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Cobertura política, eleitoral, pesquisas e notícias do poder

20h37 - 17/04/2010
 

Brasília é um fracasso político

A eleição do advogado Rogério Rosso (PMDB) como governador tampão de Brasília neste sábado (17.abr.2010) é mais um capítulo do fracasso político e administrativo da capital federal, que completa 50 anos na próxima quarta-feira, dia 21.

 

Rosso foi administrador de Celiândia, a maior cidade satélite do Distrito Federal, durante o governo de Joaquim Roriz. Depois, foi presidente da Codeplan (Companhia de Planejamento do DF) no governo de José Roberto Arruda, cassado e preso até alguns dias atrás.

 

A Codeplan, só para lembrar, é o mesmo órgão hoje investigado por uma CPI na Câmara Legislativa de Brasília. O grande delator do chamado mensalão do DEM, Durval Barbosa, foi presidente da Codeplan durante a campanha eleitoral de 2006, da qual Arruda saiu vitorioso.

 

Brasília tem perto de 2,7 milhões de habitantes e um modelo curioso de administração. Não é um Estado nem um município. Tem apenas um governador, mas não tem prefeitos. Cidades satélites como Ceilândia (600 mil habitantes) são governadas por gente nomeada de maneira nebulosa.

 

Pode-se argumentar que vários países têm distritos federais. É verdade. Mas comparem-se as áreas dessas localidades. Brasília tem 5.783 km², o que equivale a 26% da área do Estado de Sergipe. Já Washington, D.C, capital dos Estados Unidos, tem 177 km² – é apenas uma cidade e tem um prefeito eleito.

 

Depois da Constituição de 1988, o democratismo em vigor no país deu a Brasília 3 senadores e 8 deputados federais. É claro que os habitantes de Brasília têm o direito de eleger representantes para o Congresso. Mas bastaria que votassem escolhendo entre os candidatos de Goiás, Estado no qual está inserido o “quadradinho”, como é chamado o Distrito Federal pelos locais. Só que aí os brasilienses não poderiam ter se esmerado para eleger senadores como Luiz Estevão, Joaquim Roriz, José Roberto Arruda, os três “saídos” do Congresso.

 

Brasília é a unidade da Federação que mais elegeu senadores encrencados até hoje na história do país –e essa história eleitoral só começou pós-1988.

 

Agora, ao eleger um governador biônico cria de Roriz e de Arruda, a Câmara Distrital da capital federal manda mais um recado. Os políticos de Brasília não estão nem aí para o que pensam o Brasil e os brasileiros a respeito do “quadradinho”.

 

 

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Por Fernando Rodrigues
 

Chance de decisão no 1º turno aumenta

Há uma chance de neste ano a eleição presidencial ser decidida no primeiro turno (não se sabe ainda a favor de quem). Para ser assim, um candidato precisa ter mais do que todos os outros somados.

No cenário sem Ciro Gomes (algo cada vez mais provável) e com os concorrentes de partidos pequenos incluídos, José Serra (PSDB) tem 40% no levantamento Datafolha realizado nos dias 15 e 16.abr.2010. Dilma Rousseff (PT) fica com 29%, Marina Silva (PV) tem 11%, Mário de Oliveira (PT do B) e Zé Maria (PSTU) registram 1 % cada. Ou seja: Serra 40% X 42% adversários. O quadro completo está no post abaixo.

Por essa conta, o tucano está empatado tecnicamente com a soma de todos os seus adversários, pois a margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais. Esse é um cenário muito próximo de decisão no primeiro turno.Mas, atenção: esse é o retrato do processo sucessório hoje. Ainda faltam 5 meses e meio até o dia da eleição. Até, muito pode mudar, para um lado e para o outro. A seguir, análise na "Folha de S.Paulo"de hoje (17.abr.2010) sobre a pesquisa Datafolha:

 

FERNANDO RODRIGUES

Pinta de primeiro turno?

BRASÍLIA - A pesquisa Datafolha realizada nos dias 15 e 16 deste mês traz José Serra com 38% e Dilma Rousseff com 28%. No segundo pelotão, Marina Silva surge com 10% e Ciro Gomes registra 9%.

O dado mais relevante é que a diferença entre o tucano Serra e a petista Dilma é de dez pontos percentuais. No levantamento anterior, do final de março, era de nove pontos. Ou seja, a variação ficou estritamente circunscrita à margem de erro, que é de dois pontos -para mais ou para menos.

Desde o último levantamento do Datafolha, houve um evento com grande exposição na mídia. O PSDB fez uma megafesta no dia 10 deste mês para lançar oficialmente o nome de Serra ao Planalto.

Apesar da presença forte no noticiário, o tucano se manteve mais ou menos onde estava. Trata-se de uma notícia positiva para os lulistas. Dilma também se segurou no mesmo patamar de intenção de votos. E pode até argumentar que em fevereiro, depois de ter sido lançada oficialmente como pré-candidata, aproveitou para se consolidar acima dos 25% nas pesquisas.

Além da estabilidade de Serra e de Dilma, o Datafolha também confirma uma tendência: Ciro Gomes, do PSB, está em fase de desidratação. Tinha 13% em dezembro e foi oscilando para baixo até os 9% atuais. Pela primeira vez, ficou numericamente atrás de Marina Silva, do PV, embora do ponto de vista estatístico eles estejam empatados.

Sob inspiração de Lula, o PSB parece mesmo disposto a rifar a candidatura de Ciro. A se confirmar esse cenário, o quadro sucessório ficará restrito a Serra e Dilma polarizados na frente, Marina como uma terceira via isolada e uma porção de nanicos atrás.

A não ser que os nanicos e Marina Silva ganhem músculos eleitorais, a tese da polarização entre PSDB e PT se consolida rapidamente. Cresce a chance, portanto, de uma decisão no primeiro turno.

 

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Por Fernando Rodrigues
 

Datafolha: Serra 38% X 28% Dilma

Marina fica com 10% e Ciro bate em 9%

Tucano ganha mais com saída de Ciro


Pesquisa Datafolha publicada hoje (17.abr.2010) pela “Folha de S.Paulo” revela que a corrida presidencial não registrou mudanças bruscas na comparação com os números de três semanas atrás. O candidato José Serra (PSDB) está com 38% das intenções de voto contra 28% de Dilma Rousseff (PT). Em seguida está Marina Silva (PV), que registra 10%, à frente de Ciro Gomes (PSB), que pontuou 9%.

Há 7% que votarão em branco, nulo ou em nenhum. Outros 8% dizem ainda estar indecisos. O Datafolha entrevistou 2.600 pessoas em todo o país nos dias 15 e 16 deste mês de abril. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no TSE com o número 8383/2010.

Em março, Serra tinha 36% contra 27% de Dilma. A diferença entre ambos era de 9 pontos percentuais. Agora, é de 10 pontos. Ou seja, trata-se de uma oscilação dentro da margem de erro da pesquisa. Todas os levantamentos eleitorais, de todos os institutos, estão disponíveis na página de pesquisas do UOL
. A seguir, os dados do principal cenário divulgado pelo Datafolha hoje (17.abr.2010):


(atenção: se a imagem não estiver legível no seu navegador, passe o mouse sobre o quadro, clique com o botão direito e tente A-abrir em outra aba ou janela ou B-salvar a imagem para abri-la em outro programa)


 

A pesquisa Datafolha divulgada hoje (17.abr.2010) foi realizada 5 dias depois do lançamento oficial de José Serra como candidato a presidente pelo PSDB, no último dia 10 de abril. Ou seja, tratava-se de um momento supostamente muito favorável ao tucano. No entanto, ele oscilou positivamente apenas dentro da margem de erro do levantamento.

