UOL Notícias Blogs
 

Blog

Cobertura política, eleitoral, pesquisas e notícias do poder

20h48 - 26/06/2009
 

Transparência: como o governo Obama está fazendo

A revista "Wired" publica uma longa reportagem com Vivek Kundra, diretor geral de informações do governo dos EUA. Aqui, o texto da "Wired" (em inglês).

 

Kundra fala sobre o www.data.gov, site ambicioso que pretende colocar tudo, absolutamente tudo o que é produzido no âmbito federal à disposição na internet.

 

As informações não ficam apenas disponíveis para consulta, mas as bases de dados completas estão livres para download. E nada de oferecer apenas pdfs mixurucos, produzidos como imagem para impedir consultas avançadas. O www.data.gov permite ao internauta baixar os dados em vários formatos (XML, CVS/text, KLM/KMZ etc.). Com a massa de dados em seu microcomputador, cada cidadão faz os cruzamentos que bem entende. Tira as suas próprias conclusões. É o Estado dando às pessoas comuns o direito de exercerem o seu papel de fiscalizadores do poder público.

 

Os políticos brasileiros realmente interessados em transparência (eles existem?) podem talvez estudar a experiência em curso nos EUA. É bom dizer que lá ainda a estrada a ser trilhada é longa (o data.gov ainda está desidratado). Mas os norte-americanos estão no caminho certo.

 

A seguir, o vídeo de Kundra falando à "Wired":

 

 

 

Por Fernando Rodrigues
16h34 - 25/06/2009
 

Leis brasileiras: a melhor compilação da história

O governo lança uma espécie de "google jurídico" na segunda-feira, 29.jun.2009. Eis o link:

 

www.lexml.gov.br

 

É um passo enorme para democratizar o acesso ao oceano jurídico brasileiro.

Por Fernando Rodrigues
 

Tarso Genro: aliança PT-PMDB é "impossível" no RS

Tarso Genro, ministro da Justiça e pré-candidato do PT ao governo do Rio Grande do Sul, dinamitou a possibilidade (que sempre foi remotíssima) de algum acordo com o PMDB com vistas ao pleito de 2010.

 

A entrevista ao UOL pode ser assistida aqui.

 

Os realistas dirão: "Tarso não disse nada de novo".

 

Os pragmáticos vão reagir: "Mas para que ficar falando isso agora, justamente no momento em que o PT mais namora o PMDB em nível nacional para apoiar Dilma Rousseff?".

 

É a política no seu melhor.

Por Fernando Rodrigues
19h03 - 24/06/2009
 

Deputados confirmam em reunião regras restritivas para internet na campanha política de 2010

 

Terminou agora no fim da tarde a reunião de deputados a respeito das regras eleitorais que serão inseridas em uma lei a respeito do uso da internet no ano que vem.

 

Basicamente, é tudo o que já está descrito no post abaixo, com algumas alterações que detalho a seguir.


Haverá muitas restrições. As campanhas políticas brasileiras terão dificuldade para mimetizar o que se passa em países desenvolvidos --a grande conexão entre eleitores e políticos por meio da web.

 

O principal problema é que o excesso de regras inibirá o movimento dos candidatos com menos recursos de entrarem com tudo na rede. Haverá muita dúvida legal sobre incentivar a criação de grupos de relacionamento e outros mecanismos de comunicação interativa. Quem não tem assessoria jurídica pode ficar com medo de avançar pelo risco (real) de ser processado até a morte pelo candidatos mais poderosos. Dessa forma, a regulação extremada mata o que há de melhor na internet em campanhas eleitorais: a liberdade total que ajuda a renovar a política.

 

Os políticos brasileiros não querem renovação. Querem manter o status quo.

 

Tudo ainda se trata de um projeto de lei. Essa a melhor parte: a preguiça crônica pode impedir deputados e senadores de aprovarem o monstrengo até setembro, a tempo de a regra valer para 2010.

 

Para saber como tudo vai ser, é útil ler o post abaixo e os seguintes acréscimos decididos na reunião de hoje (24.jun.2009) à tarde:

 

 

1) limite de doação de R$ 1.000 pela internet – graças ao deputado Mendes Ribeiro (PMDB-RS) essa restrição foi derrubada. Boa decisão. Mas ainda não está claro se os deputados entenderam que devem fazer um sistema que permita a qualquer eleitor fazer a sua doação por meio de cartões de crédito ou débito.

