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Cobertura política, eleitoral, pesquisas e notícias do poder

19h31 - 18/06/2010
 

MT: Silval (PMDB) 29% x 29% Wilson Santos (PSDB)

no Mato Grosso, Serra e Dilma estão empatados

Pesquisa feita pelo Ibope no Mato Grosso indica que o atual governador Silval Barbosa (PMDB) e o oposicionista Wilson Santos (PSDB) estão empatados com 29% das intenções de voto. Sem chances de ir ao 2° turno, o 3° colocado é Mauro Mendes (PSB). Eleitores indecisos, que vão votar em branco ou anular são 25% dos entrevistados.

A sondagem tem margem de erro de 3 pontos percentuais e foi realizada de 10 a 13.jun.2010 com 812 eleitores. Seu registro no TRE-MT é o 16012/2010.

Na última pesquisa Ibope (feita de 1 a 5.mai.2010), Silval e Wilson Santos já estavam empatados tecnicamente. Silval tinha 31% e Santos 27%. Levando em conta a margem de erro, eles apenas oscilaram numericamente desde a última sondagem, sem crescer, nem cair. Aqui, detalhes sobre a evolução da intenção de voto para governador do Mato Grosso. 

Senado
O quadro da escolha dos 2 senadores mato-grossenses também mudou pouco. Os eleitores do Estados continuam elegendo o ex-governador Blairo Maggi (PR), com 74% da preferência (tinha 75%), e Antero Paes de Barros (PSDB), com 40% (tinha 35%).

Carlos Abcalil (PT) tem 28% (saiu dos 24%), Pedro Taques (PDT) tem 11% (tinha 9%). Citaram outros candidatos 22% dos entrevistados e disseram estar indecisos, votar em branco ou anular 25%. Na pesquisa para o Senado, cada entrevistado escolhe 2 nomes, por isso a soma das porcentagens resulta 200%. Aqui, detalhes sobre a evolução da intenção de voto para senador pelo Mato Grosso. 

Presidente
Para a Presidência da República, o Ibope indica diferença em relação à sondagem de maio. José Serra (PSDB) liderava a disputa no Mato Grosso com 43% das intenções de voto. Porém, caiu mais que os 3 pontos percentuais da margem de erro e ficou com 39%. Dilma cresceu mais que a margem de erro, deixando os 32% de maio para alcançar 37% em junho. Assim, a petista e o tucano ficam tecnicamente empatados (ela pode ter de 34% a 40% e ele, de 36% a 42%). Aqui, quadro com pesquisas nacionais de intenção de voto para presidente.

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Por Fábio Brandt
17h42 - 17/06/2010
 

PI: Silvio Mendes (PSDB) 35,5% x 22,4% João Vicente Claudino (PTB)

no Piauí, Dilma tem 52,5% e Serra 30,5%

Pesquisa do instituto Captavox divulgada hoje (17.jun.2010) mostra que Sílvio Mendes (PSDB) lidera a disputa pelo governo do Piauí com 35,5% das intenções de voto. Em 2° lugar, estão tecnicamente empatados João Vicente Claudino (PTB), com 22,4%, e o atual governador Wilson Nunes Martins (PSB), com 21,9%. Entre os entrevistados, 18,9% vão votar em branco, nulo, nenhum ou ainda não decidiram. Candidatos nanicos, juntos, tiveram 1,1% das intenções de voto.

A pesquisa tem margem de erro de 2,85 pontos percentuais, para mais ou para menos, e foi feita de 9 a 13.jun.2010 com 1.182 eleitores do Piaui. Seu n° de registro no TRE-PI é 12532/2010.

Nenhum dos candidatos teve variação superior ou inferior à margem de erro em relação à última pesquisa Captavox (feita de 10 a 13.abr.2010). Mendes oscilou 1,6 pontos percentuais para baixo (ele tinha 37,1%) e Claudino oscilou 2,8 pontos para baixo (tinha 25,2%). Martins oscilou 0,4 pontos para cima, saindo dos 21,5% de abril.

