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Cobertura política, eleitoral, pesquisas e notícias do poder

13h05 - 24/04/2010
 

Saída de Ciro está por um voto no PSB

 

Por enquanto, há um empate técnico dentro do PSB sobre a saída de Ciro Gomes da disputa presidencial: 13 diretórios estaduais seriam a favor da candidatura e 14 se dizem contra ou indecisos.

 

A decisão será tomada na terça-feira, dia 27, numa reunião do direçaão nacional do PSB, em Brasília.

 

Os números fazem parte de um levantamento publicado neste fim de semana revista "IstoÉ", que entrou em contato com todas as seções regionais do partido de Ciro.

 

Embora exista na superfície uma quase divisão ao meio no PSB, na prática o levantamento é muito ruim para Ciro Gomes. É quase certo que os diretórios estaduais que se declararam indecisos sejam de fato contra o partido ter candidato próprio ao Planalto –caso do Amazonas, que está sendo convidado a participar de uma coalizão local com o PR, partido que dá apoio a Dilma Rousseff (PT) no plano nacional.

 

Alguns diretórios que se disseram a favor, como o Rio Grande do Sul, estão fortemente pressionados a não apoiar Ciro em troca de ter algum apoio local para seus candidatos.

 

Na próxima terça-feira, os diretórios estaduais terão de apresentar por escrito suas posições, o que tornará mais difícil a arte da dissimulação.  A seguir, o resumo coletado pela revista “IstoÉ”:

 

 

Abaixo, a coluna publicada na edição de 24.abr.2010 na "Folha de S.Paulo" sobre o fim da candidatura de Ciro Gomes a presidente:

 

FERNANDO RODRIGUES

Ciro apostou. E perdeu

BRASÍLIA - Haverá uma profusão de análises sobre o fim da pré-candidatura de Ciro Gomes a presidente da República. O cardápio era variado entre as avaliações já disponíveis ontem. Foi humilhado por Lula, destratado pelo PSB, o PT destrói quem aparece à sua frente ou Ciro pecou pela ingenuidade.


O tempo dirá qual dessas ou de outras avaliações são verdadeiras ou apropriadas. Do ponto de vista dos fatos, deu-se algo muito simples. Ciro fez uma aposta. Sua previsão não deu certo, e ele perdeu.


A estratégia cirista era conhecida. Ele próprio a relatou em detalhes mais de uma vez acomodado à frente de uma das mesas de tampo de mármore branco nas quais é servido o intragável café de coador da Câmara dos Deputados. Anotei ponto a ponto sua explicação na tarde de 7 de outubro passado:


"O lugar marcado para mim é ficar em terceiro lugar na eleição e ser protagonista no segundo turno. Mas há uma fresta para eu ser o segundo. E uma fresta minúscula para eu ser o primeiro. O Serra vai recuar no ano que vem. Aí entra o Aécio, mas lá atrás nas pesquisas. Eu fico em primeiro lugar".


Em resumo, a aposta era dividida em três etapas: 1) o tucano José Serra ficaria com receio de perder e não seria candidato a presidente; 2) a petista Dilma Rousseff continuaria empacada abaixo de 20%; 3) Aécio Neves assumiria a vaga do PSDB ao Planalto, mas em patamar bem baixo nas pesquisas.


O passo seguinte seria Ciro conquistar o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com medo de ser expelido do Planalto, o PT buscaria uma alternativa heterodoxa, dando apoio ao nome do PSB.

Enquanto pitonisa eleitoral, Ciro foi só um político. Suas previsões estavam todas erradas. Mas, como ele desejava ser presidente, talvez não tenha tido muita escolha. Precisava apostar e pensar alto. Apostou e perdeu. Simples assim.

 

 

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Por Fernando Rodrigues
19h15 - 21/04/2010
 

Serviço: a nova nota de US$ 100, colorida

O governo dos EUA lançou hoje (21.abr.2010) a nova nota de US$ 100. As antigas continuam válidas. A nova só entrará mesmo em circulação a partir de 10 de fevereiro de 2011..

 

O blog já fez um post anunciando detalhes e publica a seguir as imagens da nova nota de US$ 100 (e 1 vídeo da CNN):

 

 

 

um curioso vídeo, postado em russo, com a cena

 do lançamento da nota, hoje (21.abr.2010):

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Por Fernando Rodrigues
 

Lula dá aval para Michel Temer ser vice de Dilma

 

 

Depois de ter sugerido, no ano passado, que o PMDB deveria oferecer uma lista tríplice com nomes de possíveis candidatos a vice-presidente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva agora deu sua mais alentada declaração de apoio ao nome do deputado Michel Temer (PMDB-SP) para compor a chapa ao Planalto encabeçada por Dilma Rousseff (PT).

