões de carpete azul e encardido do Senado.

 

Deu a lógica.

 

Mesmo com seu irmão ainda sendo o candidato a vice-presidente de Serra, na noite de terça-feira, dia 29.jun.2010, Osmar Dias flopou. Anunciou ser candidato ao governo do Paraná, com o apoio do PT –e apoiando a petista Dilma Rousseff para presidente.

 

Por volta das 23h00 de terça-feira, todos os serviços de notícias online já publicavam textos demolidores: “Irmão do vice de Serra será candidato ao governo do Paraná e vai apoiar Dilma (PT) para presidente”.

 

Até a eclosão dessa notícia da defecção de Osmar Dias se materializar na noite de terça-feira, o cenário era o seguinte: 1) a cúpula do DEM estava reunida na residência do senador Heráclito Fortes (DEM-PI), em Brasília, em clima de velório; 2) os demistas estavam dando de barato que não teriam como impor a Serra a derrubada de Álvaro Dias do cargo de vice-presidente. Procuravam um discurso para explicar publicamente porque novamente estavam se humilhando para os tucanos; 3) Serra, em São Paulo, negociava um discurso conciliador para fazer uma afago público no DEM. Seria “um apelo em nome do Brasil” ou outra platitude do gênero usada nessas horas.

 

Aí os demistas foram salvos por Osmar Dias. Ao embaralhar todo o cenário paranaense as coisas ficaram complicadas para Serra. Não fazia mais sentido manter Álvaro Dias como candidato a vice –ele não tinha sido capaz de unir a política paranaense em torno do projeto presidencial de Serra.

 

A cúpula tucana ainda tentou falar com Osmar Dias na noite de terça para quarta-feira. O deputado Jutahy Júnior não teve sucesso. Osmar Dias não o atendeu.

 

Em certa medida, esse episódio revela como a candidatura de Serra está limitada “na política”, como se diz em Brasília. Erros são cometidos em uma campanha. OK. Mas esse da indicação de Álvaro Dias como candidato a vice-presidente parece estar no ponto mais alto na escala da ingenuidade no mundo da “Realpolitk”.

 

Bagunça instalada, na “noite de São Bartolomeu” de terça (29.jun) para quarta (30.jun), Serra enfurnou-se em sua casa em São Paulo com dois demistas –Gilberto Kassab, prefeito de São Paulo, e Rodrigo Maia, presidente nacional do DEM– e com Aécio Neves, que viajou às pressas de Belo Horizonte para a capital paulista.

 

Até por volta das 5h30 da madrugada de quarta-feira (30.jun), alguns dizem até 6h, Serra analisou todas as hipóteses à sua frente. Nada decidiu, exceto que Álvaro Dias teria mesmo de ser descartado. Para escolher o nome do substituto, aquiesceu que poderia ser alguém do DEM –afinal, não faria muita diferença àquela altura a filiação partidária do escolhido. Uma lista de deputados e de senadores demistas foi apresentada. Cada nome foi escrutinado na manhã de quarta-feira.

 

A escolha de Índio da Costa não foi, portanto, uma vitória do DEM nem uma derrota de Serra. Foram as circunstâncias que engolfaram demistas e tucanos. Todos perderam.

 

O DEM não está um centímetro maior nem mais forte por causa da indicação de seu deputado Índio da Costa como vice de Serra. Se Serra vier a ganhar, o papel do DEM no futuro governo será idêntico ao que teria sido mesmo com o tucano Álvaro Dias como vice –muitos cargos espalhados na Esplanada. Se Serra perder, rapidamente será esquecido que houve algum dia um demista como vice.

 

Alguém se lembra do nome do candidato a vice-presidente na chapa derrotada de Geraldo Alckmin ao Planalto em 2006? Ou o nome de vice na chapa perdedora de Serra em 2002? Bolsa memória: em 2002, Serra teve consigo Rita Camata (então no PMDB e indicada por força do marqueteiro Nizan Guanaes, que defendia “o nome de uma mulher”). Em 2006, o vice de Alckmin foi José Jorge (então senador pelo DEM, à época PFL, de Pernambuco).

 

O saldo do episódio da escolha do vice é que DEM e PSDB, sobretudo o PSDB e Serra, gastaram energia inútil com um assunto que poderia ter sido resolvido “na política”, muito mais facilmente, sem crise.

 

Essa inabilidade política toda pode ter sido provocada por dois fatores principais. Primeiro, porque os tucanos talvez sejam mesmo ruins “de política”. Foram forjados por uma conjuntura econômica (o Plano Real, em 1994) e nunca tiveram realmente o dom para a grande arte da negociação. O segundo fator é que quando uma campanha começa a ter problemas... outros problemas nascem quase por geração espontânea.

 

Tudo considerado e bem pesado, a chapa de oposição Serra-Índio não passa por um bom momento. Nada está decidido na disputa pelo Palácio do Planalto. É verdade. Mas erros políticos como esse da novela “Álvaro, o breve” podem causar o naufrágio completo num estágio mais avançado da campanha.