Aqui, quadro detalhado com a evolução da intenção de voto para o governo do Piaui.

Na sondagem, os eleitores também expuseram sua preferência de candidato na eleição presidencial. Dilma Rousseff (PT) ficou com 52,5% dos votos, José Serra (PSDB), 30, 5%, e Marina Silva (PV), 5,8%. O nanicos Plínio de Arruda Sampaio ficou com 0,6% e declararam estar indecisos, votar em branco ou nulo, 10,6% dos entrevistados. Aqui, quadro detalhado com pesquisas nacionais sobre a intenção de voto para presidente da República.

Senado
A Captavox também sondou a opinião dos eleitores sobre os candidatos ao Senado. Se a eleição fosse hoje, os 2 senadores eleitos pelo Piauí seriam Wellington Dias (PT) e Mão Santa (PSC). Eles tiveram, respectivamente, 65,7% e 37,1% das intenções de voto.

Heráclito Fortes (DEM) aparece em 3°, com 31,8% dos votos. Na sequência, Ciro Filho (PP) tem 16,1%, Antonio José (PT), 10,3%, Joaquim Saraiva (PR), 1,4%, Toim do Frango (PSL), 1,2% e Antônio de Deus (PCB), 0,8%. Entre os entrevistados, 23,3% estão indecisos, e 12,4% disseram que vão anular, votar em branco ou em nenhum dos candidatos.

Aqui, quadro detalhado com a evolução da intenção de voto para a eleição dos senadores do Piaui.

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Por Fábio Brandt
 

Senado lança novo site

a Casa espera que mudanças facilitem a navegação

eleitor pode obter e-mail e telefone do gabinete dos 81 senadores


Entrou no ar o novo portal do Senado. Ele foi redesenhado e teve seu conteúdo reorganizado de acordo com recomendações da Inter-Parliamentary Union, instituição internacional dedicada ao estudo da democracia parlamentar.

Todas as mudanças foram feitas por funcionários do Senado, sem implicar custo extra, afirma o diretor de jornalismo da Casa, Davi Emerich.

Sem grandes novidades de conteúdo, Davi acredita que o principal impacto da mudança deve estar na navegação, informa o repórter do UOL Fábio Brandt. O portal agrupa 36 mil páginas e, com relação ao portal antigo (que existia desde 1995), o internauta dará menos cliques para encontrar o que procura.

No antigo modelo, por exemplo, era preciso clicar em um link chamado “senadores”, na página principal, para acessar uma página de busca e poder procurar os contatos dos congressistas. No novo site, do lado direito da página principal há uma lista já com os nomes dos senadores. Para obter os contatos, basta escolher um nome e clicar em “ok”.

O antigo portal do Senado existia desde 1995, contou Davi. Foram mantidas funcionalidades que permitem aos eleitores conhecer a prestação de contas da Casa. Um dos links leva à página do Senado no Portal da Transparência – usado pelo governo para prestar contas de seus gastos.

Entrando nesta página, o internauta tem informações sobre como cada senador usou sua verba indenizatória desde 2008 e sobre os processos de licitação abertos pela Casa. No momento (às 12h08 de 17.jun.2010), a página destaca a abertura de 3 licitações: contratação de um encadernador profissional, compra de suprimentos para impressoras e de materiais para interligação de rede telefônica.

Também foi mantido link para um portal com informações sobre o Orçamento da União, que mostra, de 2000 a 2011, as previsões e o total realmente gasto pelo governo federal. Para consultar o orçamento 2010, por exemplo, pode seguir o seguinte caminho: clicar em “orçamento anual no menu esquerdo, escolher “2010” e “execução”.

Uma breve consulta nesta página, mostra, por exemplo, que foram previstos R$ 30,5 bilhões para a “Defesa Nacional”, mas foram  autorizados R$ 32 bilhões para o setor e, até agora, foram efetivamente pagos R$ 13,8 bilhões do total autorizado.

