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Blog do Fernando Rodrigues

Cobertura política, eleitoral, pesquisas e notícias do poder

13h02 - 09/02/2010

Novas pesquisas apontam vitórias no 1º turno na BA, CE e ES

A página de pesquisas eleitorais produzida por este blog está atualizada com 10 levantamentos novos em 5 Estados. Eis os destaques:

 

Bahia: Jaques Wagner lidera em todos os cenários e ganharia hoje no 1º turno. Aqui, os dados.

 

Paraná: PSDB rumo ao fim do impasse que envolve indicação. Beto Richa, prefeito de Curitiba, vence em todas as hipóteses. Aqui, os levamentos.

 

Ceará: A caminho da reeleição, Cid Gomes (PSB) venceria no 1º turno em todos os cenários. Aqui, os números.

 

Espírito Santo: Comemoração no Palácio Anchieta. Vice-governador Ricardo Ferraço (PMDB) mantém larga vantagem sobre segundo colocado e ganharia no 1º turno. Para o Senado, governador Paulo Hartung (PMDB), lidera com folga. Aqui, dados para governo e Senado.

 

Piauí: Na disputa para governo, empate técnico entre Silvio Mendes (PSDB) e João Vicente Claudino (PTB). Para o Senado, larga vantagem do governador Wellington Dias (PT). Aqui, os levantamentos para governo e Senado.

 

Outros números? A páginas de pesquisas eleitorais do UOL é a mais ampla compilação desses levantamentos desde o ano 2000. Aqui, todos os dados.

 

 

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Por Fernando Rodrigues
11h14 - 08/02/2010

Preço da cesta básica sobe em 10 capitais

  • Apesar da variação, todas as cidades apresentaram diminuição em relação ao mesmo período do ano anterior

 

 

Levantamento divulgado hoje (8.fev.2010) pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) mostra que o preço da cesta básica subiu em 10 capitais.  A alta, verificada em janeiro, se deve a elevação do preço de produtos básicos, de grande peso no cálculo da cesta.

 

O açúcar registrou aumento em 16 capitais e a elevação no preço do arroz foi verificada em 12 capitais. As altas decorrem da redução do real frente ao dólar e do aumento na demanda internacional, que pressionou o preço das commodities.

 

Apesar do preço ter subido em relação ao mês anterior, em comparação com janeiro de 2009, todas as 17 cidades apresentaram diminuição no custo da cesta.

 

A variação deste mês foi modesta. As maiores elevações ocorreram em Goiânia (4,61%), Salvador (1,43%) e Florianópolis (1,10%).

 

Apesar da variação deste mês não representar um grande alerta no controle da inflação, o aumento do preço da cesta básica é um fator a mais para a manutenção da taxa de juros brasileira, uma das maiores do mundo.  

 

Porto Alegre é a capital com a cesta básica mais cara do país, no valor de R$ 236,55. São Paulo apresentou o segundo maior preço (R$ 225,02), seguida por Vitória (R$ 217,20) e Manaus (R$ 216,53). Os menores valores foram encontrados em Aracaju (R$ 169,13), João Pessoa (R$ 171,97) e Recife (R$ 172,29). Abaixo, tabela com a variação do preço da cesta em 17 capitais.

 

 

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Por Fernando Rodrigues
21h37 - 07/02/2010

Poder e política na semana – 8 a 12.fev.2010

 

A dupla Lula & Dilma segue em campanha disfarçada pelo país: Minas Gerais e São Paulo. Na quinta-feira, 9 partidos farão um apelo a Ciro Gomes para que ele desista de concorrer ao Planalto. Nesse mesmo dia, à noite, o PDT apresenta seu programa semestral de 10 minutos em rede de rádio e TV.


Nada muito vibrante. A semana é morna porque em Brasília o Carnaval começa um pouco antes. A seguir, o que vai mover o poder e a política nos próximos dias. Ao final, o que cada pré-candidato a presidente pretende fazer durante o Carnaval:

 

 

Segunda (8.fev)
Lula e a Globo – em Brasília, presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reúne com João Roberto Marino, presidente do Conselho Editorial e vice-presidente das Organizações Globo.

 

Gilmar Mendes no RJ e ES – o presidente do Supremo Tribunal Federal vai o Rio de Janeiro e ao Espírito Santo para assinatura dos termos de cooperação dos Programas "Começar de Novo" e "Advocacia Voluntária". Em Vitória, almoça com o governador Paulo Hartung, no Palácio Anchieta.

 

PSOL em disputa – os três pré-candidatos do partido à Presidência, Babá, Plínio de Arruda Sampaio e Martiniano Cavalcanti, se enfrentam em debate no auditório do Sindisprev, no Rio de Janeiro.

 

Cesta básica – Dieese divulga números da Cesta Básica Nacional referente ao mês de janeiro. Mais um indicador para saber se mais adiante os juros sobem ou não.

 

 

Terça (9.fev)
OAB e os garotos desaparecidos – na companhia das mães das crianças desaparecidas em Goiás, Ophir Cavalcante vai ao Ministério da Justiça solicitar ao ministro Tarso Genro que a Policia Federal ajude nas investigações.