 

 

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Por Fernando Rodrigues
 

Paraná: chapas prontas PSDB X PDT+PMDB

 

Depois do episódio do “Álvaro, o breve”, referência aos 5 dias em que o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) foi candidato a vice-presidente na chapa de José Serra, as coisas se assentaram no Paraná.

 

Eis as chapas:

 

Governador:

 

  • Beto Richa (governador) e Flávio Arns (vice) (ambos do PSDB)
  • Osmar Dias (PDT) (governador) e Rodrigo Rocha Loures (vice) (PMDB)

 

 

Para o Senado:

 

  • Gustavo Fruet (PSDB) e Ricardo Barros (PP)
  • Roberto Requião (PMDB) e Gleisi Hoffmann (PT)

 

 

A chapa Beto Richa & Flávio Arns tem o apoio de PSDB, DEM, PP, PSB, PTB, PTC, PMN, PHS e PSDC.

 

A chapa Osmar Dias & Rocha Loures tem o apoio de PDT, PMDB, PT, PR, PSC e PC do B. Conta com aproximadamente 55% do tempo de rádio e de TV no horário eleitoral.

 

O Paraná tem 5,63% dos eleitores do Brasil. Aqui, as últimas pesquisas de intenção de voto no Estado.

 

Se a chapa Osmar Dias & Rocha Loures jogar unida (o que ainda não se sabe se vai acontecer), tem potencial competitivo. Mas o PT está apenas muito interessado em eleger Gleisi Hoffmann senadora. Já o PMDB ficou desconjuntado por causa dos desentendimentos entre o atual governador, Orlando Pessuti, e seu antecessor, Roberto Requião –interessado em se eleger senador.

 

Do outro lado, o ex-prefeito de Curitiba, Berto Richa, lidera todas as pesquisas de opinião. Mas terá menos tempo de TV do que Osmar Dias. Além disso, o senador Álvaro Dias (PSDB) sentiu-se preterido nos últimos tempos e dificilmente se esforçará para fazer de Beto Richa o novo governador local.

 

A disputa paranaense parece estar aberta.

 

 

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Por Fernando Rodrigues
15h47 - 30/06/2010
 

Governistas já começam ataques a Índio da Costa

No post abaixo, análise sobre o novo vice de Serra

 

Em seu blog, o deputado federal Brizola Neto (PDT-RJ) acaba de postar uma notícia que não vai agradar à direção do PSDB. Trata-se de uma acusação contra o recém-escolhido candidato a vice-presidente na chapa de José Serra, o deputado federal Índio da Costa (DEM):

 

Eis o que escreveu Brizola Neto (na íntegra, sem correções):

 

"Ele foi um dos alvos da CPI na Câmara dos Vereadores que investigou superfaturamento e má-qualidade nos alimentos comprados para a merenda escolar, quasndo eu ainda era vereador. A CPI foi pedida pelo meu amigo e deputado Edson santos (PT) e relatada pela – atenção – vereadora tucana  Andrea Gouvêa Vieira".

 

Em seguida, Brizola Neto transcreve o que diz ser um trecho de um texto de uma página da tucana Gouvêa Vieira na internet:

 

"O relatório de Andrea concluiu que a licitação para a compra de gêneros alimentícios para a merenda, entre julho de 2005 e junho de 2006, realizada pela Secretaria Municipal de Administração e pela Secretaria Municipal de Educação, no valor de R$ 75.204.984,02, causaram prejuízo aos cofres públicos. 99% do fornecimento ficaram concentrados numa única empresa, a Comercial Milano, que apresentou uma engenhosa combinação de preços em suas propostas. A licitação ocorreu num único dia, mas foi dividida 10 coordenadorias de educação (CREs). O “curioso” foi que esta empresa ofertou preços diferentes para o mesmo alimento. O preço do frango da proposta da Milano, por exemplo, para Santa Cruz, era cerca de 30 % mais caro do que o preço ofertado para Campo Grande. Detalhe: em Santa Cruz a Milano não teve concorrentes e em Campo Grande sim. Como ela soube da falta de concorrentes, um mistério. E a Prefeitura aceitou isso! Pagou à mesma empresa, pela mesma mercadoria, preços muito diferentes. Essa foi a característica geral dessa licitação: uma combinação de preços que otimizaram os ganhos de uma única empresa fornecedora em prejuízo dos cofres públicos.

 

Na primeira parte do relatório, a CPI concluiu que o então Secretário de Administração, Índio da Costa, deveria ter cancelado a licitação porque as regras do edital levaram a um resultado que contrariou o objetivo inicial de atrair dezenas de pequenos comerciantes locais a vender para as escolas dos bairros, descentralizando o fornecimento, e pelo melhor preço. Ao contrário, a licitação acabou por provocar a maior concentração de entrega de gêneros alimentícios na história da merenda escolar.

 

Como evidência incontestável do prejuízo aos cofres públicos, o relatório revelou que o pregão presencial adotado depois da instalação da CPI pelo
sucessor do Secretário Índio, um ano depois, possibilitou uma economia de cerca de R$ 11 milhões na compra da mesma merenda escolar.

