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Cobertura política, eleitoral, pesquisas e notícias do poder

12h15 - 08/05/2010
 

Em nota, OAB pede afastamento de Tuma Jr.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) divulgou na manhã de hoje nota pedindo o afastamento de Romeu Tuma Júnior do cargo de secretário nacional de justiça. Durante a semana que passou, a divulgação de escutas telefônicas feitas pela Polícia Federal evidenciaram suposto envolvimento de Tuma Jr. com um chefe da máfia chinesa no Brasil, Li Kwok Kwen, conhecido como “Paulo Li”.

O afastamento seria necessário para “resguardar o Poder Executivo de acusações quanto à possível interferência nas investigações levadas a efeito pela PF”, explica a OAB.

Assinada pelo presidente da Ordem, Ophir Cavalcanti, a nota considera que “a acusação [contra Tuma Jr.] é grave e precisa ser esclarecida, por se tratar do secretário nacional de Justiça, função importante no Ministério da Justiça”.

“Em respeito à sociedade brasileira e para resguardar o Poder Executivo de acusações quanto à possível interferência nas investigações levadas a afeito pela Polícia Federal, subordinada ao Ministério da Justiça, o recomendável seria o seu afastamento até que o inquérito seja encaminhado ao Ministério Público, que tem a competência para oferecer a denúncia ao Poder Judiciário”, conclui.


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Por Fernando Rodrigues
12h01 - 07/05/2010
 

PT faz o que o PSDB fez: prega o medo

Assim como em 1998 o PSDB pregou o medo e o caos no caso de Fernando Henrique Cardoso não ser reeleito, o PT agora usa um discurso muito semelhante.

 

Em 1998, a besta-fera no discurso do  PSDB era o então candidato de oposição ao Planalto, Luiz Inácio Lula da Silva. Agora, o PT faz algo muito semelhante para defender a candidatura presidencial de Dilma Rousseff.

 

Uma reportagem de hoje (7.mai.2010) da “Folha de S.Paulo” (aqui, para assinantes)  relata o que o jornal "Movimentos" (de responsabilidade das secretarias nacionais do PT que atuam nos movimentos sociais) afirma em uma de suas manchetes: “É Dilma ou a barbárie". No texto, o jornal do PT afirma que o Brasil viveu "oito anos de regime neoliberal" e que o capitalismo, "em especial a sua versão mais radical, o neoliberalismo, tem representado a barbárie social".

 

Na TV com comerciais partidários, o PT faz o mesmo. Eis um spot de 30 segundos veiculado na quinta-feira (7.mai.2010) no qual usa-se a imagem de uma montanha-russa para dizer que se o PT sair do governo o Brasil mergulha num cenário imprevisto:

 

 

Hoje (7.mai.2010), ao lado de Dilma, o presidente Lula disse: "Não podemos deixar o Brasil regredir". É toda uma operação combinada. Exatamente como os tucanos fizeram contra o PT em 1998.

 

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Por Fernando Rodrigues
 

Lula gasta R$ 2,3 bi em propaganda e marketing

valor se refere à despesa total com publicidade e patrocínio em 2009

 

Saiu ontem à noite no site da Secom o valor investido em patrocínios em 2009 pelo governo federal. O total foi de R$ 909,6 milhões contra R$ 918,4 milhões em 2008. São valores quase idênticos, mas a cifra de 2009 surpreende pelo fato de o ano passado ter sido marcado por uma profunda crise econômica e financeira. A maioria das empresas privadas cortou despesas, mas no universo estatal federal essa medida não ocorreu.

 

É impossível saber quais foram todos os patrocínios bancados pelo governo federal, pois não divulgados detalhes a respeito. Em geral, há de tudo. Peças de teatro, filmes, equipes de futebol, de vôlei ou festas folclóricas pelo interior do país. A página da Secom dá alguns detalhes sobre a distribuição geográfica dos patrocínios.

 

Com a divulgação do valor investido em patrocínio passa a ser possível contabilizar o valor total gasto pelo governo Lula em ações de publicidade e marketing em 2009:

 

Patrocínio: R$ 909,6 milhões
Publicidade
: R$ 1,179 bilhão
Publicidade legal + custo de produção de comerciais: R$ 200 milhões (*)
Total: R$ 2,289 bilhões

(*) esse valor é uma estimava corrente no mercado, pois o governo não divulga essa cifra.