Em fevereiro, o Datafolha usou o mesmo procedimento. Fez uma pesquisa 5 dias depois de Dilma Rousseff ser lançada candidata a presidente pelo PT. Na oportunidade, a petista se consolidou acima dos 25%.


Há indicações de que tanto Serra como Dilma chegaram a um determinado ponto limite nas suas campanhas –considerando as estratégias de ambos até o momento. Talvez os dois candidatos devam agora considerar uma alteração nessas estratégias, cada um a seu modo, numa tentativa de ganhar mais apoios.

No caso do tucano, ele ficou se preservando durante meses, inclusive negando ser candidato. Deu certo, mas ele parece estacionado no mesmo lugar desde o ano passado (sem contar a queda registrada há dois meses). Já a petista esteve sempre exposta ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Também deu muito certo por um tempo, mas agora talvez seja insuficiente para que ela deslanche como deseja o PT.

Sem Ciro O Datafolha testou um cenário no qual Ciro Gomes é retirado do quadro de candidatos. Não está claro ainda se o PSB vai lançá-lo oficialmente na disputa. Nessa simulação, a diferença entre Serra e Dilma alarga-se um pouco. O tucano fica com 42% contra 30% da petista –uma distância de 12 pontos.

Ou seja, Serra "herda" quatro pontos de Ciro. Já Dilma fica com dois pontos a mais sem o candidato do PSB no páreo. Marina Silva vai a 12% (ganho de dois pontos). Nesse cenário, há 8% de indecisos e também 8% dizendo votar em branco, nulo ou em nenhum.

Eis os dados:



Tendências
Em termos de tendências, o Datafolha mostra o seguinte:

1) Serra – o tucano parece ter realmente voltado ao seu patamar do final de 2009, entre 35% e 40% das intenções de voto;

2) Dilma – a petista está consolidada de maneira consistente acima dos 25%. Em 2010, pontuou sempre 27% e 28% no Datafolha. A consistência pode ser comprovada na intenção de voto espontânea (quadro mais abaixo);

3) Ciro – o candidato do PSB parece estar realmente numa trajetória de queda lenta, gradual e constante. Tinha 13% em dezembro. Oscilou para 12% em fevereiro. Foi a 11% em março. E, agora, num período de três semanas, bateu em 9%;

4) Marina – pela primeira vez atingiu 10% no Datafolha e ficou numericamente à frente de Ciro, embora ambos estejam estatisticamente empatados. Não há como dizer ainda qual foi a razão dessa oscilação positiva da candidata do PV. Será necessário esperar outras pesquisas para verificar se a curva de alta se mantém.


Segundo turno
Numa simulação de segundo turno, Serra tem 50% e Dilma fica com 40%. No final de março, os percentuais eram 48% e 39%. A variação se deu, portanto, dentro da margem de erro.

O Datafolha testou também um eventual segundo turno entre Dilma e Ciro. A petista marcou 47% contra 36% do deputado do PSB.

Espontânea e nanicos Ao questionar os eleitores sem mostrar os nomes dos candidatos, o Datafolha registrou agora um empate: Dilma tem 13% e Serra aparece com 12%. No mês passado, a petista tinha 12% e o tucano estava com 8%. Os dois concorrentes apresentam curvas ascendentes. Eis os dados:




Pela segunda vez o Datafolha testou os candidatos de partidos pequenos. Apenas no cenário em que não aparece Ciro, 2 nanicos pontuam 1% cada: Mário de Oliveira (PT do B) e Zé Maria (PSTU). Nessa hipótese, Serra tem 40%, Dilma fica com 29% e Marina registra 11%. Eis os dados:



Rejeição Esse quadro teve pouquíssima alteração em relação há 3 semanas. Só houve oscilações dentro da margem de erro. É sempre bom lembrar que a rejeição está relacionada ao grau de conhecimento que os eleitores têm sobre os candidatos. Por essa razão os candidatos mais conhecidos acabam sendo, algumas vezes, os mais rejeitados.

Eis os dados:

 

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Por Fernando Rodrigues
 

Aprovação a Lula oscila de 76% para 73%

taxa ainda é recorde entre presidentes eleitos pelo voto direto

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve uma oscilação negativa na sua taxa de aprovação, segundo pesquisa Datafolha divulgada hoje (17.abr.2010) pela “Folha de S.Paulo”. De acordo com o instituto, 73% consideram a administração federal petista ótima ou boa. Há 3 semanas, no final de março, o percentual era de 76%.

 

A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento foi realizado em todo o país, nos dias 15 e 16, com 2.600 entrevistas –junto com a sondagem sobre intenção de voto para presidente.

 

De acordo com o Datafolha, 22% dizem que Lula faz um governo regular (em março, o percentual era de 20%). Outros 5% rejeitam o petista, dizendo considerar a administração ruim ou péssima –contra 4% há três semanas. Eis a tabela do Datafolha:

 

 

Na comparação com os outros presidentes eleitos pelo voto direto depois da redemocratização do país, Lula é o mais bem avaliado já há algum tempo. Fernando Collor de Mello, que governou de 1990 a 1992, segundo pesquisas Datafolha, teve como aprovação máxima uma taxa de 36%.

 

Fernando Henrique Cardoso, que foi presidente por oito anos (1995-2001), teve seu recorde de aprovação em dezembro de 1996, com 47% de bom e ótimo no Datafolha. Mas durante os quatro anos de seu segundo mandato, FHC nunca teve mais do que 31% de aprovação. Na véspera de sua sucessão, em setembro de 2002, o tucano era aprovado por apenas 23% –e rejeitado por 35%.

 

Lula, com suas taxas favoráveis acima de 70%, é o primeiro presidente brasileiro no atual período democrático a entrar no último ano de mandato bem avaliado. Sua influência na eleição ainda precisará ser medida, mas o potencial existe e é bem maior do que era o de seus antecessores.

 

Desde o início de 2008 que a aprovação do petista está acima de 50%. Em dezembro de 2009 rompeu a barreira dos 70% e não caiu mais.

 

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Por Fernando Rodrigues
15h50 - 16/04/2010
 

Conheça o software de Obama usado por Dilma

Hoje (16.abr.2010), reportagem na Folha:

Software usado por Obama
classificará militância pró-Dilma


PT quer cadastrar e hierarquizar ativistas na web e espera contar com cerca de 200 mil deles para a campanha na rede


Empresa contratada pelo partido para campanha na internet tem assessoria de especialistas que fizeram parte da equipe de Obama


FERNANDO RODRIGUES
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA


A operação do PT na internet a favor de Dilma Rousseff começou nesta semana com o recadastramento de milhares de filiados ao partido em todo o Brasil. Quando o banco de dados estiver pronto, a expectativa é contar com até 200 mil ativistas trabalhando no dia a dia da campanha, segundo Marcelo Branco, um dos coordenadores das ações petistas na web.


Mas o principal será a complexa tecnologia usada no manejo dessa militância virtual. "A ideia é identificar cada um dos internautas de maneira diferenciada", diz Danielle Fonteles, proprietária da Pepper Interativa, contratada pelo PT para a campanha de Dilma.


Além de identificar os militantes segundo parâmetros socioeconômicos, um programa de computador da norte-americana Blue State Digital permitirá qualificar os simpatizantes.


"Quando um militante cadastrado nos autorizar a enviar e-mails, será possível saber como ele se comporta e o grau de engajamento. Primeiro, se ele abriu o e-mail e se clicou no endereço ali anotado. Em seguida, se esse internauta encaminhou a mensagem para amigos. E se essas pessoas receberam o arquivo, se clicaram no link", explica Danielle.