 

Durante o processo licitatório, segundo o relatório da CPI, foram identificadas diversas irregularidades no registro das atas das reuniões de entrega, abertura e verificação de documentos. Chamou a atenção o fato de a empresa Milano ter sido a única a ter acesso aos documentos das empresas concorrentes ainda durante o período em que a Comissão de Licitação analisava a documentação dia 23 de março de 2005, enquanto os pedidos de vista das demais só ocorreram após o dia 31 do mesmo mês, quando já havia sido anunciado o julgamento dos documentos.

 

Uma das empresas eliminadas – a única que conseguiu na Justiça liminar para que a Secretaria de Administração não destruísse sua proposta de preços – mostrou, quase um ano depois, quando a Justiça obrigou a abertura do envelope, que se não tivesse sido desabilitada, teria vencido a Milano em vários quesitos, com condições mais vantajosas para o Município".

 

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Por Fernando Rodrigues
 

Novo vice de Serra acalma crise, mas não a elimina

A escolha do deputado federal Índio da Costa (DEM-RJ) (post abaixo) para ser o candidato a vice-presidente na chapa com José Serra (PSDB) acalma, porém não resolve totalmente a crise entre demistas e tucanos. Feridas ainda estão abertas. Não serão cicatrizadas facilmente –ainda mais agora que as taxas nas pesquisas eleitorais não têm sido favoráveis ao candidato do PSDB.

 

O DEM foi humilhado na última 6ª feira ao saber pelo Twitter de Roberto Jefferson que o vice de Serra seria o senador Álvaro Dias (PSDB-PR). Nos últimos 5 dias, vários demistas deram declarações ácidas. Não há como apagá-las. Num momento de fúria, o presidente nacional dos  Democratas, o deputado federal Rodrigo Maia (RJ) chegou a admitir para o jornalista Ilimar Franco: “A eleição nós já perdemos. Não podemos perder o caráter. Tentaram me isolar, mas não conseguiram apoio”. Em resumo, Maia disse que a oposição já estaria derrotada na disputa presidencial.

 

Ao saber que o DEM estava sendo deixado para trás na escolha do vice, o deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO) disparou: “O poder do Serra de desorganizar as coisas é fora do comum”.

 

O fato é que o tentar resolver o palanque tucano no Paraná, com a escolha de Álvaro Dias para vice de Serra, o PSDB saiu-se pior do que entrou. Agora, o irmão de Álvaro, o também senador Osmar Dias (PDT-PR), vai concorrer ao governo daquele Estado com o apoio do PT –e de Dilma Rousseff e de Lula. Vamos admitir que Álvaro Dias não estará também muito animado para fazer campanha pró-Serra depois de ter sido ejetado da chapa. Aliás, Álvaro Dias já fez campanha a favor de Lula em 2002 –contra Serra.

 

Por fim, ficou no ar o recado dado por José Serra ao Democratas: preferia não ter esse partido ao seu lado formalmente, pois acredita que o DEM está com uma imagem péssima por causa de escândalos recentes, como o “mensalão” em Brasília.

 

Aí encontrou-se o deputado federal Índio da Costa. Trata-se de um político em seu primeiro mandato. Com pouco passado, não apresenta um grande óbice à imagem a ser projetada pela chapa presidencial de Serra. Índio da Costa notabilizou-se como grande defensor da Lei dos Fichas Limpas. Aqui, a biografia que o próprio divulga em seu site.

 

Do ponto de vista da densidade eleitoral, Costa não dará a Serra nenhum caminhão de votos no Rio. A sua presença na chapa tucana visa a amalgamar a aliança entre PSDB e DEM e assim garantir todos os minutos das duas siglas para Serra durante o horário eleitoral.

 

Mas nos Estados haverá ainda muitos demistas torcendo o nariz para a forma pouco agregadora como Serra conduziu o processo da escolha do vice. Se o tucano disparar nas pesquisas e virar favorito, tudo passa. Mas se o cenário continuar cinza para os tucanos, como mostram as últimas pesquisas, é enorme a chance de não se materializar o apoio real do DEM a Serra nos Estados.

 

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Por Fernando Rodrigues
 

Índio da Costa (DEM-RJ) é novo vice de Serra

Acabou de ser decidido que o novo candidato a vice-presidente na chapa de José Serra (PSDB) será Índio da Costa, deputado federal pelo Democratas do Rio de Janeiro. Aqui, o perfil do vice no Twitter. Aqui, o site pessoal.

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Por Fernando Rodrigues
14h55 - 29/06/2010
 

Vox Populi: Dilma Rousseff (PT) 40% x 35% José Serra (PSDB)

Pesquisa Vox Populi sobre a eleição presidencial indica que Dilma Rousseff (PT) tem 40% das intenções de voto. José Serra (PSDB) tem 35%. Marina Silva (PV), 8%. Não sabem em quem vão votar 11% dos eleitores e 5% vão anular ou votar em branco. A sondagem foi feita de 24 a 26.jun.2010 e tem margem de erro de 1,8 ponto percentual.