 

2) Debates limitados na internet – em compensação, os deputados dizem pretender liberar um pouco a regra para TVs e rádios. Poderão fazer debates as emissoras que conseguirem o consentimento de 2 terços dos candidatos. É um avanço sobre a regra atual, pois no momento só é possível debate quando todos os candidatos concordam em participar.

O problema é que a regra dos 2 terços (alguns defendem 50% + 1) passaria a valer também para a internet... É um truque para restringir a web. Hoje, não existe nenhum tipo de limitação. Sites e portais estão livres para promover um debate entre os 2 ou 3 mais bem colocados na disputas eleitorais. Com a lei proposta, essa liberdade vai para o espaço.

 

3) propaganda só depois de 5 de julho – nenhum deputado abre mão dessa limitação. A hipocrisia continuará reinando: ninguém poderá admitir ser candidato e pedir votos antes de 5 de julho no ano eleitoral. Inclusive na internet. E se alguém fizer isso para o político a partir de um site, blog, twitter etc. no exterior? Ninguém consegue responder direito qual seria a providência a ser tomada.

 

4) sátiras, animações, entrevistas, humor – tudo realmente ficará proibido ou restrito. A ideia dos deputados, dizem, é transportar para a web as regras que vigoram em parte dos meios de comunicação. Por exemplo, o site que entrevistar um candidato e deixar os outros de fora certamente estará correndo o risco de ser processado. Sobretudo se o entrevistado ousar fazer algum tipo de crítica aos adversários. Um trecho da proposta de lei fala, explicitamente, que é proibido “dar tratamento privilegiado a candidato, partido ou coligação”. Ou seja, qualquer coisa pode ser interpretada dessa forma.

 

5) direito de resposta – será criado um dispositivo na lei obrigando sites, blogs etc. a concederem direito de resposta quando algum político se sentir ofendido. É uma ideia despropositada. Se alguém ofende um político em um blog, terá necessariamente de conceder direito de resposta. Ora, diferentemente de um jornal, revista, TV ou rádio, sites e blogs na internet podem ser criados quase sem custo por qualquer pessoa. Por que sites e blogs precisariam se submeter às mesmas regras da velha mídia, que é bem mais restritiva? Os deputados não têm a resposta.

 

6) sites deverão mesmo ser registrados no TSE e precisam ser hospedados no Brasil – a exigência está mantida para os sites do candidato ou do partido/coligação. Pessoas que tenham interesse em montar um site a favor de um candidato estão (ufa!) livres da burocracia. Mas essas pessoas terão de se submeter a todas as outras regras, inclusive a de dar direito de resposta a algum candidato que se sentir ofendido.

Sobre sites que possam ser lançados a partir de provedores no exterior, nenhum deputado soube dizer ao blog como seria a reação do político ou da Justiça Eleitoral brasileira. No mínimo, essa inusitada exigência da lei provocará situações em que os TREs ou o TSE terão de enviar requerimentos de informações para a Tailândia, Nigéria ou Paraguai.           

 

7) propaganda paga na internet – segundo o deputado Flávio Dino (PC do B-MA), a proibição foi total “por conservadorismo” dos deputados envolvidos no debate. Aparentemente, ninguém ali sabia definir exatamente o que é um banner... Acham que não teriam como medir se algum político abusasse desse tipo de recurso. Enfim, na dúvida, querem proibir tudo.

 

Por Fernando Rodrigues
 

Proposta de lei da internet na política acorrenta Brasil ao século 20

 

  • doações por meio da web serão limitadas a apenas R$ 1 mil
  • propaganda só será liberada depois de 5 de julho. Antes, será ilegal
  • sites deverão ser registrados no TSE e precisam ser hospedados no Brasil
  • sátiras, animações, entrevistas, humor: tudo ficará proibido ou restrito
  • debates serão autorizados só com todos os candidatos presentes (nanicos inclusive)

 


Há muita gente bem intencionada na discussão sobre novas regras para o uso da internet na política. Flávio Dino (PC do B-MA), Mendes Ribeiro (PMDB-RS) estão entre os que tentam melhorar as regras. Mas o texto até agora discutido é um lixo quase completo. O assunto está sendo discutido hoje (24.jun.2009), na Câmara (a reunião acabou: leia no post acima).

