Isto é Brasília
Foram inaugurados ontem em Brasília um museu e uma biblioteca.
O museu está vazio. A biblioteca, também.
Cobertura política, eleitoral, pesquisas e notícias do poder
Este blog ouve e publica todos os lados.
Já estão em "Documentos", aí do lado esquerdo, as versões de Gushiken, bancada do PT, Funcef e Novinvest. Outros que desejarem, mandem suas explicações que o blog publica.
Dica de blog:
Stromboli e Madame Forrester:
http://stromboliemadameforrester.blogspot.com
Uma nota intrigaria até o senador Heráclito Fortes (PFL-PI):
"Tarantela: Vem aí a Conexão Itália, com presunto nos ingredientes. Se essa acabar em pizza, o jeito é pedir ao último para apagar a luz".
E mais nos comentários, de um anônimo: "que conexão? sindicatos italianos com pt??? mafia??"
Madame Forrester: "conexões pouco ortodoxas junto a filiais brasileiras de empresas italianas. essas ligações resultaram em um esquema de caixa dois que, agora, pode vir à tona e implicar gente graúda (graúda mesmo!) do governo".
"dê a mim alguns dias e volto a escrever, com detalhes, sobre o assunto".
A nomeação de Waldir Pires, 79 anos, para o cargo de ministro da Defesa representará uma retrocesso na transparência do governo Lula e uma encrenca potencial na área político-militar. Waldir Pires, é verdade, não conseguiu cumprir tudo o que prometeu para a CGU (Controladoria-Geral da União) desde que assumiu ali sua cadeira de ministro em 1º de janeiro de 2003. Por exemplo, ele disse que o Siafi (o sistema eletrônico com todos os gastos do governo) seria colocado disponível ao público, mas até hoje apenas parte das informações estão acessíveis. Ainda assim, o petista baiano fez um trabalho sólido na direção de dar mais transparência aos atos de governo. Montou uma equipe e traçou planos. Sua saída deve fazer empacar por um tempo tudo o que é realizado na CGU. Na melhor das hipóteses. "A CGU tem abrigado o desenvolvimento das principais iniciativas voltadas para a prevenção e combate à corrupção, entre elas a recém-criada Secretaria de Prevenção e Combate à Corrupção. Pela primeira vez no Brasil, um órgão do Executivo aborda a corrupção sob uma perspectiva estratégica", diz o blogueiro Claudio Weber Abramo, da Transparência Brasil. Como se não bastasse, a nomeação de Waldir será sempre motivo para pelos eriçados dentro da caserna. Em 1964, no golpe militar, Waldir era um dos principais ministros de Jango Goulart, e teve também e espirrar do governo. Por anos, o ex-governador da Bahia foi um feroz combatente dos militares. Agora, por desejo de Lula, vai comandá-los.
Ministros em debandada:
Esporte – sai Agnelo Queiroz para disputar o governo do Distrito Federal. Fica no cargo o secretário executivo Orlando Silva de Jesus Júnior, também do PC do B.
Transportes – sai Alfredo Nascimento (PL) para tentar a vaga de senador pelo Amazonas. Fica o secretário executivo Paulo Sérgio Oliveira Passos.
Integração Nacional – sai Ciro Gomes (PSB) para ser candidato a deputado federal pelo Ceará ou a vice-presidente na chapa de Lula. Ainda não foi decidido quem assumirá a pasta.
Desenvolvimento Agrário – sai Miguel Rosseto (PT) para ser candidato ao Senado pelo Rio Grande do Sul. Quem assume é o secretário executivo Guilherme Cassel.
Relações Institucionais – sai Jaques Wagner (PT) para disputar o governo da Bahia. Será substituído pelo ex-ministro da Educação Tarso Genro (PT).
Defesa – sai José Alencar (PRB) para ficar disponível como vice de Lula. No lugar, deve assumir Waldir Pires (PT), que hoje é ministro da Controladoria Geral.
Pesca – sai José Fritsch (PT) para disputar o governo de Santa Catarina. O substituto é o secretário executivo Altemir Gregolin.
Saúde – sai Saraiva Felipe (PMDB), tentando ser vice de Aécio Neves, que disputará a reeleição em Minas Gerais. No lugar, o PMDB tem uma lista quilométrica de possíveis substitutos. Mas o PT está de olho.
Estados
São Paulo – sai Geraldo Alckmin (PSDB) e entra Cláudio Lembo (PFL).
Pernambuco – sai Jarbas Vasconcelos (PMDB), assume o vice-governador Mendonça Filho (PFL).
Ceará – ainda tudo indefinido. Lúcio Alcântara (PSDB) pode não tentar a reeleição.
Distrito Federal – sai Joaquim Roriz (PMDB), assume atual vice-governadora Maria de Lourdes Abadia (PSDB).
Capitais
Aracaju – o prefeito Marcelo Déda (PT) entrega o cargo a seu vice, Edvaldo Nogueira (PC do B). Deda será candidato ao governo de Sergipe.
