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Cobertura política, eleitoral, pesquisas e notícias do poder

07h39 - 10/04/2010
 

Dilma, como Lula, patina entre as mulheres - 1

Coluna de hoje (10.abr.2010) na "Folha" fala sobre um problema histórico do PT, de Lula, e, agora, de Dilma Rousseff: como conquistar apoio robusto do eleitorado feminino. Também neste post e no seguinte, um estudo do demógrafo José Eustáquio Diniz Alves, professor titular do Mestrado em Estudos Populacionais e Pesquisas Sociais da Escola Nacional de Ciências Estatísticas (ENCE/IBGE). Vale a pena a leitura:

 

FERNANDO RODRIGUES

O voto das mulheres

BRASÍLIA - O voto feminino apresenta até o momento um comportamento curioso na eleição presidencial deste ano. As duas mulheres candidatas para valer na disputa, Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PV), ainda não conseguiram usar o fator gênero para alavancar suas campanhas.


O demógrafo José Eustáquio Diniz Alves, do IBGE, fez uma análise de seis pesquisas de intenção de voto deste ano -duas delas do Datafolha. Em todos os levantamentos, José Serra (PSDB) leva vantagem sobre a petista Dilma Rousseff no eleitorado feminino.

 

Serra e Dilma praticamente empatam quando se isola apenas o voto dos homens. Ou seja, a dianteira que o tucano continua a manter deriva da preferência maior que recebe das eleitoras mulheres.

 

José Eustáquio diz não saber a gênese da dificuldade de Dilma com o eleitorado feminino. Uma pista pode ser o histórico de votação de Lula: "O atual presidente do Brasil sempre teve menos votos entre as mulheres em todas as cinco eleições presidenciais que disputou".

 

Se tivesse conseguido a mesma proporção de apoio entre homens e mulheres, diz o especialista, Lula teria vencido no primeiro turno as eleições de 2002 e de 2006.


Há também a hipótese do machismo disfarçado, latente na sociedade brasileira -mais conservadora do que se imagina. Eustáquio diz que, conforme estuda o tema, mais dúvidas tem: "Será que o eleitorado feminino está menos propenso a votar em Dilma por um machismo do estilo "mulher não vota em mulher"? Ou, ao contrário, o eleitorado feminino resiste a Dilma por projetar na candidata um machismo que talvez atribua a Lula, como em outras eleições?".


Decifrar esse enigma sobre o comportamento do voto feminino será vital para quem quiser ganhar a eleição. O PT, Dilma e Lula ainda parecem longe de uma resposta.

 

 

A reversão das expectativas de gênero nas eleições 2010:

Dilma na frente entre os homens e Serra na frente entre as mulheres

 

por José Eustáquio Diniz Alves

 

As seis pesquisas nacionais de intenção de voto para a corrida à Presidência da República, em 2010, mostram uma clara diferenciação nas preferências de voto entre os eleitores do sexo masculino e feminino, particularmente no que diz respeito às duas candidaturas que aparecem nos primeiros lugares das preferenciais atuais do eleitorado.

 

O gráfico 1 mostra que tanto José Serra, quanto Dilma Roussef possuem cerca de 34% do eleitorado entre os homens, sendo que em duas das três últimas pesquisas, Dilma está  à frente de Serra entre os homens. Entre o eleitorado feminino José Serra apresenta cerca de 35%, em média, das intenções de voto. Ou seja, o ex-governador de São Paulo possui um melhor desempenho entre as mulheres. Já a candidata Dilma, surpreendentemente (ou não?), possui um péssimo desempenho entre o eleitorado feminino, onde aparece com cerca de 25% das intenções de voto.

 

 

Gráfico 1: Intenção de voto nas candidaturas de José Serra
e Dilma Rousseff entre o eleitorado masculino e feminino
em seis pesquisas nacionais, Brasil: janeiro a março de 2010:

 

(...continua no post abaixo)

 

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Por Fernando Rodrigues
 

Dilma, como Lula, patina entre as mulheres - 2

(...continuação do post acima)

por José Eustáquio Diniz Alves

O gráfico 2 mostra que houve uma ligeira tendência de alta nas intenções de voto do eleitorado feminino tanto para Serra, quanto para Dilma, nas diversas pesquisas realizadas de janeiro a março de 2010. Isto decorre de uma maior definição do voto na medida em que os candidatos iniciam uma campanha de fato. Mas o gráfico também mostra que as duas retas de tendência estão praticamente paralelas, o que indica que José Serra mantém uma diferença constante a seu favor no eleitorado feminino.