O programa da Blue State Digital foi usado na campanha de Barack Obama, eleito presidente dos EUA em 2008. Todas as vezes que um militante registrado protagoniza alguma ação, ganha pontos nos computadores da campanha de Dilma. "É como um sistema de fidelização", afirma Danielle.
Depois de algum tempo de implantado esse modelo de gerenciamento, o comando petista saberá quem são os militantes mais ativos. Esses voluntários terão um tratamento "vip". Receberão mensagens diferenciadas. Serão convidados a participar de reuniões com as equipes locais pró-Dilma em suas cidades. Essa foi a estratégia de Obama na web.


O comando político da campanha petista alimentará a equipe de internet de maneira constante com informações sobre as deficiências eleitorais da candidata. Por exemplo, se Dilma vai mal no Sul entre mulheres na faixa etária acima de 30 anos, o software identificará quais são os eleitores do PT nessa região dispostos a ajudar.


A Pepper Interativa terá a assessoria direta de alguns empresários do setor de internet que trabalharam na campanha de Obama. Um deles é Scott Goodstein, da Revolution Messaging, especializado em mensagens para telefones celulares. Também devem contribuir Joe Rospars e Andrew Paryze, ambos da Blue State Digital.


A contratação desses especialistas fica sob responsabilidade da Pepper. Os valores envolvidos não são revelados.


Scott Goodstein afirma ter se interessado pela campanha do PT e de Dilma por admirar o que o governo petista fez "na área social". Ele trabalhou a favor de Obama inicialmente como voluntário em 2008.


O grande desafio inicial da equipe de Dilma Rousseff é atualizar uma base de dados inconsistente de mais de 1 milhão de filiados petistas pelo Brasil. Estima-se que existam cerca de 400 mil e-mails, mas não se sabe quantos são válidos.


Ao longo das próximas semanas, serão disparados vários comunicados para esses supostos petistas pedindo que preencham um formulário com dados como nome, sexo, idade, endereço, perfil no Twitter, endereço de blog (se tiver algum), faixa de renda e escolaridade.


Até junho, na expectativa dos dilmistas, a rede de colaboradores pelo país já terá uma hierarquia, com militantes "vips" em quase todas as cidades.

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Por Fernando Rodrigues
 

Em Brasília, eleitor prefere intervenção à eleição indireta

Pesquisa mostra apoio de 56,3% a interventor indicado por Lula

 

Maioria de 61,7% rejeita todos os candidatos a governador


Deputados distritais de Brasília devem escolher amanhã (17.abr.2010), de maneira indireta, um governador interino para a capita federal. Mas se dependesse do eleitorado local, no entanto, essa eleição indireta não ocorreria, segundo constatou pesquisa realizada de 10 a 13 de abril pela consultoria O & P Brasil Opinião, Análise e Estratégia.

 

A consultoria perguntou a 1.200 eleitores de Brasília se “seria melhor o presidente Lula nomear um interventor para governar até [31 de] dezembro ou os [deputados] distritais escolherem o novo governador”. Resultado: 56,3% dos entrevistados preferem a intervenção federal e apenas 35,4% aprovam a eleição indireta. Não souberam ou não quiseram responder à pergunta 8,3% dos entrevistados.

 

Registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em 9 de abril, a pesquisa tem margem de erro de 2,8 pontos percentuais. Todos os resultados já estão na página de pesquisas do UOL, a mais ampla compilação de levantamentos eleitorais na web brasileira.

 

A sondagem também quis saber qual candidato inscrito na eleição indireta a população elegeria, se houvesse essa possibilidade. A imensa maioria relevou não ter identificação com os nomes apresentados. Não souberam ou não quiseram responder à pergunta 33,2% dos entrevistados. Outros 28,5% não votariam em nenhum dos nomes. Ou seja, 61,7% rejeitam os atuais candidatos inscritos para concorrer a governador na eleição de amanhã.

 

Entre os eleitores que manifestaram alguma preferência pelos candidatos a governador de Brasília na eleição indireta, apenas 17,1% escolheram Wilson Lima (PR). Ele é o atual governador interino. Presidente da Câmara Legislativa do DF, Lima assumiu o cargo em 23 de fevereiro, quando renunciou o ex-vice governador, Paulo Octávio (sem partido, ex-DEM).

 

Depois de Lima, os percentuais dos outros candidatos é muito baixo. O segundo colocado na preferência dos eleitores de Brasília é Rogério Rosso (PT), com 4,7% das intenções de voto. Em seguida, Aguinaldo de Jesus, com 3,5%.

 

Próximo ano
A O & P ainda questionou o eleitorado do DF sobre as eleições de outubro para governador, presidente e senador (cujos mandatos se iniciam em 1.jan.2011).

 

Os resultados foram os seguintes (também disponíveis na página de pesquisas do UOL):

 

Presidente (em qual candidato votará o eleitor do DF)

José Serra (PSDB): 30,2%

Dilma Rousseff (PT): 24,3%

Marina Silva (PV): 13%

Ciro Gomes (PSB): 12,4%

Brancos, nulos, não sabe ou não respondeu: 20,1%

(Outras sondagens nacionais de intenção de voto para presidente)

 

 

Governador – DF

1° turno:

Joaquim Roriz (PSC): 38,8%

Agnelo Queiroz (PT): 25,1%

Alberto Fraga (DEM): 4,4%

Toninho (PSOL): 2,8%

Gim Argello (PTB): 2,3%

Indecisos, Brancos, Nulos e Nenhum: 26,6%

 

2° turno

Quadro 1: Roriz 43,7% x Queiroz 34,7%

Quadro 2: Queiroz 41,6% x Abadia 25,6%

Quadro 3: Roriz 47,9% x Abadia 16%

 

(Outras pesquisas para governador do DF)

 

 

Senador – DF (cada eleitor vota duas vezes)

Lista 1:

Cristovam Buarque (PDT): 47,3%

Rollemberg (PSB): 28,9%

Abadia (PSDB): 22,5%

Jofran Frejat (PR): 11,2%

Fraga (DEM): 11,2%

Adelmir Santana (DEM): 7,1%

Nenhum: 39,5%

Não sabe ou não respondeu: 30,1%

 

Lista 2:

Cristovam Buarque (PDT): 49,7%

Rollemberg (PSB): 28,7%

Adelmir Santana (DEM): 6,7%

Eliana Pedrosa (DEM): 14,3%

Jaqueline Roriz (PMN): 14,1%

Rodovalho (PP): 10%

Nenhum: 44,3%

Não sabe ou não respondeu: 33,8%

 

Lista 3:

Cristovam Buarque (PDT): 50,7%

Rollemberg (PSB): 32,1%

Adelmir Santana (DEM): 7,6%

Eliana Pedrosa (DEM): 17,7%

Rodovalho (PP): 8,4%

Nenhum: 46,7%

Não sabe ou não respondeu: 35,3%

 

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Por Fernando Rodrigues
22h34 - 15/04/2010
 

Cantor pode ser cantor, decide TSE

 

O descolamento da realidade da lei brasileira chega ao paroxismo. O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) foi instado a deliberar se um cantor pode continuar a cantar durante o período eleitoral no Brasil.

 

Isso mesmo.

 

Felizmente, o TSE acaba de dizer sim. Cantores podem continuar a cantar em período eleitoral. Aqui, a nota oficial.

 

Vai para a série “isso só acontece no Brasil”.

