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Cobertura política, eleitoral, pesquisas e notícias do poder

17h05 - 07/11/2009
 

Rubem Fonseca e um "trailer" do seu livro

"O Seminarista" foi lançado. Clichês, lugares-comuns e um escritor se repetindo, dizem alguns críticos.

 

Inveja, digo eu. Eis a narração de um trecho:

 

 

 

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Por Fernando Rodrigues
13h01 - 06/11/2009
 

UOL tem 6,7 milhões de visitantes no exterior

Uma informação para entender como anda a internet brasileira: cresce a atração de audiência de fora do Brasil.

 

Esse é o dado da ComScore divulgado nesta semana que indica 6,7 milhões de visitantes únicos ao UOL a partir do exterior em setembro passado. O Universo Online já é o líder no país entre os portais de notícias. Aqui, o dado medido pelo Ibope. Agora, sabe-se que o UOL é também o portal brasileiro líder de acessos vindos de outros países.

 

Abaixo, a tabela divulgada pela ComScre:

 

 

*Exclui a audiencia dos computadores públicos, tais como cafés de Internet ou acesso a partir de telefones móveis ou PDAs.

 

É importante notar que está excluída da conta uma audiência relevante em lan houses e cyber cafés. Ou seja, a audiência real é muito maior do que a descrita nesse quadro.

 

Alguém ainda tem dúvida sobre o efeito da internet nas eleições de 2010?

 

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Por Fernando Rodrigues
20h13 - 05/11/2009
 

Brasília terá moeda de R$ 5 para celebrar 50 anos

A capital da República completa meio século em 21 de abril de 2010. Entre outras homenagens, Brasília ganhará uma moeda emitida pelo Banco Central no valor de R$ 5. Serão cunhadas apenas 30 mil unidades _apenas para o consumo de colecionadores.

 

A peça será fabricada pela Casa da Moeda em prata, com 40 milímetros de diâmetro. Em um dos lados, a moeda terá o plano de Brasília (o formato das duas asas e a Esplanada dos Ministérios). Na outra face serão gravadas imagens sobrepostas do Congresso Nacional, Catedral de Brasília, Palácio do Planalto e da escultura Guerreiros (situada na Praça dos Três Poderes).

 

Embora o valor nominal da moeda seja de R$ 5, cada uma será vendida por R$ 110.

 

Eis as imagens da peça, que será lançada só em março do ano que vem:

 

 

 

 

 

 

 

 

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Por Fernando Rodrigues
 

Lula recebe prêmio, mas as estatais pratrocinam

É da maior relevância a notícia de hoje (5.nov.2009) na Folha sobre quem patrocina o prêmio Chatham House 2009, concedido ao presidente Lula, em Londres. O presidente brasileiro foi agraciado por ser o "motor-chave da estabilidade e da integração na América Latina". A premiação é oferecida pelo Royal Institute for International Affairs. Mas estatais brasileiras estão listadas como patrocinadoras. As estatais alegam ter havido uma confusão --só teriam comprado o direito de estarem presentes ao evento. Enfim, uma confusão.

 

Abaixo, o início da reportagem da Folha. Aqui, a íntegra para assinantes do jornal e do UOL.

 

Estatais patrocinam prêmio

concedido a Lula em Londres

 

 

Premiação da Chatham House é co-patrocinada por Petrobras, BNDES e Banco do Brasil 


Presidente recebe prêmio hoje por ser "motor-chave da estabilidade e da integração na América Latina'; estatais negam ser patrocinadoras 


SIMONE IGLESIAS
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

ANA FLOR
DA REPORTAGEM LOCAL

 

A lista de empresas que patrocinaram ou apoiaram o prêmio que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebe hoje em Londres inclui três estatais (Petrobras, BB e BNDES), três empresas privadas brasileiras (Bradesco, Itaú e TAM) e várias companhias estrangeiras com interesses comerciais no país.

 

Lula recebe hoje o prestigiado prêmio Chatham House 2009, em Londres, por ser o "motor-chave da estabilidade e da integração na América Latina". Oferecido pelo Royal Institute for International Affairs, o prêmio teve outros dois finalistas: o chanceler da Arábia Saudita, o príncipe Saud Al Faisal, e a presidente da Libéria, Ellen Johnson-Sirleaf. Lula ganhou em votação aberta realizada na instituição.

 

O site da Chatham House lista os patrocinadores. Além das estatais e das empresas privadas nacionais, aparecem a Royal Dutch Shell (patrocinadora principal), Anglo American, BG Group, Bloomberg, British American Tobacco, Chevron Ltda, Chivas Brothers, Eni S.p.A, GlaxoSmithKline, HSBC, Rolls-Royce, Santander e Telefonica. O site não informa o valor das cotas de patrocínio.