São Paulo – sai José Serra (PSDB) e entra Gilberto Kassab (PFL).
Serra – sai ou não sai?
Alckmin – festa da largada dará o tom campanha tucana.
PFL no poder – Incrível, chegou a vez daqueles que rondam os governos desde Pedro Álvares Cabral. Pela primeira vez, pefelistas devem terminar o dia hoje no comando dos Estados de São Paulo (Cláudio Lembo), Pernambuco (Mendonça Filho), cidade de São Paulo (Gilberto Kassab) e cidade do Rio (Cesar Maia). Não custa lembrar, na Bahia o PFL é poder há tempos com os carlistas (hoje, o governador é Paulo Souto).
Rosinha Garotinho – fica mesmo até o fim do mandato?
Waldir Pires na Defesa – ministro da Controladoria Geral encontra-se com Lula ao meio-dia. Será convidado oficialmente para ficar no lugar de José Alencar, na pasta da Defesa.
Salário mínimo – o governo edita MP para garantir o reajuste do salário mínimo de R$ 350 a partir deste sábado, dia 1º de abril. No Congresso, desolação. Deputados não conseguiram aprovar a tempo o projeto de lei sobre o mesmo assunto.
Ciro Gomes – o ministro da Integração Nacional dá entrevista coletiva às 11 horas. Está de saída e faz balanço da gestão. Conhecido pela “boca nervosa”, deve estar agora mais à vontade para bater na oposição.
Lula e seus 8 ministros a menos – no ano passado, o presidente deu uma ordem: quem não saísse naquele momento ficaria ministro até o final. Hoje, 8 ministros deixam o governo de Lula para disputar a reeleição. O que valem as palavras e as ordens nesse governo?
Guerra sobre o relatório final da CPI dos Correios. Dúvida sobre os ministros novos. O dia foi pesado...
CPI dos Correios – desfecho incerto. Palpite deste blog: a chance de o relatório ficar pior do que já é ou nem ser aprovado é enorme.
Novos ministros – muitas pastas ficam sem titular. Lula sofre pressão de todos os lados. O PT olha com apetite para o Ministério da Saúde. O PMDB está uma arara com Lula, pois acha que pode ficar sem esse cargo. Enfim, o usual.
Palocci – problemas de saúde e o ex-ministro da Fazenda se livrou de depor na PF. Agora, só na semana que vem.
Palácio da Alvorada – Poucos perceberam, mas Lula e Marisa já estão de volta à residência oficial desde quarta-feira. O Palácio está reformado e novinho em folha. Em breve, grande recepção de abertura. Por enquanto, não. Seria o baile da Ilha Fiscal.
Zé Dirceu – fracassou a tentativa do ex-deputado de obter de volta seu mandato. O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, rejeitou o pedido de Dirceu para que fosse reconduzido ao cargo.
Rosinha Garotinho – disse ficará até o fim do mandato no governo do Rio de Janeiro. Será? O prazo para sair vai até amanhã à noite.
Dança da pizza – a deputada Angela Guadagnin (PT-SP) "dançou" outra vez. O presidente do Conselho de Ética, Ricardo Izar, aceitou pedido do PPS para afastar preventivamente a deputada de suas funções no órgão.
Contribuintes – nunca o brasileiro pagou tantos impostos como em 2005. Segundo o IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário), o volume de impostos, taxas e contribuições pagos no ano passado correspondeu a 37,85% do PIB. O recorde anterior era de 2004, com 36,80% do PIB.
José Mentor – o conselho de Ética aprovou o pedido de cassação do mandato do deputado.
Nossa Caixa – a bancada do PT na Assembléia Legislativa de São Paulo ingressou com um mandado de segurança no Tribunal de Justiça paulista para garantir a instalação de uma CPI que investigará irregularidades envolvendo o banco. Constrangimento para Geraldo Alckmin no momento em que começa a ser apenas candidato a presidente.
Uma anedota para reduzir a temperatura política. O astronauta brasileiro será o primeiro integrante do governo Lula que voltará do espaço. Vários governistas entraram em órbita e não dão sinal de quando colocarão novamente os pés na Terra.
O governo está finalizando sua estratégia a respeito da CPI dos Correios, mas neste início de tarde a tendência é a seguinte: 1) conseguir votos para derrotar o texto de Osmar Serraglio 2) apresentar um novo relatório aliviando a barra geral. Se não for possível conseguir os apoios necessários (a votação é terça-feira), o plano B é negar quórum para a reunião --é mais fácil convencer alguns integrantes a não aparecer do que a votar contra.
Nesse caso, a CPI caminhará para a pizza completa. Tudo ficaria pendente até o prazo final. Nenhum relatório seria votado. Muitos petistas são contra essa estratégia, pois avaliam que o desgaste seria enorme. Os mais realistas dizem o oposto e acham que a tragédia política é ter vários figurões do PT sendo classificados como criminosos --Lula, como se sabe, já foi devidamente poupado por Osmar Serraglio.