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Por Fábio Brandt
20h06 - 16/06/2010
 

TSE libera ainda mais debates na web

 

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acaba de julgar uma consulta formulada pelo deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) sobre a realização de debates eleitorais na internet. A resposta do TSE, tendo como relator o ministro Marco Aurélio Mello, foi amplamente favorável à liberdade de portais que tenham interesse em promover debates, não precisando convidar todos os candidatos que disputam um determinado cargo.

 

No rádio e na TV, é necessário convidar para debates todos os candidatos cujos partidos elegeram deputados na última eleição (mais detalhes no post abaixo). Já na internet essa limitação não existe. A lei eleitoral aprovada no ano passado já havia deixado isso claro, mas agora ficou ainda mais evidente.

 

O deputado Miro Teixeira formulou a consulta ao TSE provocado pelo jornal “Folha de S.Paulo” e pelo UOL. Agora, está definido que os debates eleitorais na web estão totalmente liberados, inclusive durante a chamada fase de pré-campanha.

 

Eis as perguntas e as respostas do TSE:

 

1) estão autorizados os portais de internet e os jornais impressos a realizar debates com políticos a qualquer tempo e época, mesmo sendo os  políticos convidados apenas candidatos a candidatos de seus partidos a cargos públicos, sem terem sido oficializadas suas candidaturas em convenções partidárias no prazo estipulado em lei?

Resposta do TSE: Sim

 

2) estão autorizados os portais de internet e os jornais impressos a realizar debates eleitorais e a transmiti-los pela internet, ao vivo, em áudio e vídeo, na rede mundial de computadores?

Resposta do TSE: Sim

 

3) estão autorizados os portais de internet e os jornais impressos a realizar debates eleitorais com candidatos a candidatos a cargos públicos e a convidar a participar aqueles que julgar relevantes do ponto de vista jornalístico, a seu exclusivo critério dos portais e dos jornais?

Resposta do TSE: Sim

 

 

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Por Fernando Rodrigues
12h53 - 15/06/2010
 

MG : Hélio Costa (PMDB) 49,5% x 20,7% Anastasia (PSDB)

eleição terminaria no 1° turno se fosse hoje

entre os mineiros, Dilma lidera com 37,3% contra 32,1% de Serra

Pesquisa Sensus realizada em Minas Gerais em 10 e 11.jun.2010 indica vitória no 1° turno do candidato apoiado por Lula no Estado. O ex-ministro das Comunicações, Hélio Costa (PMDB) tem 49,5% das intenções de voto e o candidato da oposição, Antonio Anastasia (PSDB), 20,7%.

A margem de erro da pesquisa é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos. Ou seja, mesmo que o erro diminua o percentual de Costa e aumente o de Anastasia, se fosse hoje, ela terminaria no 1° turno. Em 3° lugar, aparece José Fernando (PV), com 3,9% dos votos. Brancos, nulos e indecisos somam 25,9%.

O n° de registro da sondagem no TRE-MG é o 34286/2010. Ela foi feita com 1.500 eleitores de Minas e foi contratada pelo PR-MG.

Essa é a 1ª pesquisa sobre a eleição em Minas Gerais depois que o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, desistiu de concorrer ao governo. A última pesquisa Sensus (realizada de 27 a 29.mai.2010) trazia 2 cenários, 1 com Pimentel fazendo as vezes de candidato de Lula e outro com Hélio Costa. Ambos conseguiam o 1° lugar (Costa com 31,1% dos votos e Pimentel com 27,7%) à frente de Anastasia (que variou de 20,5%, contra Costa, a 21,4% contra Pimentel).

Aqui, quadro detalhado com a evolução da intenção de voto para a eleição do próximo governador de Minas Gerais desde mar.2009.

Presidente
A pesquisa Sensus também questionou os eleitores de Minas Gerais sobre a eleição presidencial. Dilma Rousseff (PT) fica com 37,3% dos votos, José Serra (PSDB), com 32,1%, e Marina Silva (PV), com 7,3%.  Eleitores indecisos e os que votarão em branco ou nulo somam 20,6%. Juntos, candidatos nanicos somam 2,7% da preferência dos eleitores.