Pela 1ª vez, Dilma ultrapassa Serra em pesquisa Vox Populi com diferença maior que a margem de erro. A última sondagem do instituto (feita de 8 a 13.mai.2010) indicou empate técnico entre os candidatos, por conta da margem de erro – que era de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos. Em maio, no cenário em que apenas Dilma, Serra e Marina foram apresentados aos entrevistados, a petista teve 38% (podendo variar de 35,8% a 40,2%). O tucano teve 35% (variando de 32,8% a 37,2%).

Na semana passada (em 23.jun.2010), o Ibope também divulgou sua 1ª pesquisa em que Dilma ficou à frente de Serra. Por coincidência, o resultado foi 40% contra 35%.

O UOL disponibiliza todas as pesquisas de intenção de voto para o 1° turno e para o 2° turno da eleição presidencial.

2° turno
Num eventual 2° turno, de acordo com a pesquisa Vox Populi divulgada hoje (29.jun.2010), Dilma venceria com 44%. Serra teria 40%.

Espontânea
Os resultados acima são da pesquisa estimulada (em que o entrevistador apresenta uma lista com nomes dos candidatos para o entrevistado). O Vox Populi mostra ainda resultados obtidos na modalidade espontânea (em que o eleitor diz qual é seu candidato sem ver nenhuma lista de nomes): Dilma tem 26% e Serra tem 20%.

O instituto entrevistou 3 mil eleitores, de 24 a 26.jun.2010. O registro da pesquisa no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é o 16944/2010.

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Por Fábio Brandt
13h41 - 28/06/2010
 

PI: Sílvio Mendes (PSDB) 36,5% x 24,89% Wilson Martins (PSB)

Pesquisa do Instituto Amostragem sobre a eleição para governador do Piauí indica que Sílvio Mendes (PSDB) lidera a disputa com 36,5% das intenções de voto. O atual governador e candidato à reeleição, Wilson Nunes Martins (PSB) está em 2° lugar, com 24,89%. Em seguida, aparece o atual senador pelo Piauí João Vicente Claudino (PTB), com 22,43%.

Os candidatos menores, juntos, conseguiram 2,01% dos votos. Eleitores indecisos, que vão anular ou votar em branco são 14,16% do total. A pesquisa tem margem de erro de 2,85 pontos percentuais (para mais ou para menos) e foi feita de 18 a 21.jun.2010. Seu registro no TRE-PI é o 13518/2010.

O UOL disponibiliza quadro detalhado com dados desta e de outras pesquisas sobre a eleição do Piauí.

Os resultados obtidos pelo Amostragem indicam que, pela 1ª vez, Wilson Nunes aparece numericamente à frente de João Vicente Claudino em sondagem sobre a eleição 2010. Apesar disso, os 2 estão tecnicamente empatados, porque a diferença percentual entre eles (2,46 pontos) é menor que a margem de erro da pesquisa (2,85).

Com relação à pesquisa anterior do Instituto Amostragem (feita de 21 a 24.mai.2010), a novidade é a mudança nos percentuais de Nunes e Claudino. O líder, Sílvio Mendes teve apenas uma variação de 0,09 pontos percentuais (tinha 36,59% e passou a 36,5%).

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Por Fábio Brandt
 

Folha e UOL fazem debate inédito na web

Dilma, Serra e Marina aceitam participar; sinal será aberto para outros portais interessados em transmitir; único debate previsto até agora apenas com os 3 principais candidatos vai permitir um melhor confronto das propostas


A Folha e o UOL, o maior jornal e o maior portal de notícias do Brasil, promoverão com os três principais candidatos a presidente um debate eleitoral inédito a ser transmitido em vídeo, ao vivo, pela internet, no dia 18 de agosto. Se houver segundo turno, haverá novo encontro em 21 de outubro.

 

Já aceitaram formalmente participar Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV). Os três candidatos estarão frente a frente por duas horas e meia, a partir das 10h30 da manhã _quando a internet em geral registra a maior audiência. Metade do debate será apenas entre os próprios candidatos fazendo perguntas entre si. Um moderador controlará o tempo.

 

Na segunda parte do debate, os candidatos responderão a perguntas de internautas, que serão coletadas pelo UOL e pela Folha.com ao longo das próximas semanas.

 

Ao final, Dilma, Serra e Marina responderão a perguntas formuladas por jornalistas da Folha e do UOL

 

Com o objetivo de democratizar o acesso ao encontro, todos os meios de comunicação interessados poderão compartilhar e transmitir o sinal de áudio e vídeo do debate. Portais de internet, emissoras de rádio, TVs e outros veículos terão amplo acesso para fazer a cobertura jornalística do evento.

 

Sem nanicos
A legislação eleitoral impõe restrições à realização de debates em emissoras de rádio e de TV. É necessário convidar todos os candidatos cujos partidos tenham eleito deputados em 2006 e continuem com representação no Congresso. Há sete concorrentes a presidente neste ano nessa situação, sendo que dois terços (cinco) precisam aceitar as regras propostas para o encontro.