 

“O candidato que exerce a profissão de cantor ou artista pode permanecer exercendo sua atividade profissional em período eleitoral, desde que não tenha como finalidade a animação de comício e reunião eleitoral e que não haja nenhuma alusão à candidatura ou à campanha eleitoral ainda que em caráter subliminar”, respondeu o ministro relator do caso, Arnaldo Versiani.

 

A consulta ao TSE foi formulada pelo senador Francisco Dornelles (PP-RJ). O objetivo era sanar dúvida surgida em função da proibição da realização de showmícios de candidatos em período eleitoral.

 

De acordo com o ministro Arnaldo Versiani, a legislação eleitoral não pode impedir que o candidato exerça sua profissão. “O que ele não pode fazer é participar de showmício e cantar, mas ele poderia cantar, fora do showmício, exercendo a sua profissão”, disse o magistrado.

 

Showmícios são proibidos no Brasil. Trata-se de uma proibição com evidente caráter inconstitucional (pois cerceia uma liberdade de expressão). Tome-se por exemplo um cantor que seja candidato. Ele não poderá ao final de um discurso de campanha, por exemplo, entoar uma de suas músicas? Pela resposta de hoje (15.abr.2010) do TSE, não.

 

Só no Brasil.

 

 

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Por Fernando Rodrigues
 

Dilma quer ser “a Lula”, diz Sérgio Guerra

  • mas para chefe serrista, petista “não convence a ninguém”
  • "ela faz campanha para nós" com seus discursos, afirma tucano

O presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PSDB-PE), disse em entrevista ao UOL  que a pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, fez campanha para seu adversário José Serra com suas declarações recentes. Segundo Guerra, a única coisa que Dilma tem a dizer é que ela é “a Lula”.

“Há uma saturação, esse é o fato. Esse pessoal não tem mais o que dizer. Tudo que a Lula... não, que a Dilma, desculpe... tudo que a Dilma pode fazer é dizer que ela é ‘a Lula’. Ela não tem outra coisa para fazer, e não convence a ninguém. A gente, nesses últimos 15 dias, não precisou fazer campanha. Ela fez para nós”, disse Guerra.

Segundo o senador, a ex-ministra não está preparada para a disputa com José Serra à Presidência.

“O volume de equívocos, de desinformação e desconhecimento das coisas e das pessoas, da política, dos problemas, é brutal. Ela não tem nenhuma preparação para esse tipo de campanha que vai enfrentar e muito menos para o governo”, declarou o presidente nacional do PSDB.

A seguir, a íntegra da entrevista. Clique no tema na barra à esquerda do vídeo e assista ao trecho desejado:

 

 


Sérgio Guerra mencionou o fato de Dilma Rousseff nunca ter ocupado nenhum cargo eletivo. Segundo ele, a ex-ministra não provou ser uma liderança.

“Ela sempre foi uma assessora, nunca liderou nada. Não conheço a ministra Dilma liderando coisa alguma, ela foi uma colaboradora. Uma pessoa que foi uma colaboradora a vida toda, eficiente ou não, não pode pensar em governar o Brasil e fazer as pessoas acreditarem que isso vai dar certo”, disse Guerra.

 

O UOL perguntou a Guerra se esse também não seria o caso de Antonio Anastasia, ex-vice-governador de Minas Gerais e agora escolhido para ser o candidato do partido ao governo daquele Estado. O senador respondeu negativamente: “Antes de ser candidato a governador, Anastasia foi vice-governador. Não pode ter uma história mais clara que premia a eficiência do que essa. E mais do que um grande governador, ele dividiu de fato o governo com Aécio”.


O UOL também já entrevistou 2 dos coordenadores da campanha de Dilma Rousseff: Fernando Pimentel e José Eduardo Dutra.

Empate entre Dilma e Serra nas pesquisas
Pesquisa de intenção de voto do Instituto Sensus, divulgada no dia 14.abril.2010 (aqui), revelou empate técnico entre Dilma Rousseff e José Serra. Sérgio Guerra, que é o coordenador da campanha presidencial tucana, questionou o instituto e o resultado divulgado.

“Eu tenho, muita gente tem, uma certa perplexidade diante dos resultados que são anunciados pelo Sensus” (...) “As pesquisas [do Sensus] são estranhas, diferentes das outras, não é porque eles foram contratados por uma instituição que ninguém sabe porque andou contratando pesquisas, esse jogo todo não nos interessa, não temos nada a ver com isso. O resultado deles é um resultado no mínimo estranho”.

 

Disputa plebiscitária
Sobre a estratégia do PT em tornar a eleição uma disputa plebiscitária baseada na comparação entre os governos FHC e Lula, Guerra disse haver muitos pontos negativos desse governo a serem explorados.

“A pauta vai ser nossa, não vai ser deles. Eles têm mania de mandar em todo mundo, e a ministra Dilma de uma maneira especial, mas não vão mandar na gente, não têm cabeça para mandar na gente, não têm história para mandar na gente. As instituições estão mal, a democracia está mal, esse negócio de entregar o Estado aos companheiros é uma brutalidade, instituições foram desagregadas, mensalões a todos os dias que se repetem a todo lugar, a vida pública foi vulgarizada e eles lideraram isso tudo”, declarou.

Ao se lançar candidato a presidente, José Serra acusou o PT e os petistas de terem intenção de “dividir o país entre ricos e pobres”. Indagado sobre o tema, Sérgio Guerra poupou o presidente Lula, mas criticou Dilma Rousseff.

“Reconheço que essa atitude de dividir o país não é uma atitude comum ao presidente, porém é o discurso da base ideológica dele. É um discurso elementar, muitas vezes afirmado pelo PT, pelo núcleo duro do governo, da campanha da própria Dilma e não vai demorar a Dilma vai começar a dar força à essa história: ‘Olha, eu sou do povo, eles não são, eu sou da maioria, eles não são, nós defendemos os pobres, eles não’. Isso tudo é uma fraude”, disse o senador.

Guerra classificou de “terrorismo puro” sugerir que um eventual governo Serra vai acabar com o programa Bolsa Família. Se voltar ao Planalto, afirmou o senador, o PSDB aumentará o projeto mantendo, inclusive, se for preciso, o mesmo nome.

“Programas desse tipo existem em todos os lugares do mundo. Isso teve início no governo do FHC [ex-presidente Fernando Henrique Cardoso], com Ruth Cardoso. Esses programas tiveram efeito na distribuição da renda. Dizer que vamos acabar com o Bolsa Família é terrorismo puro. Nunca se disse isso. É demagogia, mas é um dos poucos discursos que sustenta essa coisa da Dilma aí”.


A respeito de privatizações em um eventual governo tucano, o presidente do PSDB disse que “a pergunta não faz sentido”.
“O que tinha de privatizar já foi privatizado. Não cabe mais discutir essa questão. Esse truque do PT de nos tachar de privatistas já deu certo no passado, mas agora estamos preparados”.
Ao discutir o legado de Fernando Henrique Cardoso e seu papel na campanha, Sérgio Guerra saiu em defesa do ex-presidente.

“Não dá para falar em PSDB e não falar em FHC, ele está na nossa pele, está no nosso DNA. Sempre que formos tomar uma grande decisão ele estará presente”, disse.


A escolha do vice

A escolha do candidato a vice-presidente na chapa do PSDB será resolvida em conjunto com o Democratas nos próximos dois meses, segundo expectativa do senador tucano. Ele apontou alguns nomes do DEM cogitados para o posto: os senadores José Agripino (RN) e Kátia Abreu (TO) e o deputado José Carlos Aleluia (BA).