O que está dando aos petistas a noção de que têm força para alterar o relatório ou melar a CPI é o fato de o texto de Osmar Serraglio ter saído inconsistente e cheio de lacunas, além de o relator já ter aliviado para muita gente --além de Lula, onde está o Lulinha? Onde está o Daniel Dantas? Ninguém sabe ninguém viu.
Em resumo, o PT e o governo fazem um raciocínio quase binário: se deu para salvar o presidente e seu filho, vamos avançar salvar todo mundo de uma vez.
José Mentor – Conselho de Ética pode votar relatório. Texto anterior pedindo absolvição foi rejeitado. Reunião está prevista para às 10 horas.
Reforma ministerial – Lula finaliza mudanças. Amanhã, deve efetivar as trocas, pois vence o prazo para a desincompatibilização.
Guido e os juros – o novo ministro da Fazenda adiou a reunião de hoje do CMN (Conselho Monetário Nacional) que definiria a TJLP, a taxa de longo prazo. Ficou para a amanhã. Será o primeiro teste do substituto de Palocci.
Dança da pizza – o PPS entra com representação por quebra do decoro contra Angela Guadagnin (PT-SP) no Conselho de Ética da Câmara. Não dará em nada, mas enquanto correr o caso a deputada será pressionada a se afastar do órgão.
Governo de São Paulo – Serra faz suspense, mas sua carta de renúncia já estaria na Câmara do Vereadores da cidade de São Paulo, como deixou escarpar um aliado.
Nildo em SP – o caseiro é homenageado de manhã, na OAB paulista.
Palocci e seu inferno – o ex-ministro da Fazenda deve ser ouvido amanhã na PF. discutiu a violação do sigilo bancário de Nildo diretamente com então presidente da CEF, Jorge Mattoso. Texto na Folha (só para assinantes) tem os detalhes.
Astronauta – brasileiro já está em órbita. Agora vai.
Suprema humilhação. A notícia circula com força por Brasília. A Procuradoria Geral da República já tem pronta uma lista checada e rechecada com 73 deputados e senadores que mamaram no mensalão. Marcos Valério colaborou. A PGR trabalhou em silêncio e deixará a CPI dos Correios no chinelo.
A CPI dos Correios durou 9 meses, mas não requereu a quebra de sigilo de nenhum dos congressistas suspeitos de estarem no "mensalão".
A PGR trabalha em silêncio e a notícia de que tem a lista dos 73 está causando pânico em Brasília no mundinho político. É improvável que algo pirotécnico seja realizado nos próximos dias. O mais provável é que o procurador-geral continue a trabalhar em silêncio. Mas, certamente, a coisa explode antes da eleição.
Vamos a um resumo. A CPI dos Correios flopou. A chance de o relatório ser melhorado é mínima.
Para que serve uma CPI? Basicamente, para punir deputados, senadores e presidente da República. É bobagem essa história de indiciar ex-presidentes dos Correios. O Ministério Público faz melhor.
A diferença de uma CPI é que pode convocar deputados e senadores para depor a toque de caixa. O MP não pode. A Justiça também tem dificuldades. Por essa razão, a CPI deve ser medida pelo número de deputados e de senadores que conseguir encaminhar para punição real: a cassação. Roberto Jefferson falava em até 80 deputados envolvidos com o mensalão. Até agora, só 3 foram cassados.
A CPI dos anões do Orçamento (1993-94) era sobre um caso muito menos grave. Cassou 6 congressistas.
Em resumo, não existe político honesto nem desonesto. Esxite político mal investigado.
As frases são de Osmar Serraglio (PMDB-PR), relator da CPI dos Correios. São auto-explicativas:
"Esse relatório não indicia ninguém. Quando o Ministério Público recebe, ele dá o valor que ele quer. Nós não indiciamos ninguém. Por isso são apenas sugestões."
“O meu convencimento pessoal é que de certo modo o presidente da República atua como se estivesse num regime parlamentarista. Na minha convicção o Zé Dirceu era o chefe de governo e o Lula era o chefe de Estado. Daí porque como chefe de governo eu o responsabilizo.”
Sobre os mensaleiros:
“Eles estão com a possibilidade de indiciamento em crime eleitoral, sonegação fiscal e também em corrupção. Há uma sugestão de indiciamento.”
Sobre mudar o texto do relatório:
“Posso mudar, se uma interpretação equivocada houver. Eu erro como qualquer um. Não cabe a mim minimizar as situações que as pessoas estão”.
Sobre incluir os assessores parlamentares:
“Eu tenho que estudar muito, porque talvez em relação a alguns são muitos fortes e verdadeiros [os indícios] e pode ter outros que não são. Como saber quem é quem? Seria o caso de pegar todo esse acervo, encaminhar para o Ministério Público e ele que continue”.
Para os cpimaníacos, este blog segue sua tradição de publicar íntegras. O relatório final da CPI dos Correios, divulgado hoje, está no link Documentos, aí do lado esquerdo da página. Aviso aos navegantes: são arquivos gigantes.
