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Cobertura política, eleitoral, pesquisas e notícias do poder

13h31 - 11/09/2008
 

Joe Biden, vice de Obama, já começa sua nova temporada de gafes

Nova York - O candidato a vice-presidente democrata, Joe Biden, é conhecido por suas gafes políticas. Ele quer manter a tradição.

 

Eis o que disse nesta semana: “Não se enganem. Hillary Clinton é tão qualificada ou mais qualificada do que eu para ser presidente dos Estados Unidos”.

 

E mais: “Ela é qualificada para ser presidente dos EUA. Ela facilmente estaria qualificada para vice-presidente dos EUA, e, bem francamente, ela poderia ter sido uma escolha melhor do que eu”.

 

Ou seja, admitiu que Hillary, desafeta de Barack Obama, é mais qualificada do que ele, Biden, para ser vice.

 

Era tudo o que Obama precisava.

 

Enquanto o adversário republicano John McCain desfruta da alta popularidade de sua vice, Sarah Palin, o vice do democrata começa sua temporada de patetices.

 

É visível a deterioração do momento político para os democratas. É uma uruca grande para os obamistas.

 

Outras gafes antigas de Joe Biden:

 

Quando ele ainda queria ser o candidato a presidente: “[Obama] é o primeiro afro-americano de centro que é articulado, brilhante, limpo e de boa aparência”.

 

Em 2006: “Você não pode entrar no 7-Eleven ou num Dunkin’Donuts sem ter pelo menos um pouco de sotaque indiano”. Foi uma menção ao grande número de estrangeiros que trabalham nessas lojas.

Por Fernando Rodrigues
 

O jornal de Murdoch pega no pé de Obama

Hoje, a capa do tablóide New York Post continua no caso “batomgate”.

 

Sarah Palin se comparou a uma “hockey mom”, a mãe dedicada que leva os filhos aos jogos e treinos. Disse que a diferença entre uma “hockey mom” e um pitbull é apenas “batom”.

 

Eis a capa do Post de hoje:

 

Já teve outra pesada:

 


E não custa lembrar, o jornal do magnata Rupert Murdoch declarou apoio a McCain:

 

Por Fernando Rodrigues
18h46 - 10/09/2008
 

CBS pede retirada do vídeo de McCain

Rápido no gatilho para atacar Obama (que fez um comentário infeliz), o republicano John McCain teve um vídeo viral retirado do ar (post abaixo).


No meio da propaganda os republicanos usavam um comentário de vários meses atrás de Katie Couric, âncora da CBS. Ela falava sobre sexismo na campanha atual, mas referia-se à forma como Hillary Clinton estava sendo tratada. A equipe de McCain fez uma colagem de maneira a dar a impressão de que o comentário era sobre Sarah Palin.


O YouTube retirou o comercial do ar.


Mas o site de McCain continuava com o link até o meio da tarde de hoje:


http://www.johnmccain.com/Informing/Multimedia/Player.aspx?guid=410e4d05-c615-4366-b5ae-09784dd9b169


(desculpem internautas pelo link à vista. Estou postando usando Safari e a interface do blog não carrega direito)

Por Fernando Rodrigues
 

O comercial do batom: a derrapada de Obama

Sarah Palin se comparou na semana passada a uma “mãe do hockey” (as mães dedicadas que levam os filhos para praticar esportes; no caso dos filhos dela, hockey). E completou que a diferença entre ela e um pitbull é o batom. Quis demonstrar ser combativa.

Nesta semana, Barack Obama reagiu ao sucesso da adversária. Disse que você pode colocar batom num porco, mas ainda será um porco.

O democrata pegou pesado. E está entrando no jogo dos republicanos. Está polarizando com Sarah e deixando McCain de lado.

Os republicanos soltaram fogos de artifício. Reagiram com este comercial hoje, disparado de maneira viral pela web:


Eis o script, em inglês:

CHYRON: Sarah Palin On: Sarah Palin

GOVERNOR PALIN: Do you know, they say the difference between a hockey mom and a pit bull: lipstick.

CHYRON: Barack Obama On: Sarah Palin

BARACK OBAMA: Well, you know, you can, you know you can...put...uh...lipstick on a pig...it's still a pig.

CHYRON: Katie Couric On: The Election

CBS' KATIE COURIC: One of the great lessons of that campaign is the continued and accepted role of sexism in American life.