 

 

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Por Fernando Rodrigues
20h04 - 04/11/2009
 

O Muro de Berlim e o Brasil: a queda veio atrasada

 

O Muro de Berlim caiu há 20 anos. Foi um evento simbólico para o fim do bloco soviético. Para o Brasil, veio tarde. O país tinha enfrentado 21 anos de ditadura militar (1964-1985). Estava em plena transição para a normalidade democrática. A Constituição redigida e promulgada em 1988 ainda foi idealizada dentro de um mundo bipolar que não existia mais na vida real –faltava apenas o Muro cair, o que ocorreu no ano seguinte.

 

Esse é mais um dos azares históricos do Brasil. Se o Muro de Berlim tivesse caído em 1987 –ou se a Constituição tivesse sido redigida só em 1990– o país seria outro.

 

Os políticos e a sociedade brasileira em geral ainda sonhavam com um mundo idílico que o Leste Europeu já sabia ser incompatível com a realidade. Por essa razão a Constituição de 1988 tabelava os juros em 12% (esse artigo já foi revogado) e garantia quase tudo para os cidadãos, sem saber exatamente como entregar a mercadoria.

 

Roberto Campos (1917-2001) costumava brincar. Dizia que após a Constituição de 1988 todos poderiam pedir um habeas corpus preventivo a Deus para nunca morrerem. “É que o artigo 5º garante ‘aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no país a inviolabilidade do direito à vida’, ou seja, eu não tenho como morrer”, dizia ele, gargalhando.

 

Essa irrealidade ficou clara para todos logo depois da queda do Muro de Berlim. As misérias apareceram às claras nos países do antigo bloco soviético. Mostravam como foram ingênuos os deputados e os senadores constituintes de 1988. Alguns até bem intencionados, mas todos completamente descolados da realidade.

 

Mas o Muro de Berlim caiu e aos poucos as coisas foram aos poucos se ajustando. A ponto de a Constituição de 1988 já ter sido emendada 64 vezes. Dá uma média de 3,1 alterações por ano –outro possível recorde brasileiro.

 

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Por Fernando Rodrigues
11h39 - 02/11/2009
 

Poder e política na semana – 2 a 6.nov.2009

 

A semana é mais curta por causa do feriadão de hoje (2.nov). Mas muitas photo ops pela frente. Lula será recebido (na 5a feira) pela rainha da Inglaterra. Dilma Rousseff será incensada por centenas de prefeitos petistas em Guarulhos (6a feira). O mensalão mineiro será julgado pelo STF (4a feira). Na TV, o PP (Maluf, Dornelles et al) terá seu programa na TV (5a feira).


A seguir, um apanhado do que vai mover o mundinho da política nesta semana:

 

Segunda (02.nov)
Finados – o feriado esvazia Brasília.

 

PT no Roda Viva – o líder petista na Câmara dos Deputados, Cândido Vaccarezza (SP), é o entrevistado do programa da TV Cultura. A entrevista vai ao ar às 16h30 pela web no site da emissora. Às 22 horas, íntegra na TV Cultura. Às 22h40, na TV Brasil.
Comentário do blog: Vaccarezza é o nome em alta no PT. Quer ser presidente da Câmara em 2011.

 

 

Terça (03.nov)
COP-15 – pela manhã, Lula participa de reunião sobre a Conferência de Mudanças Climáticas de Copenhague.

 

Lula em Recife – pela tarde, o presidente participa do 9º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva antes de embarcar para a Inglaterra.

 

Meirelles em Oxford – antes da chegada do presidente Lula à Inglaterra, o presidente do Banco Central dá palestra sobre os Brics (Brasil, Rússia, Índia e China) na Universidade de Oxford.

 

Pré-sal – os relatórios das 4 comissões sobre o marco regulatório devem ser votados na Câmara.

 

 

Quarta (04.nov)
BNDES em Londres – o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, inaugura sede do banco em Londres. Junto a ele, estarão o presidente Lula, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), o ministro Guido Mantega (Fazenda) e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.

 

Battisti – o ministro Marco Aurélio de Mello deve fazer a leitura do seu voto sobre o pedido de extradição do italiano no plenário do STF (Supremo Tribunal Federal).
dúvida do blog: como vai se decidir o novo ministro do STF, José Antônio Dias Toffoli? Vai se dar por impedido ou vai votar?

 

Conselho de Segurança da ONU – na Câmara, o ministro Celso Amorim (Relações Exteriores), o ministro Nelson Jobim (Defesa), Marco Aurélio Garcia e Francisco Rezek a intenção do Brasil de ter assento permanente no conselho.

 

Contas de luz – o diretor-geral da Aneel, Nelson Hubner, vai à Câmara explicar a cobrança indevida nas contas de luz.

 

Lula em Londres – janta com o primeiro ministro inglês, Gordon Brown. Antes, participa de audiência com o presidente da Arcelor Mittal, Lakshmi Mittal, e concede entrevista ao “Financial Times”.

 

Mensalão mineiro – STF julga ação contra o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) e Marcos Valério. Os dois são acusados de fazer caixa 2 durante a campanha de Azeredo à reeleição ao governo de Minas Gerais em 1998.