 

Esse valor total é muito ou pouco na comparação com o governo do tucano Fernando Henrique Cardoso (1995-2002)? Não há como saber. Na administração anterior não eram divulgados dados oficiais consolidados sobre patrocínio estatal federal. Há algumas cifras sobre publicidade, a partir 2000, com valores atualizados monetariamente.

 

Quando se comparam apenas os valores totais de publicidade, FHC teve seu pico (considerados os dados disponíveis) em 2001, com R$ 1,137 bilhão. Já Lula marcou seu recorde em publicidade em 2006, com R$ 1,267 bilhão. Ou seja, tucano e petista mais ou menos se equivalem na gastança publicitária.

 

A pergunta a ser feita é: por que um país ainda pobre como o Brasil precisa gastar tanto dinheiro público para fazer propaganda do seu governo e das suas empresas estatais? Difícil encontrar um argumento defensável para o atual cenário.

 

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Por Fernando Rodrigues
18h42 - 06/05/2010
 

Serristas e dilmistas fazem guerra de vídeos na web

Uma onda de vídeos anônimos postados na internet tem servido de munição para as campanhas de José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) à Presidência da República.

Em geral, são clipes bem humorados de gafes ou frases sem sentido que os pré-candidatos soltam sob a tensão das campanhas. O blog selecionou três vídeos de cada candidato. Ei-los:

Vídeo anti-Serra: o ex-governador de São Paulo e ex-ministro da saúde dá explicação improvável sobre o modo de transmissão da gripe suína. Hit do YouTube, a declaração foi dada em 27.mar.2009, durante a Agrishow 2009, em Ribeirão Preto.




Vídeo anti-Dilma: a ex-ministra da casa civil se atrapalha na hora de lembrar o nome do livro que acabara de ler. A cena foi transmitida ao vivo, via internet, quando ela lançou o blog de sua campanha presidencial, em 19.abr.2010. Internauta anônimo aproveitou para brincar com a imagem.


Vídeo anti-Serra: irritado, o tucano não responde se o mensalão do DEM o envergonha e tenta devolver a questão para a jornalista. A cena se passou em 5.mai.2010, no estúdio da RBS, em Porto Alegre.



Vídeo anti-Dilma: montagem anônima faz a petista pensar muito (é uma trucagem) antes de se lembrar do nome do próprio neto. A imagem usada também é do chat realizado em 19.abr.2010, durante o lançamento do blog de sua campanha presidencial.




Vídeo anti-Serra: aqui, o pré-candidato do PSDB aparece gargalhando ao lado de José Roberto Arruda (ex-DEM). O encontro ocorreu em 3.set.2009, antes de Arruda estrelar o mensalão do DEM. Brincando com a falta de cabelos de ambos, Serra diz: “vote em um careca e ganhe dois”.




Vídeo anti-Dilma: o brincalhão anônimo mais uma vez pegou imagens do laçamento do blog de Dilma. Mas associou o trecho a uma gafe anterior da petista, cometida durante a Conferência de Copenhague sobre o Clima (14.dez.2009) quando ela constrangeu o então ministro do meio ambiente, Carlos Minc, dizendo que “o meio ambiente ameaça o desenvolvimento sustentável”.




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Por Fernando Rodrigues
16h43 - 05/05/2010
 

Na crise, renda do trabalho aumentou no país

mas fim da "marolinha" deprimiu novamente esse indicador

A participação da renda obtida pelo trabalho na renda nacional registrou seu 1° aumento em 50 anos no fim de 2008, quando a crise internacional estourou no país, segundo estudo divulgado na manhã de hoje (6.mai.2010) pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). Com o fim da crise, no entanto, essa tendência mostrou não ser sustentável, analisou Márcio Pochmann, economista e presidente do instituto.

O relatório do Ipea mostra que, no biênio 1999/2000, o peso do trabalho na renda nacional era de 40%. No biênio 2008/2009, passou para 43,6%, contrariando a sequência histórica de quedas (em 1959/1960, essa participação era de 56,6%, passando a 50% em 1979/180, 45% em 1989/1990 e, finalmente, seu nível mais baixo: 40% em 1999/2000).