A CPI já torrou cerca de R$ 5 milhões (tudo bem, é menos do que o país gastou com o astronauta) nas suas investigações de 9 meses. Citar o nome de Lula e de ministros é só importante do ponto de vista político. Mas não tem efeito prático. A única coisa prática que uma CPI pode fazer é acelerar a punição de deputados e senadores. Nesse quesito, a CPI dos Correios é quase um fracasso total.
Os principais comandantes da CPI cometeram erros em série (de maneira deliberada ou não, saberemos todos mais adiante).
Dois exemplos de derrapadas graves da CPI:
1) Duda – o marqueteiro tucano-malufo-petista fez um depoimento bombástico em 11 de agosto do ano passado. Admitiu ter recebido cerca de R$ 10 milhões do valerioduto no exterior, em conta secreta. O que fez a CPI? Não fez nada. Ficou resmungando que o ministro da Justiça e sua equipe criavam obstáculos para a investigação (o que é fato). Mas até recentemente os deputados e senadores da CPI nem acesso tinham aos documentos da conta de Duda.
Acordão, inépcia, desídia e medo. Eis as razões para tal lambança.
2) Novos mensaleiros – Roberto Jefferson e a maioria dos deputados no salão verde diziam: o grupo que recebia mesada gira em torno de 80 congressistas. Até agora, foram listados 19 (lá atrás), dos quais 11 já se salvaram.
Este blog ouviu de vários integrantes da cúpula da CPI que havia dados objetivos para listar, pelo menos, mais uns 10 mensaleiros ao final da investigação. Onde estão esses nomes? Ninguém sabe, ninguém viu. O argumento é que não deu tempo para investigar com rigor as operações de aproximadamente 50 a 60 assessores parlamentares que frequentaram o Banco Rural nas mesmas datas em que esteve por lá uma pessoa sacando dinheiro do valerioduto. Não deu tempo? Em 9 meses? Tenha dó.
De novo: acordão, inépcia, desídia e medo. Eis as razões para tal lambança.
E daí? Daí nada. Essa turma perdeu completamente o pudor. Eles sabem que aquela frase é muitas vezes verdade: não existe político desonesto nem político honesto, mas apenas políticos mal investigados. O que fazem melhor, padrão ISO 14.000, é não investigar.
E bola pra frente. Daqui a pouco é tudo piada de salão, como diria Delúbio Soares.
A propósito, já criaram o o "funk da pizza". Para ouvir, clique aqui.
O ex-governador do Rio Anthony Garotinho está sendo informado por todos os peemedebistas que são mínimas –para não dizer nulas– suas chances de conseguir ser nomeado candidato a presidente pelo PMDB. Por essa razão, para evitar o desgaste de ser derrotado, ele está sendo convencido a tomar a iniciativa.
A idéia geral dos Garotinhos é a seguinte:
● Rosinha se desincompatibiliza do cargo de governadora do Rio até sexta-feira, dia 31.
● Garotinho e Rosinha concorrem em outubro ao Senado e à Câmara (não necessariamente nessa ordem).
Rosinha precisa se desincompatibilizar porque é a única forma de o casal poder concorrer a algum cargo no Estado do Rio. Se ela permanecer como governadora, a lei permite apenas a Garotinho ser candidato no plano federal (presidente ou vice).
Se tudo caminhar para a desincompatibilização de Rosinha, o PMDB ficaria sem candidato próprio a presidente e livre para fazer todos os acordos possíveis nos Estados, onde a sigla tem candidatos com chances em até 15 disputas.
Os jornais trazem hoje uma marca impressionante do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin: ele já conseguiu impedir a instalação de 69 CPIs na Assembléia Legislativa do Estado. Uma delas é sobre as irregularidades nas verbas publicitárias na Nossa Caixa, o banco estatal paulista.
O tucano já começa a sentir o peso de uma campanha nacional. Não vai ser mole nem muito menos indolor.
O ex-presidente da Câmara João Paulo Cinha (PT-SP) está analisando se pede ou não que seu processo seja adiado. Em tese, o plenário da Câmara pode votar hoje o pedido de cassação de João Paulo --acusado de envolvimento com o "mensalão".
O deputado tem um último recurso protelatório, que é recorrer da decisão do Conselho de Ética, cujo veredito foi pela cassação. O blog acaba de falar com João Paulo e ele disse que ainda não tem posição formada sobre o melhor rumo a tomar. O prazo para o deputado recorrer é até o final da tarde.
Pesará na decisão de João Paulo o clima geral dentro do Congresso. Por exemplo, como serão as reações à possível leitura, logo mais, do relatório final da CPI dos Correios.
CPI dos Correios – leitura do relatório final. Chance grande de confusão, adiamento. Governistas ameaçam com "relatório paralelo".
Lula - visita as obras da Universidade Federal de São Paulo, na cidade de Guarulhos.
Senado atravancado – a pauta de votações da Casa está trancada por 9 medidas provisórias. Tudo parado.