 

Novo site do PT – a nova homepage do partido estará online. Assunto já tratado pelo blog aqui e aqui.

 

PEC da Música – plenário da Câmara deve votar a proposta que isenta CDs e DVDs de impostos. Artistas inundarão os corredores do Congresso.

 

PT-PMDB – reunião com 10 integrantes de cada partido discute a aliança eleitoral para 2010, o apoio a Dilma e as coalizões nos Estados.

 

 

Quinta (05.nov)
Congresso do PC do B – comunistas se reúnem para o seu 12º Congresso. Ele vai até domingo (08) no centro de convenções Anhembi, em São Paulo.

 

Elizabeth II – Lula será recebido pela rainha.

comentário do blog: grande "photo op".

“Estadista do ano” – Lula recebe o prêmio na Chatam House, antes de retornar ao Brasil.

 

“Investindo no Brasil”seminário do “Financial Times” e do “Valor Econômico” terá o presidente Lula, os ministros Guido Mantega (Fazenda) e Dilma Rousseff (Casa Civil) e os presidentes do Banco Central, Henrique Meirelles, e do BNDES, Luciano Coutinho.

 

PP na TV – o partido herdeiro da Arena, hoje na base de apoio de Lula, terá seus 10 minutos gratuitos na TV e no rádio.
expectativa do blog: como o PP tratará da sua relação atual com o governo Lula, do qual é aliado, e as possíveis indicações para apoio na eleição de 2010.

 

Segurança no Rio – o ministro Tarso Genro (Justiça), o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, e o governador do Rio, Sérgio Cabral, vão à Câmara dos Deputados discutir a política de segurança pública no Estado.

 

Sexta (06. nov)
Encontro de prefeitos petistas – em Guarulhos (SP), parte dos 547 prefeitos do partido se reúnem sob os auspícios da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) até o dia seguinte.
comentário do blog: 2010 já começou.

 

 

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Por Fernando Rodrigues
 

O lobby tem vida fácil e livre no Brasil

Coluna de hoje (2.nov.2009), na Folha.

 

FERNANDO RODRIGUES 

O lobby descarado

BRASÍLIA - A Caixa Econômica Federal patrocinou parte da festa em celebração à posse de José Antonio Toffoli como ministro do Supremo Tribunal Federal, no dia 23 passado. Conforme relatou Frederico Vasconcelos, o mimo do banco estatal ficou em R$ 40 mil.


Neste fim de semana prolongado, 450 procuradores da República reuniram-se em Natal (RN). Tema do debate: "jurisdição constitucional e democracia". Os responsáveis pelas principais investigações no país receberam patrocínios da CEF e da Confederação Nacional da Indústria. Ontem, como ninguém é de ferro, o dia foi livre. 


Também neste feriadão, a Associação dos Magistrados Brasileiros fez seu congresso. Em São Paulo, mesmo sem resort à beira-mar, o encontro não dispensou a ajuda de Bradesco ("patrocinador master"), TAM e Vivo, entre outros.


A festa para Toffoli, o convescote em Natal e os juízes reunidos com a colaboração de empresas em São Paulo são apenas três episódios recentes de uma prática consolidada no Poder Judiciário e no Ministério Público: pedir patrocínio à iniciativa privada e ao Estado quando organizam algum evento. 


Confrontados sobre a conveniência desse costume impróprio, juízes e procuradores reagem sempre da mesma forma. Seria tosco imaginar, dizem, um fim de semana na praia comprar uma decisão judicial. O argumento é frágil, mas não é esse o único problema. 
O lobby descarado ocorre sem nenhum controle. É quase ocioso lembrar a raridade de patrocínios de entidades de defesa do consumidor para eventos de juízes ou de procuradores. Bancos e indústrias são os alvos prediletos. 


Há algumas semanas, Michel Temer falou sobre acelerar a tramitação do projeto de lei para regulamentar a atividade de grupos de pressão no país. O assunto morreu rapidamente. Uma regra clara não interessa a quem faz o lobby nem a muitos usuários dos benefícios. 

 

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Por Fernando Rodrigues
Perfil

Fernando Rodrigues, jornalista, nasceu em 1963. Fez mestrado em jornalismo internacional na City University, em Londres, Reino Unido (1986).

Na Folha desde 1987, foi repórter, editor de Economia, correspondente em Nova York (1988), Tóquio (1990) e Washington (1990-91). Na Sucursal de Brasília da Folha desde 1996, assina a coluna "Brasília", na página 2 do jornal, às quartas e sábados.

Mantém uma página de política no UOL desde o ano 2000 - com informações estatísticas e analíticas sobre eleições, pesquisas de opinião e partidos políticos. Em 2007/08 recebeu uma fellowship da Fundação Nieman, na Universidade Harvard (Cambridge, MA, nos Estados Unidos).

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