 

Eis o que disse Lula aos repórteres Denise Rothenburg, Josemar Gimenez e Sílvia Bessa (aqui):

 

 

A Dilma tem cartão de crédito de oito anos de administração bem-sucedida no Brasil. Ela foi uma gerente excepcional. O Temer dará a segurança de um homem que deu a vida pública já de muito tempo, tem uma seriedade comprovada no Congresso e hoje está mais fortalecido dentro do PMDB. Se ele for o indicado pelo partido, dará a tranquilidade de que nós não teremos problemas de governabilidade”.

 


Ou seja, parece por ora fechada (na cabeça de Lula) a chapa governista para disputar o Planalto: Dilma Rousseff (PT) para presidente e Michel Temer (PMDB) para vice-presidente.

 

 

 

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Por Fernando Rodrigues
 

Brasília não fabrica nem parafuso

aos 50 anos, economia local não se viabilizou e vive em simbiose parasitária com o Estado 

 

governo federal precisa dar, anualmente, R$ 7 bilhões a fundo perdido para Brasília funcionar

 

Coluna de hoje (21.abr.2010), na "Folha de S.Paulo", indagando: "Valeu a pena construir Brasília no meio do nada?."

 

FERNANDO RODRIGUES

Brasília, 50

BRASÍLIA - A capital federal faz hoje 50 anos. Valeu a pena construí-la aqui, no meio do nada? É difícil argumentar a favor.


Na área social, a contribuição de Brasília ao mundo foi o apartheid planejado. Nos anos 60, favelas começavam a sujar a paisagem. Pobres aos milhares foram removidos para o cerrado aberto, a 30 km de distância. Era a Campanha de Erradicação de Invasões. Nasceu Ceilândia. Hoje, tem 600 mil almas.


Os bairros centrais de Brasília são higienizados. A periferia, encardida. É a terra do autoengano. Não há favelas constrangedoras à vista como em São Paulo ou no Rio. Alguns brasilienses festejam "con gusto" a segregação civilizatória (sic).


Outra ideia basilar de Brasília foi mudar o eixo de desenvolvimento do país. Sair do litoral rumo ao centro. Houve avanços. Em 1960, a região Centro-Oeste respondia por 2,5% do PIB do Brasil. Em 2007, pulou para 9,3% -e 40% desse bolo sai da capital da República.


Então, deu certo? Não. Só há dinheiro público aqui. Não se fabrica um parafuso em Brasília. A economia é uma ficção. Baseia-se 93% em serviços anabolizados pelo governo. Os funcionários públicos detêm 40% da massa salarial.
A riqueza de Brasília é estadolatria pura. Em 2009, seu orçamento foi de R$ 18,7 bilhões. Desse total, R$ 7 bilhões (37%) saíram do Fundo Constitucional do Distrito Federal. Ou seja, cada um dos 192,8 milhões de brasileiros desembolsa R$ 36 por ano para sustentar os escândalos candangos de dinheiro escondido em meias e cuecas.


Políticos encrencados há por toda parte, sem dúvida. Mas a capital da República ostenta o recorde de ser a única unidade da Federação a ter eleito três senadores apeados do cargo acusados de atos ilícitos.

 

Passados 50 anos, Brasília é uma profecia não cumprida. Vive em simbiose parasitária com o governo. Ao nascer, era um erro histórico. Agora, tornou-se um equívoco irreparável por opção. Triste.

 

(na bela foto do excelente Sérgio Lima, Brasília ladeira abaixo)

 

No post abaixo, Ipea vê Brasília virando grande baixada fluminense: um centro rico (a zonal Sul do Rio) cercado por uma massa de miseráveis. 

 

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Por Fernando Rodrigues
20h01 - 20/04/2010
 

Brasília pode virar nova baixada fluminense, diz Ipea

 

Capital precisa de plano para dar conta de problemas sociais

A falta de estrutura para atender a aglomeração populacional instalada no entorno de Brasília configura cenário propício para a cidade assumir “o mesmo papel da baixada fluminense”, comparou na tarde de hoje (20.abr.2010) Márcio Pochmann, economista e presidente do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).