Liderança do PMDB – segue a novela. O Supremo reconduziu Waldemir Moka (MS) á Liderança. Governistas vão reagir para recolocar Wilson Santiago (PB) na cadeira. É o PMDB.
Jobim – Senado faz especial às 10h para homenagear o ainda presidente do Supremo Nelson Jobim.
Até o final do dia, a CPI dos Correios terá de fazer uma espécie de "escolha de Sofia". Foram identificados dezenas de congressistas que poderiam ser classificados como novos mensaleiros. Esses nomes se somariam aos 19 já conhecidos. Há um guerra interna para definir quem vai para o matadouro e quem se salva. Não está descartado mais um atraso na divulgação do relatório final (que seria lido hoje e agora o será amanhã). O problema maior é escolher o critério de corte para jogar esses novos congressistas no picadeiro. Basicamente, a CPI dos Correios chegou até eles por meio do registro de presença de assessores parlamentares na agência do Banco Rural, em Brasília. Essa gente, cerca de 50 a 60, esteve no banco nos mesmos dias em que passou por lá a sra. Simone Vasconcelos, diretora financeira da agência SMPB (de Marcos Valério), para fazer grandes saques em dinheiro. Qual é o problema? A CPI começou na metade do ano passado, estamos em março de 2006 e agora é que foram pensar seriamente no assunto. Os indícios são fortes: o assessor X que trabalha com o deputado Y esteve no Banco Rural no mesmo dia e horário que Simone "SMPB" Vasconcelos fez saques em dinheiro vivo. E daí? Daí, nada. O que a CPI deveria ter feito? Investigado de fato esses 50 ou 60 assessores parlamentares para extrair provas documentais a respeito do que fizeram no Banco Rural. Isso foi feito? Claro que não. Aliás, quando se fala em "assessores parlamentares", trata-se apenas de funcionários majoritariamente da Câmara. Por que não se fez a mesma coisa com os que trabalham no Senado? Boa pergunta, para a qual a CPI não tem resposta satisfatória. Na tarde de hoje, o presidente da CPI dos Correios, Delcídio Amaral, e o relator da comissão, Osmar Serraglio, ficarão reunidos com outros deputados e senadores para encontrar uma saída. Eles já sabem que se não apresentarem um grupo novo de mensaleiros poderão ser acusados de pizzaiolos. Por outro lado, se derem o nome de todos, serão acusados de irresponsáveis. A CPI dos Correios já torrou mais de R$ 5 milhões com suas investigações. Mas não fez coisas essenciais como 1) quebrar o sigilo bancário de todos os deputados acusados de serem mensaleiros (incrível, isso não foi feito) e 2) investigar com rigor os assessores (da Câmara e do Senado) que freqüentaram o Banco Rural no mesmo dia que Simone Vasconcelos. Agora é tarde.
Não é só em Ribeirão Preto que o ex-ministro Antonio Palocci está encalacrado a partir de agora. Este blog ouviu da PF que o indiciamento é certo também para o caso da violação de sigilo bancário do caseiro Nildo.
Nos próximos dias Palocci será chamado a depor na Polícia Federal. Deve sair de lá indiciado, tal como ocorreu ontem com então presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Mattoso. Não está claro ainda quando o ex-ministro será ouvido, mas já é certo que será chamado.
Segundo este blog apurou, não há hipótese de Palocci não ser indiciado. Ele recebeu documentos sigilosos que depois foram vazados para a imprensa. Mattoso negou peremptoriamente ter participado na operação de divulgação do extrato do caseiro. Sobra, então, para Palocci.
Mesmo tendo negado sua participação no vazamento, Mattoso foi indiciado por quebra de sigilo de operações financeiras e por violação de sigilo funcional. As penas para tais crimes podem chegar a seis anos de prisão, além de multa, se ficar comprovado também o uso indevido dos dados acessados.
Como se não bastasse tudo isso, o Ministério Público Estadual e a Polícia Civil de São Paulo também vão acelerar o processo para indiciar Palocci pelos crimes de formação de quadrilha, peculato, falsidade ideológica e corrupção passiva – tudo por atos cometidos quando o petista foi prefeito de Ribeirão Preto.
Como conseqüência desses indiciamentos em Ribeirão Preto, não é descartado um pedido de prisão.
Rother faz um relato escorreito da queda de Palocci. Aproveita para contar um pouco sobre o escândalo do “mensalão”, das acusações contra Palocci sobre Ribeirão Preto. Fala que o ex-ministro negou em seu depoimento ter freqüentado a casa de luxo em Brasília onde pessoas “pediam, recebiam e distribuíam propinas e encontravam-se com prostitutas” (“solicited, received and distributed bribes and consorted with prostitutes”).
Palocci – o ex-ministro corre risco de ser indiciado pela PF (pela suspeita de ter vazado a violação do sigilo bancário do caseiro). Em Ribeirão Preto, idem. O ex-ministro pode ser indiciado pelos crimes de formação de quadrilha, peculato, falsidade ideológica e corrupção passiva.
Tucanos – José Serra decide-se hoje ou amanhã se será o candidato tucano ao governo de São Paulo.