Com relação à última pesquisa Sensus, Dilma oscilou 1,4 ponto percentual dentro da margem de erro, que é de 2,5 pontos percentuais (ela tinha 35,9% da intenção de voto dos mineiros e foi para 37,3%). Serra, por sua vez, caiu 2,8 pontos, mais que os 2,5 pontos da margem de erro (ele saiu de 34,9% e ficou em 32,1%).

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Por Fernando Rodrigues
 

PMDB nacional estuda intervir em Santa Catarina

seção catarinense da sigla alia-se ao DEM e ao PSDB

 

trato com PT é rompido e deixa Michel Temer em situação ruim


A direção nacional do PMDB, com o deputado Michel Temer (SP) à frente, considera fazer uma intervenção no Diretório Estadual da sigla em Santa Catarina. É que o presidente do PMDB catarinense, Eduardo Pinho Moreira, anunciou ontem (14.jun.2010) que estava retirando sua pré-candidatura ao governo do Estado.

 

Além de desistir de concorrer o governador, Eduardo Pinho Moreira firmou uma aliança para apoiar o pré-candidato do Democratas ao governo de Santa Catarina, Raimundo Colombo. Junto com eles estará o atual governador, Leonel Pavan (PSDB). Forma-se assim o que os catarinenses chamam de “tríplice aliança”, com PMDB, DEM e PSDB.

 

Do outro lado ficam o PT e o PP, as outras duas forças políticas em Santa Catarina.

 

O que irritou a direção nacional do PMDB foi que Eduardo Pinho Moreira esteve em Brasília, no sábado (12.jun.2010), e prometeu manter sua candidatura ao governo catarinense. Na ocasião, Eduardo Moreira conversou pessoalmente com Michel Temer, que naquele dia foi oficializado candidato a vice-presidente da República na chapa encabeçada por Dilma Rousseff (PT).

 

No dia 9.jun.2010, Eduardo Moreira chegou a escrever o seguinte no seu Twitter: “Não sei onde buscam as mentiras de que eu cederia a cabeça de chapa para o governo do Estado. Qual uma razão apenas para tal”.

 

Mas na 2ª feira de manhã, Eduardo Pinho Moreira recuou. Aliou-se localmente aos adversários de sua legenda no plano nacional. Mais do que isso, o PMDB de Santa Catarina trabalha dessa forma para detonar o poder do PT naquele Estado –representado pela senadora Ideli Salvatti.

 

Esse episódio de Santa Catarina é uma amostra do que o PT mais temia no atual processo eleitoral. A direção nacional petista cedeu em vários Estados para que o PMDB pudesse concorrer sozinho aos governos locais.

 

Os petistas sufocaram seus candidatos preferenciais a governador, por exemplo, em Minas Gerais e no Maranhão. No Rio de Janeiro, Lindberg Farias teve de se contentar com uma possível candidatura ao Senado, pois o PT fluminense vai apoiar a reeleição do atual governador, Sérgio Cabral (PMDB). Na Bahia, uma situação inusitada: o PT teve de engolir a candidatura ao governo de Geddel Vieira Lima (PMDB), que foi até outro dia ministro da Integração Nacional de Lula, mas que é adversário do petista Jaques Wagner, governador baiano e candidato a mais um mandato.

 

Em resumo, o PT humilhou-se o quanto foi possível nos Estados para ajudar o PMDB. Tudo em troca do apoio peemedebista a Dilma Rousseff no plano nacional. Mas quando chega a hora de o PMDB retribuir, ocorre a traição (como está sendo considerada a desistência de Eduardo Moreira) em Santa Catarina.

 

Por essa razão, a chance de haver uma intervenção é real. Só que como se trata do PMDB, é melhor esperar para ver e só depois acreditar.