Apesar de 2009 ter terminado com variação positiva nessa participação, seu 1° trimestre registrou queda em relação ao último de 2008 e seu 2° trimestre também apresentou queda em relação ao 1°. Essa volta ao eixo histórico se explica porque, durante a crise (chamada de "marolinha" pelo presidente Lula), a renda dos trabalhadores se manteve estável. Só os ganhos de quem vive de aluguel, juros e lucro foram abalados. No pós-crise, o aumento das taxas de juros e de câmbio fez os rentistas voltarem a ter grandes ganhos. Já os trabalhadores continuaram com a mesma renda, conforme explicou Pochmann.

“Frente à crise, a ocupação não se reduziu, nem a remuneração média. A queda do PIB foi acompanhada pela redução das rendas dos proprietários”, explicou. Para Pochmann, a recuperação econômica se fez com aumento da produtividade e valorização dos juros. Na prática, isso acarretou custos para as empresas e dificuldades para por produtos no mercado internacional. “Assim [as empresas] evitam passar os seus ganhos para os salários”, teorizou.

O estudo do Ipea acrescenta que países desenvolvidos têm participação da renda do trabalho no PIB nacional superior a 50%. É o caso, por exemplo, de Alemanha, Suécia e Estados Unidos. O Brasil fica no mesmo patamar de México e Turquia. “A participação da renda do trabalho é indicador importante, inclusive para dizer se o país é desenvolvido ou não”, esclareceu o presidente do Ipea durante a apresentação do estudo. Tudo considerado, a conclusão é que a renda dos que trabalham no país ainda está longe dos indicadores de países desenvolvidos.

O gráfico a seguir mostra a participação da renda do trabalho na renda nacional caindo entre 1960 e 2000:



O gráfico foi elaborado pelo Ipea com dados do IBGE.

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Por Fernando Rodrigues
 

Nos EUA, cidade veta água engarrafada

A cidade norte-americana de Concord, no Estado de Massachusetts, tornou-se a primeira municipalidade dos EUA a proibir a venda de água engarrafada. A notícia é do "Boston Globe". (aqui, um bom resumo na “Slate”).

Trata-se de uma medida a favor do meio ambiente. Para que a humanidade precisa engarrafar água em recipientes de plástico, que ficam centenas de anos poluindo o meio ambiente? Foi essa pergunta que a cidade de Concord se fez e resolveu banir água em garrafas.

A indústria de água em garrafas movimenta US$ 10 bilhões por ano. A iniciativa de Concord deve ser a primeira de uma série mundo afora.

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Por Fernando Rodrigues
18h28 - 04/05/2010
 

Serra, Dilma e Marina: juntos, mas sem debater

Nesta quinta-feira (6.mai.2010) José Serra (PSDB), Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PV) estarão juntos, à mesma mesa, para discutir a autonomia dos municípios. Mediado pelo jornalista Fernando Mitre, o encontro faz parte da programação do 27° Congresso Mineiro de Municípios e acontece na Expominas, em Belo Horizonte, das 15h30 às 17h.

Apesar deste ser o primeiro encontro formal entre os pré-candidatos à Presidência da República, eles não debaterão entre si. Os 3 apenas responderão às mesmas quatro perguntas preparadas com antecedência pela organização do evento e terão um tempo para considerações finais. O público não fará perguntas e não haverá nem tréplica nem réplica.

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Por Fernando Rodrigues
 

Em carta à CNBB, Lula pede oração para o povo saber escolher seu sucessor

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou uma carta à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) pedindo orações para os eleitores terem “luz e sabedoria” na escolha de seu sucessor.

“Peço suas orações e de todos os senhores bispos para que sigamos nesta missão até o último dia deste mandato e que o povo brasileiro tenha luz e a sabedoria para fazer sua escolha quanto à nossa sucessão”, diz o texto.

A carta foi lida na manhã de hoje (4.mai.2010), durante a abertura da 48ª Assembleia Geral da CNBB, em Brasília, informa o repórter do UOL Fábio Brandt. Na mensagem, Lula afirma que a CNBB teve papel importante na implementação das políticas sociais de seu governo e que ambos têm “cuidado para com o grande contingente de brasileiros”.