CHYRON: Ready To Lead? No

Ready To Smear? Yes

Por Fernando Rodrigues
15h44 - 09/09/2008
 

Onda vermelha petista avança nas cidades

Conforme mais pesquisas vão aparecendo, duas verdades vão se consolidando sobre as eleições municipais.
 
Primeiro, que os partidos grandes (PT, PMDB, PSDB e DEM) são os que continuarão grandes depois de outubro.
 
Segundo, que há uma consolidação do PT no grupo das legendas hegemônicas. O partido de Lula deve ser um dos grandes vencedores nas principais cidades do país.
 
Levantamento preparado por este blog, com a ajuda do jornalista Piero Locatelli, mostra um quadro para lá de favorável para os petistas nas 108 cidades nas quais há pesquisas disponíveis. Candidatos da legenda estão na frente em primeiro ou empatados na frente em 31 desses municípios (em 16 cidades estão isolados em primeiro).


(sorry pelo erro de conta anterior quando o post foi ao ar)


Eis o quadro:

 

 

Essas cidades abrigam 49.272.711 eleitores, o equivalente a cerca de 39% dos que votarão em outubro. Este é o maior levantamento consolidado de pesquisas disponíveis na web (mais levantamentos são bem-vindos e podem ser enviados para o blog).


Entre as cidades que têm mais de 200 mil eleitores e podem eventualmente ter segundo turno, só 5 ainda não têm pesquisas disponíveis: São João de Meriti, Volta Redonda, Petrópolis, Belford Roxo e São Gonçalo.
 
Depois do PT e sua liderança em 31 cidades, vem o PMDB em segundo (25 cidades), o PSDB (22) e DEM (15).

 

(Como em muitas cidades há mais de um candidato em primeiro lugar, por causa da margem de erro das pesquisas, o total de "primeiros colocados" é 140, e não apenas 108)

 

Para ler todas essas pesquisas, clique aqui . Uma tradição desta página, desde o ano 2000.

Por Fernando Rodrigues
10h33 - 08/09/2008
 

McCain dá uma descolada

É na margem de erro, mas o republicano John McCain está um pouquinho à frente do democrata Barack Obama numa pesquisa divulgada pelo "USA Today": 50% X 46%.

Eis o link:

http://www.usatoday.com/news/politics/election2008/2008-09-07-poll_N.htm

Por Fernando Rodrigues
 

Agenda da semana

Nesta semana nos EUA, o blog pula essa atribuição. De volta na semana que vem.

Aqui, dois assuntos na semana.

1) o pacote de 200 bilhões de dólares para o setor imobiliário.

2) as cerimônias para lembrar o 11 de Setembro, quinta-feira. Obama e McCain estarão em NY.

Por Fernando Rodrigues
21h57 - 07/09/2008
 

O efeito dos 200 bi na sucessão de Bush

É cedo ainda para saber. O governo federal dos EUA preparou um pacotão de US$ 200 bilhões para salvar as duas gigantes do financiamento imobiliário no país, a Fannie Mae e a Freddie Mac.


Juntas, elas detêm US$ 5,3 trilhões em garantias a empréstimos ou empréstimos concedidos.


Comparação: o PIB do Brasil em 2007 foi US$ 1,31 trilhão. A Fannie e a Freddie juntas valem mais de quatro "brasis".


Nos EUA, o mercado imobiliário está numa de suas piores crises. Se o pacotão de Bush trouxer alguma tranquilidade nos próximos dias, o efeito pode ser benéfico para o republicano John McCain. Mas se o mercado entrar em parafuso e houver um clima de descontrole no ar, será água no moinho do democrata Barack Obama.


Não adianta tentar prever o resultado apenas pela reação do mercado nesta segunda-feira (8/set), pois será apenas algo temporário. É necessário esperar para ver o que vai se passar até 6ª feira.

Por Fernando Rodrigues
 

Estatísticas televisivas-eleitorais nos EUA

Na TV, os discursos dos presidenciáveis em suas convenções:

John McCain (republicano): 38,9 milhões de telespectadores

Barack Obama (democrata): 38,3 milhões de telespectadores

Sarah Palin (republicana, vice): 37,2 milhões de telespectadores

Joe Biden (democrata, vice): 24 milhões de telespectadores


Essa audiência de todos é muito grande. McCain cravou um novo recorde histórico com seus 38,9 milhões de telespectadores.


Como comparação, o programa “American Idol”, um favorito do público nos EUA e campeão disparado de audiência no país, teve uma audiência média de 28,1 milhões de telespectadores por programa da última temporada. O último episódio de “American Idol” teve 32 milhões de telespectadores. A abertura dos Jogos Olímpicos na China teve 34 milhões.