 

No caso da internet, a liberdade é plena. Não existem restrições. Dessa forma, o debate Folha/UOL entre presidenciáveis deve ser o primeiro _e talvez o único_ no primeiro turno que contará apenas com os três candidatos principais _sem necessidade de convidar os postulantes com taxas muito pequenas nas pesquisas de intenção de voto.

 

Nos quatro debates eleitorais já anunciados por emissoras de TV (Bandeirantes, Rede TV!/Folha, Record e Globo), o número de candidatos presentes deve ser maior do que três, tornando o confronto de propostas mais difícil.

 

As negociações da Folha e do UOL com os três candidatos para chegar a um acordo sobre data e formato do debate se arrastaram por quase seis meses.

 

Consulta ao TSE
Apesar de a lei ser clara, parte dos candidatos mostrou incerteza sobre realizar o encontro sem respeitar as regras impostas à TV e ao rádio.

 

Como meios de comunicação não podem formular perguntas diretamente ao plenário do Tribunal Superior Eleitoral, a Folha e o UOL fizeram então um pedido de esclarecimento por meio de uma consulta formal apresentada pelo deputado Miro Teixeira (PDT-RJ). O TSE dirimiu todas as dúvidas no dia 16 passado, liberando a web para realizar debates eleitorais.

 

Durante as negociações para preparação do debate Folha/UOL, chegaram a ser propostas datas em abril, maio, junho e julho. Serra e Marina acabaram aceitando a data de 19 de julho, mas Dilma preferiu o encontro apenas em agosto.

 

"A confirmação da presença da candidata Dilma Rousseff nesse evento da Folha e o UOL mostra nossa disposição de debater programas para o Brasil seguir mudando", diz o coordenador de comunicação da campanha presidencial petista, o deputado estadual Rui Falcão (SP).

 

"O candidato José Serra participará do debate da Folha e do UOL na internet porque está disposto a confrontar ideias e propostas. Só lamentamos que a candidata do PT tenha preferido fazer esse debate apenas em agosto e a Folha tenha concordado com isso", informou a equipe de campanha do tucano.

 

Para João Paulo Capobianco, coordenador da campanha de Marina Silva, "o debate entre os candidatos na Folha e no UOL é fundamental para promover um amplo diálogo com a sociedade".

Legislação

A lei eleitoral não impõe restrições a debates transmitidos ao vivo, em vídeo, pela internet. Em 16 de junho, o TSE respondeu a consulta formulada pelo deputado Miro Teixeira (PDT-RJ), a pedido da Folha e do UOL, eliminando qualquer dúvida a respeito da liberdade para realizar esse tipo de evento.


Eias as três perguntas principais e as respostas do TSE:

1) Estão autorizados os portais de internet e os jornais impressos a realizar debates com políticos a qualquer tempo e época, mesmo sendo os políticos convidados apenas candidatos a candidatos de seus partidos a cargos públicos, sem terem sido oficializadas suas candidaturas em convenções partidárias no prazo estipulado em lei?
Resposta do TSE: Sim

2) Estão autorizados os portais de internet e os jornais impressos a realizar debates eleitorais e a transmiti-los pela internet, ao vivo, em áudio e vídeo, na rede mundial de computadores?
Resposta do TSE: Sim

3) Estão autorizados os portais de internet e os jornais impressos a realizar debates eleitorais com candidatos a candidatos a cargos públicos e a convidar a participar aqueles que julgar relevantes do ponto de vista jornalístico, a seu exclusivo critério dos portais e dos jornais?
Resposta do TSE: Sim

 

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Por Fernando Rodrigues
 

O dilema do DEM

De hoje até 4ª feira, o Democratas (ex-Arena, ex-PDS, ex-PFL) terá de se decidir entre duas saídas: 1) buscar uma posição independente (e acabar ajudando o PT de forma indireta) ou 2) aceitar bovinamente a humilhação imposta pelo PSDB no imbróglio sobre a escolha do candidato a vice-presidente na chapa com o tucano José Serra. Mais na Folha de hoje (para assinantes).

 

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Por Fernando Rodrigues
22h37 - 27/06/2010
 

Poder e política na semana – 28.jun a 4.jul.2010

A semana final para os partidos fecharem suas alianças eleitorais começa com a crise sobre o candidato a vice-presidente na chapa do PSDB. O DEM terá várias reuniões com a cúpula tucana, mas o risco de a convenção demista na 4ª feira recuar de um apoio a José Serra continua no ar.

Os 3 principais presidenciáveis começam a semana em São Paulo. Na 2ª feira, Serra assiste com Geraldo Alckmin ao jogo da seleção de futebol do Brasil contra a do Chile. Dilma Rousseff será a entrevistada do Roda Viva (TV Cultura). Marina Silva visita Santos.