“Conseguimos reduzir a fome e a miséria do nosso povo. E aí os números não mentem”, escreve Lula. Ele ainda menciona um esforço do governo para equilibrar o Estado laico e o “diálogo com as diferentes igrejas e religiões”.

Lula também parabenizou a CNBB por realizar sua Assembleia Geral em Brasília. Para ele, o gesto “honra e dignifica o s 50 anos da capital” e “ajuda na superação da crise ética” pela qual passa a cidade.

No fim da carta, o presidente agradece a Deus “por tudo que aconteceu nestes anos” e pede as orações de dom Geraldo Lyrio, presidente da CNBB, e dos outros bispos.

A assembleia
A CNBB inaugurou na manhã de hoje, em Brasília, a 48ª edição de sua mais importante reunião, a Assembleia Geral. A primeira e mais aplaudida notícia do evento foi a confirmação do envio de 1 milhão de euros do Vaticano para o projeto Amazônia (que pretende ajudar igrejas da região a espalhar a mensagem católica).

Ao comunicar a novidade, dom Geraldo Lyra agradeceu “o santo padre” (forma como se refere ao papa Bento XVI) pela liberação dos recursos. Em seguida, o vice-presidente da CNBB, dom Luiz Vieira Soares, leu a carta de Lula.

Em seu pronunciamento, o arcebispo de Brasília, dom João Brás de Aziz, aludiu à crise política, opinando que “a cultura de corrupção não está em uma pessoa, mas em um modo de fazer política que não está mais voltado a servir o homem e a mulher”. Segundo dom João, os interesses políticos atuais se voltam para o poder e para o dinheiro. “Mas Brasília tem um outro lado e aproveitamos o congresso eucarístico para [mostrar] isso”, completou.

Também falaram na abertura da conferência o Núncio apostólico no Brasil, dom Lorenzo Baldisseri e o secretário Geral da CNBB, dom Dimas Lara Barbosa, que deram boas vindas aos participantes da Assembleia Geral.

Programação
Pela segunda vez Brasília recebe a Assembleia Geral da CNBB. A primeira foi em 1970. Em todos os anos seguintes, o evento ocorreu em Indaiatuba, no interior de São Paulo. A única exceção foi o ano 2000, quando a assembleia se transferiu para Porto Seguro, na Bahia, em comemoração aos 500 anos do descobrimento do país.

Esta 48ª edição da assembléia ocorre na Confederação Nacional dos Trabalhadores do Comércio e segue até o dia 13. Entre outras atividades, os bispos vão avaliar a questão agrária no Brasil, as Diretrizes Gerais da Igreja no país e os 100 anos do Movimento Ecumênico.

Hoje (4) às 15h40, os religiosos discutirão a conjuntura sociopolítica e econômica do país.


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Por Fernando Rodrigues
 

O fim da farra dos assessores na Esplanada

 

verba de R$ 1,179 bi de propaganda não poderá ir para consultores e pesquisas

 

Foi sancionada na semana passada uma nova lei (12.232) que altera os procedimentos para seleção de agências de publicidade em todos os órgãos públicos no país –governos federal, estaduais e municipais. Estão também abrangidos pela lei o Judiciário e o Legislativo em todos os níveis.

 

Além de tornar mais claros os critérios para a escolha de agências de publicidade, a lei 12.232 tem uma grande novidade que, em tese, acabará com uma farra que existe há anos na Esplanada dos Ministérios e em várias secretarias estaduais e municipais: a contratação “por fora” de assessores de imprensa e de empresas de consultoria em geral –que muitas vezes oferecem serviços de pesquisas com finalidade eleitoral e não administrativa.

 

A partir de agora, fica proibido um Ministério contratar uma agência de publicidade e por meio desse contrato receber os serviços de assessoria de imprensa ou para a realização de pesquisas. Essa burla ocorria porque órgãos públicos não têm como oferecer salários compatíveis com os da iniciativa privada na hora de contratar assessores. O problema era resolvido por meio das agências de publicidade, que contratavam os assessores para prestar algum serviço para o governo.