 

Gráfico 2: Intenção de voto nas candidaturas de José Serra
e Dilma Rousseff entre o eleitorado feminino em seis
pesquisas nacionais, Brasil: janeiro a março de 2010

 

 

O gráfico 3 mostra que houve uma  reversão das intenções de votos no eleitorado masculino. Dilma que aparecia atrás nas intenções de voto do eleitorado masculino no início do ano, superou Serra na média das últimas pesquisas. O gráfico mostra uma estabilidade de Serra e uma subida de Dilma entre os homens aptos a votar. Portanto, tem existido um comportamento diferenciado nas intenções de voto do eleitorado, segundo o sexo dos entrevistados.

 

Gráfico 3: Intenção de voto nas candidaturas de José Serra
e Dilma Rousseff entre o eleitorado masculino em seis
pesquisas nacionais, Brasil: janeiro a março de 2010

 

 

 

 

Em toda a história do país, Dilma Rousseff é a mulher que aparece mais bem colocada em uma disputa eleitoral para a Presidência da República. Pelo apoio que tem do Presidente Lula e pela coligação que apóia a sua candidatura, ela tem grande chance de chegar ao Palácio do Planalto. Portanto, ela tem chances reais de se tornar a primeira mulher Presidenta do Brasil. Por que então o eleitorado feminino não mostra a mesma disposição em votar nela do que o eleitorado masculino? Ou seja, por que Dilma está obtendo maior apoio entre os homens?

 

Parte da resposta pode ser encontrada no próprio histórico de votação da candidatura Lula, pois o atual presidente do Brasil sempre teve menos votos entre as mulheres em todas as cinco eleições presidenciais que disputou. Se o candidato Lula tivesse tido a mesma votação entre as mulheres do que obteve entre os homens, ele teria ganhado no primeiro turno, tanto em 2002, quanto em 2006. De certa forma, foram as mulheres que jogaram a decisão para o segundo turno, nas duas últimas eleições presidenciais.

 

Foge ao escopo deste artigo explicar porque o candidato Lula sempre teve um percentual de votos menor entre as mulheres, comparado com o apoio que sempre teve entre os homens. O fato é que, esperava-se uma diferença menor no caso da candidatura Dilma, pois sendo mulher, ela poderia haver uma maior identidade de gênero com o eleitorado feminino. Mas isto não aconteceu, pelo menos por enquanto. Cabe ressaltar que a candidata Marina possui aproximadamente o mesmo percentual de intenções de voto entre o eleitorado de ambos os sexos, inclusive com ligeira vantagem entre as mulheres.

 

A outra parte da explicação, do fenômeno de menor intenção de voto feminino na candidata Dilma, decorre das maiores taxas de indefinição do voto das mulheres. Uma explicação que ainda carece de melhor comprovação é que as mulheres são mais exigentes na escolha do voto (assim como são consumidoras mais exigentes). Nesta perspectiva, as mulheres teriam maiores taxas de indefinição porque gostariam de conhecer melhor as candidaturas à presidência. Desta forma, a menor percentagem de votos em Dilma Rousseff seria parte de um comportamento de precaução na escolha do voto, por parte das mulheres, em decorrência da candidata ser novata na política e pouco conhecida do público feminino.

 

Evidentemente, outras explicações são possíveis e só o desenrolar do processo eleitoral poderá lançar luz sobre as diferenças de gênero na escolha e definição de voto para ambos os sexos. Pesquisa realizada pelo Ibope e pelo Instituto Patricia Galvão, em 2009, mostrou que a grande maioria da população vê de maneira positiva a participação feminina na política. Mas uma intenção genérica vai se transformar em votos de fato?

 

Será muito interessante acompanhar como o eleitorado vai definir o seu voto, neste momento em que existem duas candidatas mulheres na disputa à Presidência, de 2010. Particularmente será interessante observar o fato, posto até o instante, de que uma proporção maior de homens manifesta intenção em votar em uma mulher e uma proporção maior de mulheres com intenção de votar em homem. Qual o significado destas tendências?

 

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Por Fernando Rodrigues
16h51 - 09/04/2010
 

O relógio fashion do presidente do Chile

O presidente do Chile, Senastián Piñera, encontrou-se hoje (9.abr.2010) com o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva. O que chamou a atenção foi o relógio totalmente vermelho do chileno, como mostram as fotos de Sérgio Lima, abaixo:

 

 

 

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Por Fernando Rodrigues
 

Guerra na web ao vivo: Serra X Dilma

 

Amanhã, sábado (10.abr.2010), uma guerra particular se dará no território livre da internet. PSDB e PT colocarão ao vivo, em vídeo, eventos simultâneos de José Serra e Dilma Rousseff.

 

Serra estará em Brasília lançando oficialmente sua candidatura ao Planalto em um megaevento tucano, junto com Fernando Henrique Cardoso e Aécio Neves. Para assistir tudo ao vivo, a partir do final da manhã, basta entrar ao internauta entrar no site do PSDB: www.psdb.org.br.