Alckmin encalacrado – tucano já perdeu um assessor (Roger Ferreira, acusado de direcionar verbas publicitárias da Nossa Caixa). O caso ainda vai longe.
CPI dos Correios: adiada leitura do relatório – ficou para amanhã. Hoje, repercute a lista de aproximadamente 50 novos nomes de assessores parlamentares que receberam dinheiro do valerioduto ou que estiveram na agência do Banco Rural, em Brasília. Reportagem da Folha detalha (para assinantes).
CPI dos Bingos: STF impõe novo revés – oposição em chamas. Supremo proibiu acareação entre Okamotto e Paulo de Tarso Venceslau. Senadores do PFL e do PSDB vão gritar e tentarão alguma saída para o impasse.
Mensaleiro Josias Gomes – Conselho de Ética, a partir das 10h30, analisa e pode votar o caso do deputado Josias Gomes (PT-BA).
Mensaleiro Janene – Conselho de Ética, a partir das 15h, ouve as testemunhas de defesa no processo contra o deputado José Janene (PP-PR): Arlindo Chinaglia (PT-SP), Agnaldo Muniz (PP-RO) e José Linhares (PP-CE).
Salário mínimo na Câmara – está na pauta o projeto com o salário mínimo de R$ 350, mas sem “urgência”. Lula talvez tenha de fazer uma MP para que o valor passe a vigorar no prazo prometido.
Lula está há 3 anos e 3 meses no Palácio do Planalto. Nesse curto período, seu grupo mais próximo de colaboradores se liquefez.
O chamado núcleo duro era composto por José Dirceu (cassado), Antonio Palocci (caiu hoje) e Luiz Gushiken (foi apeado da Secom no meio do escândalo do "mensalão").
Sobraram Márcio Thomaz Bastos (arquiteto da versão do caixa 2), Ciro Gomes (que está de saída para ser candidato no Ceará) e Jaques Wagner (que fica mais na Bahia do que no Planalto).
Está bem, Lula.
Jorge Mattoso pediu demissão da presidência da CEF. Assume em nota oficial ter recebido o sigilo bancário do caseiro Nildo. Mas argumenta que se tratou de uma movimentação bancária "atípica". Ou seja, insinua que não fez nada de errado. Operação atípica de R$ 25 mil? Tenha dó.
A assessoria de imprensa do Ministério da Fazenda informou que o titular da pasta pediu demissão. Antonio Palocci entregara a Lula uma carta para formalizar sua saída.
"O ministro Antonio Palocci decidiu solicitar ao presidente da República o seu afastamento do cargo", diz a nota da Fazenda.
A demissão terá efeito político-eleitoral. É ruim um ministro da Fazenda deixar o cargo acusado de 1) ter mentido ao Congresso e 2) de ter sido conivente com a violação de um sigilo bancário. Ficou insustentável a permanência do ministro depois que ficou evidente a participação de gente ligada a ele na quebra ilegal do sigilo bancário do caseiro Nildo.
Lula teve receio de demitir o ministro quando começaram a aparecer indícios de que Palocci poderia ter mentido sobre ter ou não frequentado a casa de lobby montada em Brasília pela turma de Ribeirão Preto. O presidente da República achava que Palocci estava apenas se preservando do ponto de vista pessoal.
Com a violação do sigilo, tudo mudou de figura. Os depoimentos de hoje de funcionários da CEF (onde Nildo teve sua conta violada), inclusive de Jorge Mattoso, presidente da instituição, deixaram tudo muito pior.
Assessores próximos a Lula temem que a demissão de Palocci abra um flanco para a oposição continuar a avançar sobre Lula na área moral. Paulo Okamotto, o filho empresário do presidente, enfim, há uma lista de casos em aberto que poderão ganhar corpo a partir de agora. Palocci era um anteparo que protegia o presidente. O escudo caiu. Como dizia a propaganda de Duda Mendonça em 2002, "agora é Lula". A ver.
Às 16h25 de hoje, chegou à Corregedoria da Câmara dos Deputados um ofício do presidente da Casa, Aldo Rebelo (PC do B-SP). Curto, o papel diz o seguinte: "Deputada Angela Guadagnin – comportamento em plenário" "Ao sr. corregedor para exame" Anexo ao documento, Aldo enviou cópias da capa da revista "Veja" deste fim de semana e das reportagens publicadas pelo jornal "O Globo" de 24.mar.2006. Essas notícias mostram a deputada Angela Guadagnin (PT-SP) dançando depois da absolvição de seu colega João Magno (PT-MG), na semana passada. O que vai dar essa comunicação de Aldo? Possivelmente, nada. É só uma forma de o presidente da Câmara passar adiante uma preocupação mais ou menos geral dentro do Congresso a respeito dos modos públicos da petista. Para rever o vídeo da deputada dançando, clique aqui.