 

 

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Por Fernando Rodrigues
16h34 - 14/06/2010
 

Eleição terá 13 candidatos; 7 podem ir a debates na TV

lei obriga emissoras a convidar candidatos de partidos pequenos

 

3 nanicos dizem não abrir mão do debate em troca de entrevista


A eleição presidencial neste ano terá 13 candidatos. Entre eles, há 7 que precisam ser, obrigatoriamente, convidados para os debates em rádio e TV. São aqueles cujos partidos elegeram deputados federais na última eleição (em 2006) e continuam com representantes na Câmara. Ei-los: PT, PSDB, PV, PTC, PSOL, PT do B e PHS.

 

Por desfrutarem desse status (ter deputados eleitos em 2006 e ainda estarem representados na Câmara), esses 7 partidos têm participação assegurada em debates eleitorais em rádio e em TV. Trata-se de um dispositivo da Lei 9.504, que normatiza as eleições. Essa restrições impostas à TV e ao rádio não valem para a internet, como explicado no post abaixo.

 

Eis a lista completa dos 13 candidatos que disputam a eleição deste ano (aqui, um post com a descrição de alguns nanicos) e os debates anunciados (nem todos confirmados) por emissoras de TV:

 

 

 


 

A ideia das emissoras de TV que já anunciaram a intenção de promover debates eleitorais neste ano entre os presidenciáveis é sempre convidar apenas os mais bem colocados nas pesquisas: Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV).

 

Para compensar os candidatos que ficariam de fora (apesar de terem direito de participar), as TVs pretendem oferecer entrevistas ao longo de suas programações. O nanico aceita ser excluído, assina um documento abrindo mão do direito e ganha uma entrevista na TV que promove o debate. Esse arranjo é legal, mas não será fácil na vida real.

 

 

Procurados pelo Blog, 3 nanicos com direito ao debate afirmaram não abrir mão de participar do evento. “Não vou aceitar esse tipo de acordo”, disse o pré-candidato do PT do B, Mário de Oliveira. “Seja para presidente, seja para governador, nós nunca aceitamos e não vamos aceitar este tipo de acordo”, declarou Ciro Moura, que concorre pelo PTC, informa o repórter do UOL Fábio Brandt.

Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) também faz questão de comparecer aos debates eleitorais promovidos por emissoras de TV. “
Reivindico participação no debate presidencial e denuncio acordos espúrios para impedir que os preferidos debatam com quem pode acuá-los”, respondeu Plínio ao Blog, por meio de seu perfil no microblog Twitter.

Apenas Oscar Silva (PHS) admitiu a possibilidade de trocar o debate por entrevistas. “No caso da Gazeta não sei. Mas nosso tempo [de propaganda eleitoral] é em torno de 1 minuto. [Com as entrevistas] teríamos a oportunidade de apresentar os projetos”, disse.

No post abaixo, o que diz a lei sobre debates eleitorais na web.


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Por Fernando Rodrigues
 

Lei permite debates livres na internet...

...mas ainda não há acordo entre os principais candidatos


A exigência imposta à TV e ao rádio para a realização de debates eleitorais não se aplica a portais de internet ou a veículos de mídia impressa. Se um jornal, revista ou site na internet desejar promover um debate, pode convidar quantos candidatos quiser. Não há limitação, máxima ou mínima.

 

No ano passado, houve uma tentativa no Congresso de equiparar a internet ao rádio e à TV no que diz respeito à organização de debates eleitorais. Mas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou o trecho da lei 12.034 (de 2009) que restringia a atuação da internet.

 

Ao explicar o veto, a mensagem de Lula era clara: “A internet é, por natureza, um ambiente livre para a manifestação do pensamento, sendo indevida e desnecessária a regulamentação do conteúdo relacionado à atividade eleitoral em vista da existência de mecanismos legais para evitar abusos. Ademais, a equiparação da radiodifusão com a rede mundial de computadores é tecnicamente inadequada, visto que a primeira decorre de concessão pública”.

 

Mais adiante, em 8 de abril deste ano, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) reeditou sua resolução 23.191 e eliminou qualquer tipo de restrição à internet no que diz respeito à organização de debates.