Por Fernando Rodrigues
 

O NYT, a velha senhora, encolhe

Enquanto o “Wall Street Journal” de Rupert Murdoch lança revista chique e gorda de anúncios, o jornal de maior prestígio no mundo, “The New York Times” www.nytimes.com encolhe.

 

Na sexta-feira o NYT anunciou que vai cortar o seu número de cadernos no mês que vem. O jornal passará a ter, na maioria dos dias, apenas 4 cadernos. Mais ou menos a mesma morfologia de 1997, quando com muita festa foi anunciado o aumento para seis cadernos e a impressão de fotos em cores.

 

O caderno de esportes será incorporado na parte final do de economia (Business), de terça a sexta. E o caderno de cidades (Metropolitan) será publicado no final do caderno A (que já tem notícias nacionais, de política, e internacionais).

 

Recentemente o NYT cortou um pouco mais de 100 vagas de jornalistas. O jornal deve ter hoje cerca de 1.200 jornalistas, entre repórteres, editores e correspondentes nos EUA e no exterior. É possivelmente um dos maiores do planeta em número de profissionais.

Por que há cortes? O NYT está com perda constante de receita. Em julho, a receita publicitária caiu 12% em relação ao mesmo mês do ano passado. O CEO do jornal, Arthur “Pinch” Sulzberger, enviou uma nota para os editores dizendo que “não haverá perda de conteúdo para os leitores” com o enxugamento do número de cadernos.

 

A ver. O NYT tem um plano para cortar US$ 130 milhões neste ano nos seus custos. E mais US$ 100 milhões no ano que vem.

 

Bottom line: a receita publicitária cai no jornal impresso e não sobe proporcionalmente na operação online. O NYT tem caprichado na sua versão na web, mas os anunciantes até hoje não se animaram.

Por Fernando Rodrigues | Mídia
 

WSJ.magazine – beleza americana

Saiu neste sábado (6.set) a revista do jornal “The Wall Street Journal”. Chama-se " WSJ.". Aparentemente, será mensal. Está linda e lotada de anúncios. Apartamentos em Nova York a partir de US$ 8,5 milhões. Uma maserati a partir de US$ 125,7 mil. E por aí vai.

 

O designer Roland Mouret fez um vestido com páginas do “WSJ” para a modelo Diana Dondoe enfeitar a capa:

 

 

Polêmico, Mouret dá uma entrevista e proclama o fim “em breve” dos eventos de moda tal como existem hoje.

 

A revista é impressa em papel de gramatura especial, brilhante, e lombada quadrada. Chique. Entre os colaboradores está a fotógrafa Mary McCartney, filha do beatle. Na página 46, a reportagem “Running Alaska” traz o perfil de uma maratonista mãe de cinco filhos. Ela mesma, Sarah Palin, governadora do Alasca. A revista já estava impressa quando ela foi escolhida candidata a vice-presidente na chapa republicana de John McCain. Eis a foto que ilustra o texto:

 

 

A "WSJ." também tem Brasil. Na página 48, para falar sobre “festas, lugares e acontecimentos pelo mundo nesta estação”, 8 cidades foram escolhidas, inclusive “Sao Paolo”, assim mesmo, com a grafia errada. A dica é sobre a “instalação vazia” (The Void) de Ivo Mesquita na 28ª Bienal Internacional de Arte de São Paulo. “Não há arte, meramente um espaço vazio contemplando a idéia de arte. Talvez isso seja o suficiente?”, pergunta a revista.

 

Anote: a próxima edição da " WSJ." sai em 6 de dezembro.

Por Fernando Rodrigues | Mídia
Perfil

Fernando Rodrigues, jornalista, nasceu em 1963. Fez mestrado em jornalismo internacional na City University, em Londres, Reino Unido (1986).

Na Folha desde 1987, foi repórter, editor de Economia, correspondente em Nova York (1988), Tóquio (1990) e Washington (1990-91). Na Sucursal de Brasília da Folha desde 1996, assina a coluna "Brasília", na página 2 do jornal, às quartas e sábados.

Mantém uma página de política no UOL desde o ano 2000 - com informações estatísticas e analíticas sobre eleições, pesquisas de opinião e partidos políticos. Em 2007/08 recebeu uma fellowship da Fundação Nieman, na Universidade Harvard (Cambridge, MA, nos Estados Unidos).

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