Das 3 três principais revistas semanais, "Época" trouxe uma novidade neste domingo: um encarte de 12 páginas, em papel especial, da Caixa Econômica Federal. Custa caro um anúncio desses. Certamente, é coisa acertada há algum tempo, pois tal operação não se faz de uma semana para a outra. A observação é importante, pois "Época" foi a revista que na semana passada teve acesso exclusivo ao extrato bancário do caseiro Nildo. A conta bancária do rapaz era na... Caixa Econômica Federal. Só para registro, a CEF é o 3º maior anunciante estatal federal. De 2001 a 2004 (2 anos de FHC e 2 anos de Lula), o bancão torrou R$ 433,3 milhões para lustrar sua imagem. Esse valor inclui apenas o gasto com veiculação de propaganda. Não é divulgado pelo governo a despesa com produção dos comerciais nem com pagamento de patrocínio. Como manda o bordão, "vem pra Caixa você também. Vem!"
O deputado Valdemar Costa Neto (PL-SP) renunciou ao mandato. Não queria ser cassado. Era acusado de traficâncias com Marcos Valério. O tempo passa, mas Valdemar continua como presidente nacional do PL.
O deputado Pedro Corrêa (PP-PE) foi cassado por ter admitido o recebimento de aproximadamente R$ 700 mil do valerioduto. O tempo vai passando, mas Pedro Corrêa continua a ser o presidente nacional do PP.
O que são PL e PP? Partidos?
Jorge da Cunha Lima, jornalista, escritor e tucano de quatro costados, escreveu hoje um artigo para a Folha (só para assinantes) conclamando José Serra a ser candidato pelo PSDB ao governo de São Paulo.
Lá pelas tantas, fala sobre a nova geração de políticos que comandará o país. Diz que o grupo atual será gradativamente substituído pelas lideranças "de Alckmin, Aécio, Perillo, Cássio ou Garotinho".
Garotinho? Isso mesmo. Há um movimento sensível de tucanos para atrair o pré-candidato a presidente pelo PMDB.
Devem sair:
● Ciro Gomes (PSB), da Integração Nacional
● Miguel Rosseto (PT), do Desenvolvimento Agrário
● Agnelo Queiroz (PC do B), da Esporte
● Saraiva Felipe (PMDB), da Saúde
● Alfredo Nascimento (PL), dos Transportes
● Jaques Wagner (PT), das Relações Institucionais
● José Fritsch (PT), da Pesca
● José Alencar (PRB), da Defesa
Podem sair, mas ainda não é certo:
● Antonio Palocci (PT), da Fazenda
● Marina Silva (PT), do Meio Ambiente
● Hélio Costa (PMDB), das Comunicações
A grande dúvida da lista acima, por óbvio, é o ministro da Fazenda. Muita boataria nos últimos dias sobre a saída de Palocci, sobretudo por conta do desgaste no caso do caseiro Nildo. O mais provável é que ele realmente deixe o governo. Lula só não teria tomado a decisão ate agora por 2 motivos: 1) acha que sem Palocci a oposição vai partir para cima dele, presidente, e de sua família e 2) sem a proteção do cargo (que lhe dá foro privilegiado), Palocci fica vulnerável até a um pedido de prisão pro causa de malfeitos da época em que foi prefeito de Ribeirão Preto.
Outro aspecto a ser notado sobre a reforma ministerial é a esdrúxula exigência da lei sobre desincompatibilização. A idéia é que o político não prevarique ficando no cargo quando disputa uma eleição. OK, é um cuidado a ser tomado.
Ocorre que a exigência só vale para quem vai disputar um cargo diferente ao que ocupa. Os que vão para a reeleição podem ficar onde estão. FHC disputou a reeleição no cargo. Lula fará o mesmo.
Já um governador de Estado que pretenda concorrer a presidente, precisa sair do cargo.
Os senadores José Jorge (PFL-PE) e José Agripino (PFL-RN) são os mais cotados para a vaga de candidato a vice-presidente com Geraldo Alckmin (PSDB) encabeçando a chapa.
Mas o presidente nacional do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), continua querendo muito que essa vaga fique para ele mesmo.
Segunda-feira (hoje)
Palocci – até quando agüenta o ministro da Fazenda? Se sair, corre o risco de ir preso por causa dos malfeitos em Ribeirão Preto.
Lula – participa da Convenção sobre Diversidade Biológica, em Curitiba. Às 19, recebe Aloizio Mercadante.
CEF – o presidente da Caixa, Jorge Mattoso, tem reunião de manhã com a cúpula do banco. Cheiro de despedida no ar. De tarde, tem de depor na Polícia Federal sobre a quebra de sigilo do caseiro Nildo.
Tucanos – a semana é decisiva para José Serra. O prefeito tem de se decidir até sexta (prazo para a desincompatibilização) se quer ser o candidato ao governo de São Paulo.
Alckmin encalacrado – um tucano típico, o governador paulista nega irregularidade e diz não ser preciso apurar o uso de dinheiro de publicidade da Nossa Caixa para seus aliados. Mas o caso vai andar.