A declaração foi dada durante a apresentação da prévia de um estudo sobre os impactos econômicos da capital federal no Centro-Oeste e no Brasil. Entre os avanços nessa relação, o Ipea destacou o aumento da participação do DF no PIB nacional (de 0,04%, em 1960, para 3,76%, em 2007) e sua afirmação como capital do país, afastando a possibilidade de restabelecê-la no Rio de Janeiro.


Mas quando os dados se referem à diminuição da desigualdade de renda, o DF fica atrás dos índices nacionais. Em 1960, a distribuição de renda no Distrito Federal era melhor que no resto do país (tinha 0,55 ponto no coeficiente Gini contra 0,60 do país; quanto mais perto de 1, pior). Já em 2008, a situação se inverteu: o DF tem 0,63 ponto contra 0,55 do restante do Brasil.


Retomada industrial


Justamente nesse desnível social residem os problemas da capital, avaliou Pochmann. “A despeito do progresso dos últimos 50 anos, ela [Brasília] precisa de um projeto para os próximos 50 anos”, afirmou. “O Distrito Federal não tem um projeto de longo prazo, que, ao nosso ver, seria fundamental para enfrentar problemas de coesão social”.


Esse projeto proposto por Pochmann inclui retomar o plano original do DF, que pretendia torná-lo um pólo industrial e foi abandonado pelos governos militares, que priorizaram o desenvolvimento da agropecuária no Centro-Oeste.


O desenvolvimento da indústria na região permitiria dinamizar sua economia fortemente vinculada ao setor de serviços e à administração pública. Em 2007, por exemplo, a agropecuária respondia por 0,3% do PIB do DF, a indústria 6,6%, e o setor de serviços 93,2% (sendo 53,8% relacionados à administração pública).


Barreira pública


Além disso, um novo eixo de desenvolvimento para Brasília contribuiria para desinibir a redução da desigualdade em sua região. O Ipea atribui o descompasso da redução da disparidade de renda no DF com relação ao país à concentração de funcionários públicos dotados de altas aposentadorias existente na capital.


“[Brasília] concentra muitas aposentadorias e pensões do serviço público, que são altas. É um fato único, isolado e não é expansível para o Brasil todo... veremos algo parecido em capitais como Washington ou capitais federais importantes mundo afora”, argumentou Pochmann.


Acesse
a prévia do estudo do Ipea na Íntegra (pdf 519 Kb).


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Por Fernando Rodrigues
 

Jornal chileno publica ficha apócrifa e irrita Dilma e PT

organizações na qual petista militou “sequestaram e assassinaram”, diz o texto

 

O jornal “La Tercera”, do Chile, publicou uma reportagem com dados biográficos da pré-candidata a presidente pelo PT, Dilma Rousseff, e a acabou irritando todo o comando petista. Junto com o texto foi também publicada cópia da ficha criminal apócrifa que circula há meses na internet –e já foi declarada falsa por Dilma.

 

O “La Tercera” reproduziu a ficha ao lado de reportagem assinada por Alejandro Tapia C., em 8 de março passado. Só agora o material chegou às mãos do comando petista.

 

Houve também irritação com uma pequena entrevista que acompanhou a reportagem. O cientista político Bolívar Lamounier, identificado com o PSDB, opina sobre o passado da petista.

 

Indagado sobre qual efeito terá nos eleitores o passado de Dilma, que foi presa política e torturada, Lamounier responde: “Se ao final predomina essa imagem e a informação de que ela sofreu, uma parte do eleitorado poderá se comover. Mas também pode ser dar o oposto. É sabido que as organizações a que ela pertenceu sequestraram e assassinaram”.

 

Para Laomunier, “Lula sabe que esse pode ser um ponto vulnerável” na campanha de Dilma.

 

Abaixo, uma reprodução da reportagem do “La Tercera”. O site do jornal oferece acesso gratuito à versão fac-similar. Para ler a reportagem a seguir com resolução mais alta, passe o mouse sobre a imagem, clique com o botão direito, salve o arquivo e tente abrir em outra janela do navegador.

 

 

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Por Fernando Rodrigues
08h40 - 19/04/2010
 

38% apóiam indicação de Lula, mas Dilma só tem 28%

transferência de prestígio continua uma incógnita


apenas 16% dizem conhecer Dilma muito bem

 

No papel, em números, não existe candidato com mais potencial para crescer nas pesquisas de opinião do que Dilma Rousseff, do PT. Na prática, entretanto, ainda não se sabe se essa profecia sobre a inevitabilidade da vitória dilmista vai se concretizar.