 

Enquanto os tucanos festejam em Brasília, Dilma Rousseff estará ao mesmo tempo (por volta de 11h da manhã) em São Bernardo do Campo, na região do ABC, em São Paulo,  ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Eles participarão do Encontro da Defesa do Trabalho Decente, na sede do Sindicato dos Metalúrgicos local e o evento também será transmitido ao vivo pelo site do PT: www.pt.org.br –como  anunciado hoje pelo Twitter do PT paulista.

 

Tudo considerado, este sábado será o primeiro dia na história em que 2 candidatos a presidente no Brasil vão duelar pela audiência na internet.


 

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Por Fernando Rodrigues
 

Decisão do TSE sobre web é histórica

Mais uma vez a Justiça Eleitoral reafirmou o caráter de território livre da internet para a expressão de ideias. Ontem (8.abr.2010), sob a presidência do ministro Carlos Ayres Britto, o Tribunal Superior Eleitoral aprovou uma mudança no texto da Resolução nº 23.191 para liberar a realização de debates político-eleitorais entre candidatos na internet. Eliminou assim, de uma vez, a equiparação da rede mundial de computadores a emissoras de rádio e televisão para esse fim. Todas as menções restritivas à internet foram eliminadas.

 

Como se sabe, no Brasil, há várias regras restritivas para realização de debates eleitorais em rádio e em TV (aliás, algum dia alguém poderá argumentar a inconstitucionalidade dessas normas). O fato é que essas determinações continuam valendo, mas não se aplicam mais à web.

 

A decisão de ontem do TSE foi unânime e aprovada por sugestão do ministro Arnaldo Versiani, relator das resoluções que regulam as eleições deste ano e 2010.

 

A principal alteração da Resolução nº 23.191 se refere ao artigo 30, cuja redação inicial era: “Inexistindo acordo, os debates, inclusive os realizados na internet ou em qualquer outro meio eletrônico de comunicação, deverão obedecer as seguintes regras:”. Seguia-se então um rosário restritivo. Agora, esse artigo 30 passou a ter a seguinte redação: “Inexistindo acordo, os debates transmitidos por emissora de rádio ou televisão deverão obedecer as seguintes regras:”. Ou seja, as normas passam a valer só para emissoras de rádio e de TV.

 

Ao retirar qualquer regra imposta para debates na web, o TSE alinhou sua resolução a várias determinações legais recentes. A mais importante consta da ementa (resumo) do julgamento da ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) 130 no STF (Supremo Tribunal Federal), que considerou inconstitucional a lei 5.250, de 1967, a chamada Lei de Imprensa em uma decisão de 30.abr.2009. Eis o trecho mais relevante a respeito da web: “Silenciando a Constituição quanto ao regime da internet (rede mundial de computadores), não como se lhe recusar a qualificação de território virtual livremente veiculador de ideias e opiniões, debates, notícias e tudo o mais que signifique plenitude de comunicação”.

 

Mais claro, impossível.

 

Mas não fosse essa decisão do STF já suficiente, o Congresso tentou novamente manietar a internet por meio da aprovação da lei 12.034, em 29.set.2009, que regula as eleições de 2010. Havia ali uma tentativa inconstitucional de equiparar a web ao rádio e à TV para efeito de realização de debates eleitorais. O dispositivo foi vetado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em sua mensagem de veto ao sancionar a lei, Lula escreveu: “A internet é, por natureza, um ambiente livre para a manifestação do pensamento, sendo indevida e desnecessária a regulamentação do conteúdo relacionado à atividade eleitoral em vista da existência de mecanismos legais para evitar abusos. Ademais, a equiparação da radiodifusão com a rede mundial de computadores é tecnicamente inadequada, visto que a primeira decorre de concessão pública.

 

Tudo somado, deu-se um enorme avanço institucional na direção de liberar o uso livre da internet durante períodos eleitorais no Brasil. Ainda falta muito, mas debates eleitorais, pelo menos, já estão liberados. A democracia, penhorada, agradece.

 

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Por Fernando Rodrigues
07h25 - 08/04/2010
 

Ciro faz apelo ao PSB com tom de último suspiro

O deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) fez um apelo dramático ao seu partido ontem num longo artigo postado em seu site. De maneira indireta, Ciro admite que deseja ser candidato a presidente mesmo que seja para perder. Eis o que ele escreveu:

 

“A candidatura própria do partido à Presidência da República será muito benéfica à estratégia de levar o PSB a ser grande. Se conseguirmos 15% que seja dos votos, significam cerca de 20 milhões de eleitores acreditando na mensagem do PSB”.

 

Traduzindo: 15% dos votos é uma marca considerável, mas ninguém ganha o Palácio do Planalto com esse percentual.