 

Lula & Dilma em MG – a dupla inaugura obras nas cidades de Governador Valadares e Teófilo Otoni.

 

Lei Pelé e nepotismo – na pauta de votações da Câmara, o PL 5186/05, do Executivo, que modifica a Lei Pelé e garante recursos para os clubes formadores de atletas e a PEC 358/05 que acaba com o nepotismo na Justiça.


Polêmica do veto presidencial – sessão conjunta do Congresso Nacional  aprecia vetos presidenciais, dentre eles, o da Lei Orçamentária que lista 4 obras da Petrobras paralisadas e impedidas de receber recursos públicos por terem sido consideradas superfaturadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

 

 

Quarta (10.fev)
STF e os sindicatos – Supremo julga a ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) em que o DEM questiona o repasse de 10% dos recursos arrecadados pelo imposto sindical às centrais sindicais.

 

Disputa no PSDB paranaense – Beto Richa, prefeito de Curitiba, e Álvaro Dias, senador, se reúnem para solucionar a disputa pela indicação do partido à candidatura ao governo do Paraná. A intenção é anunciar o candidato oficialmente antes do Carnaval.

 

 

Quinta (11.fev)
Jaques Wagner e Carmem Lúcia – governador da Bahia se encontra com a ministra do STF, em Brasília, para discutir sobre uma disputa do governo do Estado contra a empresa Ergon Engenharia Ltda.

 

Lula & Dilma em SP – os dois estarão nas cidades de Mirante do Paranapanema e Presidente Prudente, no Estado de São Paulo.

 

Apelo a Ciro – diretórios paulistas de 9 partidos, entre eles PSB, PT, PDT e PC do B, se reúnem em um café da manhã, em Brasília, para pedir que Ciro desista da Presidência e concorra ao governo de São Paulo.

 

PDT em rede nacional – partido terá 10 minutos gratuitos no rádio e na TV.

 

 

Sexta (12.fev)
Início do reinado de Momo – para os políticos, o Carnaval já começou.

 

 

Agenda de Carnaval
Lula – o presidente, junto da família, passa 2 dias no Rio à convite do governador Sérgio Cabral. No mesmo camarote do sambódromo estará a cantora pop Madonna.

 

Dilma – a ministra pretende visitar os 3 principais carnavais brasileiros: Rio, Salvador e Recife. No Rio, claro, coordenará sua passagem com a agenda de Lula.

 

Serra – pressionado pelo partido a passar o Carnaval fora de São Paulo, o tucano vai a Recife, onde o presidente do partido, o pernambucano Sérgio Guerra, já reservou um camarote. Serra só confirmará a ida às vésperas do feriado. O motivo da demora é o mau tempo que assola São Paulo. O governador mandou avisar que, se chover, não sai do Estado.

 

Ciro – passará o carnaval no Rio, com sua mulher, a atriz Patrícia Pillar.

 

Marina – evangélica, ficará em casa com a família. Disse que nunca precisou do Carnaval para obter votos e que agora não será diferente. 

 

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Por Fernando Rodrigues

Há mais livros sobre Lula do que sobre o Corinthians

Eis uma constatação relevante para temas populares: nas livrarias brasileiras há mais títulos disponíveis sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva do que a respeito do time de futebol Corinthians. Aliás, há mais livros sobre Lula do que os que tratam do Corinthians e do Flamengo, somados.

 

A constatação está em reportagem de Tiago Pariz neste domingo (7.fev.2010). Eis um trecho:

 

“Nas principais livrarias do país, é possível encontrar 46 publicações com o nome de Lula na capa. Os dois times juntos conseguem ter —no máximo— 30 livros editados. Esse foi o número do levantamento realizado pelo ‘Correio [Braziliense]’ nos acervos das principais lojas de livros de Brasília. Tem de tudo, desde charges sobre o governo do presidente petista até análises sérias e complexas sobre relações internacionais e política econômica do atual governo”.

 

O livro mais famoso é “A história de Lula, o filho do Brasil”, de Denise Paraná Vendeu cerca de 31 mil cópias, segundo a editora Objetiva. Outro livro, do jornalista Marcelo Tas, “Nunca antes na história deste país”, vendeu 30 mil exemplares.

 

Além do livro de Denise Paraná, há outras 5 biografias disponíveis: 1) “A história de Lula: o operário presidente”, de Brito Alves, da Espaço e Tempo; 2) “Lula, o início”, de Mario Morel, pela Nova Fronteira; 3) “O menino Lula”, de Audálio Dantas, da Ediouro; 4) “Lula na Literatura de Cordel”, de Crispiniano Neto, da Imeph; e 5) “Lula do Brasil”, de Richard Bourne, da Geração Editorial.

 

Há também um livro de charges do cartunista Chico Caruso, “Lula Lá – A [o]missão – Parte 1”, da Devir. E até um dicionário com frases extraídas dos discursos do presidente, o “Dicionário Lula”, de Ali Kamel.