 

A pesquisa Datafolha de 15 e 16 de abril (aqui, todos os levantamento eleitorais) tem vários indicadores mostrando o caminho por onde Dilma pode caminhar para ter sucesso em outubro.

 

Eis alguns dados (e as tabelas):

 

1) grau de conhecimento: apenas 16% dizem conhecer Dilma muito bem. No caso do seu adversário direto, José Serra (PSDB), a taxa é de 34% de Serra:

 


2) conhecimento dos partidos: a identificação partidária não vale muita coisa no Brasil. Mas é sempre melhor que o eleitor saiba qual é a sigla do candidato. Nesse caso, Dilma até não está tão mal, pois 47% sabem dizer que ela e do PT. No caso de Serra, 28% sabem que o tucano é do PSDB. Supõe-se que esses percentuais cresçam ao longo dos próximos meses. Eis a situação atual:



3) apoio de Lula: 61% já dizem saber que Dilma é apoiada por Lula (10% citam outros nomes). E para 38%, o aval lulista os "levará a escolher esse candidato com certeza", embora a petista tenha hoje só 28% de intenções de voto. A dúvida é: como reagirão os eleitores ao saber, de fato, que Lula está mesmo apoiando Dilma? Eis os dados de hoje:


 

 


4) voto espontâneo: Dilma lidera com 13% no levantamento no qual não se mostram os nomes dos candidatos aos entrevistados. O "candidato do Lula" recebe 3%. O "do PT", 1%.  Ou seja, em tese, seu potencial na espontânea é de 17%.  Esse é o voto mais certo e consolidado. Serra nessa pergunta tem 12% agora.


Some-se também o fato de 43% dos votos de Dilma na pesquisa estimulada coincidirem com a escolha já verificada na pesquisa espontânea –nesse caso, a taxa de Serra é menor, de 31%. Esse é um cruzamento interessante. Nem todos os que votam de maneira espontânea mantêm a escolha ao serem confrontados com as cartelas indicando os nomes dos candidatos. Isso ocorre porque o processo ainda está no começo. Os eleitores ainda não se ligaram no debate eleitoral. Mas quando um eleitor cita o nome do seu escolhido na pesquisa espontânea e repete o nome na pesquisa estimulada, isso é um sinal de um voto mais convicto. Nesse aspecto, pelo menos neste momento, Dilma Roussef está melhor que os demais. Eis os dados a serem considerados e algumas estratificações por região do país, sexo, faixa etária e escolaridade:


 


 


 

 

 

 

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Por Fernando Rodrigues
21h56 - 18/04/2010
 

Poder e política na semana – 19 a 25.abr.2010

destaque: Mickey e Pateta nos 50 anos de Brasília

Semana com feriado bem no meio (4a feira): Tiradentes e aniversário de Brasília. Políticos adiantam o cronograma. Na 2a, Serra vai a Minas. Dilma passa o dia em reuniões políticas em Brasília, onde organiza uma espécie de conselho com representantes de todos os partidos que grudaram no PT durante o governo Lula.

 

Lula visita a reserva Raposa Serra do Sol, em Roraima. No Congresso, possivelmente a semana será nula.

 

Na 4a feira, Brasília faz uma festa em luto pelos escândalos recentes, sobretudo o mensalão do DEM. O STF (Supremo Tribunal Federal) faz uma sessão comemorativa. Entre os festejos na Esplanada, uma curiosa “Parada Disney”, com Mickey, Pato Donald e Pateta(é verdade!).

 

Depois do feriado, bajuladores de sempre vão aterrissar em Brasília. Na 5a feira, toma posse o novo presidente do TSE, Ricardo Lewandowski. Na 6a feira, assume o novo presidente do Supremo, Cezar Peluso.

 

A seguir, o que vai mover o mundinho da política na semana que começa:

 

 

Segunda (19.abr.2010)

Lula e os índios – presidente visita a aldeia Maturuca, em Roraima, para comemorar um ano da demarcação da reserva raposa Serra do Sol.

 

Serra, Aécio e prefeitos em Minas – 5 partidos –PTB, PP, PPS, Democratas e PSDB– promovem em Belo Horizonte, o Encontro de Lideranças “Minas é Serra e Anastasia”.