Sérgio Guerra discorda da avaliação de que o escândalo de corrupção que abalou o DEM no Distrito Federal e levou o único governador do partido a ficar dois meses na prisão tenha abalado a força da candidatura de Serra, capitaneada pela aliança PSDB-DEM-PPS.


“Todo partido enfrenta situação parecida. A imagem do DEM não foi afetada. O que faliu não foi o DEM, foi a política como um todo no Distrito Federal; onde você põe a mão se dá mal lá. Foi uma questão localizada que foi enfrentada pelo DEM muito melhor do que pelo PT [no caso do mensalão federal]”, defendeu o senador.


Guerra disse ainda ser caso encerrado a possibilidade de Aécio Neves ser o vice na chapa de José Serra.
“O papel do Aécio é ganhar em Minas [Gerais], ganhar para o nosso candidato para governador e aumentar nossa bancada. Vamos duplicar nossa bancada lá [em Minas] nesse ano. Acredito no sucesso do [Antonio] Anastasia [ex-vice de Aécio, hoje atual governador mineiro e candidato à reeleição]. Aécio não será o vice e tem explicações relevantes para isso. É o que ele diz e é o que ele pede para que eu diga”, disse o presidente do PSDB.

De acordo com o senador, Aécio será um grande aliado na disputa presidencial.

“O lançamento da candidatura do Serra foi um exemplo disso. O Aécio vai ajudar muito. A expectativa de que ele seria candidato já está sendo diluída. No dia 19 de abril faremos o primeiro grande evento da campanha Serra e será em Minas. Serra vai se reunir com prefeitos em Minas e é o Aécio quem está organizando”.

 

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Por Fernando Rodrigues
07h00 - 14/04/2010
 

Políticos terão de declarar bens como no IR

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Carlos Ayres Britto, anunciou que os políticos que forem candidatos neste ano terão de declarar seus bens da mesma forma que o fazem para o Imposto de Renda.

Ayres Britto, que está completando seu mandato de 2 anos à frente do TSE, deu uma entrevista ao UOL, em Brasília. Disse que todos os candidatos neste ano estarão obrigados a detalhar suas propriedades com a mesma precisão requerida pela Receita Federal, informando os valores.

Nós estamos aperfeiçoando nosso modelo, aproximando-o do modelo adotado pela Receita Federal” (…) “Nós estamos fazendo nesses dois campos do formulário de registro de candidatura um reservado para declaração de bens, outro reservado para a vida pregressa processual do candidato; nós estamos introduzindo modificações no sentido do detalhamento”, disse o ministro.

Pelo atual sistema, os políticos podem colocar de maneira genérica, em suas declarações, os bens que possuem. Às vezes nem especificam valores. A regra facilita o ocultamento do patrimônio. Com o novo formulário, que será exigido pela Justiça Eleitoral neste ano, esse tipo de subterfúgio para ocultar o valor dos bens não será mais possível.

A seguir, a entrevista com o ministro. No índice ao lado esquerdo do vídeo, escolha o tema desejado para assistir a cada trecho específico da conversa:

 

 

Outra novidade na eleição deste ano serão as fotos dos candidatos ocultos: quem concorre a suplente de senador, vice-governador e vice-presidente. Em eleições anteriores, só aparecia na tela da urna eletrônica a foto do candidato titular. Agora, aparecerão também as imagens dos políticos que são eleitos de carona nesse processo –assim o eleitor terá uma chance de ver exatamente quem está escolhendo.

O presidente do TSE reafirmou também que a internet é considerada território livre nas eleições deste ano. Assim, fica totalmente liberada a realização de entrevistas, debates e discussões entre candidatos já nesta fase de pré-campanha. “A interpretação que faço, desde a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) na ADPF 130 [que tratou da Lei de Imprensa], é de que a internet é mesmo um território virtual livre para debates, troca de idéias, informações, entrevistas, aliás, como consta do veto do presidente Lula à Lei 12.034, da minirreforma eleitoral”, disse o ministro.


Campanha antecipada
Neste ano, o TSE aplicou duas multas, no valor total de R$ 15 mil, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva por campanha antecipada para a pré-candidata do PT à Presidência, a ex-ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Lula passou a desdenhar das decisões da Justiça em eventos públicos.

Indagado sobre o comportamento de Lula, Ayres Britto disse que o bom exemplo deveria partir do presidente. “A frincha por onde passa um boi, passa uma boiada. Não se pode facilitar, então é preciso que o bom exemplo venha do cargo mais alto para que esse bom exemplo se reflita, se irradie por todos os outros cargos da federação”, disse o presidente do TSE.

Ayres Britto disse ainda que a prática é parte da cultura política brasileira. “O problema é cultural, é histórico, está no imaginário de cada chefe do poder executivo federal, estadual, municipal e todos eles chegam como que possuídos dessa obrigação, e ninguém tem essa obrigação, de fazer o seu sucessor; e de preferência ser o sucessor do seu sucessor. Isso termina confundindo projeto de governo com projeto de poder”, disse o ministro.



Ficha Limpa

Favorável ao projeto de lei que torna inelegíveis candidatos condenados pela Justiça, Ayres Britto disse que caso o Congresso não aprove o projeto dos fichas limpas, a Justiça Eleitoral estará de mãos atadas para qualquer tipo de iniciativa relacionada ao tema. “Se não vier a lei, a Justiça Eleitoral estará manietada, porque já houve duas decisões convergentes do TSE e do STF, e eu fiquei entre os votos vencidos, dizendo que a vida pregressa do candidato, ainda que marcada por passivo processual aviltado, não é condição de elegibilidade”, explicou o ministro.

Ainda que o projeto não seja aprovado, no entanto, será obrigatório nas eleições deste ano que todos os candidatos apresentem à Justiça Eleitoral ficha criminal contendo todos os processos a que respondem. As fichas estarão disponíveis na internet para a consulta dos eleitores.  “O candidato é obrigado a entregar uma declaração fidedigna, sob pena de crime de falsidade ideológica, e é bom que o eleitorado saiba da vida pregressa do candidato (...) Isso é um direito, se não não pode haver voto esclarecido, voto consciente”, disse Ayres Britto.

Indagado sobre o financiamento de campanhas no Brasil, o ministro reconheceu falhas no sistema atual. “Nós sabemos que um dos nossos calcanhares de Aquiles, um dos pontos de fragilidade estrutural do sistema político brasileiro é o campo das doações de recursos”, disse.
Britto, no entanto, nega que o financiamento público exclusivo de campanha seja solução para o problema.

“Já pensei que [o financiamento público] seria o ideal, mas há certas lições que a gente aprende não na escola e nos livros, mas na prática” (...) “O financiamento exclusivamente público impede as pessoas, a cidadania, e não só as empresas, de participar com os seus recursos financeiros na campanha. Eu acho que o sistema misto, desde que transparente, ainda é o melhor, me convenci disso”,  disse o ministro.

Entusiasta da utilização da internet como instrumento de participação política, Ayres Britto defende que a rede possa, no futuro, reorientar as relações de financiamento de campanha.

Neste mês o ministro Cesar Peluso toma posse como presidente do STF. Em entrevista recente à Folha de S.Paulo (aqui, para assinantes) Peluso disse ser favorável à redução das férias dos juízes de 60 para 30 dias. Ayres Britto foi cauteloso ao tratar do tema, mas disse que o novo presidente está no caminho certo ao tocar no assunto. “Acredito o futuro sinaliza que deva diminuir para 30 dias mesmo”, disse.

Sobre as expectativas para a gestão de Peluso à frente do STF, Ayres Britto disse que “a Justiça estará em boas mãos com o novo presidente”. “Ele é um juiz de carreira, muito preparado tecnicamente. É mais reservado, mais comedido, mas é um grande magistrado”, disse.