Na 3ª-feira (29.jun.2010), Serra
dá entrevista para a Globo News. Também tem pesquisa Vox Populi feita de 24 a 26.jun.2010 que já pode ser divulgada. Na 4ª (30.jun.2010), o Datafolha começa a colher depoimentos para sua nova pesquisa.

Durante a semana, Lula recebe o presidente da Síria e também o chefe de governo da Itália, Silvio Berlusconi –na pauta, com certeza, o caso Cesare Battisti. Na 6ª, o Brasil pode jogar pelas quartas de final da Copa (se vencer o Chile na 2ª-feira), exatamente no dia em que Lula tem embarque marcado para a África. Fica por lá 10 dias. Passa pela África do Sul no dia da final da Copa.

A seguir, o que vai mover o mundinho da política na semana que começa:

Segunda (28.jun.2010)

Brasil x Chile – Lula assiste ao jogo das oitavas de final da Copa do Mundo no Palácio da Alvorada. Começa às 15h30. A única atividade da Câmara dos Deputados é comemorar os 150 anos do município de Itajaí (SC), às 10h. O Senado mandou fechar a sala reservada ao trabalho dos jornalistas.

Serra – com Geraldo Alckmin (PSDB), vai ao interior paulista, onde ambos assistem ao jogo do Brasil.

Dilma no Roda Viva – grava entrevista para o programa da TV Cultura às 18h, em São Paulo. Transmissão na TV às 22h. Depois da gravação, pode aparecer em jantar oferecido por Joyce Pascowitch.

Marina em Santos – às 11h, encontra estudantes da UniSantos. Às 13h, vai à sede da Associação Comercial da cidade e, às 13h20, de acordo com sua equipe, concede entrevista coletiva.

Plínio na “Folha de S.Paulo” – às 18h30, o candidato do PSOL à Presidência da República visita a redação do jornal.

Lula e as enchentes – pela manhã, antes do jogo do Brasil, o presidente discute a situação de Pernambuco e de Alagoas com diversos ministros, em Brasília.
 
CNI e o governo – o presidente da CNI, Robson Andrade, fala sobre incentivos à inovação industrial com o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, e com o secretário executivo do Ministério de Ciência e Tecnologia, Luís Elias. Às 9h, no escritório paulistano da CNI.



Terça (29.jun.2010)
Presidenciáveis em casa – Dilma passa o dia em Brasília, trabalhando em sua campanha. Marina faz o mesmo, em São Paulo.

Serra na Globo – concede entrevista para a jornalista Miriam Leitão, em programa da Globo News, vai ao ar às 21h05.

Pesquisa Vox Populi – acabam os 5 dias em que a pesquisa Vox sobre a eleição presidencial, registrada no TSE em 24.jun.2010, não pode ser divulgada. Foi feita de 24 a 26.jun.2010.

Lula e Berlusconi – após visitar estação de controle de gás em São Bernardo do Campo, o presidente vai a São Paulo e almoça com o chefe de governo da Itália, Silvio Berlusconi, na sede da Fiesp.


Quarta (30.jun.2010)

Convenção do DEM – no último dia em que Justiça Eleitoral permite oficializações de candidaturas e alianças, o partido se reúne em Brasília, a partir das 10h, no Hotel Grand Bittar. Preterido na escolha do vice de Serra, o DEM já colocou em dúvida sua aliança com o PSDB.

Pesquisa Datafolha – realiza pesquisa sobre intenção de voto para presidente em 30.jun e 1.jul.2010. Aqui, o registro no TSE.

Marina e Serra em Porto Alegre – respondem a perguntas de associação de prefeitos do Rio Grande do Sul, a Famurs. Começa às 14h, no Hotel Plaza São Rafael.

Dilma nas convenções – no Paraná, participa da convenção do PDT, seu ex-partido. Em seguida, vai a Belo Horizonte para as convenções do PT e do PMDB que serão unificadas.

Lula recebe o presidente da Síria – encontro ocorre de manhã, no Itamaraty. À tarde, Lula abre seminário sobre perspectivas profissionais na área da saúde. Participam os primeiros formados em medicina pelo ProUni. Será no Royal Tulip Brasília Alvorada.

Convenção do PSOL – em São Paulo, oficializa a candidatura de Plínio de Arruda Sampaio à Presidência da República.

Convenção de Ciro Moura – o PTC oficializa, em São Paulo, seu candidato para a presidência da República.

Convenções do PMDB – na Paraíba, no Piauí e no Tocantins.

DesempregoDieese divulga pesquisa mensal sobre emprego e desemprego. Aqui, calendário de divulgações de indicadores do Dieese.


Quinta (1.jul.2010)
Marina e Serra em Brasília – vão ao encontro promovido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Em Brasília, das 9h às 13h. Dilma não vai.

Dilma em Campinas – sem divulgar o motivo, a petista estará na cidade das 9h às 19h30.

Plínio na Bahia – o candidato do PSOL à Presidência fica no Estado até 4.jul.2010. Até dia 2, está em Salvador. Em 3 e 4.jul.2010, em Bom Jesus da Lapa.