 

Câmara paralisada – os reajustes do salário mínimo e de aposentadorias da Previdência Social estão na pauta, mas os deputados dificilmente votam. Há MPs trancando a pauta e um feriadão na 4a feira.

Conselho de aliados para Dilma – a campanha petista ganhará um conselho político formado por presidentes de 6 partidos (PT, PMDB, PCdoB, PR, PDT e PRB). É só teatro. Quem decide tudo é Lula.

Dilma blogueira – petista lança blog às 15h.
pergunta do blog: vai blogar sozinha?

 

Terça (20.abr.2010)
Lula e os generais – o presidente participa de cerimônia de nomeação de novos oficiais generais do exército.

 

Brasília em números – um dia antes da comemoração de seus 50 anos, Brasília será analisada pelo Ipea (Institutos de Pesquisas Econômicas Aplicadas).

2 perguntas do blog: Brasília trouxe, de fato, o desenvolvimento para o centro do país? Se sim, a que preço?

Câmara celebra Brasília – deputados realizam sessão solene em homenagem aos 50 anos do Congresso Nacional em Brasília. Em seguida, o presidente da Câmara, Michel Temer, planta mudas de Baobá do Cerrado.
1 pergunta do blog: por que essa comemoração não é no dia certo, 4a feira?
inferência do blog: porque 4a feira é feriado, oras.

TSE multilínguas o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) divulga os nomes das empresas vencedoras do pregão eletrônico para produzir, a partir do conteúdo original em português, versões do site do tribunal em quatro línguas: espanhol, francês, inglês e italiano. Será o primeiro tribunal do país a ter conteúdo traduzido para outros idiomas.

Criação da Petro-Sal e mais dinheiro para ministérios – Senado tem na pauta a criação da Empresa Brasileira de Administração de Petróleo e Gás Natural S.A, a Petro-Sal, e a destinação de crédito extraordinário, em favor dos Ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, da Educação, da Saúde, dos Transportes e da Integração Nacional, no valor global de R$ 740 milhões.
palpite do blog: não será votado.

 


Quarta (21.abr.2010)

Brasília, uma disneylândia de verdade dias a saída de José Roberto Arruda da cadeia e da eleição de um governador tampão ligado tanto a Arruda como a Joaquim Roriz, a capital comemora 50 anos. Um dos shows na Esplanada dos Ministérios será a “Parada Disney”. Isso mesmo. Mickey, Pato Donald e Pateta estarão animando os locais.
comentário do blog: Brasília é uma festa.

 


Quinta (22.abr.2010)

Presidente libanês em Brasília Michel Sleiman ficará 5 dias no Brasil e tem reunião com Lula.


Posse no TSE – o ministro Ricardo Lewandowski assume como novo presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Lula, Michel Temer, José Sarney e toda a fauna política local devem estar presentes.

FHC sob análise – em São Paulo, a editora Paz e Terra lança o livro “Democracia, crise e Reforma – estudos sobre a era Fernando Henrique”. O evento terá debate com participação de Celso Lafer e Luiz Carlos Bresser-Pereira (ex-ministros de FHC), do antropólogo Roberto da Matta e do sociólogo Bolívar Lamounier –todos autores de artigos publicados no livro.


PC do B na TV – partido terá seus minutos gratuitos no rádio e na TV.

 

Sexta (23.abr.2010)
Posse no STF – cerimônia de posse do novo presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Cezar Peluso, e do vice, ministro Carlos Ayres Britto. De novo, toda a fauna política marcará presença.

Serra na Bahia – José Serra vista Feira de Santana. Estará com o candidato ao governo de sua aliança, Paulo Souto (DEM).

 

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Por Fernando Rodrigues
 

Dilma tem mais tweets positivos que Serra

José Serra (PSDB) tem mais de 200 mil seguidores em seu perfil no Twitter, criado há mais de 1 ano. Dilma Rousseff entrou no micloblog criando seu perfil só neste mês de abril de 2010 e tem menos de 30 mil seguidores quando este post foi escrito. Mas quando se analisa o número de menções aos dois candidatos, fica então claro que a diferença não é tão grande. Aliás, a petista tem mais "tweets" positivos que o tucano, segundo levantamento realizado pela empresa especializada Bites.

 

A análise foi realizada em 2 dias separados, um bom para o tucano (10.abr.2010, quando o PSDB fez uma festa para lançá-lo ao Planalto) e outro bom para a petista (12.abr.2010), o primeiro dia completo que ela esteve no Twitter.