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Por Fernando Rodrigues
21h49 - 13/04/2010
 

Aprovada lei de acesso a informações públicas

 

A Câmara dos Deputados acaba de aprovar, às 21h47 deste 13.abr.2010, o projeto de lei de acesso a informações públicas. O Senado agora precisa analisar o texto, que traz imensos avanços para esse direito no Brasil.

 

O principal avanço é o fim do instrumento do chamado sigilo eterno. Hoje, sem a lei, qualquer documento pode ficar indefinidamente guardado. Com a nova regra, papéis públicos ultrassecretos podem ser classificados por até 25 anos, com uma única renovação desse prazo possível. Ou seja, o prazo máximo é de 50 anos de sigilo.

 

A lei de acesso brasileira também tem uma abrangência inaudita em comparação com outros países –mesmo com a regra dos Estados Unidos, vigente desde 1966. Aqui, a norma será obrigatória para todos os níveis de governo (prefeituras, Estados e União) e todas as instâncias de poder (Legislativo, Executivo e Judiciário).

 

Um único retrocesso quase se deu durante a votação de hoje (13.abr.2010). O PSDB queria a retirada da liberação automática de documentos quando vencessem os prazos de sigilo. Seria um atraso, pois depois de 25 anos ou de 50 anos, os papéis só seriam liberados ao público se alguém fizesse um requerimento oficial. Caso contrário, a informação ficaria ainda em sigilo. A posição do PSDB acabou derrotada. Ou seja, depois de vencidos os prazos de sigilo, todos os documentos automaticamente serão obrigatoriamente colocados à disposição do público.

 

Outro avanço está nas listas de documentos classificados que terão de ser divulgadas, anualmente. Cada órgão público terá dizer quantos documentos colocou em sigilo. Assim, será possível saber, a cada ano, quantos papéis estão sendo mantidos em reserva e qual é a origem de cada um. Esse procedimento permitirá à sociedade acompanhar o processo e cobrar --se for necessário-- a autoridade pública quando os prazos de sigilo prescreverem.

 

O debate sobre esse projeto de lei começou em 2003, quando foi realizado um amplo seminário internacional em Brasília, com participação de várias entidades da sociedade civil. Daí nasceu o Fórum de Direito de Acesso a Informações Públicas, uma coalizão de mais de 20 entidades que fez o lobby a favor da lei.

 

Mais de 70 países no mundo já têm legislação semelhante. O Brasil está chegando lá. Atrasado, mas chegando. Isto é, se o Senado trabalhar agora e votar rapidamente o projeto.

 

 

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Por Fernando Rodrigues
 

Site do PT é hackeado e atrasa campanha de Dilma

Há quase 24 horas o site do PT (www.pt.org.br) vem sendo atacado por hackers. Quando este post estava sendo redigido, logo após as 20h desta terça-feira (13.abr.2010), uma mensagem aparecia quando se tentava entrar na página petista usando os navegadores Safari e Firefox. Com Internet Explorer tudo estava normal.

 

 

Eis as mensagens deixadas pelos hackers:

 

 

 

 

A consequência desse ataque é um atraso da coleta de cadastros que o PT está fazendo para montar a operação de internet a favor de Dilma Rousseff, a candidata da legenda ao Palácio do Planalto.


 

O PT espera recadastrar cerca de 400 mil militantes –o número de e-mails que tem em seus arquivos. Mas como o site está hackeado, o processo fica interrompido.

 

 

 

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Por Fernando Rodrigues
 

Sensus: Serra 32,7% X 32,4% Dilma

 

Foi divulgada hoje (13.abr.2010) uma pesquisa realizada pelo instituto Sensus que mostra José Serra (PSDB) com 32,7% das intenções de voto contra 32,4% para Dilma Rousseff (PT). Eis os dados:

 

 

Cenário com Ciro:

Serra: 32,7%

Dilma: 32,3%

Ciro Gomes: 10,1%

Marina Silva: 8,1%

Brancos e nulos: 7,7%.

Não sabe / não respondeu: 9,1%.

 

 

Cenário sem Ciro:

Serra: 36,8%

Dilma: 34,0%

Marina: 10,6%

Brancos e nulos: 9,1%

Não sabe / não respondeu: 9,5%

 

Projeção de 2º turno:

Serra: 41,7%

Dilma: 39,7%

Brancos e Nulos: 10,1%

Não sabe/não respondeu: 8,5%

 

 

 

A fonte desses números é o site Amigos do Presidente Lula.

 

Para ter acesso a todas as pesquisas eleitorais, clique aqui.

 

 

Essa pesquisa divulgada hoje (13.abr.2010) pelo Sensus foi realizada de 5 a 9 de abril em 24 Estados, com 2.000 entrevistas. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais.

 

 

A pesquisa foi encomendada pelo Sintrapav (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Construção Pesada de São Paulo).

 

 

O que pode ser dito sobre essa pesquisa:

 

Empate técnico – trata-se do levantamento no qual Serra e Dilma mais se aproximam. Em todos os outros institutos de pesquisa essa tendência foi registrada nos últimos meses, embora a pesquisa do Datafolha do final de março apontasse um sinal (naquele momento) de estagnação da aproximação.

Para sabe exatamente se a tendência de alta persiste na campanha de Dilma é necessário mais levantamentos ao longo das próximas semanas;

 

 

Metodologia: a margem de erro do levantamento Sensus é de 2,2 pontos percentuais. O instituto também optou por fazer duas perguntas antes de indagar em quem o eleitor pretende votar. Pergunta-se qual é preferência partidária e como avalia o governo Lula. Em seguida, vem a sondagem sobre a eleição presidencial. Lula, como se sabe, é o presidente mais bem avaliado da história do país no período pós-ditadura militar.

 

 

Pagamento: houve uma polêmica a respeito de quem pagou pela pesquisa Sensus. Primeiro, o instituto registrou o levantamento no TSE afirmando que o contratante seria o Sindecrep (sindicato de trabalhadores em concessionárias de rodovias) de São Paulo. Depois, retificou a informação dizendo que o nome do contratante seria, na realidade, o Sintrapav. Reportagem publicada em 10.abr.2010, pela Folha (aqui, para assinantes) mostrou haver grande confusão nessas entidades para explicar a razão de o levantamento ter sido contratado. “O presidente do Sintrapav, Wilmar Gomes dos Santos, disse, às 17h30 [de 9.abr.2010], que a pesquisa não fora contratada para atender aos interesses do Sintrapav, mas, sim, aos da Fenatracop (Federação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada), embora o pagamento tenha sido feito ‘através’ do Sintrapav”, diz a reportagem da Folha. Em seguida, afirma que esse sindicato “tem uma receita estimada entre R$ 1 milhão e R$ 1,2 milhão” por ano. Dessa forma, como a pesquisa custou R$ 110 mil, o valor corresponde a cerca de 10% do orçamento anual da entidade.

 

 

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Por Fernando Rodrigues
 

Supremo passa a aceitar perguntas do YouTube

O Supremo Tribunal Federal (STF) anunciou uma acordo com o YouTube para permitir que qualquer pessoa envie perguntas para o presidente da Corte, ministro Gilmar Mendes.

 

Os interessados devem entrar no canal do STF no YouTube e postar as perguntas. Segundo comunicado do Supremo, “Mendes responderá ao vivo às perguntas mais votadas pelos internautas, com transmissão pela TV Justiça, no dia 16 de abril, a partir 18h”.