 

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Por Fernando Rodrigues
16h28 - 06/02/2010

Aécio vice de Serra? Tem outra articulação em curso

Coluna de hoje (6.fev.2010) na Folha sobre uma outra bruxaria muito falada nos útimos dias:

 

FERNANDO RODRIGUES

Subterrâneos tucanos

BRASíLIA - Na superfície há uma onda sobre a possibilidade de ainda vir a ser formalizada a chapa presidencial tucana puro sangue com José Serra e Aécio Neves. No mundo subterrâneo do PSDB as coisas não andam assim tão claras.

 
Na semana que termina hoje, houve uma série de telefonemas entre atores políticos relevantes e Aécio Neves. O governador mineiro está, em tese, fora da disputa presidencial. Vai concorrer apenas ao Senado. Mas na pauta de suas conversas estiveram os seguintes temas: a deslanchada de Dilma Rousseff (PT) nas pesquisas, a desidratação da candidatura Serra e o ânimo do paulista em se manter na disputa. Falaram com o tucano, para citar apenas dois, Ciro Gomes (PSB) e Michel Temer (PMDB).

 

Indagado por Aécio se estava mesmo mantendo-se candidato a presidente pelo PSB, Ciro Gomes respondeu: "Só se você não for". Já Michel Temer, sempre mencionado como o possível vice numa chapa encabeçada por Dilma Rousseff (PT), disse ao mineiro: "Se você entrar, o quadro muda".

 

No PSDB há hoje um quarteto no comando. Além de Serra e de Aécio, apitam no tucanato os senadores Tasso Jereissati (CE) e Sérgio Guerra (PE), o último presidente da legenda. Jereissati tem suspeitas sobre a firmeza da candidatura de José Serra por causa da aproximação de Dilma Rousseff nas pesquisas. Guerra também já demonstrou o mesmo temor em privado.

 

Tudo somado, Serra tem ao seu lado muito mais gente pensando que ele vai desistir do que apostando na possibilidade remotíssima de Aécio aceitar a vaga de vice. Nesse cenário, o mineiro parece estar a postos para novamente ser candidato ao Planalto, com Ciro Gomes ao lado. Seria a primeira chapa presidencial pós-Lula e pós-64. Não é à toa que Aécio usa às vezes a palavra bumerangue quando comenta sua desistência da corrida presidencial a favor de Serra. 

 

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Por Fernando Rodrigues
00h59 - 05/02/2010

Marina Silva na TV: ainda falta achar o tom

O programa partidário do PV teve, como previsto, Marina Silva como sua estrela. Falta ainda achar o tom --do discurso e da entonação da senadora. Eis o vídeo:

 

 

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Por Fernando Rodrigues
13h54 - 04/02/2010

OAB quer pegar Arruda pelo Bolso

  •  Entidade entrará com ação pedindo indisponibilidade dos bens do governador

 

A OAB nacional e a OAB-DF vão entrar com uma ação civil pública requerendo a indisponibilidade dos bens do governador José Roberto Arruda (DF) e dos demais envolvidos no escândalo do mensalão do DEM. As entidades ingressarão com ação nesta sexta-feira (5.fev.2010), na Justiça Federal.

 

"A OAB pretende fazer com que a parte  mais sensível do corpo humano, que é o bolso, seja atingida. É no bolso que vamos procurar determinar que os  corruptos devolvam aquilo que retiraram da sociedade", declarou Ophir Cavalcante, presidente nacional da OAB.

 

Na prática, o que a OAB quer é que os bens de Arruda fiquem travados como garantia de que, caso confirmado sua participação no esquema, os recursos desviados sejam devolvidos aos cofres públicos. “Se ficar comprovada o desvio que prejudique o erário, por parte de qualquer desses agentes, o objeto da ação é servir de garantia de que a sociedade brasileira será ressarcida", disse Ophir.

 

Esta é a primeira ação da nova diretoria do Conselho Federal da OAB, que tomou posse na última segunda-feira (1.jan.2010), em Brasília.

 

 

 

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Por Fernando Rodrigues

Orjan Olsen fará pesquisas para Marina Silva

 

A pré-candidata do PV a presidente, senadora Marina Silva (PV), fechou um pacote de pesquisas e acompanhamento diário (tracking) das intenções de voto com o pesquisador Orjan Olsen, da Analítica Consultoria.

 

Quem vai pagar por esse trabalho, que é caríssimo? Não está claro. Em tese, um conjunto de empresas simpatizantes da candidatura de Marina bancarão os serviços de Olsen. Entre essas empresas, até bancos entram na dança. Algumas empresas são do exterior.

 

Onde está a notícia? O fato de a falta de transparência e os vícios serem idênticos em todas as campanhas eleitorais, sejam do PT, do PSDB ou do PV. Muitos dos serviços prestados nunca aparecem de fato nas contabilidades dos candidatos. São realizados acordos de bastidores. Empresas pagam diretamente ao prestador de serviços. O eleitor não fica sabendo de nada.