 

Basicamente, os deputados brasileiros não entenderam ainda do que se trata a internet. Querem legislar impondo restrições. Vão produzir mais uma lei que não vai pegar no Brasil. Inútil. Pior ainda, será uma desmoralização quando os deputados descobrirem que não adianta proibir blogs, sites etc. que não estejam registrados no TSE. Qualquer um, seja do bem ou do mal, pode montar o site que bem entender num país vizinho.

 

É uma lástima que o Congresso viva no século 20. Com essa possível lei, condenarão a política brasileira a ficar, para sempre, proibida de entrar no século 21.

 

A seguir, alguns tópicos da lei proposta e comentários do blog:

 

 

“Art. 1º. A Lei nº 9.504, de 30 de setembro de 1997, passa a vigorar acrescida dos seguintes dispositivos:

“Art. 23 ..........................................................................

§ 4º ...............................................................................

III mecanismo disponível, em sítio da Internet do candidato, partido ou coligação, que deverá atender aos seguintes requisitos:

a)            identificação do doador;

b)            limitação das doações ao valor total de R$ 1.000,00 (um mil reais), por pessoa física, durante toda a campanha;

c)            obrigatória emissão de recibo eleitoral para cada doação realizada”.

 

Comentário do blog: por que limitar a R$ 1 mil? Segundo alguns dos envolvidos seria porque esse valor está próximo, um pouco abaixo, do limite que pessoas físicas podem oferecer sem ter a obrigação de declararem em seus IRs. Incrível. O que uma coisa tem a ver com a outra? Nada. Por que um cidadão, se assim o desejar, não poderia doar, digamos, R$ 1,2 mil para um candidato por meio eletrônico, na internet?

Além do mais, num país com economia ainda tão instável como a brasileira, é uma temeridade escrever valores monetários em uma lei. Daqui a alguns anos, o valor terá de ser alterado por meio de... outra lei.

 

“Art. 57 - A É permitida a propaganda eleitoral na Internet, nos termos desta lei, após o dia 5 de julho do ano da eleição”.

Comentário do blog: eis aí os deputados querendo legislar para o planeta Terra inteiro, para a galáxia. Para que impor essa restrição se é impossível que alguém lance um site, apócrifo que seja, num país vizinho, a qualquer tempo e época?

 


“Art. 57-B A propaganda eleitoral na Internet  poderá ser realizada nas seguintes formas:

I - em sítio do candidato, com endereço eletrônico comunicado à  Justiça Eleitoral e hospedado, direta ou indiretamente, em provedor de serviço de Internet estabelecido no país;

II -  em sítio do partido ou da coligação, com endereço eletrônico comunicado à  Justiça Eleitoral e hospedado, direta ou indiretamente, em provedor de serviço de Internet estabelecido no país;

III – por meio de mensagem eletrônica para endereços cadastrados gratuitamente pelo candidato, partido ou coligação;

IV - por meio de blogs, redes sociais, sítios de mensagens instantâneas e assemelhados de candidatos, partidos ou coligações ou de iniciativa de qualquer pessoa natural”.

Comentário do blog: qual é a lógica a respeito de comunicar a existência do site à Justiça Eleitoral? A mesma que ainda faz alguns órgãos públicos exigirem a autenticação de documentos e o reconhecimento de firmas –aqueles carimbinhos lindos dos cartórios, com uma mãozinha fechada e o dedo indicador esticado apontando para a assinatura... Ah, a nossa herança lusitana.

Outra pergunta: qual é a lógica por trás de exigir a hospedagem do site em “provedor de serviço de Internet estabelecido no país”? Tenham dó... Isso jamais poderá ser colocado em prática.

 

 

“Art. 57-C Na Internet, é vedada a veiculação de qualquer tipo de propaganda eleitoral paga”.