 

A ideia geral da parceria do STF com o YouTube “é aproximar ainda mais a Suprema Corte do país dos cidadãos brasileiros”.

 

As perguntas podem ser em texto ou vídeo. Mas, um detalhe: devem guardar relação com os 11 tópicos listados no canal do STF no YouTube: 1 - Atuação do Supremo Tribunal Federal; 2 - Ativismo judicial; 3 - Efetividade da Justiça; 4 - Democratização do acesso à Justiça; 5 - Corrupção no Judiciário; 6 - Informatização do Judiciário; 7 - Prerrogativa dos juízes; 8 - Forma de indicação de ministros para o Supremo; 9 - Propostas do Conselho Nacional de Justiça; 10 - Balanço das atividades do STF e do CNJ durante a gestão do presidente e 11 - Intercâmbio jurídico no Mercosul e outros países.

 

Depois de postadas, as perguntas serão classificadas pelos próprios internautas que estejam registrados com suas contas de YouTube. Haverá uma votação para que sejam escolhidas as perguntas. Só então Gilmar Mendes vai respondê-las.

 

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Por Fernando Rodrigues
10h25 - 12/04/2010
 

Dilma se explica sobre “caso dos exilados”

Depois de no fim de semana ter dito que não foge quando “a situação fica difícil”, que não tem “medo da luta” e soltar uma frase enigmática (“nunca abandonei o barco"), Dilma Rousseff usou hoje o seu Twitter para dizer que não queria se referir aos militantes de esquerda, como José Serra (post abaixo), que saíram do país durante a ditadura militar (1964-1985).

 

Eis os 2 comentários postados por Dilma, hoje (12.abr.2010) cedo:


“De onde tiraram que fugir da luta é se exilar?O exílio significou a diferença entre a vida e a morte para os exilados brasileiros”.


“Grandes amigos meus  corajosos e valorosos só tiveram uma saída na ditadura, se exilar.Querer dizer que eu os critiquei só pode ser má fé”.

 

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Por Fernando Rodrigues
 

Serra: “Brizola, chefe da Dilma, foi exilado”

 

  • tucano disse que declaração de petista sobre exilados “foi um escorregão”
  • privatização não deve atingir CEF e BB; pode haver concessão de aeroportos
  • “Dizer que se um ganhar vai ser o fim do mundo (...) é que é fazer terrorismo”

 

O pré-candidato do PSDB, José Serra, disse ontem acreditar que “foi um escorregão” a declaração de Dilma Rousseff sobre militantes de esquerda que buscaram o exílio durante a ditadura militar (1964-1985).

 

“O Brizola, que foi o chefe da Dilma, foi exilado”, declarou Serra hoje pela manhã (12.abr.2010) em uma entrevista à Rádio Jovem Pan. Referia-se a Leonel Brizola (1922-2004), líder máximo do PDT. Esse foi o partido ao qual Dilma Rousseff esteve vinculada de 1980 a 2001. Serra também mencionou Marco Aurélio Garcia, responsável pela redação do programa de Governo da petista, que também viveu no exílio.

 

No último fim de semana, Dilma, que foi presa política no Brasil de 1970 a 1972, disse: “Eu não fujo quando a situação fica difícil. Não tenho medo da luta (...) Nunca abandonei o barco". Foi uma crítica indireta a Serra, que também era opositor ao regime militar e se exilou no Chile.

 

Serra disse que a opção pelo exílio de muitos militantes de esquerda foi para evitar a prisão por crime de opinião. Ele pertenceu à AP (Ação Popular). “A Ação Popular nunca entrou na luta armada”, fez questão de dizer para se diferenciar de outros grupos políticos –na prática, uma crítica do tucano contra Dilma, que militou em organizações cuja estratégia era a guerrilha.

 

(Dilma foi entrevistada pela Rádio Jovem Pan no último dia 5.abr.2010)

 

Privatizações Assunto polêmico em 2002 e 2006, quando o PT usou a venda de empresas públicas contra os tucanos durante as campanhas eleitorais, a privatização, disse Serra, “não é um ponto centra do programa de governo, até porque o principal já foi feito”. 


Serra citou como positivas as privatizações nos setores de telecomunicações e siderurgia. “A privatização permitiu que o telefone se tornasse uma coisa barata”.

 

O tucano aproveitou para alfinetar o PT, que foi contra todas as privatizações durante o governo FHC. “Quem era contra já teve tempo para mudar”, disse, citando que Lula está no governo há quase 8 anos.

 

E CEF (Caixa Econômica Federal) e Banco do Brasil? Serão privatizados? Serra vestiu seu uniforme de defensor do Estado e negou a venda desses bancos estatais. “Esses são instrumentos importantes na mão de um governo (...) Foram fortalecidos [no governo FHC]. Eu vou fortalecê-los ainda mais”.

 

E os aeroportos? “Eu não privatizaria a Infraero nem abriria [essa empresa] para participação privada”. Ele disse preferir “abrir os aeroportos para concessão privada”. A estratégia “valeria para Cumbica. Dá para fazer o terceiro terminal para passageiros [por meio de concessão para a iniciativa privada]”.

 

Propaganda
Conforme apontado em reportagem da Folha (aqui, para assinantes), o governo de São Paulo aumentou seus gastos com publicidade de R$ 55 milhões, em 2005, para R$ 311 milhões, em 2009. Serra argumentou ser necessária a despesa porque “muito mais coisa passou a ser feita”.

 

Citou o caso da chamada nota fiscal paulista, um sitema que dá créditos ao consumidor que exige recibo. “Você só consegue implantar essa nota fazendo anúncio”, argumentou. Neste ano, declarou Serra, “cai pela metade a despesa” com publicidade.

 

Apologia do medo
Ao comentar a argumentação do PT sobre a necessidade de eleger Dilma Rousseff para que sejam mantidas as conquistas do governo Lula, o tucano disse que “a apologia do medo é um horror”.

 

Par Serra, “nenhum” dos atuais candidatos “pode causar medo no Brasil”. Para ele, “isso é que é fazer terrorismo”. Exemplificou: “Dizer que se ganhar um ou outro vai ser o fim do mundo”.

 

Indagado se no seu discurso de sábado (10.abr.2010), em Brasília, referia-se a Lula sobre “gente que quer dividir o Brasil”, Serra negou. Como sempre tem feito, preservou o atual presidente.

 

“Eu nunca disse que o presidente Lula quer isso. (...) Não são todos [que querem dividir o país]. Se eu vier a ser presidente, eu vou chamar a oposição para governar junto. Cooperar pelo Brasil”.

 

Futebol mais cedo
Serra foi perguntado sobre o que acha de proibir jogos de futebol às 22h. Disse não ter uma solução. Afirmou que “seria desejável” que os jogos fossem mais cedo, para facilitar o acesso dos torcedores aos estádio. Mas citou o “problema com a transmissão de TV”.

 

As receitas dos clubes de futebol hoje são maiores com a venda dos direitos de transmissão à TV do que com a venda de ingressos nos estadios.

 

“Tem essa dificuldade para resolver. Você não pode resolver um problema e criar outro”, declarou o tucano.

 

 

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Por Fernando Rodrigues
21h56 - 11/04/2010
 

Poder e política na semana – 12 a 18.abr.2010

Lula nos EUA. Zé Alencar fica como presidente. Dilma e Serra devidamente pré-lançados candidatos. O ano a partir de agora será cada vez mais para sucessão presidencial e menos para Brasília (Congresso, Lula etc.).