 

Olsen já realizou uma primeira sondagem para Marina. Eis os resultados da pesquisa domiciliar em 156 cidades do país, de 23 a 27 de janeiro:

 

1. pesquisa estimulada direta - sem identificação dos candidatos, seus históricos e por quem são apoiados:

 

Serra – 38%

Dilma – 26%  

Ciro – 11%

Marina – 7%

 

2. pesquisa estimulada - com identificação do histórico dos candidatos e por quem são apoiados (por exemplo, dizendo que Dilma é ministra do governo Lula e é a candidata apoiada por Lula ou que Marina Silva é do PV e defende a causa ambientalista)

 

Serra – 35%

Dilma – 30%  

Ciro – 11%

Marina – 9%

 

Na sondagem sobre o segundo turno, os cenários Serra/ Dilma resultam em 48% para o tucano contra 32% da petista quando não há identificação dos candidatos. Quando ambos são identificados, o resultado muda para Serra com 44% X Dilma com 38%.

 

Em resumo, os resultados da pesquisa reservada de Marina Silva não diferem em essência de todas as outras pesquisas de opinião já divulgadas no país. Aliás, todos esses levantamentos estão na página de pesquisas do UOL, sob coordenação deste blog. É a maior compilação da web brasileira para sondagens eleitorais e pesquisas de opinião política em geral.

 

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Por Fernando Rodrigues
19h24 - 03/02/2010

Ciro: “Vou dizer com todas as letras: ‘Zé Dirceu, vai pastar!’ ”

· recomendação será feita se petista insistir na desistência de Ciro na disputa pelo Planalto

 

· deputado do PSB afirma que nada o fará abrir mão da candidatura presidencial

 

Indagado hoje (3.fev.2010) sobre como reagiria a um pedido do petista José Dirceu para que renunciasse à candidatura ao Palácio do Planalto, Ciro Gomes disse: “Se ele vier me procurar para pedir isso, vou dizer com todas as letras: ‘Zé Dirceu, vai pastar!’ ”.

 

Trata-se de uma escalada em relação ao que Ciro havia dito ontem (2.fev.2010), numa entrevista a Eugênia Lopes na qual afirmou discordar da “a articulação do Zé Dirceu, do PT. Isso é coisa golpista”.

 

Instado a explicar o que era “coisa de golpista”, respondeu: “Não vou explicar isso... Quando Lula foi acusado de tráfico de influência, o Zé Dirceu era presidente do PT e abriu inquérito contra Lula na comissão de ética do partido para apurar as relações dele com o compadre Roberto Teixeira. Ele quis acabar com o Lula lá atrás. O Zé Dirceu estava decidido a destruir o Lula, era um trabalho para liquidar o Lula”.

 

Em resumo: Ciro Gomes dinamitou suas pontes de relacionamento com parcela considerável do PT paulista, no qual é fortíssimo José Dirceu (ex-poderoso ministro da Casa Civil, que caiu em desgraça por causa do escândalo do mensalão).

 

Para não deixar dúvida, hoje Ciro mandou Zé Dirceu pastar.

 

Sobre sua pré-candidatura a presidente pelo PSB, Ciro voltou a ser enfático. Disse que não está disposto a pensar em outro projeto. O deputado conversou com repórteres na entrada do plenário da Câmara. “Nada me fará abrir mão [da candidatura à Presidência] porque considero um dever moral apresentar uma alternativa ao cidadão brasileiro”, declarou.

 

A firmeza da declaração veio acompanhada de elogios a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, a quem Ciro diz ser uma mulher “do futuro”. “No segundo turno é uma possibilidade muito real. Mais do que real, certa, se depender de minha vontade”, disse o deputado sobre uma eventual aliança com Dilma –a ministra esteve hoje (3.fev.2010) no Rio e também fez elogios a Ciro.

 

Indagado se sua candidatura serviria apenas para levar a disputa para o segundo turno e favorecer a pré-candidata do governo, Ciro foi enfático: “Eu sou candidato pra ganhar. Fui candidato em 98, em 2002 e só não fui em 2006 para ajudar o presidente Lula”.

 

Em alusão ao planos do Planalto, que trabalha para que Ciro desista da Presidência, disparou: “A única força que é capaz de fazer com que eu não seja candidato é o meu partido”.

 

O PSB, partido de Ciro Gomes, reluta em lançar a candidatura própria à Presidência. Em 10.dez.2009, o presidente da sigla e governador de Pernambuco, Eduardo Campos, disse (aqui) que o partido não fará nada que atrapalhe o campo do governo de ganhar as eleições. 

 

Na próxima quinta-feira (11.jan.2010) representantes de nove partidos (relato no post abaixo), entre eles o PSB, se reunirão em Brasília para pressionar o candidato a desistir do projeto de se candidatar à Presidência.

 

Ciro não parece muito disposto a mudar de idéia. Se a decisão se confirmar, será a terceira vez que o deputado cearense disputará eleição ao Planalto. Em 1998, ficou em terceiro lugar, com 11% (10,97%) dos votos, atrás de FHC e Lula. Em 2002, ficou em 4º lugar, com 12% (11,97%) dos votos –atrás de Lula, José Serra e Anthony Garotinho.

 

 

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Por Fernando Rodrigues

Voracidade do PT é a raiz da novela Ciro Gomes

O PT reclama da reação de Ciro Gomes (na excelente entrevista a Eugênia Lopes), mas a origem da crise está no relacionamento impróprio que se estabeleceu entre a cúpula petista e o PSB.