 

Agora, esse jeitinho está proibido. Será necessário definir de maneira precisa os serviços de publicidade a serem prestados. Se houver desvio de função, o contrato poderá ser impugnado.

 

Para contratar assessores de imprensa, serviços de consultoria ou pesquisas, os órgãos públicos terão de especificar claramente esses itens nos processos de licitação. Fica, portanto, mais difícil para um órgão público realizar uma pesquisa com finalidade eleitoral e esconder esse serviço do público.

 

Essa individualização do objeto dos contratos facilitará o controle e a verificação sobre os serviços efetivamente prestados.

 

A lei 12.232 nasceu de uma ideia do deputado federal José Eduardo Martins Cardozo (PT-SP) logo depois do escândalo do mensalão, em 2005. Como se sabe, esse escândalo teve participação ativa de algumas agências de publicidade no manuseio de recursos ilegais.

 

É claro que a lei 12.232 não será o remédio definitivo para todos os males relacionados à publicidade estatal. No ano passado, o governo Lula gastou R$ 1,179 bilhão em propaganda. Esse valor vem se mantendo estável desde o governo passado, de Fernando Henrique Cardoso –cujo pico foi em 2001, com uma despesa de R$ 1,137 bilhão (em valores atualizados).

 

Não é necessário muita imaginação para saber que onde há tanto dinheiro assim há também a possibilidade de desvios. A lei 12.232 ajuda a impedir (um pouco) a ocorrência desses desvios. Mas o melhor mesmo seria o país refletir se precisa gastar tantos recursos para ser informado que o “Brasil, um país de todos”.

 

A propósito, registre-se, durante o governo Lula a distribuição de dinheiro de verbas publicitárias passou a ser mais regional do que nunca –de quase todos. Quando tomou posse no Palácio do Planalto, Lula pagava para ter propaganda federal veiculada em 449 veículos de comunicação em 182 cidades. No ano passado, a publicidade lulista chegava a 7.047 veículos espalhados por 2.184 cidades. Eis os dados oficiais:

 

Cidades e veículos de comunicação que
recebem verbas de publicidade estatal federal

 

 

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Por Fernando Rodrigues
21h32 - 02/05/2010
 

Poder e política na semana – 3 a 9.mai.2010

 

José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PSDB) começam a semana com um possível encontro involuntário na Expozebu, em Uberaba. Nesta semana, a petista também deve almoçar com o presidente do PP, senador Francisco Dornelles (RJ). O PP está leiloando abertamente o seu tempo de rádio e de TV.

 

O PSDB decide quem será seu candidato a senador em São Paulo (Aloysio Nunes ou José Aníbal). O PT lambe as feridas em Minas gerais depois da prévia realizada no domingo (2.mai.2010) entre Fernando Pimentel e Patrus Ananias.

 

Está aberto o período de ajustes das campanhas. O PT deve finalizar seu programa partidário na TV e no rádio (a ser veiculado na semana que vem).

 

Na 5a feira, o Copom divulga ata de sua última reunião na qual elevou a taxa básica de juros de 8,75% para 9,5% ao ano.

 

A seguir, o que vai mover o mundinho político na semana que começa:

 

 

Segunda (3.mai.2010)
Brasil & Paraguai – Lula passa manhã e tarde com Fernando Lugo, presidente do Paraguai, em Ponta Porã (Mato Grosso do Sul). À noite, vai à festa de 10 anos do jornal “Valor Econômico”, no Credicard Hall, em São Paulo.

 

PT mineiro – o partido tenta se acalmar depois da prévia de domingo (2.mai.2010) entre Patrus Ananias e Fernando Pimentel para saber qual dos 2 será candidato a senador.

 

Serra, Dilma e os bois – o tucano e a petista devem passar pela 76ª Expozebu, em Uberaba, Minas Gerais.

 

TV Brasil vira rede nacional – em 23 Estados, estréia a Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP). Aqui, a programação.

 

Reunião da Unasul – encontro de líderes da União de Nações Sul-Americanas acontece em Buenos Aires até 4.mai.2010. Lula só participa no 2° dia.

 

Senador tucano em SP – PSDB escolhe seu pré-candidato para senador por São Paulo e encerra disputa interna entre Aloysio Nunes e José Aníbal. Só há uma vaga em disputa porque a outra os tucanos já deram Orestes Quércia (PMDB).

