UOL Olimpíadas 2008 Blogs dos Atletas
 

Blog do Fernando Rodrigues

Cobertura política, eleitoral, pesquisas e notícias do poder

09h12 - 29/08/2008

Pesquisas em 61 cidades disponíveis

• Grandes siglas dominam o cenário nacional
• PT, PMDB, PSDB e DEM são os grandes favoritos
• “Onda vermelha” ainda está para ser confirmada


Este blog e a página Políticos do Brasil (www.politicosdobrasil.com.br) têm o prazer de apresentar a página de pesquisas eleitorais para este ano. Amantes da política, anotem na lista de favoritos: http://noticias.uol.com.br/fernandorodrigues/pesquisas/

Tradição desde o ano 2000, está página vai procurar mais uma vez publicar o máximo de pesquisas eleitorais disponíveis. Para os saudosistas, as pesquisas de eleições anteriores (e os resultados finais) estão em Pesquisas de Opinião (ao entrar, procure no final da página).

No momento, 61 cidades nas quais há pesquisas disponíveis mostram o seguinte quadro:



Como se observa, os partidos mais tradicionais (PT, PMDB, PSDB e DEM) têm o maior número de candidatos na frente (isolados ou empatados na margem de erro), liderando nas capitais e cidades médias e grandes.

Essa tendência já havia sido registrada em anos anteriores, com a diferença mais óbvia sendo o PT: partido de grande porte que teve o maior crescimento percentual em número de prefeitos na eleição de 2004 em relação a 2000.

Profecias muito anunciadas e que estão para ser cumpridas:

1) A “onda vermelha”: supostamente equipararia o PT em número de prefeitos a siglas como PMDB, PSDB e DEM. O palpite deste blog é que o PT deve crescer de maneira robusta neste ano. Dentro do partido, fala-se em 40% de aumento no número de prefeitos. Ou seja, os petistas ficariam com algo em torno de 570 cidades. Em Estados do Nordeste, esse percentual deve ser maior.

2) Derrocada da direita: o Democratas (ex-PFL) sofreu muito em 2004 (perdeu 23% de suas cidades). Agora, parece resistir. Por enquanto. Mas é nítido que o partido vai se ressentir com as já pedras cantadas no Rio e em São Paulo, onde dificilmente conseguirá manter as capitais. Já o PP é um partido ladeira abaixo. Resta saber qual será o seu piso.

Para quem gosta de números, como este blog, aqui está uma memória do que se passou nas últimas duas eleições municipais no país:

 

Por Fernando Rodrigues
16h29 - 28/08/2008

Lula e seu caso de amor com o teleprompter

Vamos ao que importa: Lula está muito bem na leitura do teleprompter. Um profissional. Leu um discurso longuíssimo hoje na reunião do Conselhão, no Planalto. Não treinou antes. Foi no escuro e seu desempenho foi perfeito.

 

Fotos: Alan Marques

 

O aparelho foi introduzido na vida de Lula em 2006, na campanha pela reeleição. Aos poucos ele se adaptou. Hoje, está um craque.

 

Façam o juízo que quiserem a respeito. Uma contribuição do petista à liturgia da Presidência: o uso do teleprompter.

 

 

Na reunião de hoje, Lula descreveu o Brasil como uma espécie de China dos pobres, tamanha a lista de investimentos que apresentou. A platéia do Planalto, com as exceções de praxe, parecia um trem-fantasma. Fernando Collor exibia-se sentado numa cadeira da primeira fila. Lula notou e citou. Ao lado de Collor, o político com a maior firmeza ideológica da história do Brasil: Romero Jucá. Sempre está com o governo. Qualquer governo. Desenvolveu um software próprio para ser líder de governo. Deveria patentear. É um ótimo líder de governo. Qualquer governo.

 

E por falar em história, Lula citou muita gente hoje. Até d. Pedro 2º. O imperador teria desejado transpor águas do rio São Francisco. Mas agora coube a ele, Lula, realizar o sonho. Com a ajuda de Ciro Gomes e do “companheiro Geddel”.