 

Lula acertou com Ciro, em 2009, que o assunto "eleição presidencial" seria tratado no final de março. Mas em dezembro e janeiro vários petistas foram para a mídia reclamar de Ciro, dizendo que o PSB estava demorando para se decidir.

 

A propósito, eis a coluna de hoje (3.fev.2010), na Folha:

 

FERNANDO RODRIGUES 

No PT, nada ao vosso reino

BRASÍLIA - Ciro Gomes reapareceu ontem em Brasília. Reafirmou sua decisão de ser candidato a presidente. Lembrou a todos ter acertado com Lula uma avaliação do quadro no final de março. 


O PSB, partido de Ciro, só tem a ganhar com a manutenção da candidatura própria a presidente. Terá mais chance de eleger governadores, senadores e deputados. Pode sair maior das urnas. 


Os socialistas herdeiros de Miguel Arraes até poderiam abrir mão desse projeto. O enrosco é a falta de contrapartida. Na oração do PT, só há espaço para o "venha a nós", e nada para o "vosso reino". Tal como está formatada, a coalizão petista é um ativo tóxico para o PSB. Eis os detalhes da proposta lulista: 


1) Sacrifício: Ciro Gomes desiste de disputar o Planalto. Apoia Dilma Rousseff. De quebra, o PSB aceita enfrentar calado a oposição do PT em alguns Estados; 


2) Missão: o PSB despacha Ciro para São Paulo para perder a eleição para o Palácio dos Bandeirantes. Ex-candidato a presidente duas vezes, dono de mais de 10% nas pesquisas nacionais e o primeiro a aderir incondicionalmente a Lula no segundo turno de 2002, Ciro também teria de servir de boca de aluguel do PT: passaria a campanha vituperando contra o PSDB em solo paulista, pois os petistas de modos atucanados como Aloizio Mercadante, Marta Suplicy e Antonio Palocci fazem de tudo, menos se indispor com José Serra; 


3) Prêmio: nenhum. O PSB fica de mãos abanando e se dando por feliz com ministérios de segunda classe e sem expressão política. Assim é o tipo de aliança oferecida pelo PT. É também um prenúncio da voracidade e da hegemonia petista a partir de 2011 se o grupo de Lula vencer a disputa em outubro.

 

Acrescente-se a esse cenário também o seguinte: se Ciro aceitar disputar o governo de São Paulo, mesmo perdendo terá inserido seu nome na política paulista. Nesse caso, qual é chance de o PT apoiar Ciro como candidato a prefeito paulistano em 2012? Resposta: zero.

 

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Por Fernando Rodrigues

9 partidos se unem para pressionar Ciro a desistir

 

· encontro será dia 11, em Brasília, quando o deputado do PSB será convidado a disputar o governo de São Paulo

 

 

Na próxima quinta-feira (11.fev.2010), representantes de 9 partidos, entre eles PT, PSB, PC do B e PDT, terão um encontro com Ciro Gomes para um café da manhã em Brasília. Objetivo: pedir a Ciro que desista de concorrer a presidente e aceite disputar o governo de São Paulo.

 

“Queremos que ele sinta o tamanho da articulação que se une em volta dele em São Paulo”, disse o deputado Marcio França (PSB-SP), que trabalha na articulação da reunião. “A vantagem deles [PSDB e coligados] é que sempre saem unidos e nós sempre saímos divididos. É difícil vencer assim [em São Paulo]”, explicou o deputado.

 

A candidatura de Ciro à Presidência tem incomodado o governo que insiste na tese de uma eleição polarizada, com disputa plebiscitária entre PT e PSDB. A pressão continuou mesmo depois das pesquisas que apontaram ser maior o crescimento da ministra Dilma Rousseff no cenário em que Ciro está na disputa (aqui). Para o PSB, partido de Ciro Gomes, sua candidatura embola o meio de campo das alianças nos Estados, isolando o partido, que se obriga a deixar o pacto com o PT de Dilma.

 

“A tese da disputa polarizada permanece porque o governo entende que a Dilma vai continuar a crescer. Quando ela alcançar e passar o Serra [José Serra, governador de São Paulo], o quadro muda”, disse França.

 

A viabilidade da candidatura Ciro à Presidência depende de alianças com partidos médios e pequenos, que juntos poderiam dar ao candidato mais tempo de TV. Com a sinalização do apoio de PDT e PC do B à Dilma, Ciro vê diminuir suas possibilidades. Restam PTB e PP, mas o diálogo das duas siglas com Ciro tem avançado a passos lentos.

 

A reunião do dia 11 é uma tentativa de resolver o imbróglio. Para PT e PSB, a candidatura de Ciro ao governo de São Paulo é uma possibilidade de entrar na disputa com um candidato capaz de reproduzir em nível regional o embate nacional entre governo e oposição. O quadro de alianças, por conseqüência, também se simplifica. Em São Paulo, todos os partidos da base lulista se uniriam em torno de Ciro, dando mais chances a um candidato do campo do governo fazer frente ao favoritismo do PSDB no Estado (aqui, as últimas pesquisas eleitorais para São Paulo).