 

Ou seja, Ciro está abertamente dizendo que deseja marcar posição para ajudar a puxar votos para o PSB, mas não necessariamente para ganhar a Presidência da República. Ele escreve: “Se tivermos a ousadia de fazer uma campanha casada em todos os níveis poderemos eleger importantes bancadas nas assembleias estaduais, na Câmara e no Senado”.

 

Em seguida, vem o sonho: “Já imaginaram, então, se a nossa mensagem empolgar? E se algum dos favoritos escorregar e cair? Podemos chegar até mais longe. E estamos preparados para isso”.

 

Ciro Gomes pode estar preparado, mas o PSB não dá demonstrações de entusiasmo por essa ideia. O presidente nacional do PSB, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, é candidato à reeleição em seu Estado. É um aliado muito próximo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e fechou uma coalizão com o PT na política pernambucana. Para Campos, é muito mais conveniente apoiar Dilma Rousseff (PT) para o Planalto.

 

Tudo somado, o artigo de Ciro Gomes parece ter sido um “último suspiro” da sua pretendida candidatura a presidente da República. Não que ele dê demonstração de desistência imediata. A decisão só será tomada possivelmente em junho. Mas as coisas não parecem estar ido bem para Ciro dentro do PSB –até porque quando o político começa a fazer apelos de fora para dentro, é porque não tem apoio interno na legenda.

 

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Por Fernando Rodrigues
18h45 - 07/04/2010
 

Senado: dependente no IR até 32 anos de idade

 

Obcecado por fazer benemerência com o dinheiro alheio, o Congresso produziu mais uma hoje (7.abr.2010).  A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado decidiu que os contribuintes brasileiros poderão continuar a lançar como dependentes pessoas com até 32 anos de idade.

 

A regra não vale ainda para o Imposto de Renda que está sendo declarado agora por milhões de brasileiros. É necessário que a mudança seja transformada em lei e receba a sanção presidencial. Mas é o tipo de medida da qual não se pode duvidar em ano eleitoral.

 

A CAS é presidida pela senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN). O projeto (PLS 145/08) eleva de 21 para 28 anos a idade máxima o dependente que permitirá o abatimento de despesas com saúde e educação. Eleva também de 24 para 32 anos a idade no caso de dependente que “ainda estiver estudando em estabelecimento de ensino superior ou escola técnica de segundo grau”.

 

O autor da proposta, informou a CAS, foi o senador Neuto de Conto (PMDB-SC). Para ele, “as novas faixas etárias correspondem às exigências atuais do mercado de trabalho”. A relatora na CAS, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), apresentou parecer favorável à matéria, argumentando que a situação do contribuinte brasileiro é “nefasta, especialmente no segmento da classe média assalariada, premida por uma tributação injusta e muitas vezes sem a correspondente contrapartida dos necessários serviços públicos.”

 

A senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN), diz o informe da CAS, lembrou que outros países já dão incentivos para os responsáveis por dependentes nesta situação. “Muitas vezes é preciso manter a graduação dos filhos ou dos dependentes. O aumento da dedução é necessário e vai beneficiar as famílias brasileiras”, concluiu a senadora.

 

Agora, a proposta terá  de ser votada pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Vai passar? Não se sabe. Mas esse é um daqueles projetos que validam a velha máxima: toda vez que um congressista tem uma ideia, o Brasil piora.

 

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Por Fernando Rodrigues
 

Na web, Marina Silva recebeu só R$ 2,5 mil

A campanha presidencial de Marina Silva (PV) está indo muito mal na internet. No Twitter, como se vê na imagem a seguir, o perfil da senadora pelo Acre tem menos de 16 mil seguidores (Luciano Huck tem 1,8 milhão):

 

 

Mas o pior é o desempenho na tentativa de receber doações financeiras. Segundo informações de Mônica Bergamo (aqui  para assinantes de Folha e do UOL), “fracassou de forma retumbante, até agora, uma das mais badaladas iniciativas que tentava juntar eleições e internet”. Há 2 meses no ar com a “campanha pioneira de arrecadação de recursos pela rede, o PV de Marina Silva arrecadou míseros R$ 2.500. O dinheiro não cobre sequer o salário de um dos seis funcionários que cuidam das páginas do partido e da pré-candidata à Presidência da República na web”.

 

É bem verdade que nenhum político brasileiro até agora se deu bem tentando arrecadar na web. Mas Marina Silva era a candidata a presidente sobre quem mais se criou expectativa a respeito –por ser de um partido modesto, por se apresentar com uma via alternativa ao PSDB e ao PT e por ensejar um certo olhar de modernidade na política brasileira. Por enquanto, nada disso foi suficiente para atrair de maneira robusta os cerca de 60 milhões de internautas brasileiros.