Terça-feira (amanhã)
CPI dos Correios apresenta relatório final – leitura começa ao meio-dia. Quem agüenta 3.000 páginas? Pior: parece ter sumido a citação a novos mensaleiros, deve haver um alívio para Gushiken, Zé Dirceu e Lula. Pode ser o início de um final melancólico daquela que poderia ter sido a melhor CPI. Ainda há tempo. A ver.
CPI dos Bingos – ouve a vice-presidente de Tecnologia da Caixa Econômica Federal, Clarice Coppetti. Na pauta, o caseiro Nildo.
Mensaleiro Josias Gomes – Conselho de Ética, a partir das 10h30, analisa e pode votar o caso do deputado Josias Gomes (PT-BA).
Mensaleiro Janene – Conselho de Ética, a partir das 15h, ouve as testemunhas de defesa no processo contra o deputado José Janene (PP-PR): Arlindo Chinaglia (PT-SP), Agnaldo Muniz (PP-RO) e José Linhares (PP-CE).
Salário mínimo na Câmara – está na pauta o projeto com o salário mínimo de R$ 350, mas sem “urgência”. Lula talvez tenha de fazer uma MP para que o valor passe a vigorar no prazo prometido.
Quarta-feira (29.mar)
João Paulo – o plenário da Câmara pode votar o pedido de cassação do ex-presidente da Casa João Paulo Cunha (PT-SP). Resultado incerto.
Zé Dirceu e Delúbio na Câmara? – os 2 são testemunhas de defesa de José Janene (PP-PR). Depoimentos a partir das 14h.
Jobim: homenagem no Senado e candidatura à vista no Sul – plenário do Senado faz sessão especial, às 10 horas, para homenagear o ministro Nelson Jobim, presidente do STF. Ele deve deixar a cadeira nesta semana. Filia-se ao PMDB. E vai estudar convite de Germano Rigotto para ser o candidato ao governo do Rio Grande do Sul.
Quinta-feira (30.mar)
mensaleiro Zé Mentor –votação desse caso no Conselho de Ética começa às 10h.
Sexta-feira (31.mar)
desincompatibilização – acaba hoje o prazo.
Na declaração final do congresso, o PPS faz o anúncio de maneira cautelosa. Diz apresentar a candidatura, mas que está aberto “à discussão e composição com todos os partidos, lideranças e personalidades interessados em chegar a acordos mínimos”. Em resumo, a candidatura de Roberto Freire só será oficializada mais adiante. No Datafolha, Freire tem pontuado pouco, de 3% a 4%. Para ter acesso a todas as pesquisas eleitorais (para presidente ou governos estaduais), clique aqui (assinantes do UOL).
Os 3% ou 4% de Freire podem fazer a diferença para que a disputa presidencial acabe no 1º ou no 2º turno. Quanto mais candidatos, mais chance de a parada ir para o 2º turno. E vice-versa.
Muitos deputados federais têm virado o nariz para a intenção de Freire de ser candidato a presidente. Acham que assim eles ficarão limitados nos Estados, pois a verticalização os impedirá de fazer alianças locais que possam afrontar o que se passa no plano nacional.
O problema é que o manda-chuva do PPS é Roberto Freire. Se ele quiser, será candidato, pois domina inteiramente a burocracia interna da sigla.
A seguir, trechos da declaração do congresso do PPS quer lança o nome de Freire (a integra está no site do PPS):
“Para colaborar na construção de um caminho de mudanças para o país, na campanha, no debate, no diálogo, com os cidadãos e cidadãs, o PPS apresenta a candidatura de Roberto Freire à Presidência da República. Candidatura aberta à discussão e composição com todos os partidos, lideranças e personalidades interessados em chegar a acordos mínimos que permitam superar os impasses e resgatar a dívida que o atual momento democrático e republicano nos deixa em 2006”.
“Acreditamos que a candidatura por nós oferecida aos brasileiros pode se constituir em um marco desse debate, dando início também a um processo de conversações sobre a redefinição do campo político nacional, com a constituição de um bloco capaz de reunir as forças do centro e da esquerda democráticos, processo que ultrapassará, sem dúvida alguma, o horizonte das eleições de deste ano. Pelas razões antes expostas e em face da imposição da cláusula de barreira a ser enfrentada no pleito de outubro próximo, o reordenamento partidário se apresentará como um fato intransferível para o próprio sistema político brasileiro”.
Fernando Rodrigues, jornalista, nasceu em 1963. Fez mestrado em jornalismo internacional na City University, em Londres, Reino Unido (1986).
Na Folha desde 1987, foi repórter, editor de Economia, correspondente em Nova York (1988), Tóquio (1990) e Washington (1990-91). Na Sucursal de Brasília da Folha desde 1996, assina a coluna "Brasília", na página 2 do jornal, às quartas e sábados.
Mantém uma página de política no UOL desde o ano 2000 - com informações estatísticas e analíticas sobre eleições, pesquisas de opinião e partidos políticos. Em 2007/08 recebeu uma fellowship da Fundação Nieman, na Universidade Harvard (Cambridge, MA, nos Estados Unidos).