 

 

 

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Por Fernando Rodrigues

Governo faz terrorismo eleitoral com o Bolsa Família

 

· documento oficial fala que validade do benefício “estará sujeita a alterações” estabelecidas pela “nova administração que assumir em janeiro de 2011”


 

Documento oficial do governo Lula faz uma ameaça velada aos cerca de 50 milhões de brasileiros que recebem o dinheiro do Bolsa Família mensalmente: o próximo presidente da República pode alterar as regras e o prazo de validade do benefício pode ser alterado.

 

A informação faz parte de uma reportagem de Catarina Alencastro, no Globo de hoje. “Um texto editado pelo Ministério do Desenvolvimento Social para orientar o recadastramento de beneficiários do Bolsa Família afirma que o gestor que assumir o comando do programa federal no próximo governo poderá alterar suas regras”, diz o jornal.

 

O Bolsa Família chega a cerca de 12,5 milhões de famílias. Estima-se que quase 50 milhões de pessoas são beneficiadas. Os valores pagos variam de 20 a 200 reais por mês, dependendo do número de filhos de cada família.

 

O alerta (ou ameaça) do governo sobre mudança de regras faz parte da instrução operacional número 34, editada no dia 23 de dezembro do ano passado. Essa instrução será repassada aos prefeitos, responsáveis pela atualização dos dados do cadastro do Bolsa Família.

 

Diz a reportagem que “o documento explica que a validade do benefício está garantida por três anos para quem já atualizou seus dados em 2008 e 2009. Embora não esteja expresso, o texto dá a entender que o mesmo deve valer para quem se recadastrar em 2010. Mas, segundo a advertência do ministério, a partir de 2011, o prazo de validade do benefício não está garantido”.

 

Segundo a instrução operacional, hoje a validade do benefício “depende do ano em que houve a última atualização cadastral”. “Cadastros atualizados em 2008 terão a validade do benefício firmada em 31/10/2011; cadastros atualizados em 2009, 31/10/2012. Para os anos de 2011 e 2012, no entanto, a fixação da data de validade do benefício estará sujeita a alterações segundo novas diretrizes que sejam estabelecidas pela nova administração que assumir o Bolsa Família em janeiro de 2011”, diz o texto. Eis a imagem do doumento:

 

 

 


A mensagem subliminar é simples: se o próximo presidente quiser, muda o Bolsa Família. Ou seja, só o governo atual (e sua candidata ao Planalto) podem garantir a manutenção dos pagamentos. 

 

Esse tipo de terrorismo eleitoral é comum. Nos anos de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) no Planalto, havia sempre o discurso de que ou o tucano era reeleito em 1998 ou viria o caos na economia. Essa propagação do medo (somada à então ainda recente memória da inflação) deu a vitória ao PSDB na disputa pelo Planalto em 1998. Agora, o PT e Lula mostram ter aprendido bem a lição e usam uma estratégia semelhante.

 

Abaixo, nota de resposta ao blog, enviada pela Assessoria de Imprensa do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.

 

Prezado Fernando Rodrigues,

 

A manchete e a chamada de capa de O Globo desta quarta-feira (03/02) confundem os procedimentos operacionais do Programa Bolsa Família com as regras que o norteiam. Diante disso, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) esclarece:

 

1) No entendimento da Consultoria Jurídica do MDS, a instrução operacional nº 34, de dezembro de 2009, não traz qualquer insegurança jurídica, pois se trata apenas de uma norma de natureza operacional do programa.

 

2) A referida instrução trata apenas do procedimento para atualização cadastral dos beneficiários que estão no programa há mais de dois anos sem que seus dados tenham sido atualizados pelos municípios, responsáveis por essas atualizações. Esses procedimentos, como acontece em qualquer política pública, estão em permanente processo de aperfeiçoamento.


3) A instrução em nenhum momento relata, nem de “forma velada”, que “em um novo governo as principais diretrizes do programa poderão ser alteradas”, como afirma o jornal. O Programa Bolsa Família é uma conquista dos brasileiros garantida em lei, tem trazido importantes resultados para o Brasil na redução da fome, da pobreza e da desigualdade e é hoje referência internacional.

 

João Luiz Mendes

Assessoria de Imprensa do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome

 

 


 

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Por Fernando Rodrigues
17h48 - 02/02/2010

Agora, deputados vão ao Haiti fiscalizar tropas

  • Missão de 5 deputados embarca nesta quarta-feira, mas contingente extra de militares ainda nem chegou ao país.

 

Pouco mais de uma semana após a aprovação do aumento das tropas brasileiras no Haiti, um grupo de 5 deputados federais se prepara para visitar o país. Eles viajam nesta quarta-feira (03.jan.2010) para se encontrar com autoridades brasileiras e haitianas e representantes de entidades humanitárias no país. A visita vai durar apenas 1 dia. 

 

 

A viagem é motivada pelo aumento do contingente militar, aprovado pelo Congresso no dia 25.jan.2010 e o objetivo oficial da missão é fiscalizar o trabalho dos militares brasileiros. O contingente extra de 1300 homens, no entanto, ainda não tem data definida para desembarcar em Porto Príncipe. Isso porque, de acordo com o Centro de Comunicação do Exército, os militares escalados para a missão ainda serão submetidos a treinamento.