 

Mônica Bergamo falou com o vereador Alfredo Sirkis (PV-RJ), coordenador da campanha presidencial de Marina. Ele explicou a situação: "A internet ainda não deu muito resultado para nós. É difícil conseguir contribuições (...) Acredito que, quando a campanha eleitoral pegar fogo e as contribuições forem diretamente para a candidata, e não para o partido, vamos arrecadar mais". Mas Sirkis parece desencantado: "A internet não terá aqui o peso que teve [na eleição de Barack Obama] nos EUA".

 

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Por Fernando Rodrigues
 

A histeria sobre a nova nota de 100 dólares

 

Quer dizer que o dólar nunca mais será o mesmo depois da crise de 2008/09? Pode ser.

 

Mas não existe dinheiro mais icônico do que o norte-americano. Agora, criou-se um hype em torno do lançamento da nova nota de US$ 100 no próximo dia 21 de abril (quando, aliás, Brasília completa 50 anos). Ninguém conhece ainda o desenho final daquela famosa tira de papel especial verde com a cara de Benjamin Franklin. Formou-se grande expectativa para saber como será.

 

Aqui, a nota atual:

 

Sabe-se apenas que próxima nota será mais segura (contra falsificações) e deve ter mais cor. Quais cores? Não se sabe. A nova nota de US$ 100 será apresentada em uma grande cerimônia pelo secretário do Tesouro dos EUA (equivalente ao ministro da Fazenda, no Brasil), Timothy Geithner. Devem estar presentes também o presidente do Federal Reserve (Banco Central), Ben Bernanke, e o chefe do serviço secreto norte-americano, Mark Sullivan.


O governo criou até uma página com um relógio countdown para marcar quantos dias, horas e minutos faltam para o grande momento. Aqui.

 

Fanáticos pelo dólar  (os políticos que escondem a moeda na cueca e nas meias) podem seguir o assunto no Twitter.

 

No Flickr, imagens históricas da nota.

 

E o governo dos EUA, claro, tem uma página oficial sobre a nova nota de US$ 100. Ali, é possível se inscrever para receber avisos por e-mail, como esse da imagem a seguir com o relógio countdown (de hoje, 7.abr.2010, pela manhã):


 

 

No YouTube, há, é claro, um canal exclusivo sobre a nota de US$ 100.


E se você quiser ficar amigo da nova nota de US$ 100, sem problemas. Essa excentricidade pode ser saciada na página especial criada no Facebook.

 

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Por Fernando Rodrigues
23h01 - 06/04/2010
 

Aviso aos navegantes do blog

Este blog reafirma: serão recusados comentários escritos com LETRAS MAIÚSCULAS.

 

Na web, letra maiúscula é para GRITAR. Neste blog, gritos são indesejados.

 

Recomendo também a leitura das regras de uso.

Por Fernando Rodrigues
 

Dia 10: Serra em Brasília, Dilma no ABC

O presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff (PT) bateram o martelo: devem estar na região do ABC, na Grande São Paulo, no próximo sábado, 10 de abril.

 

Ao mesmo tempo, o candidato José Serra (PSDB) estará em Brasília lançando oficialmente sua campanha ao Palácio do Planalto.

 

A decisão de Dilma foi demorada e suada. Pensou-se em muitas opções, mas acabou vencendo uma ida não muito espalhafatosa ao ABC no momento em que Serra e os tucanos estarão festejando em Brasília.

 

Não está claro ainda o tamanho do evento dilmista no ABC. Mas Lula tem defendido nos últimos dias algo mais para o discreto do que para o grandioso. Acha que não pegaria bem querer fazer uma competição com o PSDB no dia do lançamento da candidatura de Serra –seria uma provocação infantil, argumentam alguns lulistas.

 

A ver.


 

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Por Fernando Rodrigues
 

Lulocentrismo imobiliza campanha de Dilma

 

Nada, absolutamente nada de relevante é decidido na campanha de Dilma Rousseff a presidente sem que Lula tenha dado o seu OK. Esse lulocentrismo tem em certa medida paralisado a progressão das ações políticas da pré-candidata do PT.

 

Tome-se o caso do dia 10 de abril, sábado, quando José Serra (PSDB) estará em Brasília para fazer o lançamento oficial de sua campanha ao Planalto. Os petistas começaram a ter ideias em cascata sobre como planejar uma agenda paralela para Dilma no mesmo dia.

 

Pensou-se inicialmente em uma ida de Dilma Rousseff ao Rio, ao lado de Lula. Outra opção seria ir a São Paulo, visitar alguma área degradada da capital –por exemplo, os locais prejudicados por enchentes ou o notório buraco do metrô.