Comentário do blog: Por quê? Não se sabe. Por essa lógica, os candidatos também não poderiam anunciar suas propostas em meios impressos (o que hoje é permitido). Trata-se de uma nítida limitação da liberdade de expressão.

 

 

“Art. 57-D  É vedado aos provedores de conteúdo e empresas de comunicação social na Internet, nos conteúdos disponibilizados em suas páginas eletrônicas, por eles produzidos ou não:

I - transmitir, ainda que sob a forma de entrevista jornalística, imagens, texto ou som sobre a realização de pesquisa ou qualquer outro tipo de consulta popular de natureza eleitoral em que seja possível identificar o entrevistado ou em que haja manipulação de dados;

II - usar trucagem, montagem ou outro recurso de áudio ou vídeo que, de qualquer forma, degradem ou ridicularizem candidato, partido ou coligação, ou produzir ou veicular propaganda com esse efeito;

III - dar tratamento privilegiado a candidato, partido ou coligação;

IV - veicular ou divulgar filmes, novelas, minisséries ou qualquer outro conteúdo com alusão ou crítica a candidato ou partido político, mesmo que dissimuladamente, exceto conteúdos jornalísticos ou debates políticos;

V - divulgar o nome de página eletrônica que se refira a candidato escolhido em convenção, ainda quando preexistente, inclusive se coincidente com o nome do candidato ou com a variação nominal por ele adotada”.

Comentário do blog: Goebbels vive! Com que direito o Congresso Nacional impedirá o livre pensamento na internet? Estará proibido, então, durante o tal processo eleitoral um portal entrevistar um determinado candidato que mencione uma pesquisa de opinião? Internet não é concessão pública. É espaço público. Esse artigo é flagrantemente inconstitucional –exceto para algumas cabeças de toucinho na Câmara.

Sobre ridicularizar candidatos, as excelências já assistiram algum vídeo do JibJab? Tentem entrar aqui.

 

 

“Art. 57-G É facultada a veiculação, na Internet, de debates sobre eleições majoritária ou proporcional, assegurada a participação de candidatos dos partidos com representação na Câmara dos Deputados e facultada a dos demais, observado o disposto no art. 46 desta lei”.

Comentário do blog: e, com vocês, a Lei Falcão na internet! É isso mesmo. Daqui a pouco a web só poderá mostrar as carinhas dos candidatos e os seus nomes. Os debates na web estarão inviabilizados se esse parágrafo virar lei. Até porque é sempre a) quase impossível reunir todos os candidatos para um debate e b) quando todos são reunidos, o debate é um lixo por causa da presença dos nanicos filiados a partidos de aluguel.

Por Fernando Rodrigues
 

Um sinal. Relógio "Brasília, 50", foi destruído

Um acidente hoje dizimou completamente o totem colocado no Eixo Monumental de Brasília. O objeto era um relógio do tipo "count down" com o número de dias que faltavam para a capital federal completar 50 anos (será em 21 de abril de 2010).

 

O relógio já era.

 

Supersticiosos dirão: foi um sinal.

 

 

Por Fernando Rodrigues
 

Irã e sua paranóia

O vídeo abaixo foi enviado por um colega jornalista no Irã. É uma propaganda do Ministério da Informação, de 2008. Mostra o nível de paranóia local. Fica entre o bizarro e o ridículo:

 

 

Por Fernando Rodrigues
11h05 - 23/06/2009
 

Sem Ciro, Dilma passa Serra no Nordeste

 

 

  • Pesquisa do GPP, apresentada por César Maia, mostra candidata predileta de Lula em alta

 

 

Uma pesquisa GPP realizada em todo o Brasil, de 11 a 14 de junho, com 2 mil entrevistas, revela que Dilma Roussef (PT) tem 29% contra 46% de José Serra (PSDB) quando entre os candidatos não está Ciro Gomes (PSB). O PT esperava que Dilma chegasse ao patamar dos 30% apenas no final deste ano.

 

Nesse mesmo cenário, quando se considera apenas a região Nordeste, Dilma marca 41,4% contra 37,6% de Serra.

 

Quando Ciro Gomes está entre os candidatos, o desempenho de Dilma é bem pior: Serra 42%, Dilma 17% e Ciro 16%. 