 

 

"O Congresso Nacional é quem decide sobre manutenção da tropa no país e pela aprovação dos recursos para a missão. Tudo relacionado a Minustah (missão de paz da Organização das Nações Unidas no Haiti) é de nossa competência e por isso temos a obrigação de acompanhar de perto todo o trabalho”, justifica o deputado Raul Julgman (PPS-PE), um deputados que irá ao país.

 

 

Além de Jungmann, participam da missão os deputados Ibsen Pinheiro (PMDB-RS), Claudio Cajado (DEM-BA), Colbert Martins (PMDB-BA) e Emiliano José (PT-BA).

 

 

Os congressistas vão ao país em vôo da FAB. O resto das despesas serão custeadas pelos próprios deputados –embora eles possam usar a verba indenizatória para qualquer custo que venham a ter durante a viagem. “Como a decisão [da viagem] foi tomada no recesso não deu tempo para que solicitássemos recursos à mesa [da Câmara dos Deputados]”, explicou Jungman. 

 

 

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Por Fernando Rodrigues

Câmara bate recorde de faltas em 2009

Em 2009 o Congresso se notabilizou por escândalos (aqui, a lista completa), mas também por ser um período de muitas faltas dos deputados. A ausência nas sessões de votação em plenário foi alta: mais de 2.000 em relação ao número total de faltas registrado em 2008, segundo levantamento do site de notícias Congresso em Foco.

 

O jornal “O Globo” de hoje traz uma contabilidade, que está resumida nos quadros abaixo:

 


Em 2009, foram contabilizadas 9.820 faltas contra 7.643 em 2008. O ano legislativo na Câmara e no Senado será aberto nesta terça-feira (2.fev.2010), às 11h, com a presença da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), que levará a mensagem presidencial.

 

O levantamento do “Congresso em Foco” considerou a presença em 115 sessões deliberativas realizadas em 2009. A Câmara, no início da noite desta segunda-feira, contestou os números, apontando que no ano passado foram realizadas 175 sessões em 115 dias. A Casa não tinha, porém, o levantamento de quantas eram as faltas.

 

A maior parte das 9.820 faltas foi justificada –por licença médica ou missão oficial autorizada. Ou seja, apesar de não estarem presentes à sessão, os descontos não pesaram tanto no bolso dos faltosos, porque apenas faltas não justificadas são descontadas de parte do salário.

 

Em 2009, 41 deputados faltaram a 33% (um terço) das votações em plenário, somando 1.980 ausências, a maior parte justificada. Foram 8.754 faltas justificadas, contra 1.066 ausências sem justificativa, que implicam no corte do subsídio parlamentar.

 

A média de ausências em 2009 é a maior da atual legislatura eleita em 2006: ficou em 16,7%, contra 16% em 2008, e 13,88% em 2007. Para o trabalho em 2009, foi considerado o desempenho de 553 deputados, levando em conta todos os que exerceram o mandato no ano passado na condição de titular ou suplente.

 

 

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Por Fernando Rodrigues
11h02 - 01/02/2010

CNT/Sensus dá empate técnico entre Serra e Dilma, mas só quando Ciro Gomes continua como candidato

· cenário é de 33,2% para tucano e 27,8% para petista


· se Ciro Gomes sai, Serra vai a 40,7% e Dilma fica com 28,5%

 

 

· margem de erro da pesquisa é de 3 pontos percentuais

 

 

A mais recente pesquisa do instituto Sensus, bancada pela Confederação Nacional do Transporte, traz uma notícia muito boa e outra ruim para o PT. A boa é que a petista Dilma Rousseff está empatada tecnicamente com o tucano José Serra em primeiro lugar na disputa pelo Palácio do Planalto quando se considera a margem de erro da pesquisa (leia "p.s." ao final deste post). A notícia ruim é que esse cenário só existe quando Ciro Gomes (PSB) está no páreo.

 

Como Serra tem 33,2%, pode variar de 30,2% a 36,2% (a margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos). E Dilma, de acordo com a margem de erro da Sensus, pode variar de 24,8% a 30,8%. Ou seja, se Serra estiver próximo de seu limite mínimo e Dilma próxima de seu limite máximo, ambos estariam hoje juntos.

 

A julgar pelo cenário atual, a polarização apenas entre PSDB e PT, tão desejada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ainda depende da presença de Ciro Gomes na lista de candidatos. Até porque, se Ciro sai e se a eleição fosse hoje, José Serra iria a 40,7% e praticamente levaria no primeiro turno –pois a soma de Dilma e de Marina Silva (PV) daria 38%. Como a margem de erro da pesquisa é de 3 pontos percentuais, não se pode afirmar que o tucano ganha no primeiro turno com 100% de certeza.

 

É necessário sempre ressalvar, entretanto, que a eleição é só em 3 de outubro e há uma candidata claramente em linha ascendente (Dilma) e outro (Serra) que às vezes cai e às vezes se mantém estável na faixa acima dos 30% (e batendo em 40% quando Ciro está fora).