 

Até hoje (6.abr.2010) de manhã, Lula não havia se decidido. Por um momento, o presidente teria pensado em recomendar a Dilma uma agenda “low profile” no sábado, dia 10. “Deixem o Serra e o PSDB fazerem a festa deles. É algo pequeno querer atrapalhar fazendo outro evento para concorrer”, teria sido a mensagem de Lula.

 

Mas muitos ainda pressionam para alguma agenda política para a candidata Dilma no sábado. Por enquanto, parece estar prevalecendo uma ida a São Paulo. Mas isso não é certo. Depende do que Lula decidir.

 

 

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Por Fernando Rodrigues
13h25 - 05/04/2010
 

Dilma: presos em Cuba têm acesso grande à mídia

A pré-candidata do PT a presidente, Dilma Rousseff, comentou hoje (5.abr.2010) a situação de presos políticos cubanos que fazem greve de fome. Para ela, não é recomendável fazer greve de fome. Disse que os presos políticos daquele país têm uma situação distinta de presos políticos de outras épocas –por exemplo, os da ditadura militar aqui do Brasil. “Acredito que com os presos cubanos a situação seja diferente porque o acesso que eles têm à mídia é muito grande”, disse a petista em uma entrevista à rádio Jovem Pan.

 

 

Aqui, a íntegra do áudio da entrevista.

 

 

O comentário de Dilma se deu ao responder a uma pergunta a respeito de uma declaração recente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ao se referir ao cenário cubano, Lula comparou os presos políticos daquele país a presos comuns no Brasil (“Temos de respeitar a determinação da Justiça e do governo cubano, de prender as pessoas em função da lei de Cuba, assim como quero que respeitem o Brasil (...). Gostaria que não houvesse [a detenção de presos políticos], mas não posso questionar as razões pelas quais Cuba os deteve, como tampouco quero que Cuba questione as razões pelas quais há pessoas presas no Brasil").

 

 

Indagada se concordava com o presidente Lula, a candidata Dilma disse (pouco depois de 26 minutos de entrevista à Jovem Pan):

 

 

 

“...A greve de fome, num processo de tentativa de conseguir alguma coisa ela é algo que geralmente se volta contra a própria pessoa que faz. Nesse sentido, não interessa que preso seja, você não deve fazer greve de fome, vamos dizer, como reação a alguma atividade. Acho que ele falou foi nesse sentido. Obviamente os presos cubanos têm diferenças em relação aos presos comuns brasileiros. Como nós tínhamos aliás. Aliás, é interessante porque teve um determinado momento em que no Brasil, não sei se você sabe, uma das características mais fortes foi tentar, de uma certa forma, bloquear todas as manifestações e todas as expressões. Até que houve aquele desbloqueio e a gente conseguiu falar com a Anistia Internacional. Acredito que com os presos cubanos a situação seja diferente porque o acesso que eles têm à mídia é muito grande".

 

 

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Por Fernando Rodrigues
 

Jobim: popularidade de Lula não garante Dilma

Em alentada entrevista ao UOL, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, analisa o cenário eleitoral ("o eleitor não vota no passado"), fala sobre os caças para a FAB (devem mesmo ser os franceses), lei de acesso a informações públicas (25 anos de prazo de sigilo máximo satisfaz as Forças Armadas).

 

Aqui, a entrevista em vídeo.

 

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Por Fernando Rodrigues
 

Marta garante também 2º voto em São Paulo

  • candidata do PT ao Senado é a segunda escolha entre eleitores dos adversários

 

Coluna de hoje (5.abr.2010) na Folha. Abaixo, as tabelas com os dados usados nesse texto:

 

FERNANDO RODRIGUES

Marta salva o PT paulista

 

BRASÍLIA - Aloizio Mercadante tem 13% das intenções de voto para o governo de São Paulo, segundo o Datafolha. Já Marta Suplicy lidera com 43% a disputa por uma das duas vagas paulistas no Senado.


Ambos, Mercadante e Marta são filiados ao mesmo partido, o PT. Pode-se argumentar que as coisas são mais fáceis para a ex-prefeita paulistana porque há duas vagas para o Senado. Mais ou menos. Pedi ao Datafolha uma estratificação da pesquisa. Nota-se então que Marta é a primeira opção de 29% dos eleitores -bem acima dos 13% de Mercadante. Outros 14% escolhem a petista como segundo voto.

 

Ainda faltam seis meses até outubro, mas Marta Suplicy é neste momento a grande puxadora de votos do PT em solo bandeirante.

 

A candidata a presidente pelo PT, Dilma Rousseff, amarga apenas 24% nas pesquisas na região Sudeste. Lula, ao ser reeleito em 2006, teve 37% dos votos no primeiro turno em São Paulo -seis pontos a menos do que Marta tem hoje para o Senado.