 

Apesar da liberdade maior na internet, não houve ainda acordo entre os candidatos sobre a realização de um debate na web. Nenhum encontro está confirmado para realizar um debate apenas entre os principais concorrentes –Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV). O UOL, em parceria com o jornal “Folha de S.Paulo” convidou os principais candidatos para um debate desde o início deste ano. As negociações para fixar uma data ainda estão em curso.

 

Os debates em geral têm cerca de 2 horas. Com a presença dos 7 candidatos exigidos por lei (no caso da TV e do rádio), fica impossível haver uma discussão aproveitável. Duas horas equivalem a 120 minutos. Quando se exclui os comerciais e os períodos de apresentação dos candidatos, sobram 90 minutos, se tanto. Ou seja, cada um dos 7 presentes teria apenas cerca de 13 minutos para falar sobre seus projetos e ideias.

 

É por essa razão que quase nunca há debates no primeiro turno. Houve em 1989, pois tratava-se de um momento inédito de volta do país à democracia. Depois, nada em 1994 nem em 1998. Em 2002, como havia pouquíssimos candidatos concorrendo, foi possível realizar debates no 1º turno entre Lula (PT), José Serra (PSDB), Ciro Gomes (então no PPS) e Anthony Garotinho (então no PSB). Os outros 2 concorrentes em 2002 eram nanicos e sem representação no Congresso (Zé Maria, do PSTU, e Rui Costa Pimenta, do PCO).

 

Em 2006, não houve debates no primeiro turno. Lula não quis participar.

 

Agora, a não ser que as TVs consigam convencer 4 candidatos nanicos a desistir do debate, dificilmente os 3 principais nomes na disputa aceitarão estar nesses encontros. Se as TVs tiverem sucesso em convencer tantos nanicos de uma vez a desistir, será um fato inusitado.

 

Já na internet, esse trabalho não seria necessário.

 

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Por Fernando Rodrigues
20h06 - 13/06/2010
 

Poder e política na semana – 14 a 20.jun.2010

Os 3 candidatos principais a presidente já foram lançados. Agora, o roteiro de viagens e entrevistas.

 

Marina Silva (PV) dá entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, na 2ª feira. Será sabatinada pela “Folha de S.Paulo” e pelo UOL na 4ª feira (mande perguntas).


Dilma Rousseff (PT) dá entrevista às 6h30 da manhã, nesta 2ª feira, para a rádio Jovem Pan. Depois, vai para um giro pela Europa: França, Espanha e Portugal. Volta ao Brasil no dia 20, domingo – por essa razão, cancelou sua ida à sabatina da “Folha” e do UOL, com a qual havia se comprometido em participar no dia 17.

 

José Serra (PSDB) faz suma maior aposta na 5ª feira, quando seu partido terá 10 minutos em rede nacional de rede de rádio e de TV.

 

Mas a semana será marcada mesmo pela estreia da seleção de futebol do Brasil na Copa do Mundo da África do Sul (3ª-feira, 15h30). Lula assiste ao jogo no CCBB, sede provisória da Presidência da República. O Congresso deve entrar em marcha lentíssima. A regulamentação do pré-sal deve ficar para mais adiante.

 

A seguir, o que vai movimentar o mundinho da política na semana que começa:


Segunda (14.mai.2010)

Lula em Minas Gerais – vai a Uberaba, Uberlândia e Queluzito.

Marina em São Paulo – grava entrevista para o Roda Viva, da TV Cultura.

Dilma no rádio – ao vivo, às 6h30 da manhã, dá entrevista para a rádio Jovem Pan, de São Paulo (mas reproduzida por cerca de 140 emissoras em todo o país).

Sarney e os cinquentões – às 18h30, o presidente do Senado entrega medalha aos funcionários da Casa que completaram 50 anos de serviço público em 2010.