 

 

Terça (4.mai.2010)
Lula na Unasul – em Buenos Aires, o presidente discute com chefes de outros países sul-americanos a situação de Honduras, a relação do grupo com os EUA, a ajuda ao Chile e ao Haiti após os terremotos e a eleição do secretário geral da Unasul.

 

Lula faz bate e volta no Uruguai – o brasileiro vai ao país vizinho, janta com o presidente José Mujica e retorna à Brasília.

 

Aécio, Jereissati, Mantega e Meirelles reunidos – eles participam de seminário sobre os 10 anos da Lei de Responsabilidade Fiscal, organizado pelo ministro do STF Gilmar Mendes. Será no Instituto Brasiliense de Direito Público, em Brasília, do qual Gilmar é fundador.

 

Cúpula da CNBB – em Brasília, começa a 48ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil. O encontro vai até 13 de maio. Os bispos devem tratar de vários temas, mas dificilmente deixarão de tratar da crise atual por causa dos padres pedófilos.

 

Liberdade de imprensa – No Congresso, deputados e entidades ligadas à comunicação celebram o Dia Mundial de Liberdade de Imprensa.

 

CPI da dívida – Câmara discute e vota o relatório final entregue pela Comissão Parlamentar de Inquérito.

 

Orçamento 2011 – o ministro do planejamento, Paulo Bernardo, vai a audiência pública para esclarecer dúvidas a respeito do projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias do próximo ano.

 

Ficha Limpa – o projeto deve receber regime de urgência e ser debatido em sessão extraordinária da Câmara. Aqui, a pauta da câmara para 4, 5 e 6 de maio. 

 

Dia do trabalho atrasado – às 10h, a Câmara faz sessão solene em homenagem ao Dia do Trabalho, que caiu no último sábado.

 

 

Quarta (5.mai.2010)
Dilma e o PP – a petista almoça com o presidente nacional do PP, senador Francisco Dornelles (RJ), cogitado pelo PSDB para ser candidato à vice-presidência da República na chapa tucana.
comentário do blog: o PP eleva ao paroxismo o leilão do seu tempo de rádio e TV.

 

Mudança no Senado – Comissão de Constituição e Justiça pode aprovar de vez o novo regimento interno da Casa, que teve aval do relator, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE). Entre outras alterações, a nova norma aumenta a autonomia das comissões para enviar projetos aprovados diretamente à Câmara ou ao presidente.

 

Contas da Copa – Controladoria-Geral da União lança portais com informações sobre gastos com a Copa do Mundo de 2014 e com os Jogos Olímpicos de 2016. 

 

Apagão – Comissão de Minas e Energia da Câmara realiza audiência pública para esclarecer o mega-apagão do fim de 2009. Participam o presidente da Eletrobrás Furnas, Carlos Nadalutti Filho, e o diretor geral da Agência Nacional de Energia Elétrica, Nelson Hubner.
comentário do blog: esse assunto não tem  fim?

 

Título de eleitor: último dia – acaba o prazo para tirar o título, trocar de domicílio eleitoral, informar troca de endereço (mesmo que dentro do mesmo município) e pedir transferência para seção eleitoral adaptada para portadores de deficiência. Antes de ir a um cartório eleitoral, o eleitor pode agilizar o processo atualizando o próprio cadastro via internet.

 

 

Quinta (6.mai.2010)
Lula no Pará – pela manhã, o presidente estará no município de Tomé-Açu. Ali, ele lança o Programa Nacional de Estímulo à Produção de Óleo de Palma e entrega títulos de terra provisórios e licenciamento ambiental para agricultores familiares. À tarde, vai à Serra Pelada entregar a concessão de áreas de mineração à Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Serra Pelada (Coomigasp).

 

PSL na TV – o Partido Social Liberal, que lança Américo de Souza para presidente da República, veicula sua propaganda na TV (das 20h30 às 20h35) e no rádio (das 20h às 20h05).

 

Nova Selic – Copom divulga ata da reunião que, na última quarta (28.abr.2010), elevou a taxa básica de juros de 8,75% ao ano para 9,5% ao ano.
expectativa do blog: indicações do que pode se passar com a taxa nos próximos meses. A propósito, vale ver a charge de Chico Caruso.