Lula em Pernambuco – não está confirmado, mas o presidente pode ir ao município de Salgueiro para evento relacionado à ferrovia Transnordestina.

Proibido ridicularizar candidatos – a partir deste dia, a Justiça Eleitoral proíbe a ridicularização de candidatos no rádio e na TV. Aqui, calendário completo das probições do TSE.
comentário do blog: a lei eleitoral é ridícula.

 

Sexta (2.jul.2010)
Quartas de final – o vencedor de Brasil e Chile joga com o vencedor de Holanda e Eslováquia, às 11h. Aqui, tabela da Copa.

Políticos no altar – rompidos no Ceará, o senador Tasso Jereissati (PSDB) e o governador Cid Gomes (PSB) serão padrinhos de casamento de Lívia, filha do deputado federal Ciro Gomes (PSB) e da senadora Patrícia Saboya (PDT).

Lula na África – o presidente faz um giro de 10 dias pelo continente da Copa do Mundo. Até 12.jul.2010, passa por Cabo Verde, Guiné Bissau, Guiné Equatorial, Quênia, Tanzânia, Zâmbia e África do Sul (a tempo da final da Copa, em 11.jul.2010).


Sábado (3.jul.2010)
Dilma em Minas Gerais – vai à 13ª Expomontes, em Montes Claros.
 
Lula em Cabo Verde – participa da Cúpula Brasil-Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental, na Ilha do Sal.

Justiça Eleitoral proíbe – candidatos a presidente, vice-presidente, governador e vice-governador não podem mais inaugurar obras públicas. Agentes públicos não podem fazer inaugurações, promover feitos do governo, nomear, contratar ou demitir sem justa causa, entre outras condutas. Aqui, calendário de proibições do TSE.


Domingo (4.jul.2010)
Lula na Guiné Bissau – a visita oficial será pela manhã. À tarde, o presidente parte para outra Guiné, a Equatorial.

Registro de candidaturas – só para lembrar: o TSE aceita apenas até 5.jul.2010 registro de candidaturas para a eleição de 3.out.2010.


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Por Fernando Rodrigues
 

AM: Omar Aziz (PMN) 51% x 36% Alfredo Nascimento (PR)

no Amazonas, Dilma vence Serra por 66% a 18%

A 1ª pesquisa Ibope de 2010 sobre a eleição no Amazonas indica que o atual governador Omar Aziz (PMN) se reelegeria no 1° turno, se a eleição fosse hoje, com 66% dos votos. O 2° colocado, Alfredo Nascimento (PR), tem 36%.

Também aparecem na sondagem Luiz Navarro (PCB) e Herbert Amazonas (PSTU), com 1% cada. Brancos, nulos e indecisos são 11% do total de entrevistados pelo Ibope. A página de Pesquisas de Opinião do UOL disponibiliza quadro com pesquisas anteriores sobre a eleição para governador do Amazonas.

Num eventual 2° turno, Omar teria 51% dos votos contra 38% de Alfredo Nascimento (PR). Esses são os resultados da pesquisa estimulada (aquela em que o entrevistador apresenta ao entrevistado uma relação com nomes de candidatos).

A pesquisa foi feita de 12 a 17.jun.2010 com 812 entrevistados. Sua margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos e seu registro no TRE-AM é o 14206/2010.

Na pesquisa espontânea (em que o entrevistado responde à pergunta sem ler a lista de candidatos), Omar Aziz tem 38% das intenções de voto. Alfredo Nascimento tem 24%. Brancos, nulos e indecisos são 30% do total.

Para presidente da República, 66% dos amazonenses preferem Dilma Roussef (PT), indica o Ibope. José Serra (PSDB) tem 18% da preferência e Marina Silva (PV) tem 10%.

Os 2 senadores eleitos pelo Amazonas seriam, segundo a pesquisa, Eduardo Braga (PMDB) e Arthur Virgílio (PSDB). Braga tem 84% das intenções de voto. Virgílio tem 47%. Em seguida, Vanessa Graziotin (PCdoB) aparece com 28% e Jeferson Praia (PDT) e Marilene Corrêa (PT), com 7%. Brancos, nulos e indecisos são 13% dos entrevsitados. Aqui, resultados de pesquisas anteriores sobre a eleição dos senadores do Amazonas.

Cada eleitor escolhe 2 candidatos na pesquisa sobre a eleição para senador, por isso a soma total dos percentuais dos candidatos resulta em 200%.


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Por Fábio Brandt
 

MG: Hélio Costa (PMDB) 41% x 23% Anastasia (PSDB)

Pesquisa do Instituto Vox Populi sobre a eleição para governador de Minas Gerais mostra que o senador Hélio Costa (PMDB) tem 41% das intenções de votos e o atual governador, Antonio Anastasia (PSDB) tem 23%.

A sondagem foi feita de 19 a 23.jun.2010 e tem margem de erro de 2,8 pontos percentuais. O Instituto Sensus e a Consultoria CP2 obtiveram resultados parecidos, também no mês de junho.