 

Ou seja, dá para entender claramente porque uma ala do PT faz tanta questão de empurrar Ciro para ser candidato ao governo de São Paulo --abandonando a disputa presidencial.

 

Tudo somado, esses números revelam que será muito competitiva a disputa para o Palácio do Planalto em 2010, com dois candidatos fortes pelo PT e pelo PSDB. Serra está relativamente estável no patamar dos 40%. E Dilma aparece sempre com uma curva ascendente a cada pesquisa.

 

O levantamento GPP foi divulgado hoje pelo ex-prefeito do Rio Cesar Maia (DEM), em seu boletim diário divulgado por e-mail, o chamado “ex-blog”.

 

A seguir, os dados tais como foram divulgados por César Maia:

         

1. A pesquisa espontânea inovou e perguntou quem seria o melhor presidente para o Brasil, hoje. Com isso, se testa todo o potencial de Lula. Lula obteve 42%, Serra 8%, Aécio 4%, Dilma 3%, Ciro 1%, H. Helena 1%. Pesquisa com NOMES: Serra 42%, Dilma 17% (entre os que têm até primeiro grau incompleto Dilma tem 8%), Ciro 16%, H. Helena 9%. Extremos. No Sul, Serra tem 52%, Dilma 12%, Ciro 11% e H. Helena 7%. No Nordeste, Serra tem 35%, Dilma 19%, Ciro 23% e H. Helena 9%.

         

2. Sem Ciro Gomes, Serra teria 46%, Dilma 29%, etc. No Nordeste, Serra teria 37,6% e Dilma 41,4%. Curiosamente, ambos torcem para Ciro não ser candidato. Serra, pelo tipo de campanha que faz Ciro. Dilma, pela imprevisibilidade de Ciro, que poderia atirar na política econômica de Lula, como vem fazendo. Lula quer um plebiscito no primeiro turno. E o PSOL decide em agosto se mantém ou retira a candidatura de HH, para ser candidata ao senado.

         

3. A pesquisa com nomes pergunta quem seria o melhor presidente para: a) enfrentar a Crise Econômica, Serra 39%, Dilma 18%, Ciro 18%, HH 7%. b) Para enfrentar os problemas de Saúde Pública, Serra tem 51%, Dilma 12%, Ciro 12% e HH 8%. c) Para Segurança Pública, Serra tem 37%, Dilma 12%, Ciro 18% e HH 10%. d) Para continuar o Bolsa Família, Serra tem 34%, Dilma 26%, Ciro 14% e HH 10%. Para continuar o Bolsa Família, no Nordeste, Serra tem 30%, Dilma 29%, Ciro 19% e HH 9%.

         

3. Você quer votar num candidato do presidente Lula (42%), de Oposição a Lula (20%), Tanto Faz (32%)? No Nordeste, candidato de Lula tem 58%. No Sul, 30%. Quem é o candidato(a) de Lula? Dilma 52%, Serra 8%, Ciro 6%, HH 5%. Não Sabe 29%.

         

4. Serra x Aécio. Serra 59%, Aécio 25%. Sul: Serra 67%, Aécio 13%. Sudeste: Serra 52%, Aécio 34%.

         

5. Lula está pior: Saúde 41% (em maio de 2007 eram 23%), Segurança 31% (em maio de 2007 eram 44%), Educação 11%, Economia 6%, etc. /  Lula está melhor: Programas Sociais 37% (no Nordeste 47%),  Economia 24%, Educação 13%, Obras do PAC 6%, Saúde 5%, etc.

         

6. Avaliação de Lula: Ótimo+Bom 59% (Nordeste 70% e Norte/Centro-Oeste 68%), Regular 32%, Ruim+Péssimo 9%. / Como Lula está enfrentado a Crise Econômica: Bem 46%, Mais ou Menos 43%, Mal 9%. / Crise afetou o Brasil: Mais que outros países 9%, Mesma coisa 34%, Menos que outros países 51% / E em relação a você e sua família a crise afetou, Muito 19%, Pouco 44%, Nada 35%.