 

Um dos indicadores que mostram a solidez de uma candidatura para o Senado é ser a segunda opção de voto entre os eleitores de seus concorrentes. Nesse aspecto, Marta é a líder absoluta na disputa.

 

Tome-se como exemplo o eleitorado dos quatro principais adversários da petista. Pela ordem na pesquisa Datafolha, são os seguintes: Romeu Tuma (PTB), Orestes Quércia (PMDB), Netinho de Paula (PC do B) e Soninha (PPS).

 

Nada menos do que 25% dos eleitores de Tuma dizem votar em Marta como segunda opção. No caso de Quércia, o percentual sobe para 34%. Entre os que preferem Soninha e Netinho, as taxas registradas a favor da petista são de 28% e 27%, respectivamente.

 

Tudo considerado, Marta Suplicy por enquanto salva o PT de um fracasso eleitoral em São Paulo.

 

 

 

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Por Fernando Rodrigues
20h47 - 04/04/2010
 

Poder e política na semana – 5 a 10.abr.2010

Esta será a primeira semana com os candidatos a presidente livres de seus cargos. Dilma começa na 2ª dando entrevista logo cedo para rádios de grande audiência em SP (Jovem Pan) e no Rio (Globo). Serra, no sábado, lança oficialmente sua campanha em Brasília.

 

Lula passa a semana recebendo autoridades: os presidentes do Chile, Libéria e Mali estarão em Brasília.

 

A seguir, o que vai mover o mundinho da política na semana que começa:

 

 

Segunda (5.abr)
Reunião ministerial – das 9h até a hora do almoço, Lula reúne sua tropa para dar um gás para os 11 novos ministros que assumiram neste ano.

 

Dilma popular – pela manhã, Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à Presidência dá entrevista a duas rádios de grande audiência no país –Rádio Jovem Pan de São Paulo e Rádio Globo do Rio de Janeiro.

 

PR apóia PT – na posse de Alfredo Nascimento com presidente nacional do Partido da República, esse partido deve anunciar oficialmente o apoio à campanha de Dilma para presidente.
esclarecimento do blog: o PR é o antigo PL, sigla cujo nome esteve muito citado no escândalo do mensalão.

 

Lula, Prouni e a Espanha – presidente Luis Inácio Lula da Silva participa em Brasília, da Despedida dos alunos do ProUni selecionados para cursos de graduação na Universidade de Salamanca/Espanha.

 

Inflação – FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) divulgas o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) referente ao mês de março.

 

 

Terça (6.abr.2010)
Lula na favela – desta vez sem a companhia de Dilma Rousseff, que deixou a Casa Civil para concorrer à Presidência, presidente inaugura obras do PAC no Complexo de favelas do Alemão do Rio de Janeiro. À tarde na Escola Naval do Rio participa da premiação das olimpíadas brasileiras de matemática no ensino público.


Lula e a construção civil – à noite em São Paulo, o presidente Lula participa da abertura da Feira da Indústria da Construção e da Iluminação no centro de convenção do Anhembi.


Ficha limpa
Câmara decide de uma vez se vota ou não o projeto para impedir políticos condenados de disputar a eleição. Como a pauta está trancada por 9 MPs, votações terão de ser em sessões extraordinárias.

Acesso a documentos públicos – pode ser votado na Câmara esse projeto.
Comentário do blog: só o Itamaraty é contra e defende o sigilo eterno para determinados papéis.

 

Quarta (7.abr.2010)
Visita oficial – Libéria  presidente Lula recebe a presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, que à tarde também visita o Congresso Nacional.

Cesta Básica – Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos) divulga pesquisa da Cesta Básica Nacional.

Emprego industrial – CNI (Confederação Nacional da Industria) divulga índices do emprego industrial referente ao mês de fevereiro.

 

Quinta (8.abr.2010)
Visita oficial – Mali – presidente Lula recebe o presidente do Mali, Amadou Toré.

PC do B apóia PT o PC do B realiza evento em Brasília para oficializar apoio à candidatura de Dilma Rousseff ao Planalto. Além do vereador-cantor Netinho de Paula (SP), que pleiteia vaga para disputar o Senado por São Paulo, foram chamados Martinho da Vila e Leci Brandão.

Inflação – IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulga IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Ampliado) referente ao mês de março.

PTC na TV – partido terá seus 5 minutos gratuitos no rádio e na TV em rede nacional.

 

Sexta (9.abr.2010)
Visita oficial – Chile – na mais importante e estratégica das visitas, presidente Lula recebe o presidente recém-eleito do Chile Sebastian Piñeda.

Emprego industrial II – IBGE divulga índices do emprego industrial no mês de fevereiro.

 

Sábado (10.abr.2010)
Mega-evento para Serra – PSDB realiza em Brasília, evento para lançar a candidatura de José Serra à Presidência da República

Dilma no Rio – com Lula a tiracolo, a candidata do PT passa o dia no balneário.