Na pesquisa Vox Populi, a candidata Vanessa Portugal (PSTU) tem 2%, José Fernando (PV) e João Batista (PSOL) têm 1%. Votos brancos, nulos e indecisos são 31% do total de entrevistados.

As 4 pesquisas divulgadas em junho sobre a eleição para o governo de Minas indicam vitória de  Hélio Costa no 1° turno.

Como se ganha no 1º turno?
Para ser eleito no 1º turno, um candidato a prefeito (em cidades com mais de 200 mil eleitores), a governador ou a presidente precisa obter, pelo menos, 50% mais um dos votos válidos.

"Votos válidos", segundo a lei brasileira, são apenas aqueles atribuídos aos candidatos. Portanto, votos nulos e em branco não são considerados “válidos” nessa contagem.

Para saber se há chance de uma eleição terminar no 1º turno, basta verificar se o 1º colocado nas pesquisas registra percentual de intenção de voto superior à soma dos percentuais obtidos por todos seus adversários.

Se, ao término do 1° turno, um candidato tiver 48% dos votos e seus adversários, somados, 32%, pode-se dizer que os votos válidos foram 80% do total. Logo, o candidato com 48% ficou com mais de 50% + 1 dos votos válidos e venceu no 1° turno. Os outros 20% dos votos podem ter sido de eleitores que anularam ou votaram em branco.


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Por Fábio Brandt
 

PB: José Maranhão (PMDB) 43,75% x 32,7% Coutinho (PSB)

atual governador ganharia no 1° turno

O Instituto Consult entrevistou eleitores da Paraíba de 13 a 17.jun.2010 e obteve o seguinte resultado: na eleição para governador do Estado, José Maranhão (PMDB), atual governador, leva vantagem é tem 43,75% dos votos. Ricardo Coutinho (PSB) tem 32,7%. Brancos, nulos e indecisos (considerados votos não válidos) são 23,3% dos entrevistados.

Como Maranhão tem mais de 50% mais 1 dos votos válidos (que são aqueles atribuídos aos candidatos), ele venceria no 1° turno. A margem de erro da pesquisa é de 2,1 pontos percentuais, para mais ou para menos. Foram ouvidos 2 mil eleitores da Paraíba. A pesquisa tem o registro 17353/2010 no TRE-PB.

Na última pesquisa Consult sobre a eleição na Paraíba (feita de 25 a 28.fev.2010), Maranhão tinha 40,1% das intenções de voto e Coutinho tinha 32,6%. Ou seja, Maranhão subiu 3,65 pontos, mais que a margem de erro de 2,1 pontos. Coutinho apenas oscilou 0,1 ponto, variação praticamente insignificante dentro da margem de erro.

Aqui, resultados de pesquisas feitas sobre a eleição para governador da Paraíba desde outubro de 2009.


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Por Fábio Brandt
 

MT: Silval (PMDB) 37% x 27,1% Wilson Santos (PSDB)

Pesquisa do Instituto Mark sobre a eleição para governador do Mato Grosso indica que o atual governador e candidato à reeleição, Silval Barbosa (PMDB), lidera a disputa. Ele tem 37% das intenções de votos. Wilson Santos (PSDB) tem 27,1%. Mauro Mendes (PSB) tem 16,1%. Os eleitores que ainda estão indecisos ou vão anular ou votar em branco são 19,8% do total dos entrevistados.

O instituto ouviu 1.116 eleitores, de 17 a 21.jun.2010. A margem de erro da sondagem é de 3 pontos percentuais (para mais ou para menos) e seu registro no TRE-MT é o 16808/2010.

Com relação à última pesquisa do instituto Mark no Estado, Silval oscilou 1,2 ponto percentual para baixo. Santos também oscilou para baixo: 0,9 ponto. A variação dos 2 é menor que a margem de erro de 3 pontos percentuais. Ou seja, a diferença entre as pesquisas não indica crescimento ou queda dos adversários na preferência do eleitorado.

No entanto, a última pesquisa do Ibope no Mato Grosso (feita de 10 a 13.jun.2010) mostra Silval e Wilson Santos empatados, cada um com 29%. Aqui, quadro detalhado sobre a variação da intenção de voto dos eleitores mato-grossenses. O Mato Grosso tem 1,54% dos eleitores do Brasil, segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) referentes a abril de 2010.


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Por Fábio Brandt
Perfil

Fernando Rodrigues, jornalista, nasceu em 1963. Fez mestrado em jornalismo internacional na City University, em Londres, Reino Unido (1986).

Na Folha desde 1987, foi repórter, editor de Economia, correspondente em Nova York (1988), Tóquio (1990) e Washington (1990-91). Na Sucursal de Brasília da Folha desde 1996, assina a coluna "Brasília", na página 2 do jornal, às quartas e sábados.

Mantém uma página de política no UOL desde o ano 2000 - com informações estatísticas e analíticas sobre eleições, pesquisas de opinião e partidos políticos. Em 2007/08 recebeu uma fellowship da Fundação Nieman, na Universidade Harvard (Cambridge, MA, nos Estados Unidos).

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