         

7. Na sua cidade existe alguma obra do PAC? Sim 22% (Norte/Centro Oeste 37%), Não 30%. Não Sabe 48% (Nordeste 54%).

         

8. Como classifica ideologicamente os partidos. Direita e Centro-Direita: PSDB 28%, DEM 27%, PT 24%, PMDB 31%. /  Centro: PSDB 16%, DEM 16%, PT 17%, PMDB 18%. / Esquerda e Centro-Esquerda: PSDB 28%. DEM 24%, PT 33%, PMDB 22%. (Obs. 1: diferença são os que não sabem responder por partido). (Obs. 2: Os slogans direita a esquerda não diferenciam os partidos. Exemplo com apenas Direita: PSDB 19%, DEM 18%, PT 18% e PMDB 21%. Com apenas Esquerda: PSDB 19%, DEM 16%, PT 24% e PMDB 14%).

       

9. Desses Partidos, quem mais defende a redução de impostos: PMDB 13%, PT 32%, PSDB 13%, DEM 10%. / Quem mais defende os Pobres: PMDB 5%, PT 68%, PSDB 5%, DEM 3%. / Quem mais defende a Classe Média. PMDB 17%, PT 27%, PSDB 24%, DEM 8%.

 

Por Fernando Rodrigues
19h54 - 22/06/2009
 

Câmara prorroga prazo para solucionar caso da farra aérea

O conceito de cumprimento de prazos é realmente elástico dentro do Congresso. A Câmara dos Deputados acaba de prorrogar o prazo para concluir a investigação sobre o crime cometido dentro da Casa com créditos de passagens aéreas.

 

O episódio estourou em abril. Até agora, nada. É a velha estratégia de tentar esfriar o assunto ao máximo para evitar punição. 

 

As desculpas para o atraso foram dadas em nota oficial da Câmara (íntegra no final deste post). A mais fascinante é que “as companhias aéreas ainda não encaminharam documentos, solicitados em abril”. Incrível. O Congresso não consegue fazer com que as empresas aéreas apresentem documentos que foram usados para emitir passagens para... o próprio Congresso. O Poder Legislativo, como se diz, é rrealmente um retrato do Brasil.

 

Outra desculpa: “É necessário realizar mais diligências, analisar documentos já coletados e colher novos depoimentos”. A Câmara tem perto de 15 mil funcionários. Se houvesse desejo real de apurar os fatos, em uma semana tudo estaria pronto.

 

Mas a Câmara está se concedendo mais 30 dias para apurar o que aconteceu. O ato da prorrogação será publicado amanhã. Ou seja, a nova data limite cai no dia 23 de julho –bem no meio do recesso dos deputados. É ou não é para abafar o assunto?

 

O monitor de escândalos do UOL ajuda a manter todos esses casos em evidência. Clique aqui para ter acesso à lista de 62 casos de desvios administrativos registrados apenas neste ano dentro da Câmara e do Senado.

 

A seguir, a íntegra da nota da Câmara atrasando a investigação sobre a venda irregular de passagens aéreas:

 

Câmara estende prazo de sindicância sobre passagens aéreas

             

Comissão que apura uso indevido de créditos ainda

não recebeu documentação de companhias aéreas

 

A Diretoria-Geral da Câmara dos Deputados publicará nesta terça-feira (23) portaria em que prorroga por mais 30 dias o prazo para comissão de sindicância administrativa apurar fatos relativos a possível uso indevido de créditos de

passagens aéreas. A comissão pediu a extensão do prazo porque:

 

- as companhias aéreas ainda não encaminharam documentos, solicitados em abril, relativos à emissão e utilização das passagens; esses papéis são imprescindíveis para a conclusão das investigações;

- durante a sindicância, mais 14 parlamentares solicitaram a apuração de gastos de suas cotas aéreas;

- é necessário realizar mais diligências, analisar documentos já coletados e colher novos depoimentos.

Por Fernando Rodrigues
19h33 - 21/06/2009
 

Poder e política na semana – 22 a 26.jun

 

A semana estará esvaziada no Congresso. Deputados e senadores do Nordeste devem cabular as sessões porque nesta semana há os festejos de São João.

