O drive político do dia (01.dez.2006 - 6ª feira)
PMDB – o partido aderiu a Lula. Único dissidente, o senador eleito Jarbas Vasconcelos (PE) acha que o prazo máximo de validade dessa coalizão é de seis meses.
Enquanto isso, os cargos serão rateados como nunca para os peemedebistas. Como é mesmo o nome desse tipo de ação política...? Ah, fisiologia.
Alguém acredita que os deputados do PMDB vão votar unidos sobre temas polêmicos e de interesse do Planalto? Ou será necessário, a cada votação, satisfazer os desejos dessa turma com liberação de emendas e outras coisas menos publicáveis?
Lula – de volta ao Brasil, recebe no fim do dia Guido Mantega, ministro da Fazenda, e Luiz Furlan, do Desenvolvimento. Tema: a “mágica” que falta para fazer o PIB crescer.
É possível que Lula também já receba hoje Michel Temer, presidente do PMDB e candidato a ficar na cadeira, impedindo a tomada do poder por parte de Nelson Jobim.
Judiciário – a Câmara aprovou ontem a "minirreforma" do Judiciário. Passaram 4 projetos de lei considerados importantes para desafogar a Justiça. O destaque foi a aprovação da súmula vinculante, mecanismo que permite que decisões do Supremo Tribunal Federal sobre determinado assunto sejam obrigatoriamente seguidas pelas instâncias inferiores.
Avanço institucional – finalmente, a Câmara dos Deputados aprovou ontem o projeto de resolução (PRC 117/03) que determina o uso do sistema eletrônico de votações em todas as eleições secretas da Casa.
Acabou, portanto, aquela demência de deputados votarem em papeizinhos toda vez que o voto era secreto dentro da Câmara. O que precisa acabar, agora, é o voto secreto para cassações. Mas aí é esperar demais de vossas excelências.


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