 

Mas a semana até que está cheia. Lula vai ao EUA e depois recebe em Brasília os chefes de Estado dos Brics. Dilma vai dar as caras na web. Serra define estratégias de marketing. Silvio Santos e Chico Xavier (isso mesmo) serão homenageados na Câmara. O Supremo analisa o caso da Lei da Anistia (vale para os torturadores?). Na 5a feira, um trem-fantasma na TV: os 10 minutos da propaganda do PMDB,

 

A seguir, o que vai mover o mundinho da política na semana.

 

 

Segunda (12.abr)
Lula nos EUA
– com mais 46 líderes de outros países, participa da Cúpula sobre Segurança Nuclear em Washington.
expectativa do blog: Lula vai ser a estrela, como quer, ou ficará relegado a 2º plano?


Voto de papel?  o Conselho Multidisciplinar Independente sobre o Sistema Brasileiro de Votação Eletrônica entrega ao ministro Carlos Ayres Britto, presidente do TSE, relatório em que alerta sobre a falta de controle da sociedade para o risco de fraudes nas eleições de outubro.
comentário do blog: polêmica antiga, sem solução.

 

Gilmar e a OAB – presidente do Supremo Tribunal Federal ministro Gilmar Mendes recebe o presidente da OAB Ophir Calvalcante em seu gabinete, em Brasília.

 

Dilma na web – a petista lançou seu perfil no Twitter no domingo. Nesta semana, terá seu site pessoal e páginas nas redes sociais. Diferentemente do blog do Planalto (de Lula), o blog de Dilma foi anunciado aberto a comentários. A ver.

 

Supremo e a ONU – o ministro do SFT Cezar Peluso abrirá o 12º Congresso das Nações Unidas sobre Prevenção ao Crime e Justiça Criminal, que acontece de 12 a 19 de abril em Salvador (BA). Peluso preside o Comitê Permanente da América Latina para revisão das Regras Mínimas da ONU para o Tratamento de Presos.

 

Silvio Santos – a Câmara dos Deputados faz homenagem ao empresário Silvio Santos, criador do SBT. Na terça, a Casa realiza sessão solene em homenagem ao centenário de nascimento do médium Chico Xavier.

 

Conexão Noruega-Brasil – presidente do Parlamento Norueguês, Dag Terje Andersen, visita o Congresso Nacional.

 

 

Terça (13.abr)
O marketing de Serra
 – o tucano e o presidente do PSDB, Sérgio Guerra , têm reunião com o marqueteiro da campanha Luiz Gonzales.

 

Lei de acesso a documentos públicos – está na pauta da Câmara.
expectativa do blog: que o projeto seja aprovado.
realidade: as chances continuam pequenas, pois o projeto é bom e esse (transparência) não é o negócio dos deputados.

 

Chico Xavier – a Câmara faz realiza sessão solene em homenagem ao centenário de nascimento do famoso médium.

 

 

Quarta (14.abr)
Lula em São Bernardo
– de volta dos EUA, participa da inauguração do Ecopátio, Parque Logístico Imigrantes em São Bernardo (SP). Além de Lula, estarão presentes o governador de São Paulo, Alberto Goldman (PSDB), e o prefeito Luiz Marinho (PT).

 

Reunião dos BRICs – os presidentes da China, Hu Jintao, da Rússia, Dmitri Medvedev, da África do Sul, Jacob Zuma, e o primeiro-ministro da Índia, Manmouhan Singh desembarcam em Brasília para a reunião dos países do BRIC e IBAS. IBAS é o acrônimo de Índia, Brasil e África do Sul; BRIC, de Brasil, Rússia, Índia e China.
comentário do blog: se a viagem aos EUA não der em nada, Lula tem uma 2ª chance na semana para brilhar.

 

Anistia e os torturadores – STF deve julgar se a Lei da Anistia (1979) vale para torturados e torturadores.

 

 

Quinta (15.abr)
PMDB em rede nacional
– partido terá seus 10 minutos gratuitos no rádio e na TV.
comentário do blog: vão aparecer mais de 10 candidatos a governos estaduais. Ninguém merece.

 

Emprego – ministério do Trabalho divulga dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) referente ao mês de março.

 

China no Congresso – presidente da República Popular da China, Hu Jintao, visita o Congresso Nacional.

 

Jantar dos BRICs – Lula oferece jantar, em Brasília, aos presidentes da China, Hu Jintao, da Rússia, Dmitri Medvedev, da África do Sul, Jacob Zuma, e ao primeiro-ministro da Índia, Manmouhan Singh.

 

Salvatore Cacciola – Supremo julga o  Habeas Corpus de Salvatore Cacciola. O ex-banqueiro, preso em Bangu 8, no Rio, foi condenado em 1a e 2a instâncias por gestão fraudulenta do Banco Marka e por corrupção de servidor público (do Banco Central).

 

 

Sexta (16.abr)
Mendes e a ONU
– O presidente do STF ministro Gilmar Mendes, faz um pronunciamento no 12º Congresso das Nações Unidas sobre Prevenção ao Crime e Justiça Criminal, em Salvador.

 

 

Domingo (18.abr)
Prévias no PT  frustradas as tentativas de evitar as prévias no Mato Grosso, Serys Slhessarenko e Carlos Abicalil disputam a indicação do PT para a disputa ao governo Estadual.

 

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Por Fernando Rodrigues
 

Dilma no Twitter: "amigos vão me ajudar"

 

Por volta das 18h de hoje (11.abr.2010), Dilma Rousseff (PT) inaugurou seu perfil no microblog Twitter. Falou pouco, postou algumas fotos e deu a pista sobre sua presença na web:

 

“Não vou fazer muito discurso por aqui.Quero trocar idéias, ouvir sugestões.Vou me abastecer cq os twiteiros.Vcs saberão por aqui onde estou”. E mais: “Tbém não vou ficar fingindo que passarei muito tempo na web.Vcs sabem que será impossível.Alguns amigos vão me ajudar”.

 

Ou seja, começou, tirou fotos tuitando, mas certamente vai terceirizar a tarefa para os assessores ao longo da campanha. Como todos os políticos. Ate agora, em poucas horas, Dilma foi retuitata por muita gente como Delúbio Soares (ex-tesoureido do PT), Marcelo Branco (coordenador da campanha petista na web) e Fernando Pimentel (um dos coordenadores políticos da campanha dilmista). Já obteve mais de 3.000 seguidores em duas horas (seu concorrente, Jose Serra, do PSDB, tem 192 mil seguidores; Marina Silva tem 19 mil seguidores; Ciro Gomes tem 11 mil).

 

Aqui, as fotos de Dilma tuitando:

 

 

 

Dilma, por enquanto, só segue 6 outros tuiteiros: os ministros Alexandre Padilha (Relações Institucionais) e Paulo Bernardo (Planejamento), o senador Aloizio Mercadante (PT-SP), Helena Chagas (jornalista contratada pela campanha), Fernando Pimentel e Marcelo Branco.

 

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Por Fernando Rodrigues
Perfil

Fernando Rodrigues, jornalista, nasceu em 1963. Fez mestrado em jornalismo internacional na City University, em Londres, Reino Unido (1986).

Na Folha desde 1987, foi repórter, editor de Economia, correspondente em Nova York (1988), Tóquio (1990) e Washington (1990-91). Na Sucursal de Brasília da Folha desde 1996, assina a coluna "Brasília", na página 2 do jornal, às quartas e sábados.

Mantém uma página de política no UOL desde o ano 2000 - com informações estatísticas e analíticas sobre eleições, pesquisas de opinião e partidos políticos. Em 2007/08 recebeu uma fellowship da Fundação Nieman, na Universidade Harvard (Cambridge, MA, nos Estados Unidos).

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