 

O principal assunto é ainda a onda escândalos no Congresso. No Senado, José Sarney deve anunciar (finalmente) medidas administrativas para tentar resgatar alguma credibilidade para a Casa. Na Câmara, sai o relatório sobre passagens aéreas.

 

 

Segunda (22.jun)

Lula no Paraná – lança o programa Plano Agrícola e Pecuário 2009/2010 junto ao ministro Reinhold Stephanes (Agricultura) em Londrina.

 

Ciro Gomes – o PT paulista faz reunião ampliada da executiva para discutir a possível candidatura de Ciro no Estado.

 

José Alencar – o vice-presidente viaja aos Estados Unidos para retomar seu tratamento experimental contra o câncer.

 

Terça (23.jun)
Eldorado de Carajás - o coronel da Mário Pantoja de Oliveira, será julgado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ele é acusado de ter comandado o massacre.

 

Lula no Rio e em SP – de manhã, no Rio, lança projeto de revitalização da zona portuária. À tarde, em SP, inaugura o novo prédio do Hospital Israelita Albert Einstein e visita o Morumbi, sede do São Paulo Futebol Clube.

 

Stephanes e Minc – os ministro da Agricultura e do Meio Ambiente são expositores da apresentação de dados ambientais na Câmara dos Deputados.

 

Governador de Tocantins – Marcelo Miranda (PMDB) será julgado pelo TSE. Acusado de abuso de poder, pode perder o seu mandato.

 

Atos secretos – o 1º Secretário do Senado, Heráclito Fortes (DEM-PI),  volta ao Senado. Deve apresentar relatório sobre os mais de 600 atos secretos da Casa.

 

Reforma Senado – a Mesa Diretora da Casa se reúne para discutir o que fazer para sair da crise.

 

Câmara – deve sair o relatório sobre o uso irregular de passagens aéreas.

 

Terceiro mandato – a PEC do terceiro mandato deve começar a ser votada na CCJ da Câmara dos Deputados.

 

Salários abertos – o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) se reúne com diretores do Sindilegis (Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal). Eles querem barrar o projeto do senador de divulgar os nomes e salários dos funcionários do Senado na internet.
Comentário do blog: a covardia do conjunto geral dos senadores deve impedir a Casa de adotar a proposta de Suplicy. A ver.

 

Quarta (24.jun)

Lula em Brasília - recebe a visita da presidente das Filipinas, Gloria Macapagal Arroyo, e do presidente eleito do Panamá, Ricardo Martinelli.

 

Minc  e os “vigaristas” -  após recusar dois convites, o ministro do Meio Ambiente foi convocado pela Comissão de Agricultura da Câmara para explicar porque chamou os ruralistas de vigaristas.

 

Castelogate – o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados começa a votar a cassação de Edmar Moreira (sem partido-MG).

 

DEM vs Sindicatos – STF julga se o repasse de 10% dos recursos arrecadados pela contribuição sindical para as centrais sindicais é constitucional. A ação foi feita pelo DEM.

 

São João – a data festiva deve esvaziar (ainda mais) o Congresso.

 

 

Quinta (25.jun)

Lula e os evangélicos – o presidente recebe deputados da bancada evangélica em Brasília. 

 

 

Sexta (26.jun)

Mercosul – começa encontro dos presidentes do bloco em Assunção, Paraguai. Ele devem assinar os acordos já fechados sobre o Parlasul. O encontro encerra domingo (28).

 

Por Fernando Rodrigues
Perfil

Fernando Rodrigues, jornalista, nasceu em 1963. Fez mestrado em jornalismo internacional na City University, em Londres, Reino Unido (1986).

Na Folha desde 1987, foi repórter, editor de Economia, correspondente em Nova York (1988), Tóquio (1990) e Washington (1990-91). Na Sucursal de Brasília da Folha desde 1996, assina a coluna "Brasília", na página 2 do jornal, às quartas e sábados.

Mantém uma página de política no UOL desde o ano 2000 - com informações estatísticas e analíticas sobre eleições, pesquisas de opinião e partidos políticos. Em 2007/08 recebeu uma fellowship da Fundação Nieman, na Universidade Harvard (Cambridge, MA, nos Estados Unidos).

Regras de uso

Busca
Neste blog Na Web

Histórico