Terça (15.jun.2010)
Brasil estreia na Copa – Lula assiste à partida contra a Coreia do Norte no CCBB (começa às 15h30). A Câmara homenageia os 102 anos da imigração japonesa (às 10h) e tentará votar alguns projetos em plenário (às 18h30, depois do jogo). O Senado tem sessão não deliberativa, ou seja, ficará às moscas.

comentário do blog: pagando para ver a Câmara votar alguma coisa depois do jogo da seleção brasileira.

Dilma na França – a primeira atividade da presidenciável em Paris será assistir à estreia do Brasil na Copa.

Crise aérea – entra em vigor nova resolução da Anac que amplia direitos dos passageiros em caso de voos atrasados, cancelados ou overbooking.
comentário do blog: passageiros de voos atrasados terão de ser acomodados em salas VIPs. Vai faltar sala VIP.

Lula e o PAC – em Brasília, o presidente faz reunião sobre o Programa de Aceleração do Crescimento.


Quarta (16.jun.2010)
Marina no UOL
– junto com a “Folha de S.Paulo”, o portal sabatina a presidenciável do PV. Internautas podem enviar perguntas. José Serra será sabatinado em 21.jun.2010. Dilma Rousseff cancelou sua participação (que seria dia 17, segundo sorteio na presença dos representantes dos 3 candidatos).

 

Dilma encontra Nicolas Sarcozy – a petista é recebida pelo presidente da França, à tarde, em Paris.

Zé Dirceu grava com Marília Gabriela – o programa deve ser transmitido na 1ª quinzena de julho.

Lula em Manaus – o brasileiro encontra o presidente do Peru. Participa de entrega de lanchas do transporte escolar pelo programa Caminho da Escola.


Quinta (17.jun.2010)
Marina Silva na UnB
– a candidata participa de debate organizado por estudantes da universidade, em Brasília. Às 17h30, no auditório Dois Candangos.

PSDB na TV – o partido transmite sua propaganda no rádio (das 20h às 20h10) e na TV (das 20h30 às 20h40).
comentário do blog: Dilma teve alta nas pesquisas depois de o PT fazer o seu programa. Agora, é a vez dos tucanos. Pesquisas no final de junho vão aferir o resultado.

Dilma na Bélgica
– em Bruxelas, encontra o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso.

Inflação – Fipe divulga seu IPC (Índice de Preços ao Consumidor).

Fome Zero – em Brasília, Lula vai à Feira de Agricultura Fome Zero e lança Plano Safra da Agricultura Familiar.


Sexta (18.jun.2010)

Dilma em Madri nesta parada da viagem à Europa, o encontro é com o presidente de governo da Espanha, José Luis Rodríguez Zapatero.

Lula no Rio de Janeiro
– na capital do Estado, inaugura indústria Siderúrgica do Atlântico.

 

Sábado (19.jun.2010)
Dilma em Portugal – encontra-se com o premiê de Portugal, José Sócrates.
comentário do blog: termina o giro de Dilma pela Europa e suas seções de fotos para o programa eleitoral na TV.

 

Convenção de Eymael – o PSDC oficializa a participação de seu candidato na eleição presidencial. Das 9h às 13h, em São Paulo.

Domingo (20.jun.2010)
2° jogo do Brasil
– a seleção enfrenta a equipe de Costa do Marfim, de Drogba, às 15h30 (horário de Brasília).

Convenção de Ciro Moura – PTC confirma que seu candidato concorre à vaga de presidente da República.

 

 

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Por Fernando Rodrigues
 

Site vê semelhança em logos de Dilma e Obama

 

O Design on The Rocks enxergou semelhança entre os logotipos das campanhas presidenciais de Dilma Rousseff e do norte-americano Barack Obama. Publicou um post (http://www.designontherocks.com.br/?p=34409) e depois o retirou do ar. No lugar, deu uma explicação dizendo que vai esperar para comparar os logos de todos os candidatos.