 

Assim caminha o Brasil.

 

Por Fernando Rodrigues
12h57 - 27/08/2008

Governo abandona Ministério da Pesca, mas insiste em criar quase 300 cargos

Veja como são as coisas em Brasília. O Planalto concluiu ter feito uma besteira ao editar a MP da Pesca em julho passado. Quer anular o texto. Mas fica enrolando por um motivo simples: os lulistas precisam dar um jeito de revogar a MP mantendo alguns (ou todos) os cargos criados pela medida.

 

Há ali um punhado de novos cargos (cerca de 300). Como uma MP tem poder de lei imediato, os cargos existem de fato. Muita gente já foi nomeada e recebe salário com base na medida.

 

Há alguns cargos de maior relevância para o governo. Por exemplo, os escondidos no inciso III do artigo 6º: “Art. 6º - Ficam criados: (...) III - os seguintes cargos em comissão do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores, no Ministério da Fazenda: um DAS-6, dois DAS-5, cinco DAS-4, dois DAS-3, um DAS-2 e um DAS-1”.

 

Bolsa-idioma: “DAS-6” é o cargo mais alto na administração pública, abaixo apenas de um ministro de Estado. O jargão brasiliense é a abreviação de “Direção e Assessoramento Superior”.

 

O DAS-6 criado no Ministério da Fazenda foi desenhado para acomodar Bernard Appy no exótico posto de secretário extraordinário de Reformas Econômico-Fiscais. Por conta da agora moribunda MP da Pesca, Appy e parte de seus auxiliares diretos recebem mensalmente seus salários.

 

A MP da Pesca chegou para a Câmara dos Deputados em 30 de julho passado. No dia 5 de agosto, Appy já estava extraordinariamente pensando nas “reformas econômico-fiscais”.

 

Problemaço... Como enviar uma MP revogatória acabando com a idéia de transformar a Secretaria da Pesca em Ministério da Pesca, mas mantendo todos os cargos novos em outros órgãos públicos? O Planalto não sabe o que fazer.

 

A gênese do “affair Appy” está no desejo do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de expurgar de postos-chave todos os antigos colaboradores de Antonio Palocci, o ex-titular da pasta. Appy é um dos principais paloccistas remanescentes. Mais do que isso, trata-se de pessoa que tem a simpatia do presidente da República.

 

Por essa razão dia sim, dia também o governo solta notas sobre a extinção da MP da Pesca, mas não faz nada na prática. Não faz porque não sabe o que fazer.

Por Fernando Rodrigues

Visitem o "Políticos do Brasil"

O www.politicosdobrasil.com.br está quase todo reformado.

 

Mais reformas virão. Muitas pesquisas eleitorais.

Por Fernando Rodrigues
22h55 - 26/08/2008

O CQC fez um bem à democracia

A peça que o programa CQC pregou no deputado Sandro Mabel foi um serviço aos eleitores brasileiros. É raro ver a Câmara dos Deputados tão bem descrita como foi nesse episódio, já disponível no YouTube:


Por Fernando Rodrigues

Obama ainda à frente

Um refresco para os obamistas brasileiros.

As pesquisas nacionais estão dando empate técnico entre Barack Obama e John McCain, mas no Colégio Eleitoral, que é o que conta, o democrata ainda está léguas às frente, como mostram os mapas do Real Clear Politics e do Pollster, abaixo.

 

 

Por Fernando Rodrigues
22h23 - 24/08/2008

Três comentários...

...sobre o noticiário do fim de semana:

 

1) Lula quer o modelo norueguês para explorar o petróleo pré-sal. Na Noruega, o governo e um bando de burocratas decidem quem explora o quê. OK. No Brasil? Pode dar certo... Mas será que podemos importar políticos noruegueses?