 

No caso de Marina Silva, a situação não é das melhores. Ela varia de 6,8% a 9,5%. Nesta semana, terá seus 10 minutos na TV (no programa partidário do PV). É a esperança que tem para atingir um público mais amplo.

 

Já Ciro Gomes também  tem, a exemplo do PT, duas notícias, uma boa outra ruim. A boa é que o PT depende de Ciro, pelo menos por enquanto, para levar a disputa com folga para o segundo turno. A notícia ruim é que o deputado federal pelo PSB do Ceará está com apenas 11,9%, bem atrás dos 27,8% de Dilma.

 

Todas as pesquisas eleitorais para 2010 já divulgadas estão no maior levantamento disponível na web aqui neste blog.

 

A seguir, os números da pesquisa Sensus divulgada hoje (1.fev.2010):

 

Cenário com Ciro:

José Serra  - 33,2%

Dilma Rousseff - 27,8%

Ciro Gomes - 11,9%

Marina Silva - 6,8%

Nenhum/Branco/Nulo - 10,5%

NS/NR - 9,9%

 

Cenário sem Ciro

José Serra - 40,7%

Dilma Rousseff - 28,5%

Marina Silva- 9,5%

Nenhum/branco/ Nulo - 11,4%

NS/NR - 10%

 

Metodologia

2.000 entrevistas

Margem de erro: 3 pontos percentuais

Data da coleta de dados: de 25 a 29 de janeiro de 2010

 

 

Abaixo, análise da pesquisa.


 

 

A seguir, os dados sobre a avaliação do governo Lula e do desempenho pessoal do presidente:

 

Avaliação do governo:

Positivo - 71,4%

Regular - 22,0%

Negativo - 5,8%

 

Desempenho pessoal de Lula:

Aprova- 81,7%

Desaprova - 13,9%

 

Os dados históricos do desempenho do governo Lula e de seus antecessores pode ser visto aqui.

 

A seguir, simulações de 2º turno do Sensus (aqui, simulações de todas as pesquisas anteriores):

 

Cenário 1
José Serra - 44,0
Dilma Rousseff - 37,1
Branco/Nulo - 10,1
NS/NR - 8,9

Cenário 2
José Serra - 47,6
Ciro Gomes - 26,7
Branco/Nulo - 14,1
NS/NR - 11,7

Cenário 3
Dilma Rousseff - 43,3
Ciro Gomes - 31,0
Branco/Nulo - 14,4
NS/NR - 11,4

 

A seguir, os dados da pesquisa espontânea para presidente:

 

Espontânea
Lula - 18,7%
Dilma Rousseff - 9,5%
José Serra - 9,3%
Aécio Neves - 2,1
Marina Silva - 1,6
Ciro Gomes - 1,2
Outros - 1,9
Branco/Nulo - 2,6
NS/NR - 53,1

 

P.S.: a pesquisa CNT/Sensus tem uma margem de erro máxima de 3 pontos percentuais. Esse máximo vale para quando o candidato tem de 30% a 70% das intenções de voto. Mas se o candidato está na faixa de 10% a 30%, a margem de erro passa a ser só de até 2 pontos. Em razão dessa característica técnica metodológica, a CNT/ Sensus diz não considerar haver empate técnico entre Serra e Dilma.

Para Dilma, a margem de erro seria de no máximo 2 pontos (porque a petista pontua abaixo de 30%). Ou seja, ela poderia ter, no máximo, 29,8%.

No caso de Serra, o tucano está acima de 30% e pode ter aplicado ao seu percentual a margem de 3 pontos. Teria, no mínimo, 30,2%.

Ou seja, de 29,8% (Dilma no seu máximo) para 30,2% (Serra no seu mínimo) ainda haveria ainda uma distância de 0,4 ponto percentual. Não se configuraria, segundo o Sensus, o empate técnico.

Comentário do blog: essa metodologia do instituto Sensus é interessante ao fazer uma gradação das margens de erro. Faz todo o sentido. Até porque, como tratar os casos de candidatos nanicos que têm 1% a 2% das intenções de voto se a margem de erro é de 3 pontos?

Mas aí vem um problema: o que ocorre se um candidato tem 29,9% e o outro tem 30,1%? Para o primeiro, a margem de erro seria de 2 pontos percentuais (poderia ir até a 31,9%). Para o segundo, a margem seria de até 3 pontos percentuais –e sua pontuação poderia cair a 28,9%. Parece complicado. E é mesmo.


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Por Fernando Rodrigues
Perfil

Fernando Rodrigues, jornalista, nasceu em 1963. Fez mestrado em jornalismo internacional na City University, em Londres, Reino Unido (1986).

Na Folha desde 1987, foi repórter, editor de Economia, correspondente em Nova York (1988), Tóquio (1990) e Washington (1990-91). Na Sucursal de Brasília da Folha desde 1996, assina a coluna "Brasília", na página 2 do jornal, às segundas, quartas e sábados. Mantém uma página de política no UOL desde o ano 2000 – com informações estatísticas e analíticas sobre eleições , pesquisas de opinião e partidos políticos. Em 2007/08 recebeu uma fellowship da Fundação Nieman, na universidade Harvard (Cambridge, MA, nos Estados Unidos).

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