 

O blog guardou as imagens postadas pelo site Design on The Rocks:

 


 

 

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Por Fernando Rodrigues
 

Jingle de Dilma: “Lula tá com ela; eu também tô”

ouça aqui ou baixe o áudio da música de campanha da petista

e ouça aqui ou baixe o áudio do jingle do tucano José Serra

 

O blog acaba de ouvir, em primeira mão, o jingle de campanha que será usado por Dilma Rousseff (PT) hoje (13.jun.2010) no lançamento de sua candidatura a presidente da República, aqui em Brasília. De autoria de João Santana (o publicitário da petista), João Andrade e Kapenga Ventura, a música foca na ideia-força principal da campanha. O verso mais marcante é “Lula tá com ela; eu também tô”.

 

Em campanhas modernas, quem trabalha de maneira obstinada como João Santana dificilmente erra. O jingle foi testado e aprovado em mais de 30 grupos de pesquisas qualitativas em várias regiões do Brasil.

 

Outros aspectos da letra vendem a ideia de que a candidata do PT é “capaz” e “ajudou o Lula a fazer pra gente um Brasil melhor”. Agora, continua o jingle, “o Brasil novo, o Brasil do povo que o Lula começou” vai “seguir com a Dilma, com a nossa força e com o nosso amor”.

 

A seguir, a íntegra da letra:

 

 

Dilma brasileira

Autores: João Santana, João Andrade e Kapenga Ventura

 

Meu Brasil querido

Vamos em frente

Sem voltar pra trás

Pra seguir mudando

Seguir crescendo

Ter muito mais

 

Meu Brasil novo

Brasil do povo

Que o Lula começou

Vai seguir com a Dilma

Com a nossa força

E com o nosso amor

 

Ela sabe bem o que faz

Ela já mostrou que é capaz

Ajudou o Lula a fazer pra gente um Brasil melhor


Lula tá com ela

Eu também tô

Veja como o Brasil já mudou

Mas a gente quer mais

Quer mais e melhor

É com a Dilma que eu vou

 

É a mulher e sua força verdadeira

Eu tô com Dilma

Uma grande brasileira

 

É a mulher e sua força verdadeira

Eu tô com Dilma

Uma grande brasileira

 

Lula tá com ela

Eu também tô

Veja como o Brasil já mudou

Mas a gente quer mais

Quer mais e melhor

É com a Dilma que eu vou

 

Lula tá com ela

Eu também tô

Veja como o Brasil já mudou

Mas a gente quer mais

Quer mais e melhor

É com a Dilma que eu vou

 

 

 

O jingle de José Serra

 

A música de do candidato do PSDB foi divulgada ontem (12.jun.2010), em Salvador (BA), no lançamento da candidatura do tucano a presidente. Aqui, o áudio. A seguir, a letra:

 

"Eu quero Serra"

 

Serra porque é bom

Serra porque faz

Serra porque sabe

Como avançar mais

Serra porque é

Correto e boa gente

Serra porque é

O mais competente

 

Agora é Serra

Pra cuidar dessa nação

Agora é Serra

Pra cuidar da gente

Eu quero Serra

Não tem comparação

Eu quero Serra

Nosso presidente

 

Serra porque é

O mais preparado

Serra porque tem

Um caminho pro futuro

Serra porque sempre

Teve do meu lado

Serra porque eu quero

O melhor e mais seguro

 

Quero, eu quero...

Eu quero Serra

 

 

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Por Fernando Rodrigues
Perfil

Fernando Rodrigues, jornalista, nasceu em 1963. Fez mestrado em jornalismo internacional na City University, em Londres, Reino Unido (1986).

Na Folha desde 1987, foi repórter, editor de Economia, correspondente em Nova York (1988), Tóquio (1990) e Washington (1990-91). Na Sucursal de Brasília da Folha desde 1996, assina a coluna "Brasília", na página 2 do jornal, às quartas e sábados.

Mantém uma página de política no UOL desde o ano 2000 - com informações estatísticas e analíticas sobre eleições, pesquisas de opinião e partidos políticos. Em 2007/08 recebeu uma fellowship da Fundação Nieman, na Universidade Harvard (Cambridge, MA, nos Estados Unidos).

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