 

Eis os dados e a reportagem publicada hoje (18.abr.2010) pela "Folha de S.Paulo":

 

Popularidade de Dilma e Serra
é testada no Twitter


Ex-governador lidera em seguidores, mas
ex-ministra tem mais menções favoráveis

 
Na semana em que tucano lançou candidatura e
petista estreou na rede, estudo faz balanço de
citações neutras, positivas e negativas a eles


DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

A disputa entre tucanos e petistas no microblog Twitter apresenta números favoráveis para os dois lados. O pré-candidato a presidente José Serra (PSDB) é o campeão em número de seguidores, com mais de 200 mil. Dilma Rousseff (PT) passou dos 28 mil seguidores ontem, mas consegue mais mensagens positivas do que seu adversário.

O Twitter é um microblog no qual as pessoas podem escrever mensagens de até 140 caracteres. Entre as várias mensurações possíveis da popularidade de um tuiteiro estão o número de seguidores e as mensagens escritas sobre essa pessoa.

O volume de dados é na casa dos milhares. A Folha pediu ajuda a uma empresa especializada nesse tipo de análise. A Bites (www.bites.com.br) fez um levantamento sobre como se manifestam os internautas a respeito de Serra e Dilma em dois dias específicos.

Um das datas foi o último dia 10, quando o tucano se lançou pré-candidato a presidente, numa grande festa do PSDB. Supostamente, seria um dia positivo para Serra. A segunda data foi a última segunda-feira, o primeiro dia completo da petista com perfil oficial no Twitter -Dilma havia começado na noite anterior, domingo.

Nesses dois dias, a Bites coletou 100% dos "tweets" (postagens) com menções a Serra e a Dilma. Foram 8.458 posts coletados e analisados, um a um, por uma equipe de profissionais treinados para esse fim. Dilma liderou com 4.707 citações. Serra obteve 3.751. A Bites trabalha para várias empresas classificando citações sobre marcas e produtos na internet.

Foi usado na análise um sistema conhecido como IF (Índice de Favorabilidade), desenvolvido pela própria Bites e pelo professor Marcelo Coutinho, da Fundação Getúlio Vargas. Trata-se de uma medida da qualidade da exposição da marca, instituição ou pessoa com base na quantidade de comentários positivos, neutros e negativos a seu respeito.

O IF varia de 0 a 1, sendo 1 o melhor resultado. A conta é feita a partir do total de menções menos as negativas, dividido pelo total de mensagens.
Para o perfil de Dilma (@dilmabr) no Twitter, foram identificadas 599 menções positivas, 3.482 neutras e 626 negativas. O IF ficou em 0,86 no dia 12, que foi o analisado.

Já Serra (@joseserra_) alcançou 504 menções positivas, 2.507 neutras e 740 negativas. O seu IF foi de 0,80 no dia 10.
O resultado da análise dos "tweets" sobre Serra e Dilma ajuda a entender como funciona o universo da internet na política. Muitas vezes, o número de seguidores ou de menções não é tão relevante como a qualidade do que é dito.

Dilma recebeu muitas perguntas, mas seu perfil permaneceu em silêncio e não seguiu a regra de ouro das redes sociais que manda dialogar com os seus seguidores virtuais, diz o levantamento da Bites. Ainda assim, teve um número maior de "tweets" positivos e neutros do que seu adversário.

No caso de Serra, tucanos e aliados foram os principais difusores de posts no dia 10. "Em razão dessa estratégia, o índice de RTs (tweets replicados) foi bastante alto, a maioria extraída do discurso de Serra", diz a Bites. Mas foi também um sinal de que a rede serrista tende a ser circunscrita ao universo do partido. (FERNANDO RODRIGUES)


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Por Fernando Rodrigues
Perfil

Fernando Rodrigues, jornalista, nasceu em 1963. Fez mestrado em jornalismo internacional na City University, em Londres, Reino Unido (1986).

Na Folha desde 1987, foi repórter, editor de Economia, correspondente em Nova York (1988), Tóquio (1990) e Washington (1990-91). Na Sucursal de Brasília da Folha desde 1996, assina a coluna "Brasília", na página 2 do jornal, às quartas e sábados.

Mantém uma página de política no UOL desde o ano 2000 - com informações estatísticas e analíticas sobre eleições, pesquisas de opinião e partidos políticos. Em 2007/08 recebeu uma fellowship da Fundação Nieman, na Universidade Harvard (Cambridge, MA, nos Estados Unidos).

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