 

Inflação – FGV divulga IGP-DI de abril.

 

 

Sexta (7.mai.2010)
Lula no Recife – presidente apresenta o primeiro navio Suezmax construído pelo Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef/PAC).

 

Inflação – IBGE divulga Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo e Índice Nacional de Preços ao Consumidor.

 

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Por Fernando Rodrigues
 

Editor do NYT e a relevância do jornalismo

Bill Keller, editor-executivo do jornal mais influente dos EUA, o "The New York Times", escreveu uma resenha sobre a biografia de Henri Luce, o criador de revistas como "Time" e " Fortune", entre outras. O livro "The Publisher" pode ser comprado aqui, na Amazon.

 

O texto de Keller saiu no NYT de 22.abril2010 (aqui). A "Folha de S.Paulo" publicou hoje (2.mai.2010) uma tradução (aqui, para assinantes do jornal e do UOL). É uma grande discussão sobre o papel da mídia e dos jornalistas como intermediários entre a sociedade e o que é notícia.


Eis o início do artigo de Bill Keller:


"De todas as discussões em curso, hoje em dia, no ruidoso ponto de inflexão que o setor de notícias ocupa, nenhuma é tão básica quanto o debate sobre a credibilidade jornalística -quem a detém e que valor ela deve ter.


"De um lado, simplificando a questão, existe a visão de que o poder de democratização da internet tornou obsoletos as formas e os valores tradicionais do jornalismo e, com eles, não incidentalmente, a ideia de que as pessoas deveriam pagar pelo acesso à notícia. Entre os partidários mais utópicos da ideia de que a sabedoria está nos números, depender de jornalistas profissionais é visto como elitista e sufocante.


"Do outro lado, existe a convicção de que uma população significativa de pessoas sérias sinta a necessidade de que alguém dotado de treinamento, experiência e padrões -repórteres e editores- ajude na tarefa de localizar e selecionar as notícias, identificar o que elas têm de importante e descobrir o que significam.


"Isso de maneira nenhuma exclui a participação da audiência, em forma de comentário, contribuição ou colaboração (uma prova é a esplêndida combinação entre jornalismo profissional e amador que manteve ativo o noticiário recente sobre o Irã).


"Mas, nos termos dessa visão -da qual compartilho-, a credibilidade dos jornalistas profissionais é tanto uma valiosa conveniência para os leitores que não têm tempo ou disposição para administrar sozinhos o tsunami de informações recebidas quanto um bem cívico, já que uma democracia precisa de uma base compartilhada de informações confiáveis sobre a qual realizar seus julgamentos".


O restante pode ser lido na "Folha" (para assinantes do jornal e do UOL).


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Por Fernando Rodrigues
 

Humor

A charge de hoje (2.mai.2010) do Chico Caruso, em O Globo, está particularmente feliz hoje. Divirtam-se:

 

 

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Por Fernando Rodrigues
 

Plínio, do PSOL, no Twitter

Os principais pré-candidatos a presidente estão no Twitter com milhares de seguidores. José Serra (PSSB), Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PV) puxam a fila. Mas os concorrentes de partidos pequenos também tentam entrar nesse meio. Eis a propaganda do pré-candidato do PSOL, Plínio de Arruda Sampaio, convidando os eleitores a entrar em seu perfil no Twitter:

 

 

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Por Fernando Rodrigues
Perfil

Fernando Rodrigues, jornalista, nasceu em 1963. Fez mestrado em jornalismo internacional na City University, em Londres, Reino Unido (1986).

Na Folha desde 1987, foi repórter, editor de Economia, correspondente em Nova York (1988), Tóquio (1990) e Washington (1990-91). Na Sucursal de Brasília da Folha desde 1996, assina a coluna "Brasília", na página 2 do jornal, às quartas e sábados.

Mantém uma página de política no UOL desde o ano 2000 - com informações estatísticas e analíticas sobre eleições, pesquisas de opinião e partidos políticos. Em 2007/08 recebeu uma fellowship da Fundação Nieman, na Universidade Harvard (Cambridge, MA, nos Estados Unidos).

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