 

2) Mais um da série esqueçam o que eu fiz. Ricardo Hausmann, economista de Harvard, pontifica em “Veja”. Venezuelano, ensina que só petróleo não adianta. Huuumm... Ele foi ministro do Planejamento da Venezuela em 1992-93. Depois, manteve-se influente em seu país de 1994 a 2000, quando ocupou o cargo de economista chefe do BID. Exatamente no período em que  estava sendo plantada a semente do fracasso do modelo venezuelano que produziu... Hugo Chávez.
Hausmann, grande conselheiro...

 

 

3) até quando vamos ter de aturar a tradução de “mortgage crisis” (nos EUA) para “crise das hipotecas”?
Em português ninguém que compra uma casa e precisa devolvê-la por falta de pagamento diz “estou com um problema de hipoteca”, certo? As pessoas dizem "não paguei o empréstimo e o banco me tomou a casa". O jeito inteligível de traduzir “mortgage crisis” é “crise no setor de financiamento imobiliário”. Tenham dó, tradutores...

Por Fernando Rodrigues

Política e poder na semana (25 a 29 de agosto)

segunda-feira (25.ago)
Pré-Sal – sai ou não sai empresa nova? Governo vai ou não vai deixar uma rebarba para a Petrobras? O assunto continuará a dominar o imaginário de todos no Planalto. Lula deve soltar novas pílulas ao longo da semana.
 
Recesso branco – não há seção deliberativa marcada pra esta semana na Câmara.

Cultura – o ministro interino da cultura, Juca Ferreira, espera ser empossado no cargo nesta semana.

terça-feira (26.ago)
Senado – 6 MPs trancam a pauta dos senadores.

Anencefalia – audiência pública no STF para debater: mulheres grávidas de filhos anencéfalos têm o direito de interromper as gestações?

quarta-feira (27.ago)
Raposa Serra do Sol – o STF dá o ponto final sobre a demarcação da área indígena em Roraima.

Anatel – Emília Ribeiro será sabatinada no Congresso. Ela já foi aprovada pela Comissão de Infra-Estrutura do Senado para o Conselho Diretor da Anatel. A BrOi espera Emília avidamente.

Obamania – o presidente do PSDB, Sérgio Guerra, e o líder do PT na Câmara, Maurício Rands, acompanham convenção do Partido Democrata, em Denver, no Colorado. Vão tietar Barack Obama. Não há sinais de petistas ou tucanos escalados para a convenção republicana, que homologará John McCain na semana que vem...

CCJ (do Senado) – analisa projeto que deve tornar crime mentir em CPI.

quinta-feira (28.ago)
Reforma agrária – o recém-empossado presidente Lugo divulga a lista dos primeiros beneficiados pela reforma. Brasileiros devem ser afetados: são os maiores produtores de soja e alvo principal de movimentos sociais no paraguaios.

sexta-feira (29.ago)
Orçamento – dia 31, domingo, vence o prazo constitucional para que o governo envie sua proposta de orçamento para 2009 para o Congresso. Polêmica: quanto vai acabar sendo destinado para o Fundo Soberano do Brasil (FSB).

Por Fernando Rodrigues
Perfil

Fernando Rodrigues, jornalista, nasceu em 1963. Fez mestrado em jornalismo internacional na City University, em Londres, Reino Unido (1986).

Na Folha desde 1987, foi repórter, editor de Economia, correspondente em Nova York (1988), Tóquio (1990) e Washington (1990-91). Na Sucursal de Brasília da Folha desde 1996, assina a coluna "Brasília", na página 2 do jornal, às segundas, quartas e sábados. Mantém uma página de política no UOL desde o ano 2000 – com informações estatísticas e analíticas sobre eleições , pesquisas de opinião e partidos políticos. Em 2007/08 recebeu uma fellowship da Fundação Nieman, na universidade Harvard (Cambridge, MA, nos Estados Unidos).

Regras de uso

Busca
Neste blog Na Web

Histórico