 

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Por Fernando Rodrigues
 

Datafolha no RS: Tarso 31% X 30% Fogaça

 

Saiu pesquisa Datafolha para as eleições no Rio Grande do Sul. Encomendada pelo Grupo RBS (TV Globo gaúcha e jornal “Zero Hora”), o levantamento traz um empate técnico entre Tarso Genro (PT), que tem 31%, e José Fogaça (PMDB) , que aparece com 30% pela disputa do governo local.

 

Realizada nos dias 30 e 31 de março, a pesquisa testa vários cenários. Fogaça e Tarso sempre aparecem empatados tecnicamente, dentro da margem de erro, que é de 3 pontos percentuais.

 

Este blog mantém a mais ampla página de pesquisas eleitorais do país desde o ano 2000. Aqui, as pesquisas estaduais. Aqui, os cenários para presidente.

 

No levantamento do Datafolha para o Rio Grande do Sul, quando está incluída a atual governadora daquele Estado, Yeda Crusius (PSDB), ela aparece em terceiro lugar, com 8%.

 

Aparentemente, os gaúchos ainda não estão muito interessados na eleição para governador. Na pesquisa espontânea –quando não são apresentados os nomes dos candidatos–, 74% dos entrevistados responderam não saber em quem votar.

 

Abaixo, o quadro divulgado pelo Grupo RBS com os dados da pesquisa. Se a imagem estiver pouco legível, clique sobre a tabela com o botão direito do mouse e tente salvar o arquivo para abrir em outra janela de seu navegador:

 

 

 

A seguir, a tabela com a pesquisa do Datafolha para o Senado no Rio Grande do Sul:

 

 

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Por Fernando Rodrigues
 

Aviso aos comentaristas do blog

Este blog passa, a partir de hoje, a recusar comentários escritos integralmente com LETRAS MAIÚSCULAS.

 

Recomendo também a leitura das regras de uso.

Por Fernando Rodrigues
 

Vox Populi: Serra 34% X 31% Dilma

 

Saiu pesquisa Vox Populi para a disputa presidencial, encomendada pela TV Bandeirantes:


  • José Serra (PSDB) – 34%
  • Dilma Rousseff (PT) – 31%
  • Ciro Gomes (PSB) – 10%
  • Marina Silva (PV) 5%

 

A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais. A coleta dos dados foi de 30 a 31 de março.

 

Votos nulos e brancos somam 7%. Outros 13% dos entrevistados não souberam ou não quiseram responder.

 

Quando Ciro Gomes não está entre os candidatos, Serra aparece com 38%. Dilma tem 33%. Marina Silva fica com 7%. Brancos e nulos são 7% e outros 15% que não quiseram ou não souberam responder.

 

Este blog mantém a mais ampla página de pesquisas eleitorais do país desde o ano 2000. Para acesso, clique aqui.

 

Sobre a pesquisa Vox Populi:

 

  • não testou os nanicos. Já há muitos pré-candidatos de partidos pequenos (aqui, uma lista dos nanicos). Não há como ignorá-los. São um fato da realidade. Vários desses candidatos já pontuam 1% em algumas regiões do Brasil (aqui, um post com esse quadro de acordo com o Datafolha).

 

  • a pesquisa Vox mostra que Serra e Dilma estão empatados tecnicamente. Mas do ponto de vista estatístico e das tendências, é mais ou menos o que outros levantamentos estão dizendo. Por exemplo, na Vox Dilma Rousseff aparece com 31%, o que equivale dizer (considerada a margem de erro) que está na faixa de 28,8% a 33,2%. No último Datafolha (margem de erro menor, de 2%), realizado uma semana antes da Vox, Dilma fica na faixa de 25% a 29%. Ou seja, os resultados são quase idênticos. Para José Serra há apenas uma pequena variação estatística: Na Vox, o tucano flutua de 31,8% a 36,2%; no Datafolha, de 34% a 38%. 

 

 

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Por Fernando Rodrigues
Perfil

Fernando Rodrigues, jornalista, nasceu em 1963. Fez mestrado em jornalismo internacional na City University, em Londres, Reino Unido (1986).

Na Folha desde 1987, foi repórter, editor de Economia, correspondente em Nova York (1988), Tóquio (1990) e Washington (1990-91). Na Sucursal de Brasília da Folha desde 1996, assina a coluna "Brasília", na página 2 do jornal, às quartas e sábados.

Mantém uma página de política no UOL desde o ano 2000 - com informações estatísticas e analíticas sobre eleições, pesquisas de opinião e partidos políticos. Em 2007/08 recebeu uma fellowship da Fundação Nieman, na Universidade Harvard (Cambridge, MA, nos Estados Unidos).

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